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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #7 e última (Nápoles)

No oitavo dia de viagem voltámos a Nápoles. Entregámos o carro que tínhamos alugado e ficámos alojados numa espécie de aparthotel bastante central (e com um anfitrião super querido e prestável) que eu recomendo muito (sem pequeno almoço e o parque de estacionamento paga-se bem, qualquer coisa como 25€ ao dia): chama-se Sant'Alfonso Bed & Breakfast Napoli.
Nápoles é uma cidade grande com muito para ver. Um dia (que foi o tempo que tivemos) não é suficiente. Como tínhamos pouco tempo, acabámos por passear maioritariamente pelas ruas, deixando alguns monumentos (igrejas, nomeadamente) por ver.
Nápoles tem uma zona velha, mais caótica (e que corresponde à imagem que a maioria das pessoas tem da cidade, mesmo não a conhecendo) e uma zona nova muito mais cuidada, à beira mar. A zona antiga acaba por ser bem mais autêntica e interessante - pelo menos foi o que eu achei. 
Não é uma cidade onde me imaginaria a viver, mas gostei imenso de conhecer. E contrariamente ao que receava, não senti insegurança nenhuma.





A bela da pasta com molho ragú.


























As fotos acima são da parte antiga da cidade. As abaixo são da parte nova.




























Duvido que haja alguma cidade italiana onde se coma mal, mas as pizzas de Nápoles têm fama de ser das melhores do país. Fomos a uma pizzaria recomendada pelo nosso anfitrião do hotel (disse-nos que eram as preferidas dele em toda a Itália), chamada 50 Kalò. Para quem está habituado a pizzas com muitos ingredientes pode sentir falta de um menu mais diversificado (para além do queijo e do molho de tomate, na loucura, há fiambre), mas o queijo e o molho de tomate são realmente muito bons. E o pão. Enfim, era tudo bom.





E dou por terminado o relato da viagem. Foi muito boa (a única desvantagem foi só mesmo o calor. depois de ter ido três vezes a Itália em junho começo a achar que da próxima talvez deva antecipar a viagem para a primavera) e não nos arrependemos de nenhum dos destinos que decidimos incluir no nosso roteiro. 
[Se tiverem alguma dúvida em particular sobre a viagem que queiram ver esclarecida, estejam à vontade para perguntar.]

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #6 (Alberobello)

Descobri a existência de Alberobello numa das várias contas de Instagram que sigo com fotos de Itália. Desde a primeira vez que pus os olhinhos numa foto deste lugar que tinha imensa curiosidade em visitá-lo. Quando marcámos a viagem, lembrei-me de ir ao mapa ver se seria viável incluir esta paragem no nosso roteiro, e quando tive a aprovação do homem (é sempre o condutor de serviço portanto convém que aprove) fiquei radiante.
Ficámos alojados num trulli (é o nome das casinhas naquele formato) amoroso (o da foto abaixo). Aqui fica o link do alojamento se alguém quiser espreitar.














Segundo reza a lenda, os trullis eram usados com o objetivo de os seus proprietários fugirem aos impostos: quando os cobradores se aproximavam, os tetos eram desmontados e os edifícios confundidos com poços ou construções abandonadas, sendo posteriormente o teto reconstruído.
Adorei Alberobello, não desiludiu nada apesar das expetativas elevadas e recomendo muito a visita (e não é grande, vê-se em meio dia).

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #5 (Pesto e Matera)

No 6.º dia de viagem deixámos a Costa Amalfitana com destino à zona da Apúlia, mas primeiro fizemos uma paragem em Paestum (ou Pesto, em português).
Eu confesso aqui a minha ignorância: não sabia da existência deste sítio. Foi o senhor namorado - que é o ser humano com mais conhecimentos de história que eu conheço - que manifestou interesse em lá ir. E bem, depois de lá ter estado não consegui perceber não só porque é que não é mais conhecido mas também como é que estava praticamente às moscas. 
Para quem está na ignorância como eu estava, Paestum foi uma cidade da Magna Grécia, fundada no século VII a.C. e que ainda hoje mantém uma série de templos, tumbas e afins num estado de conservação absolutamente incrível (melhor que a Acrópole em Atenas). A entrada custa 12€ por pessoa e dá direito a visitar o sítio arqueológico e um museu.





E ao final da tarde fizemos mais uma descoberta impressionante: a cidade da Matera, da qual eu também nunca ter ouvido falar até me pôr em pesquisas, umas semanas antes da viagem.
Matera é conhecida como a cidade das cavernas porque até 1950 os habitantes viviam em cavernas esculpidas na rocha (chamadas sassi). O centro histórico - Sassi di Matera - é Património da Unesco desde 1993, preserva as casinhas, e o cenário que elas proporcionam é deslumbrante. Descobri, em pesquisas, que esta cidade foi o palco para as gravações do filme A Paixão de Cristo (entre muitos outros).
Ficámos alojados num apartamento muito simpático e próximo do centro histórico - chama-se Il Re degli Scalzi e recomendo. Quando nos dirigimos ao centro, este foi o cenário com que nos deparámos:









Fiquei fascinada com esta cidade e recomendo muiiito uma visita a quem tenha oportunidade.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #4 (Amalfi e Atrani)

Depois de termos passado o quarto dia da nossa viagem entre Sorrento e Positano (e de termos passado duas noites em Massa Lubrense), fomos dormir a um novo sítio, a Casa Falcone B&B, em Scala.
O ideal seria termos dormido em Amalfi, mas como disse os preços do alojamento são absolutamente proibitivos, pelo que ficámos nos arredores. Estávamos a uns 8km de carro de Amalfi, e uns 2,5km a pé (ainda ponderámos descer a pé - subir seria impensável - mas estava tanto calor logo às 9h da manhã, pelo que fomos de autocarro (na verdade o nosso autocarro passou antes da hora e a fofinha da dona do alojamento teve pena de nós e deu-nos boleia para Amalfi, e no regresso então apanhámos autocarro para o alojamento)).
A vantagem dos alojamentos nesta zona? A vista fabulosa sobre a costa e o mar (fica a alguma altitude, na mesma direção de Amalfi, pelo que a perspetiva é espetacular). Apesar da localização não ser super perto de Amalfi, gostei imenso deste alojamento: a vista era maravilhosa, o pequeno almoço foi o melhor de toda a estadia, a anfitriã era duma simpatia extrema e o preço não era exorbitante (atendendo à zona).
As duas primeiras fotos abaixo são da zona exterior do alojamento. Não é espetacular?





























O quinto dia de viagem foi passado entre Amalfi e Atrani (logo ao lado de Amalfi), entre a praia e uns passeios pelo centro (curtos, mais uma vez devido ao calor abrasador).





Na praia de Amalfi, onde fomos na parte da manhã.




E a bela da pizza ao almoço.


A Costa Amalfitana está cheia de limões (nas árvores e em modo souvenirs, de todos os tamanhos e feitios).
As fotos abaixo são de Atrani, onde passámos parte da tarde (a única desvantagem da água? a quantidade de alforrecas que por lá andavam!).