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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Fim-de-semana (o domingo)

Ao final do dia de sábado já estávamos de regresso ao Porto, e no domingo o senhor São Pedro brindou-nos com mais um belo dia de sol.
Uma das maiores dificuldades que temos sentido aqui no Porto é a falta de companhia para sair. Acabamos por sair praticamente sempre só os dois e por mais que gostemos da companhia um do outro faz falta o convívio com outras pessoas. Eu ainda o vou tendo no ginásio, mas o senhor namorado nem isso. Entretanto até já fiz um amigo no ginásio (e não, não é o meu "admirador", que a esse não dou conversa) com quem até faço treinos de musculação de vez em quando (e o bom que é ter companhia para fazer aquilo) e no domingo ele chamou-nos para ir tomar café com a mulher e outros amigos num barzinho muito simpático à beira mar. E nós fomos.


E ao final do dia fomos fazer os 10km da Corrida de São Silvestre do Porto. Não tenho treinado praticamente nada (aliás treino, até umas 5 a 6 vezes por semana, mas é musculação) e fui sem grandes objetivos. Tinha ouvido dizer que havia subidas do demo, e é verdade (tenho a sensação que pelo menos metade da prova foi a subir) mas o facto de ter sido à noite e sem chuva nem vento ajudou e muito. Apesar de ter ido em grupo fiz a prova sozinha e acabei-a numa hora e um minuto (acho que nunca tinha feito 10 quilómetros de prova acima de 1 hora, mas com tanto povo para ultrapassar e tanta subida pelo caminho e tão pouco treino específico foi o melhor que se arranjou).


Ahhhh, fim-de-semana tão bom!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Fim-de-semana bom

Aproveitei o meu último fim-de-semana em Lisboa para fazer alguns dos meus programas favoritos: desporto e ingerir muitas calorias.
Na manhã de sábado houve um evento no meu ginásio, a propósito do lançamento das novas coreografias das aulas de grupo, e lá fui eu fazer uma aula de dança que tanto gosto e vou deixar de ter quando mudar de ginásio: Sh Bam. Fazia intenções de ir também ao Zumba, mas com a Meia Maratona planeada para o dia seguinte achei melhor poupar as pernas e fazer uns exercícios de braços (com pesos) e ir embora (big mistake, no dia seguinte, na Meia Maratona, os meus ombros pareciam pesar toneladas. nunca pensei que os braços fossem tão importantes numa corrida até ter corrido com eles doridos. levem este conselho convosco e usem-no com sabedoria, sim?). 
Seguiu-se um almoço de sushi delicioso no Arigato. As saudades que eu tinha disto!


O domingo foi dia de acordar cedo e apanhar o comboio para Almada, para fazer a Meia Maratona da Ponte 25 de abril. A única vez que fui a esta corrida foi há dois anos, altura em que fiz a Mini Maratona. Lembro-me perfeitamente de ter passado pela parte em que o percurso da mini e da meia se separam e de ter olhado para o lado dos 21 km como uma autêntica utopia, algo que não era nem nunca seria para mim. Ontem, enquanto passava por aquele mesmo sítio enquanto fazia a minha 3ª Meia Maratona, não pude deixar de sorrir e de me sentir orgulhosa com o meu percurso.

Arrisquei a minha vida para tirar esta foto enquanto corria, e ficou com este efeito estranho mas engraçado.

Não sei se foi a chuvada da véspera que assustou o pessoal, mas tendo nós chegado perto da partida dez minutos antes do começo (foi um filme para sair da estação, e outro para ir ao wc) esperávamos ter muito mais gente à nossa frente na partida. Mas este foi o único momento em que achei que estava pouca gente, porque durante toda a prova, ao longo de 21 km, foi muito difícil relaxar e desfrutar da corrida. Estivemos sempre rodeadas de imensa gente, cada vez que queríamos ultrapassar alguém era um filme, e tínhamos receio de ser empurradas e cair a qualquer momento, atendendo ao mar de gente que nos ultrapassava constantemente.
Nunca estive em sofrimento, senti apenas o cansaço normal nos últimos quilómetros, em que as pernas começam a ficar mais e mais pesadas a cada passo.
O senhor São Pedro foi muito amigo, deu-nos sol na maior parte do tempo e até nos brindou com umas belas nuvens durante uns bons 4 ou 5 km (e mal entrei no carro a caminho de casa apanhámos chuva), e atravessámos a meta poucos segundos antes de fazermos 2 horas e 4 minutos. 


O resto do dia foi passado em casa, mas não propriamente em modo descanso. Ainda arranjei energia para pôr as mãos na massa e experimentar a receita muito fit de brownies de courgette e quinoa (do blogue da Miss Fit), que ficaram bem saborosos.
E agora que comece a penúltima semana de trabalho em Lisboa.

domingo, 13 de março de 2016

Derrubar barreiras (ou das minhocas que insistimos em deixar habitar a nossa cabeça)


Eu estava convencidíssima que, enquanto corredora, tinha nascido para ser tartaruga e que nada faria mudar isso, quer corresse 5, 10 ou 21 quilómetros. Convenci-me de que a minha "cena" na corrida são as longas distâncias e que velocidade não é para mim. 
Há muitos meses que eu não fazia uma corrida oficial com distância abaixo dos 20 km (e os meus treinos também costumam ser sempre acima dos 10 km), mas tenho um carinho especial pela corrida solidária da APAV e, ainda por cima, sendo estas as minhas últimas oportunidades para correr em Lisboa sem ter que percorrer 300 km de comboio para cá vir (e mais 300 para regressar) decidi inscrever-me. E, apesar do dia lindo que estava (e que, para não variar, me valeu uma valente dor de cabeça nas horas que se seguiram à corrida) meti na cabeça que ia dar o meu máximo e provar a mim própria que também sei ser rápida quando quero. E fui. Rápida como nunca tinha sido antes, e sem ter estado nunca em grande sofrimento (e acabei a corrida com menos 2 minutos do que no ano passado). 
Está muito longe (a anos-luz, diria eu) de ser um tempo maravilhoso, mas para mim foi um recorde de velocidade (5:17 min/km), e só por isso já valeu a pena ter madrugado para ir correr. Porque provei a mim própria que afinal também sei ser rápida.


(Por isso e pelos pastéis de Belém no fim, vá.)

sábado, 5 de março de 2016

Ninguém me leva a sério. Nem mesmo eu própria.

Foto daqui.

Depois do evento ligeiramente traumatizante que foi os 20 km de Cascais, informei os meus colegas que não me metia em provas longas tão cedo, que ia fazer uma pausa na minha (pseudo) carreira de corredora. E desde então (já lá vai um mês), fiel ao meu discurso, só corri uma vez, e foram apenas 12 km.
Pois que estava eu descansada da minha vida quando recebo um email com um link de um convite para me inscrever na Meia Maratona de Lisboa, que é daqui a duas semanas. A minha (ex fiel, atual traidora) companheira de corridas conseguiu arranjar convites e achou boa ideia arrastar-me (espero que não chegue a ser literalmente) com ela. E eu, que sou uma fácil, claro que não sei dizer que não a uma coisa destas.
Lá vou eu ter que retomar os treinos. E lá vou eu fazer a minha terceira meia maratona (5ª prova acima dos 20 km) num espaço de quatro meses. 


[Gostas pouco, gostas]

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Do fim-de-semana

Com uma prova de corrida longa marcada para domingo, o sábado foi dedicado à ronha. A manhã foi passada entre leituras e séries (começámos a ver Empire e estou a gostar muito) e à tarde fomos ao cinema ver o The revenant.



Não é o meu género preferido de filme, eu já ia preparada para isso, mas sendo o grande candidato ao prémio de melhor filme do ano, eu fazia questão de ver. A interpretação do Dicaprio está absolutamente brutal, o filme é muito intenso, muito bem feito. Mas uma história para me cativar a 100% tem que ter um pouco mais de mistério e imprevisibilidade, e este filme, ainda para mais contando uma história baseada em factos reais, acaba por ter pouco dessa vertente. Mas está muito bom.

No domingo, passados oito dias desde a Meia Maratona do Funchal, aqui a maluquinha de serviço decidiu que era giro ir fazer os 20 km de Cascais. Quando o despertador tocou mais cedo do que toca nos dias de semana pensei "A isto se chama bater no fundo". Mas lá fui ter com os dois amigos (e colegas de corrida) que me acompanharam. 
Mais uma vez os senhores do IPMA falharam, e estava um dia lindo de sol. A prova começou na baía de Cascais e foi até ao Guincho. Começou com uma subida do demo, continuou com muito vento na ida, e sem vento nenhum (e um sol abrasador) na maioria do regresso. Das quatro provas que já fiz entre os 20 e os 21 km, esta foi sem dúvida a mais difícil (ainda por cima a única coisa que nos deram durante a corrida foi água. para 20 quilómetros!). A partir do 15º quilómetro comecei inclusive a dizer que detesto correr (é mentira, hoje já gosto outra vez) e já só queria que os meus amigos, que estavam a ser uns autênticos queridos comigo, me deixassem fazer a minha velocidade mais calma e fossem à vida deles (é bom ter alguém a puxar por nós, mas detesto sentir que estou a empatar, e não estava a conseguir acompanhar a pedalada deles). 
O que vale é que quando chegamos ao fim, seja de 10 km ou de 20 km, o pensamento é sempre o mesmo: apesar de tudo, valeu a pena. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Fim-de-semana de aniversário - o relato

Saímos de Lisboa na sexta-feira ao final da tarde: eu, o senhor meu namorado, duas amigas (e colegas de trabalho e corrida) e o marido de uma delas. Já jantámos com os meus pais nesse dia e acabámos a noite em Câmara de Lobos, a tomar a bela da poncha.


O sábado foi dedicado ao passeio.

Cabo Girão

Eira do Serrado, com vista para o Curral das Freiras.

Zona Velha (Funchal)

O domingo, dia do meu aniversário, dificilmente poderia ter corrido melhor. Acordei e vi que nos esperava um dia lindo de céu aberto e temi o pior (tenho uma dificuldade muito grande em correr debaixo de sol). 
O primeiro gesto fofinho não demorou a acontecer: uma das minhas amigas fez um dorsal a brincar, a desejar-me os parabéns.


A corrida começava às 10h, e o céu continuava aberto, e a temperatura a rondar os 20ºC. Começámos a correr e eu sentia-me super bem. Estava uma viraçãozita, que ajudou imenso a que eu não tenha passado por nenhum momento de absoluto sofrimento. Tive sempre companhia, consegui conversar, ouvir música, apreciar a paisagem, e sentir-me feliz por poder estar ali, feliz e com saúde, a festejar o meu aniversário duma forma como nunca tinha feito antes.
Chegámos ao fim depois de 2h08m (e a minha aplicação de corrida marcava 21,50km, em vez dos supostos 21,10, o que fez com que tenha conseguido uma média abaixo dos 6min/km, que é coisa para me deixar para lá de contente).


Depois disso fomos para casa dos meus pais, festejar o meu aniversário com eles e os meus avós, e com comidinha da boa a acompanhar.


Tive um dia mesmo, mesmo feliz. Não podia ter pedido mais nada, mesmo. Deitei a cabeça na almofada, já em Lisboa, de coração cheio. Tão cheio!


P.S. Eu volto mais tarde com a parte das prendinhas ;).

domingo, 6 de dezembro de 2015

Fazer uma Meia Maratona: check


Foi no início do ano que prometi a mim mesma que este ano fazia uma Meia Maratona, e tentei que o meu grupo de corrida alinhasse na loucura. Tendo em conta que não somos muito fãs das corridas mais "famosas" (porque há demasiada confusão e os preços são caríssimos), não sobravam muitas opções para concretizar o objetivo aqui por Lisboa. 
Quando soube da Meia Maratona dos Descobrimentos, e decidido que estava que não ia aproveitar o feriado de terça-feira para fazer umas mini-férias, decidi inscrever-me e desafiei o meu grupo. Inscrevemo-nos todos, à exceção de um membro. E uns com menos treinos, outros com mais, lá fomos nós hoje. 

Nesta foto está em falta um dos pés, que era o do único membro para quem a Meia não seria uma estreia.

Quando chegámos a Belém estava nevoeiro cerrado e um frio de rachar. Ou seja, o S. Pedro deu-me(nos) todas as condições para a coisa correr bem. E correu mesmo. Quando faltavam uns 10 minutos para a partida decidi ir esconder o casaco que levava algures nos jardins de Belém (e quando a corrida acabou lá estava ele, à minha espera) e ainda bem que o fiz, porque a subida com que fomos brindados logo ao início deu-nos aquecimento suficiente até ao 21º km. 
Sentia-me cheia de energia (o sol é mesmo o meu maior inimigo nas corridas), a minha companheira fiel tinha tanta ou mais energia que eu (na parte final tinha, claramente, mais), e quando demos por ela estávamos a fazer um tempo muito melhor do que aquele que tínhamos planeado (a ideia era tentar não passar dos 6 minutos por km).


Eu conversei, eu disse piadas, eu ri-me, eu arrastei-me, eu acelerei no fim, enfim, tive tempo (e disposição) para tudo e mais alguma coisa. E quando estava a aproximar-me da meta e me apercebi que ainda havia a possibilidade de cruzá-la antes de completar duas horas, nem queria acreditar (entretanto o meu tempo de chip já me informou que fui traída pela aplicação que uso para correr, e afinal fiz 2 horas e 1 segundo...nãoooo!). E mal estávamos a acabar a corrida, fomos brindados com um sol fantástico para nos ajudar a celebrar.
O que é que eu podia pedir mais? Só mesmo um pastelinho de Belém para acabar em grande.


Não podia mesmo ter sido uma estreia melhor.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Fomos treinar juntos

Ele não gosta de correr, nunca gostou. Já eu, comecei a correr por obrigação quando vivia em França (em 2011) e me apercebi que, em quatro meses, já tinha quase mais 10 kg do que aqueles com que lá cheguei. Continuei desde então, mas gostar a sério só gosto há pouco mais de um ano. 
Antes de nos termos inscrito no ginásio (há dois anos) íamos correr (por falta de alternativa), mas íamos sempre cada um à sua velocidade, porque eu não tinha pedalada para ele. Desde que entrámos no ginásio ele deixou de correr. Ainda insisti várias (muitas) vezes para ele ir treinar comigo. Mas a resposta era sempre a mesma "Não gosto, não vou". Entretanto criámos um grupo de corridas no trabalho e eu deixei de chateá-lo. Não temos que gostar sempre das mesmas coisas, pronto. Além do mais, tenho que confessar que até gosto de correr sozinha. É o meu momento, em que estou sozinha com os meus pensamentos, e sabe-me mesmo bem. Muitas vezes custa tomar a decisão de ir (tal como para ir ao ginásio), mas depois de começar até é uma coisa que faço muito bem sem companhia.
Entretanto, há umas semanas, pus-me a matutar na ideia de fazer a Meia Maratona do Funchal, que vai acontecer no dia do meu aniversário, em Janeiro. Uma colega alinhou na ideia (e vai levar o marido) e como a hipótese de ele não ir à Madeira comigo estava fora de questão, ele lá se sentiu obrigado a inscrever-se também.
E então no sábado, depois das nossas tentativas falhadas de ir passar o fim-de-semana à Madeira, ele decidiu que tinha que começar a treinar, para não fazer má figura. E lá fomos os dois (não me lembro da última vez que isto tinha acontecido. provavelmente foi há mais de um ano). Eu ia preparada para fazer qualquer coisa como 8 a 10 km, e não é que o homem me aguentou 15 km?




Claro que não chegou ao fim com a energia que tinha ao início, e fizemos uma velocidade ligeiramente acima do que eu costumo fazer, e ele ficou de rastos no fim, mas não se queixou nem uma vez durante a corrida toda. Há pessoas que se movem na corrida por paixão, há outras que o fazem pelo orgulho, e o senhor meu namorado é claramente o segundo caso (e os treinos no ginásio, parecendo que não, também ajudam, claro). 
Mas devo dizer que foi uma experiência engraçada, esta de eu conseguir ser melhor do que ele em alguma coisa que envolva desporto =). (mas se ele continuar a treinar, a minha superioridade vai ser sol de pouca dura. claramente.)

domingo, 25 de outubro de 2015

Os meus primeiros 20km em corrida

[peço desculpa a quem não tem o mínimo interesse neste assunto, mas este é um feito demasiado especial na minha vida para não ficar registado. e ao pormenor.]


Foi em julho que decidimos (eu e algumas das pessoas do meu grupo de corrida) inscrever-nos nos 20 km de Almeirim. O número "20" parecia-me um ato de loucura, mas não foi assim tanto porque se há pessoa que tem treinado a sério, sou eu. De há uns meses para cá faço os mais variados treinos (desde coisas mais leves como dança, a exercícios e aulas com musculação) entre 5 a 6 vezes por semana, sendo que todas as semanas corro uma vez, entre 10 e 15 km por regra (acima disso corri uma vez 16, uma 17 e uma 18 km. mais que isso nunca tinha feito). Quando disse à minha mãe que ia fazer esta corrida ela saíu-se com um "Coitadinha da minha filhinha". Achei um piadão, parecia que alguém me tinha obrigado =).

A t-shirt oficial da corrida. Ah pois é, cor de rosa para toda a gente (se bem que, para dizer a verdade, não vi quase ninguém com ela vestida).


Ia preparada para correr sozinha, porque fui com colegas que estão num campeonato muito mais à frente que o meu, e os outros, os mais próximos de mim, iam sem ter treinado mais que 10 km. Apetrechei-me de música, de um boné (que, estranhamente, também dá bastante jeito quando chove, para não levarmos com a chuva diretamente na cara) e segui caminho, sozinha. 


Choveu durante os primeiros 9 km (nada de torrencial) e eu ia com as sapatilhas ensopadas, mas nada de muito desagradável (e sabem que mais? correr com chuva é assim mil vezes melhor do que correr com sol.). Não havia vento e a temperatura estava mesmo no ponto. 
Fui sempre num ritmo confortável. Tinha o desejo de não ultrapassar as 2 horas, mas, mais importante que isso, queria desfrutar da corrida, e não ir em sofrimento. E assim foi. Por volta do 6º km tive uma agradável surpresa: a colega que me costuma acompanhar sempre, e que estava para trás, alcançou-me e não nos separámos mais. Fomos o tempo quase todo à conversa e nem demos pelo tempo passar, até chegar ao 16º km. Aí não só o sol decidiu dar um pequeno ar de sua graça, como as pernas começaram a pesar ligeiramente. Mas eu continuava a sentir-me super bem (muito melhor do que noutras corridas de 10 e 15 km que já fiz) e cheia de vontade de chegar ao fim. Cheguei aos 19 km de tal forma bem que decidi acelerar, para garantir que não ultrapassava as duas horas aos 20km. E consegui, por muito pouco, mas consegui. Eu con-se-gui!

Cá está a prova.


Eu, que sempre fui a penúltima pessoa a ser escolhida para formar equipa nas aulas de Educação Física, na escola, corri os meus primeiros 20 km. E consegui tirar (muito) prazer disso ao longo de todo o percurso. É muita felicidade junta!


E depois de 20 km, nada como comer uma bela caralhota (que eu não conhecia e, ao que parece, é um pão típico de Almeirim, mas para mim tem o mesmo aspeto e sabor de muitos que já comi, mas com outro nome. o que não quer dizer que não seja bom, que é) a acompanhar uma sopa da pedra.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A minha terapia

Não tem sido uma semana maravilhosa, esta. Entre outras coisas, foi-me atribuída uma tarefa no trabalho que me tem deixado num stress imenso. Ontem fiz a parte mais complicada do trabalho e cheguei ao final do dia com a cabeça em água. E quando isso acontece, tudo o que mais me apetece quando saio do trabalho é isto: correr. Quando corro, acompanhada pela minha música e os meus pensamentos, todos os problemas ficam pequeninos (pelo menos durante o tempo em que estou a correr).
O meu objetivo era fazer mais de 15km, já que me inscrevi para uma corrida de 20km no final deste mês. Comecei a correr passava pouco das 18h, e estava com uma energia como há muito não tinha (as temperaturas que têm estado são uma ajuda ótima). Fui praticamente de Santa Apolónia até à Torre de Belém e juro que tive que me obrigar a voltar para trás (porque já não havia sinais de sol quando lá cheguei e eu ia sozinha), de tão bem que me estava a saber. Vi anoitecer em Lisboa, à beira rio, e foi maravilhoso. Tão lindo! Fiz a última parte do percurso já de noite (mas sempre a cruzar-me com pessoas, não deu para ter medo nenhum) e cheguei ao final de 17 km já com algum cansaço nas pernas, sem dúvida, mas tão satisfeita e com a cabeça tão mais leve. Foram, sem sombra de dúvida, os melhores 100 minutos do meu dia.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Do momento em que atingi o ponto de não retorno

No fim-de-semana fui passear à Baixa. A ideia era ver biquínis (que isto de começar uma época balnear sem ter qualquer coisa para estrear não tem a mesma piada). Ia começar pelo sítio que habitualmente mais me desgraça, a Mango, quando olho para o lado e reparo que lá está a Adidas, toda sorridente como que a chamar por mim. "Já que aqui estou...", pensei, e lá entrei. Ainda mal tinha entrado e uma das meninas já me estava a dizer que tinham mais sapatilhas no andar de cima. Bem, "já que aqui estou..." subi. Vi umas sapatilhas de corrida bem giras e mais baratas que as famosas ultra boost e caí no erro de perguntar ao rapaz que lá estava qual era a diferença entre aquelas e as ultra boost. Mas então não quer experimentar? "Já que aqui estou...".

Eram estas (são as sonic Boost). Super confortáveis, maleáveis e ainda por cima giras e, apesar de não terem ultra boost, pelo menos também não eram ultra caras. Mas já que ali estava, caí no grande erro de pedir para experimentar as tais das ultra boost. E foi aí que o caldo entornou. Mal as calcei e olhei para o espelho sabia que me tinha metido numa grande alhada. Afinal até eram giras, e mandam um estilo que aqui as Sonic não mandam (a sério, uma pessoa calça aquilo e sente-se logo um corredor de meias maratonas, no mínimo. e sim, isto são pormenores de extrema relevância para uma vaidosa como eu). 
Não me consegui decidir na altura. Voltei para casa, passei dois dias a pensar no assunto, e hoje fui à loja, já (praticamente) decidida. E cometi, efetivamente, uma loucura.


Não só trouxe estas meninas para casa comigo como já as fui estrear ao final da tarde. 13 km em que quase voei (mas só mesmo porque estava um vendaval...ahah!). 



Agora a sério, aquela grande tira branca na sola pode não ser a coisa mais linda à face da Terra, mas que provoca um amortecimento que faz parecer que estamos a correr sob piso almofadado, isso posso garantir. Fiquei fã! 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Falta muito para o Natal?

(não há modelos giros, portanto mais vale ir pelos mais baratos (que mesmo assim são uma pequena fortuna))

Adidas ultra boost (aquela sola está longe de ser a coisa mais linda do mundo, mas diz que são as pantufas da corrida e os meus ricos pés estão cansados das bolhas e das unhas doridas).

O bicho bateu-me forte e feio, socorro!

domingo, 19 de abril de 2015

Scalabis night race - do ponto alto

Foto daqui.



Eu podia dizer que foi o facto de a corrida ter sido à noite (detesto correr debaixo de sol e calor).
Podia dizer que foi o facto de ter corrido numa cidade muito gira - Santarém - entre igrejas, miradouros e ruelas muito engraçadas.
Também podia dizer que foi o facto de ter batido um recorde de tempo sem ficar a morrer.
Podia ainda dizer que foi o facto de o dorsal ter o nosso nome escrito, e ter sido espectacular ouvir vários desconhecidos a chamar por mim e a dar-me força durante a prova.
Mas não. Foi tudo muito bonito, sim senhor, mas o ponto alto da noite foi mesmo o momento em que, após a corrida, ferrei o dente num pampilho (doce típico de Santarém, que fazia parte das ofertas da corrida).


Como é que aquilo me escapou durante tanto tempo, senhores? Pior, como é que tenho uma colega (que partilha sala diariamente com o meu homem ainda por cima) que vive em Santarém e nunca nos levou aquela iguaria dos céus a provar? Isto não se faz.



(entretanto já dei ordens a senhor namorado para fazer um ultimato à colega: ou nos traz pampilhos em breve, ou não queremos mais nada com ela).

domingo, 12 de abril de 2015

Primeiros 15 km oficiais



E as dúvidas (tantas) de vir a conseguir tão cedo a Meia Maratona a baterem forte e feio a partir dos 11 km. 
Convenhamos que com uma manhã de céu aberto (não havia uma única nuvem), com a corrida a acabar por volta do meio dia e (pormenores) um número infindável de subidas (demoníacas!) para percorrer, não há vista de convento de Mafra nem de natureza que nos valha. 
Confesso que todas as vezes em que o despertador toca ao domingo nos dias de corrida oficial apetece-me bater em alguém. Normalmente é coisa que me passa mal me meto porta fora. Hoje, essa vontade voltou a apoderar-se de mim em quase 1/3 da corrida, mas mais uma vez a satisfação de chegar ao fim e (ainda por cima) ter feito um tempo muito melhor do que achava que tinha feito, fizeram valer a pena todo o esforço. Mesmo. Aqui entre nós que ninguém nos ouve, eu até posso queixar-me mas a verdade é que gosto cada vez mais disto de correr.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Só para que conste

Eu cumpro as minhas promessas. Prometi um treino longo para hoje, fiz um treino longo.  Os meus primeiros 18 km seguidos. 


Ou de como a força de vontade é o melhor dos combustíveis (ok, força de vontade e um céu cheio de nuvens, que também é uma ajuda das grandes). Já para não falar na sensação de chegar ao fim, que é qualquer coisa de maravilhoso.

domingo, 29 de março de 2015

Fim-de-semana desportivo

Eu gosto de correr. Uns dias mais do que noutros mas eu tiro mesmo prazer daquilo. Quando vou sozinha, levo o mp3 e vou ouvindo música e pensando na vida (e dificilmente abdico do rio ou mar como companhia). Quando vou acompanhada e/ou em corridas oficiais, distraio-me a apreciar as pessoas que vão passando por mim (sempre fui muito apreciadora) e vou desfrutando da sensação tão boa que é a de estarmos ali todos com o mesmo objetivo.
Este fim-de-semana foi produtivo neste campo. No Sábado, como tive companhia, fui conhecer o Jamor e correr ali nas redondezas. Estava muito calor, a energia não era muita, fizemos 8,5 km que pareceram 20.


Já hoje juntei-me ao meu grupo e fomos à Corrida Solidária da APAV onde, apesar do calor, conseguimos bater um recorde de tempo: 10km em 55h30m. 
(e há-de chegar o dia em que eu me lembro de desligar a aplicação do telemóvel no momento em que passo a meta...hoje ainda não foi o dia. lembrei-me quase 1m30s depois. é tanta emoção que é a última coisa em que penso. sou uma verdinha nestas coisas, é o que é!).


quarta-feira, 25 de março de 2015

Está escolhida


Vai ser no dia 20 de setembro. No Porto.  Em grupo. Vai ser lindo (ou não)!


E ainda nem consigo acreditar que consegui convencer praticamente todo o meu grupo de corrida a alinhar nesta aventura (na primeira tentativa ignoraram-me, na segunda perguntaram se estava louca, mas tanto insisti que passámos de duas a seis pessoas. oh yeah!).

sábado, 14 de março de 2015

Começar assim o fim-de-semana


Com (muito) menos energia que na semana passada (ia cheia de boas intenções de bater novos recordes e acabei por ir quase arrastada) mas em óptima companhia, um sol maravilhoso, e uma vista, mais uma vez, espectacular.


E o que eu gosto de experimentar percursos novos? Gosto tanto!

sábado, 7 de março de 2015

Eu tinha um objectivo para este fim-de-semana




Que era ir de Santa Apolónia até Belém a correr e voltar. Pois diz que consegui. Os primeiros 15 km da minha vida. À beira-rio. Numa manhã linda de sol.

Agora é altura de recuperar as calorias gastas em mais um Restaurant week. Ieiii!