sexta-feira, 8 de abril de 2016

Desta minha nova rotina


Pudesse eu chegar ao trabalho, aqui no Porto, e ter à minha espera o edifício de Lisboa com as pessoas de Lisboa (mais uma vez quero frisar  que o problema não está nos colegas de cá, mas sim na ausência dos colegas de lá) e os meus colegas de sala e de corredor de Lisboa e estaria tudo perfeito. Adoro a minha nova casa (apesar de ainda ser um mero projeto daquilo que queremos que seja), adoro a zona onde ela está, adoro estar perto de confeitarias e todo o tipo de serviços e ainda ter um centro comercial por perto para poder ir ao cinema sem ter que atravessar metade da cidade, adoro poder escolher entre o mar ou o rio para companheiro das minhas corridas (ou até um mix dos dois), e adoro ter dois ginásios por perto (apesar de já ter visitado os dois, que não têm nada a ver um com o outro, e não me conseguir decidir por nenhum deles, damn it).
Mas depois vejo imagens de Lisboa nas redes sociais e apodera-se de mim uma sensação estranha (e egoísta). A de que já lá não estou para fazer parte de tudo aquilo. A de que estou a assistir, enquanto espetadora num lugar distante, ao dia-a-dia da minha cidade. A de que me fui embora mas a vida por lá continua estranhamente tal e qual ao que sempre foi (eu sei que isto não faz muito sentido, mas toda eu careço de algum sentido por regra, e nestes dias em particular ainda mais).
Como me dava especial jeito o dom da ubiquidade nestes dias...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Reconhecimento da zona - parte II

Ontem cheguei a casa ao final da tarde toda entusiasmada para fazer a minha segunda corrida. Aproveitei uma das dicas que me deram aqui no blogue e segui em direção às praias de Gaia (e voltei para trás quando tinha pouco mais de meia hora, apesar de a vontade ser de continuar, mas não queria perder a luz do dia antes de chegar a casa).





A sensação de correr à beira-mar, com o cheiro a maresia, é maravilhosa. O rio como companhia também é bom, mas o mar...o mar é o mar e não há nada que o substitua.  Eu não tinha o privilégio de viver perto do mar desde que saí da Madeira há quase 12 anos, e enquanto percorria a zona em frente às praias só pensava "Sim, poder fazer isto ao final do dia compensa todos os minutos no trânsito ao início da manhã". 
Ainda nem o caminho para o trabalho decorei, não conheço praticamente nada do centro do Porto (e não devo conhecer tão cedo porque já tenho planos longe daqui para próximos dois fins-de-semana) mas estou maravilhada com as paisagens que tenho ao pé de casa. Estou mesmo.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Fui fazer o reconhecimento da zona


Ontem tinha por objetivo calçar as sapatilhas e fazer a minha primeira corrida pelo Porto. Cheguei a casa ainda de dia e lá desci a rua até encontrar o rio. Eu sabia que estava perto do Cais de Gaia, mas não tinha noção que era tão perto, e mal me apercebi disso toda eu era sorrisos de felicidade.
Não me pude entusiasmar muito porque não queria fazer a estrada de regresso a casa já de noite, pelo que atravessei a Ponte D. Luís e não passei da Praça da Ribeira (onde eu não ia para aí há seis anos), mas hoje devo conseguir despachar-me mais cedo e já estou a planear nova corridinha, desta vez mais longa. 
O Tejo que me perdoe (continuo a gostar muito dele), mas correr com esta vista é qualquer coisa difícil de igualar. Foi, sem dúvida, o melhor momento que tive desde que cá cheguei (e mal posso esperar pelo final do dia para repetir a dose).

terça-feira, 5 de abril de 2016

Então e o primeiro dia de trabalho no Porto?

O dia não começou da melhor forma. Chovia a potes e apanhámos uma fila jeitosa para entrar na ponte da Arrábida. A festa foi tal que até nos bateram na traseira do carro, numa subida (!) entre o pára arranca, mas não foi nada de mais e seguimos a nossa vida. 
No trabalho éramos seis colegas vindos de Lisboa (sendo um deles o senhor meu namorado), o que também tornou as coisas mais fáceis do que se eu lá chegasse sozinha. O edifício de Lisboa onde eu trabalhava (usar este tempo verbal é doloroso mas adiante) tinha 200 pessoas, enquanto que este tem uns 30 e tal colegas. Quase a mesma coisa, portanto. O ambiente parece-me ser mais familiar (é normal), fomos muito bem recebidos por todos, e tivemos direito a bolinhos de boas vindas e tudo.
Vantagens da minha nova sala? Apesar de não ter os melhores colegas do mundo (os novos que me perdoem mas os melhores continuam em Lisboa), tem uma paz a que eu não estou habituada (passei de uma sala de 11 pessoas para uma de 5), e que, há que confessar, dá jeito quando uma pessoa precisa de se concentrar. 


Depois do trabalho regressámos a Gaia e fui com o senhor namorado e uma amiga experimentar o ginásio Virgin Active. O que dizer da experiência? Muito interessante a nível sociológico. Não sei se eu esperava outra coisa por ser um ginásio todo xpto (ou se me tornei demasiado "lisboeta" nos últimos 11 anos e o pessoal lá por baixo é que é demasiado sério), mas a verdade é que não estava à espera  daquilo a que assisti. Eu e a minha amiga experimentámos uma aula de Zumba, e foi completamente diferente daquilo a que eu estou habituada. Imenso barulho no início (tenho a sensação que toda a gente se conhece ali dentro), gente a entrar e a sair a meio da aula, pessoas a se meter umas com as outras também a meio da aula (palmadas no rabo umas das outras inclusive), uma rapariga a fazer a aula de soutien normal (não me refiro aos de desporto, refiro-me àquele que usamos no dia-a-dia, de algodão), uma senhora que até para o palco saltou a meio duma coreografia (ao que parece, o professor não achou muita piada a esta parte), enfim, vi um pouco de tudo. Mas retirando estes pormenores a aula foi interessante e era capaz de me habituar àquilo (vou visitar outro ginásio esta semana e logo me decido).
Balanço do primeiro dia? Positivo =)!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Crónicas de uma mudança concretizada #1


Chegámos ao Porto ao início da tarde de sábado. Entre arrumações (que ainda vão para aí a 50%), compras de supermercado e ida ao Ikea para comprar uma parte daquilo que precisamos para a casa nova, passou-se o resto do fim-de-semana.
Os assuntos para tratar e tralhas para arrumar são tantos, que desde que cheguei ainda não tive tempo para sequer refletir se estou triste ou contente (menos mal que ainda não tenho tempo para passear porque o senhor S. Pedro ainda não me mostrou muito mais que chuva). Estou cansada, isso estou, e muito. 
Assim que puder volto para vos contar do meu primeiro dia de trabalho na Invicta.

sábado, 2 de abril de 2016

O momento da verdade


Aqui que ninguém nos ouve, tenho que confessar que nesta última semana passaram-me pela cabeça todos os pensamentos e mais algum. Inclusive o de "Por que raio me deixei apaixonar por um nortenho há quatro anos atrás para agora ter que ir embora da minha Lisboa?". Mas isso são parvoíces que me passam pela cabeça nos cinco segundos de desespero que são seguidos de momentos de lucidez, em que até me volto a entusiasmar com esta mudança.
A hora chegou. Chegou o momento de te abandonar, minha querida Lisboa. Sem um adeus, como diz a música (que me foi enviada por uma pessoa muito especial que tenho a sorte de estar à minha espera no Porto). E sem esse adeus porque me recuso a fazê-lo. Hei-de voltar muitas e muitas vezes. Já como visitante (e é isso que me "mata", a ideia de ser tratada como alguém que deixará de pertencer a esta cidade), mas prometo continuar a amar-te da mesma forma. Minha querida Lisboa. 


E passo por ti
Condenada a sentir um vazio
Na hora de te abandonar
A lembrança de quem quer ficar
A cidade por descobrir
Um adeus, vou partir

Lisboa, és só tu e eu
Lisboa, és só tu e eu

Agarro-me a ti
Confrontando a saudade que sinto
A hora está-se a aproximar
As memórias de quem quer voltar
Um segredo que vou descobrir
O adeus, vou partir

Lisboa, és só tu e eu
Lisboa, és só tu e eu

E passo por ti
Condenada ao vazio
A ansia de querer voltar
O adeus que não te vou dizer

Lisboa, és só tu e eu
Lisboa, és só tu e eu

sexta-feira, 1 de abril de 2016

E quando achas que já acabou


Chegas à tua secretária esta manhã (o meu último dia de trabalho em Lisboa) e tens um calendário personalizado com fotos do teu pessoal, feito por (mais) uma pessoa muito especial. (ontem também tinha recebido uma moldura de três colegas/amigas do coração, no meio de tanta emoção esqueci-me de mencionar no post anterior).
Mais tarde, estava a contar a duas colegas que não estiveram presentes na minha festa surpresa o quão giro foi e o quão espetacular todos eles são por me terem feito uma despedida destas, e uma delas disse-me: "Sabe que as pessoas também têm o que merecem.". E, principalmente neste momento em que estou de coração cheio mas apertado, faz-me bem acreditar que sim :).

Vou-me embora de coração cheio

Ontem foi dia do meu almoço de despedida. Sou uma pessoa discreta (e tímida) que gosta pouco de ser o centro das atenções, pelo que fazer um almoço com toda a unidade onde trabalho, ou até com toda a divisão (uma parte mais restrita) não era uma ideia que me deixasse confortável. Decidi chamar a minha equipa, o meu grupo de corrida e o pessoal que partilha (partilhou, snif) sala comigo até hoje (alguns são coincidentes). Éramos 18 ao almoço e consegui portar-me como uma senhora, não chorei nem fiz nenhum tipo de cenas. Pagaram-me o almoço, uns fofos, e lá seguimos de volta para o trabalho.
A meio da tarde saí da sala para ter uma reunião. Voltei e o meu computador tinha sumido para parte incerta. Na minha secretária tinha um bilhete a dizer que um senhor da informática tinha ido buscá-lo, que eu não podia ficar com ele agora que vou para o Porto, que lá em cima me dariam outro. E mandavam-me ir a outra sala. 


Eu, que tenho um colega de sala que tem como principal hobbie fazer-me a vida negra (sempre na brincadeira) virei-me para ele e culpei-o da brincadeira. Fui para a sala onde me mandavam e tinha outro papel com um enigma que me levaria à próxima sala, e assim sucessivamente. Percebi logo que havia mais pessoas envolvidas, até porque as mensagens incluíam muita gente para ser coisa de uma pessoa só, e frases muito pessoais que só podiam ser da minha colega mais que tudo (que me vai fazer uma falta desgraçada).
Estava convencidíssima que a última pista me levaria só e apenas ao meu pc, juro, até ao momento em que entrei na sala de reuniões e tinha uma mesa posta com bolos e bebidas, e toda a minha Divisão à minha espera. Não é preciso dizer que perdi o pouco autocontrolo que me restava e desatei a chorar, pois não? Fui imediatamente "consolada" por uma série de abracinhos bons, e de muitas calorias doces.
Eu bem que estou sempre a dizer que tenho os melhores colegas do mundo. E tenho ou não tenho razão?

quinta-feira, 31 de março de 2016

Crónicas de uma mudança anunciada #7

Ainda está bem presente na minha memória a alegria que foi encontrar o T1 onde iniciámos a nossa vida a dois, e que nos albergou nos últimos três anos. Com a vantagem (desvantagem, dirão alguns) de trabalharmos no mesmo sítio, e conhecendo Lisboa muito bem, foi relativamente fácil decidir onde queríamos morar (o mais próximo possível do trabalho, e de preferência que desse para irmos a pé, mas que fosse também uma zona segura).
O nosso T1 era pequeno (nos últimos meses cheguei a ter alguns pullovers em cima de uma cadeira, no closet, porque já não havia espaço onde os pôr), tinha problemas de humidade (para além de ser um prédio antigo, a exposição solar é pouca por estar rodeado de outros prédios) e a insonorização não era a melhor (mais uma vez, prédio antigo. neste momento só ouvimos o vizinho a ressonar, mas em tempos, quando ele se mudou para o nosso prédio, ouvíamos outras atividades do senhor, se é que me faço entender, dia sim, dia sim, sempre de madrugada).


Mas dizia eu que o nosso humilde lar era pequeno e tinha problemas de humidade e insonorização, mas fez-me tão, mas tão feliz nos últimos três anos. Porque foi o primeiro lar que partilhámos os dois. Porque nos permitiu ir almoçar a casa todos os dias, porque pudemos sair de casa 10 minutos antes de começar o nosso horário de trabalho, e chegar a casa 10 minutos depois dele acabar. E, last but not least, porque eu podia ir passear à Baixa a pé, ou ir correr à beira-rio sem tem que pegar antes no carro.
Hoje é dia de dizer adeus ao nosso T1. O nosso T3 espera-nos (daqui a dois dias lá estaremos).

quarta-feira, 30 de março de 2016

Inspirações



E o que eu queria que a nossa marquise ficasse igualzinha a este espaço?

Sou um rato


Tive ontem a última aula de Sh Bam com o meu professor-adorado-espécie-de-ídolo (se vocês soubessem o quanto ouvi o senhor namorado meter-se comigo durante os últimos três anos por causa da minha adoração pelas aulas do senhor) e não tive coragem (foi mais vergonha) de me despedir dele no fim (e agradecer por tantos finais de terça-feira felizes). Se há pessoa que merecia um elogio por ser bom naquilo que faz era ele. Sou um rato assumido.

terça-feira, 29 de março de 2016

Estou tão tramada



O dia em que visitámos aquele que depois escolhemos para ser o nosso novo apartamento foi de tal forma intenso que cheguei à noite e não me lembrava de metade da casa. Cheguei ao ponto de não me lembrar, de todo, como era a sala do apartamento escolhido, ou o tamanho do vestuário da suite.
Quando lá fomos pela segunda vez, colocar toda a nossa tralha e assinar o contrato de arrendamento, tive oportunidade de ver tudo com mais atenção (e de ficar maravilhada com o tamanho da sala, para a qual tenho planos de decoração maravilhosos!) não só por dentro, como de olhar com atenção para a nossa rua. E de entrar na confeitaria mesmo ao lado da nossa porta onde, apesar de ter um aspeto muito modesto (confesso que pelo aspeto não dava grande coisa por ela), fui descobrir os mais variados pães e bolos, entre os quais duas das minhas maiores perdições doces: croissants (ainda por provar) e húngaros (que já comprovei que são deliciosos). E eu já sabia que o norte está cheio de confeitarias maravilhosas, mas uma pessoa como eu ter uma à porta de cada é um verdadeiro pe-ri-go.
Conclusão: estou tão, mas tão tramada.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Crónicas de uma mudança anunciada #6

Começámos a saga da mudança na manhã de sexta-feira. Depois de pesquisar os preços de um serviço completo de mudanças e nos apercebermos que a coisa nos poderia chegar perto dos 1000€, decidimos alugar uma carrinha e fazer nós dois todo o trabalho (vivendo nós num 2º andar sem elevador, estão a imaginar a coisa). 
Ao início da tarde fomos ao stand buscar a carrinha que usaríamos para a mudança. Primeiro filme: percorrer as ruelas da nossa zona (algumas minúsculas) e desejar primeiro manter a carrinha intacta em cada curva e segundo o quase milagre de conseguirmos um lugar à frente de casa. Não conseguimos, pelo que deixámos a carrinha a uns bons 200 metros de casa. E foi assim que levámos para lá uma série de caixotes e o sofá (em 10 peças, para aí) até que pedimos a um vizinho que nos cedesse lugar à frente de casa.
Eu só via a carrinha cada vez mais cheia e a casa...continuava cheia. Um desespero!
Lição nº1 a retirar deste episódio: o nosso T1 não tem pouca arrumação, somos mesmo nós que temos muita (claramente demasiada!) tralha.
Demos a tarefa por encerrada naquele dia já era praticamente meia noite, ainda sem conseguirmos avistar o fim da coisa.
Logo pela fresca, no sábado, tive um amigo (aka salva-vidas de serviço) a quem, em desespero, pedi para ir lá a casa ajudar ajudar o senhor namorado a levar o colchão da nossa cama (que é gigantesco, é tamanho sultan) para a carrinha e ele lá apareceu (mil obrigadas A.!). Ao fim da manhã, quando a energia, a paciência e o espaço na carrinha já escasseavam, decidimos que o pouco restante ficaria provisoriamente por Lisboa, na garagem do meu irmão.


Fizemo-nos à estrada e fomos em direção ao nosso novo apartamento, onde nos esperavam o senhorio, a esposa e o filho, assim como sodôna sogra e senhor cunhado. Assinámos o contrato de arrendamento e começámos a desempacotar. O filho do senhorio pôs logo mãos à obra e começou a ajudar (e eu nem queria acreditar em tamanha disponibilidade e simpatia, e disse várias vezes que não era preciso mas sem êxito) o senhor namorado e o irmão, que ficaram a esvaziar a carrinha (e a pôr a maior parte no elevador. bendito elevador!), enquanto eu e sodôna sogra púnhamos a tralha dentro do apartamento. Quando praticamente uma hora depois me disseram que as peças que me estavam a dar para a mão eram as últimas eu nem queria acreditar! Tudo bem que a tarefa era bem mais simples do que empacotar e ainda ter que transportar tudo sem elevador, mas as mãos extra fizeram toda a diferença. 
Fomos devolver a carrinha, e em vez dos 260€ que teríamos pagar por ter estado com ela dois dias, tínhamos um farol partido (que não nos lembramos de ter partido, mas adiante) que nos custou mais 200€. Auch! Depois de todo o trabalho que tivemos para poupar umas centenas de euros, foi doloroso. 
Em relação à opção que tomámos de fazer tudo sozinhos, aconselho apenas a quem se esteja a mudar de um apartamento minúsculo e que tenha ajuda para isso, porque a dois é tarefa demasiado complicada. Quando penso no que passei (e sinto as dores nas costas e nos braços), sou capaz de jurar que vou ficar no apartamento novo o resto da vida, só para não ter que passar por aquilo outra vez. Isso ou perder o amor ao dinheiro e pagar para fazerem o trabalho por mim (que será, claramente, a opção da próxima vez).

quinta-feira, 24 de março de 2016

Diz que vem aí fim-de-semana prolongado


Sol. Passeios à beira-rio. Ler um livro. Ver filmes no sofá. Procrastinar... era bom, era!
A sexta-feira vai ser passada a empacotar tralhas e desmontar móveis (o ponto alto do dia vai ser se eu conseguir arranjar tempo para enfiar uma aulita de zumba ali pelo meio). O sábado vai ser passado a levar a dita tralha e os ditos móveis por esse país acima (e devemos assinar o contrato de arrendamento do nosso novo apartamento...ieiiii!).
Mas eu vingo-me no domingo, na casa da sogra. Com uma dose industrial de amêndoas e demais gordices (só dispenso o folar, que eu não aprecio o recheio do dito cujo).
Quanto a vocês, meus queridos leitores, se não nos voltarmos a "falar" até domingo, aproveitem estes dias para fazer tudo aquilo que eu não vou conseguir fazer, sim? Boa Páscoa para todos.

quarta-feira, 23 de março de 2016

A culpa é toda deles


Mandei email aos meus colegas mais próximos a marcar um almoço de despedida para a próxima semana. Abri-lhes um bocadinho do meu coração e disse-lhes que se isto me custa tanto é pelo facto de se terem cruzado no meu caminho pessoas especiais como eles. Recebi respostas cheias de carinho, muitas das quais me deixaram à beira das lágrimas, e fiquei mesmo feliz de saber que a maior parte deles salienta o meu sorriso e boa disposição (difícil vai ser convencer os colegas do Porto do mesmo nos primeiros dias, mas prometo que vou dar o meu melhor).
É verdade que gosto muito de Lisboa, mas pudesse eu  levar estas pessoas todas comigo para o Porto e isto não me custaria nem um centésimo.


Houve uma resposta que me tocou particularmente: "O edifício vai ficar um pouco mais escuro sem o brilho do teu sorriso". Para além de espetaculares, os meus colegas ainda são uns poetas ;).