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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Confinamento na Madeira

 Estivemos 6 semanas na Madeira.

Na primeira semana ficámos os três num alojamento local a fazer quarentena, perto da casa dos meus pais. Todos os dias a minha mãe passava por lá para levar-nos comida (e matar saudades à distância...principalmente do neto).

Depois disso ficámos em casa dos meus pais. Durante a semana estávamos em teletrabalho, e pontualmente íamos tendo quem se ocupasse do Gustavo durante umas horas. Ao fim de semana estávamos muito mais livres não só para passear (apesar de também existirem restriçoões na Madeira) e para fazer algo que não conseguimos em Lisboa (mesmo sem pandemia): ter momentos a dois.

O Gustavo fartou-se de brincar com os avós (e também conheceu o primo, o único que tem do lado da mãe). Foram tão felizes juntos, os meus pais e o Gu. Eles e eu. Foram semanas maravilhosas.

A primeira foto a dois em...17 meses?






"Ajudar" a avó a fazer pão (e a prová-lo mesmo cru, pois claro).

Os monstrinhos comestíveis que a avó fez para um trabalho da escola (mas que para o Gu serviram apenas para brincar, que aqui a general da mãe dele não o deixa comer porcaria tão cedo).


O delírio ir à horta com o avô.

E fazer pinturas com leite condensado.



Alerta, criança feliz!

E o difícil momento do regresso.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

Viajar em tempos de Covid (e com um bebé)

Sobre isto de viajar em tempos de Covid, e em particular para a Madeira, cá vai o relato da minha experiência.
Fizemos (os adultos, já que as crianças até 12 anos estão dispensadas) o teste do Covid num laboratório em Lisboa (nas instalações da Faculdade de Medicina da Universidade Nova), dois dias antes da viagem (previamente agendado através da submissão de um formulário online). 
[O Governo da RAM tem parceria com alguns laboratórios e se fizermos o teste num desses laboratórios não pagamos. Também podemos fazer o teste, igualmente de forma gratuita, à chegada à Madeira, no aeroporto, e aí é suposto - digo suposto, porque que eu saiba não há controlo - esperarmos até 12 horas no hotel/casa, enquanto não tivermos o resultado do teste).
Viajámos pela Easyjet, num avião completamente cheio. Toda a gente tinha máscara (obrigatória), à exceção das crianças (não sei até que idade), sendo que tivemos uma criança sentada atrás de nós que não parou de tossir a viagem toda. Para além disso, obviamente o Gustavo, como bebé de 10 meses que é, tocou em tudo o que estava ao alcance dele, inclusive com a boca (pois claro), pelo que o teste negativo que levávamos de Lisboa, à chegada à Madeira, pouca segurança me dava. 
Na Madeira ficámos em casa dos meus pais, pelo que tivemos os mesmos cuidados que teríamos em casa em Lisboa (não dei beijinhos aos meus avós nem me aproximei muito deles, e só deus sabe o que isso me custou).
Já no Porto Santo ficámos num hotel (Vila Baleira) e devo dizer que me senti bastante segura na maior parte do tempo (ou pelo menos não menos segura de que me sinto na minha vida normal, em Lisboa). Nos espaços comuns (à exceção das zonas exteriores) tínhamos que usar máscara, havia álcool desinfetante  à disposição dos hóspedes em várias zonas do hotel, e os elevadores tinham lotação máxima de 2 pessoas, ou então de uma família. Os restaurantes deixaram de ser self service, havendo funcionários a servir os hóspedes mediante aquilo que estes pedem (para mim podia ser sempre assim, já que há pessoas que, com ou sem Covid, são muito porquinhas).
Nunca fomos à piscina, só fomos à praia (mesmo sem Covid já é o que costumamos fazer, já que nenhum de nós é apreciador de piscinas, pelo menos quando também tem o mar à disposição) e lá havia espaço de sobra para todos.







Em relação à experiência de passar 4 dias num hotel com um bebé de 10 meses, como ele apesar de comer sólidos ainda não deve comer sal, levei comida cozinhada (as doses já prontas em tupperwares) para quase todas as refeições principais (e deixei-as no frigorífico do quarto) e improvisei no último dia com ovo cozido e pão. De resto comeu fruta e salada (sem tempero) como todos nós. O pequeno almoço e almoço comia no restaurante do hotel, ao mesmo tempo que nós; já o jantar, como ele come mais cedo, comia no quarto (aí a logística para não sujar tudo era mais complicada, mas fez-se). 
A sesta da manhã era feita na praia, a da tarde era com o pai, no quarto. No grande maioria do tempo que ele passava acordado, os avós maravilhosos ocupavam-se dele. Tentámos que ele se deitasse mais tarde para podermos ir todos jantar juntos (já que o jantar era à hora a que o Gu costuma ir para a cama), mas ele chegava ao final o dia verdadeiramente exausto (normal, com tanta novidade) pelo que isso não foi possível. Sei que para muita gente isto é impensável, mas quando se tem um bebé que não dorme em qualquer canto nem de qualquer maneira (em bom português, vamos a caminho de 11 meses de um verdadeiro inferno quando o assunto é sono da cria), damos por nós a nos sacrificarmos e a fazer o que antes nos poderia parecer impensável, como ir jantar à vez, mesmo estando de férias num hotel (menos mal que nenhum de nós jantava sozinho, porque estávamos com os meus pais). Mas não foi por isso que foi menos bom - é tudo uma questão de expetativas (e de tê-las bastante baixas, no caso).
Atendendo a toda a conjuntura atual de pandemia, nunca pensei que fosse possível passar dias tão felizes como os que passei. Não podia ter pedido mais nada. Foi mesmo, mesmo bom.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

As nossas férias na Madeira

É sempre bom ir à Madeira, mas depois de um cenário de pandemia que nos impediu de estarm com os meus pais durante 4 meses, e estando nós sozinhos em Lisboa (sem família) com um bebé, estas férias tiveram um sabor ainda mais especial.
Continuámos com noites de porcaria (uma fase de uns 5 despertares por noite), mas só o facto de termos quem brincasse com o Gu durante o dia, ou ficasse com ele para irmos tomar um pequeno-almoço a dois, aliado ao facto de não termos que fazer tarefas domésticas, fez com que eu conseguisse, ao fim de muitos meses, chegar às 20h sem me sentir completamente morta.
Para além desta parte logística, foi maravilhoso ver a alegria de toda a família a brincar com o Gustavo (incluindo a dele), e a felicidade dele a explorar lugares, experiências e comidas novas (fartou-se de comer maracujás da horta do avô e comeu atum pela primeira vez). 
Foi mesmo perfeito.


Gu a realizar um sonho do avô: conhecer a horta do avô

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #12 - Grávida ET e uma sessão de fotos amadora pela ilha

Não raras vezes sinto-me uma ET nos grupos de mães dos quais faço parte no Facebook (e até fora do mundo virtual em geral). 
Antes de mais, porque não vivo - nem quero começar a viver - exclusivamente em função da gravidez e do meu bebé. Tenho pavor da ideia de me tornar numa daquelas mães que não tem outro tema de conversa (ou de interesse) que não seja os filhos (não estou a criticar quem o faz - apesar de muitas vezes ser uma seca do pior ter que levar com relatos cheios de pormenores sem o mínimo interesse -, mas, pelo menos enquanto estou dotada da minha racionalidade, não quero isso para mim).
Outro tema em que me sinto um bocado ET é nas sessões de fotos de gravidez (e, na verdade, em quase todo o tipo de recordação mais cliché da gravidez). Não acho piadinha nenhuma às barrigas de gesso, não fiz e não devo fazer ecografias 3D (não que não gostasse de fazer, mas uma pessoa já gasta tanto dinheiro nesta fase que me custa estar a dar mais umas centenas de euros só para matar a curiosidade - e na verdade, não acho que se veja assim tantos pormenores) e não acho a mínima piada àquelas sessões de fotos de grávida em modo semi despida com lingerie à mostra e vestidos cheios de rendas com lacinhos e afins. 
Atenção que não estou a criticar ninguém, estamos aqui a falar meramente de gostos - no caso, os meus - que são a coisa mais subjetiva à face da Terra.
Mas, não sendo fã de sessões de fotos "tradicionais", sou fã (e muito) de fotografia, e acho que há recordações neste registo que são super giras de se fazer. 
Tendo uma viagem marcada para a Madeira quando eu estaria de 30 semanas, decidi que seria uma boa oportunidade para levar a nossa máquina fotográfica e cravar uma espécie de sessão de fotos de gravidez à sodôna minha mãe. E assim fizemos. Inspirei-me no Pinterest e andámos a passear por vários recantos da ilha e tirámos umas fotos muito giras (dentro do que o homem estava disposto a fazer, que se eu não sou adepta de pirosada ele então nem vos passa pela cabeça). Não estava um sol esplendoroso na maior parte dos lugares onde parámos, mas mesmo assim fiquei satisfeita com o resultado.
Deixo-vos aqui um cheirinho das fotos que tirámos (sendo que as mais bonitas não dá para mostrar porque têm as nossas caras de frente e eu não tenho à vontade para fazer isso por aqui, como bem saberão).

























Os sapatinhos que o avô materno escolheu sozinho numa viagem ao Brasil e trouxe de presente para o primeiro neto. A criança até pode nunca vir a usá-los, mas já tiveram protagonismo suficiente para compensar o investimento do avô :p).



segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mini férias de Verão

Para quem não sabe sou madeirense e há duas alturas no ano em que nunca falho (ou devo dizer falhava, tendo em conta as mudanças que se avizinham?) um regresso às origens: o verão e o natal.
Este verão não foi exceção e lá aproveitei para, enquanto ainda posso, apanhar o avião e ir passar uns dias à ilha. E, para não variar, foi tão bom. Matar saudades da família mais próxima, dar oportunidade aos meus avós queridos de verem a netinha de barrigona, nadar naquele mar maravilhoso, matar saudades das comidinhas da mãe (e das queijadas madeirenses), passear...não podia ter sido melhor.
Tenho nova viagem marcada para dezembro, que será supostamente a primeira viagem de avião do meu bebé, e a minha enquanto mãe (medo!). Despedir-me de tudo aquilo pensando no quão diferente será tudo na próxima vez que eu lá for foi estranho, confesso.
Mas bom, deixemos as reflexões de parte e passemos à parte mais gira, a das fotos.





E agora que venham as últimas semanas (dias?) de trabalho antes de começar o maior desafio da minha vida.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Fim-de-semana

Ao que parece, desta vez escolhi especialmente bem o fim-de-semana para ir matar saudades da família e da ilha (apesar da viagem já estar comprada há meses, como de costume, que é a única maneira que consigo ir de fim-de-semana a casa sem ficar à beira da falência).
E como tivemos visitas também andámos a "turistar" um pouco e a rever lugares especiais.





































Eira do Serrado


Miradouro do Pico dos Barcelos


Câmara de Lobos

terça-feira, 7 de agosto de 2018

De volta das férias

Depois de nove dias revigorantes pela(s) ilha(s), estou de volta. As minhas férias este verão resumiram-se a cinco dias (úteis), já que as férias "grandes" serão só em outubro. 
Foram dias muito bem aproveitados entre a Madeira e o Porto Santo e entre sol, mergulhos, mimos (e o meu avô mais querido que fez 92 anos e continua com uma alegria e sanidade mental de fazer inveja a muitos jovens?) e comida boa (nada de novo em relação ao costume, portanto). 





Foi um "verão" curto (já que a praia e os mergulhos daqui para a frente hão de ser ser muito poucos), mas foi aproveitado ao máximo.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fim-de-semana

 Não podia ter pedido mais para este fim-de-semana. Sim, o tempo poderia ter estado ligeiramente mais primaveril (e já agora o Benfica também podia ter ganho) mas deu para fazer tudo o que estava nos planos. Inclusive dar o primeiro mergulho do ano no mar (ieiii!). E passear muito. E comer a comida - maravilhosa - da minha mãezinha. 


Festa da flor no Funchal.



Poncha.


Caminhada matinal em Câmara de Lobos.




Sobremesas saudáveis à la sodôna mãe.