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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Mini férias em Marrocos - Chefchaoen

Ainda em Portugal, alugámos um carro pela Sixt, para usar entre sexta-feira e domingo, para fazer a viagem entre Tânger e Chefchaoen (a distância é à volta de 100km) e entre esta última e Fez (são uns 200km). Não era a opção mais barata (foi até mais caro do que costumamos pagar quando alugamos carro na Europa - pagámos à volta de 160€ para 3 dias, sendo que este valor incluía um suplemento por recebermos o carro numa cidade e o devolvermos noutra diferente), mas não nos apetecia gastar muito tempo com transportes, e o carro dá sempre outra flexibilidade para pararmos onde nos apetecer.
Depois de termos passado a quinta-feira em Tânger, na sexta-feira de manhã agarrámos nas malas e fomos até à rent a car. Ainda no hotel, apercebemo-nos que nos tínhamos esquecido do cartão de crédito em Portugal (eu achava que ele o tinha - porque é o costume, ele achava que eu o tinha - e tinha, de facto). O aluguer do carro já estava pago, tínhamos uma quantidade razoável de dinheiro connosco (até levámos bem mais do que acabámos por precisar), tínhamos os cartões multibanco, portanto o cenário poderia ser bem pior. Acontece que tínhamos que pagar uma caução de mais de 1000€ na rent a car para poder usar o carro, e o cartão multibanco...rejeitado. O que não tem remédio, remediado está, e depois do senhor nos dizer que nos devolveriam o dinheiro (ainda estamos para ver se isso vai mesmo acontecer, porque entretanto já recebemos um email a dizer que nos vai ser cobrada uma taxa de cancelamento equivalente a três dias (?!), que é só o número de dias pelo qual tínhamos alugado o carro.
Adiante. Decidimos regressar ao hotel e pedir sugestões por lá. Tínhamos visto, na net, que tínhamos 3 opções: taxi (seria à volta de 90€), taxi partilhado ou autocarro. A caminho do hotel cruzámo-nos com um funcionário do hotel que nos disponibilizou o serviço de um taxista conhecido dele, por 60€, para daí a meia hora. Em comparação com o que eu tinha visto na net, e tendo em conta que não teríamos que nos deslocar a lado nenhum nem esperar horas, lá decidimos aceitar. Uma hora e meia depois, estávamos em Chefchaoen.
Famintos, pusemos as malas no Riad e fomos logo almoçar. Como ficava muito perto do nosso Riad, seguimos o conselho desta menina e fomos ao restaurante Beldi Bab Ssour. Pedimos couscous de frango, que estava muito bom, e pagámos uma pechincha (uns 13€ para os dois, com prato e sumos naturais).
De barriga cheia, era (finalmente) altura de começar a passear e ficar encantada com esta cidade.

Esta escadaria fica na rua em frente ao restaurante onde almoçámos.




Chefchaoen não é muito grande nem está apinhada de turistas (nem sei como tal é possível), pelo que (mais de manhã do que de tarde) consegue-se passear calmamente e tirar boas fotos. Todas as ruas do centro estão pintadas com este azul fantástico, apetece fotografar todas (daí a overdose de fotos que vão ter neste post. desculpem lá qualquer coisinha, sim?).
Chegados a uma ponta da cidade, fizemos um pequeno trilho (não mais de 30 minutos) até um miradouro onde conseguimos ver o aglomerado de casinhas de frente. Que vista maravilhosa!





Não sei se dá para perceber pela foto (acima), mas tem um barzito na zona dos tapa-sóis e o chão tem uns centímetros de altura de água, que vem da cascata em cima. As pessoas sentam-se nas cadeiras com os pés descalços e vão se refrescando enquanto bebem um sumo de laranja, achei muito engraçado (mas como não estavamos de chinelos não experimentámos).





































A cidade é rodeada por algumas montanhas, o que lhe dá um toque ainda mais especial.


Apesar de não ter achado os marroquinos demasiado invasivos nesta cidade, tive duas experiências menos boas. A primeira, na rua da foto abaixo (que é a mais linda e - imagino - fotografada de todas estava um rapaz que me pediu dinheiro para fotografar a rua (eu estava a fotografar só o cenário. a foto que vêem aqui foi tirada só no dia seguinte, quando não havia ninguém por perto). Eu ignorei o rapaz, poque estava a fotografar uma rua, ao que ele, muito chateado, começou a insinuar sobre as minhas preferências sexuais (em espanhol...soubessem vocês a quantidade de vezes que falavam espanhol connosco, sem abrirmos a boca antes).
Noutra situação, estávamos a fotografar uma rua e uma velhota, ao longe, começou a gritar para não lhe tirarmos fotos. Eu parei logo, já o senhor namorado estava distraído e continuou durante uns segundos. Um miúdo que estava por perto a brincar na rua (devia ter uns 8 anos), gritou "No photo" e atirou-nos um chinelo que por pouco não me acertou em cheio na cara. A velhota, coitada, repreendeu logo o miúdo e disse-nos uma série de coisas, em árabe, que nós supomos que seja um pedido de desculpas, sorrimos, acenámos que estava tudo bem, e seguimos em frente (mas com alguma vontade de esganar a criança mal educada).



Em relação ao alojamento, ficámos no Riad Dar Dadicilef, que eu recomendo mesmo muito. Primeiro, acho que nunca paguei tão pouco na vida por um alojamento tão bom (Chefchaoen é uma cidade mesmo barata). O nosso quarto era enorme (demo-nos ao luxo de escolher um quarto para 3 pessoas, porque os outros estavam esgotados), lindíssimo, e custou 40€. A foto abaixo não é minha, mas é o quarto onde ficámos (em frente ainda tinha um corredor enorme, mais uma cama, e casa de banho).


A localização também é boa (fica em zona pedonal como a maioria mas não é nada difícil de encontrar) e o nosso anfitrião era um querido. Portanto se forem a Chefchaoen, reservem quarto aqui que não se vão arrepender.
Adorei, adorei, adorei Chefchoen e acho que vale muito a pena tirar um fim-de-semana prolongado para dar um saltinho ali ao norte de Marrocos e conhecer este sítio encantador. 

terça-feira, 26 de junho de 2018

Mini férias em Marrocos - Tânger

Foram só quatro dias, mas foram vividos intensamente e permitiram-me desligar a cabeça das preocupações profissionais que me têm acompanhado ultimamente. 
Sem muitos dias de férias para gastar (porque ainda planeamos fazer mais uma viagem grande este ano), decidimo-nos por uma escapadela aqui perto, e pareceu-nos uma boa oportunidade para conhecer uma cidade que não visitámos (com muita pena minha) em 2015 quando estivemos em Marrocos pela primeira vez: Chefchaoen. Pelo que os planos foram todos feitos à volta deste objetivo. Depois de várias simulações de preços, decidimos ir pela Tap, que faz voos diretos: fomos de Lisboa para Tânger na 4a feira à noite, e voltámos por Fez, no domingo à tarde.
À chegada a Tânger, por volta da meia noite, tínhamos um taxi (previamente reservado junto da dona do nosso alojamento, o Kasbah Rose) à nossa espera, numa viagem que durou uns 20 minutos e custou 20€.
Quanto ao alojamento propriamente dito, os quartos (uns 6 ao todo) eram todos muito bonitos, com decoração típica pensada em pormenor, e o terraço era muito agradável, com uma bela vista e a localização era boa (de fácil, acesso, que é sempre um "pormaior" a ter em conta quando falamos de medinas, em que é muito fácil uma pessoa perder-se). E a anfitriã, holandesa, era super simpática. 



























Vistas do terraço do hotel (e o pequeno-almoço).

Almoçámos perto do nosso hotel, num terraço bastante simpático de um restaurante chamado L'Anglaise. Não sou apreciadora da comida marroquina (usam demasiadas especiarias para o meu gosto), mas lá pedi a famosa tagine de frango, que estava razoável.




Na parte da tarde fomos passear à praia. Estava uma temperatura bastante agradável na cidade, e a água não era nada fria, mas estava tanto vento à beira mar que nos limitámos a percorrer a praia a pé, numa caminhada que me soube mesmo bem (gosto tanto, tanto de caminhar descalça à beira mar).






















Tânger é uma cidade simpática, onde se nota muita influência europeia (aliás, está tão perto que da praia consegue-se ver Espanha em frente). Saindo do centro da medina, é tudo muito arranjadinho e civilizado. Mas, na minha opinião, não vale uma viagem de propósito só para conhecer esta cidade. Mas como ponto de passagem para o nosso segundo destino, foi uma paragem simpática.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Dias 5 e 6 @ Marrocos - Rabat, Mèknes, Volubilis e Fès

Continuando (e terminando) o nosso tour da semana passada por Marrocos, a noite de quinta para sexta feira foi passada no Riad Marhaba, em Rabat. Tomámos o pequeno-almoço neste terraço.

Depois de termos passado o final da tarde da véspera a percorrer parte do mercado de Rabat (bem mais calmo que o de Marraquexe), fomos passear aos Kasbah das Oudaias, ainda naquela cidade. Algumas ruelas fazem-nos sentir numa ilha grega.


Eu queria ter fechado as pernas, a sério que sim, mas as vertigens não me deixaram.

Olha a pirosice fresquinha!

Ao final da manhã, parámos em Mèknes.

Onde tivemos direito a almoço com vista!

Na parte da tarde fomos visitar as ruínas romanas de Volubilis.

"Oh amor, e que tal deixares o gato quieto e fotografares-me a mim?"

E ao final da tarde chegámos a este paraíso, em Fès. Chama-se Riad Jean Claude, sendo este o nome do proprietário. O Jean Claude, assim como o Patrick em Marraquexe, era um anfitrião 6 estrelas. Emprestou-nos um guia de Fèz, levou-nos a duas colinas diferentes, no carro dele para vermos várias perspetivas da cidade, estava sempre com um sorriso na cara pronto a ajudar e ainda chegou ao final da nossa estadia e não nos cobrou a taxa municipal (a que tanta polémica gerou quando alguém se lembrou da possibilidade de a cobrar em Lisboa, e que se cobra em muitos países, nomeadamente na Europa, e ninguém se choca), sendo que, sendo devida ao município, significa que ele diminui a sua margem de lucro em prol de deixar uma boa imagem aos clientes. Mais uma vez, fiquei encantada. Fico sempre de coração cheio quando conheço pessoas genuinamente boas. Faz-me ter esperanças no mundo em que vivemos.

A única experiência má que tivemos neste Riad foi mesmo a meio da noite em que, dando as portas do quarto diretamente para a rua, acordámos às 4h da manhã com senhores a berrar (literalmente) em altifalantes para chamar os fiéis para uma das 5 rezas diárias (o estranho é só termos acordado mesmo naquela noite) - coisa que ouvíamos todos os dias, várias vezes, mas digamos que a meio da noite a coisa ainda se torna menos agradável.

Fiquei encantada com a louça marroquina (que se vê à venda em todos os mercados).

Vista da cidade de Fès.


Não fiquei super fã de Marrocos nem da maioria dos marroquinos com quem nos cruzámos (retirando os nossos anfitriões fofinhos do deserto e alguns empregados nos restaurantes). São demasiado gananciosos, aproveitam qualquer informação que precisemos para nos sacar dinheiro. E é um país sujo, cheio de lixo e de prédios degradados. 
Mas tem paisagens lindíssimas, tem o deserto que para mim foi uma experiência que vai ficar guardada num cantinho especial da minha memória, e tem a vantagem de nos mostrar a cultura muçulmana sem termos que atravessar centenas de quilómetros. Ah, e tem pechinchas que valem muito a pena, desde produtos de óleo de argão, especiarias, chás e louça de argila linda.
Regressei com vontade de voltar um dia, para conhecer a cidade de Chefchaouen (que parece linda e não tivemos tempo de visitar) e para trazer uma mala cheia de compras marroquinas.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Dias 4 e 5 @ Marrocos - Ouarzazate, Marraquexe e Casablanca

Na terça feira saímos cedo do deserto e fizemos o caminho de regresso a Marraquexe, desta vez com paragem em Ouarzazate.

Parte da paisagem a caminho de Ouarzazate.

Paragem no caminho.

Fomos ao Atlas Studios, onde foram filmadas cenas de vários filmes conhecidos como a Múmia ou  o Babel. Os cenários não estavam minimamente preservados, a visita não me entusiasmou muito.


Este foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Marrocos: o ksar de Ait Benhaddou, em Ouarzazate, que é património da Unesco (e onde foi filmada uma parte do Gladiador). É um sítio pequeno e encantador, lindo!

A vista do topo do ksar.

De regresso a Marraquexe, ficámos hospedados num outro Riad, desta vez dentro da Medina: o Riad Chafia. Fomos recebidos por um francês, o Patrick, que só não é o melhor anfitrião com quem já me cruzei na vida porque mais tarde, em Fez, houve um outro senhor que lhe fez concorrência. 
O Patrick levou-nos até ao restaurante quando lhe pedimos indicação de um bom sítio para comer (fazendo um caminho de 5 minutos a pé, que voltou a fazer mais tarde com outros turistas que também pernoitaram no Riad) e ofereceu-se mais de uma vez para nos levar a passear lá perto se quiséssemos (mas só íamos lá passar a noite, e o cansaço apertava). Para além disso, o nosso amigo passou a noite mal disposto e, de manhã, o rapazinho muçulmano que nos serviu o pequeno-almoço deu-lhe um chá milagroso que o curou em três tempos (chama-se zatar o chá. e ao que parece é difícil encontrar fora de Marraquexe). Quando perguntámos ao Patrick onde é que podíamos comprar aquele chá, ele não só mandou logo o rapazinho ir comprar chá para nós como ainda rejeitou-nos o dinheiro do chá (e acreditem que depois de 4 dias a lidar com pessoas para as quais basta quase olhar de relance que já nos querem extorquir dinheiro, aquela atitude toca especialmente). Se querem ser tratados como reis em Marraquexe, decorem: Riad Chafia.

Antes de rumar a norte, ainda fomos ao Jardin Marorelle (por recomendação do Patrick), e não nos arrependemos nem um bocadinho, é lindo.





Seguimos então para Casablanca, para visitar a Mesquita Hassan II (das únicas no país onde os não muçulmanos podem entrar para visitar). Por fora, a Mesquita é qualquer coisa de fantástico. Linda!

Cá está ela.

Acabámos o dia a dormir em Rabat, a capital de Marrocos.