terça-feira, 9 de abril de 2019

Diário de uma gravidez #2 - A primeira consulta a sério, as primeiras pessoas a saber e a reação dos meus pais

Fomos à segunda consulta no dia 4 de fevereiro. E nesse dia vi (desta vez muito bem) pela primeira vez, o coraçãozinho do meu filhote a bater. Que emoção!
A médica estimou que ele teria 7 semanas (acho maravilhosas estas contagens, sendo que seis semanas antes eu tinha tido o período, mas vá-se lá tentar perceber) e disse-nos que parecia estar tudo bem. Respirámos de alívio e permitimo-nos ficar mais alegres, mas ainda em segredo. Aliás, partilhei a novidade  logo depois de fazer o teste apenas com duas pessoas que não são nem amigas próximas nem família (por razões óbvias): a minha psicóloga e o meu PT (que adaptou logo o meu plano de treino e me proibiu de fazer certos exercícios). É verdade, tanto um como outro souberam antes dos nossos pais e melhores amigos.
Eu continuava a sentir-me cheia de energia e sem nenhum sintoma daqueles chatos e tão comuns em tantas mulheres no início da gravidez. Abençoado filho!
Acho que foi a primeira vez na vida que escondi alguma coisa das minhas melhores amigas - e logo uma "coisa" desta dimensão - mas o filho não é só meu e prometi ao senhor namorado que os nossos pais seriam as primeiras pessoas a saber.


Talvez por a primeira gravidez da minha mãe ter resultado em aborto, a minha vontade de dar aquela novidade aos meus pais tão cedo não era assim tanta. Não me considero uma pessoa pessimista, mas tratando-se de um facto que eu não podia controlar nem garantir que ia correr bem, valeria a pena dar-lhes a novidade tão cedo e criar-lhes expetativas? É que ainda por cima era (será) o primeiro neto deles. 
Bom, muitas vezes quanto mais se planeia mais furados saem os planos. E assim foi. No sábado dessa semana (9 de fevereiro) a minha mãe ligou-me e por coincidência contou-me que uma conhecida nossa estava grávida. Ora, eu, que andava com mil filmes na minha cabeça de conto/não-conto/como-é-que-conto, e depois da forma engraçada como a minha mãe me contou aquilo, tive um ataque enorme de riso. E a minha mãe, do outro lado do telefone, e pelo contexto da conversa, percebeu o que se estava a passar. Eu perguntei-lhe logo pelo meu pai (queria dar a notícia aos dois ao mesmo tempo). Pois que o meu pai estava a tomar duche (ahhhhhh, tudo a correr na perfeição!). A minha mãe foi até à casa de banho, contou-lhe o que se estava a passar e o meu pai ficou literalmente sem pio e desatou a chorar. E foi assim que souberam que iam ser avós pela minha vez: a minha mãe (e eu) num ataque de riso, e o meu pai, a tomar duche, com um ataque de choro.
Não é a história mais romântica nem fofinha, mas é a nossa. 

terça-feira, 2 de abril de 2019

Leituras


O Rouxinol

Avaliação do Goodreads: 4,56/5
Minha avaliação: 5/5

Esta autora foi mais uma sugestão da Helena Magalhães, e em boa hora a segui. Agora apetece-me ler todos os livros da Kristin Hannah.
Mais uma vez o tema é Segunda Guerra Mundial. Desta vez a história passa-se em França e as protagonistas são mulheres, duas irmãs tão diferentes uma da outra mas tão semelhantes na sua essência.
A narrativa é dura, pesada, sem floreados. E o final é arrebatador: tão triste, tão bonito, tão maravilhoso. [Cometi o grande erro de ler as últimas 30 páginas no autocarro e arrependi-me tanto. Era eu a ler e as lágrimas a escorrer pela cara...estivesse eu na solidão do meu lar e teria sido pranto na certa.]
Recomendo tanto esta leitura!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Fim-de-semana

Oh fim-de-semana carregadinho de momentos felizes!
No sábado fui passear a minha barriguinha (cada vez mais visível) a Monsanto, uma zona que fica tão perto de nossa casa e que (estupidamente) aproveitamos tão pouco.

No domingo, depois do nosso treino matinal, fomos matar saudades da Hamburgueria do Bairro (estou a ter uma gravidez santa e sinto-me mesmo uma privilegiada, mas é tão chatinho ter que ter mil e um cuidados nos pedidos que faço de cada vez que como fora de casa...).


E o que eu gosto de fazer caminhadas com este pano de fundo.

E como ando com uma vontade (ainda mais) incontrolável de me entupir de doces e o que me apetecia mesmo era encher-me daqueles carregadinhos de açúcar e gordura (coisa que fiz que nem gente grande no sábado...) no domingo decidi fazer uns doces fit para o lanche. Fiz esta receita de scones (com iogurte grego natural) e ficaram absolutamente maravilhosos (até o senhor namorado, que costuma torcer o nariz a sobremesas fit, aprovou). E ainda fiz este bolo de cenoura e chocolate preto que também ficou ótimo e também foi mega aprovado pelo homem.


sexta-feira, 29 de março de 2019

Diário de uma gravidez #1 - o dia em que descobrimos e a primeira consulta

Duvido que haja timings perfeitos para se decidir que chegou a altura de aumentar a família e confesso que sempre tive algum receio de estarmos a adiar esse momento e, quando decidissemos que ele tinha chegado, a natureza nos trocar as voltas. Mas tal não aconteceu (e eu sinto-me tão privilegiada por isso). Depois das duas viagens maravilhosas que fizemos no ano passado, e de tudo o que já fizemos na nossa vida até hoje, decidimos que estávamos preparados para dar este passo.
Até que chegou o sábado, dia 19 de janeiro de 2019.
Era suposto eu ter o período na quarta-feira, dia 16 (quinta-feira, no máximo). A partir de quarta-feira já começaram os "será?" na minha cabeça. Mas o senhor namorado, sempre o mais racional de nós, achou melhor não nos entusiasmarmos demais e esperarmos mais uns dias. Fiz o teste de gravidez no sábado dessa semana.
Eu não tinha praticamente sintomas (e os pouquíssimos que tinha - peito dorido e a barriga ligeiramente inchada ao final do dia) achei que podiam ser psicológicos pelo que não me fiei neles.
Comprámos o teste de manhã e lá fomos para casa. Eu queria muito olhar para o resultado ao mesmo tempo que o senhor namorado mas ainda estava na casa de banho a tentar perceber se o tinha feito corretamente (achava que demorava dois a três minutos a aparecer o resultado) quando vi dois risquinhos a aparecer no visor (para quem não pescar nada do assunto: é o sinal de que o teste deu positivo). Fui a tremer ter com ele para, do alto da sua lucidez, me confirmar que eu estava a ver bem.



Tremi e chorei num misto de incredulidade e alegria. Combinámos que antes de termos a confirmação dada por um médico não nos íamos entusiasmar (tarefa impossível, diga-se de passagem) nem contar a ninguém (tarefa possível mas tão difícil!). O dia finalmente chegou - sexta-feira seguinte - e a médica confirmou que eu tinha uma "amostra" de embrião dentro de mim (com aproximadamente seis semanas) cujo coração já batia (a médica conseguiu ver, o senhor namorado conseguiu ver, eu confesso que não consegui ver nada mas à terceira pergunta da médica eu desisti de achar que iria conseguir ver o que quer que fosse e menti e disse que tinha visto - não vi, mas confiei no pai da criança, ahah).
Apesar de termos visto o coração (ou antes, de eles o terem visto), a médica disse que ainda era demasiado cedo para confirmar que a gravidez estava a desenvolver normalmente e que convinha repetir a ecografia dentro de uma semana, pelo que, mais uma vez, tivemos que conter o entusiasmo.
O mais difícil nisto tudo, para além de não podermos (ou não acharmos conveniente) contar nada a ninguém? O misto de emoções entre o "estou tão feliz" e o "vamos com calma que ainda é muito cedo e pode não correr bem". Misto esse que dificilmente nos abandonará daqui para a frente, mas que acalmou um pouco depois da tão aguardada ecografia dos três meses.



[Muito obrigada pelos vossos comentários queridos - aos quais responderei individualmente.]

terça-feira, 26 de março de 2019

3 meses


14 semanas do nosso amorzinho pequenino. 14 semanas a albergar este mini ser humano dentro de mim. Desta felicidade e amor que crescem a cada dia que passa.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Fim-de-semana

Mais um fim de semana de Primavera maravilhoso que passou, com direito a tudo aquilo que eu gosto: comida boa, passeios ao sol, calorzinho bom. Começou oficialmente a minha época preferida do ano.
O sábado começou com pequeno-almoço num lugar que ainda não conhecíamos: chama-se O melhor croissant da minha rua. Eu sou doida por croissants, e quando vi referência a este sítio no Instagram da Sonhadora nas horas vagas fiquei cheia de vontade de experimentar. É uma pastelaria que só tem croissants e que os serve com os mais variados recheios, doces e salgados. O croissant é estaladiço, doce q.b., estavam mornos, e eu fiquei fã. Comi um de queijo, e partilhámos um com recheio de kinder bueno. Adorei os dois!


De tarde houve passeio no jardim amoroso que temos perto de casa.



E ontem fomos matar saudades do meu adorado peruano Segundo Muelle. Comi um tártaro de salmão com abacate e, para sobremesa, um bolo morno de chocolate. Estava tudo maravilhoso (como aliás está sempre naquele restaurante).




segunda-feira, 18 de março de 2019

Fim-de-semana

O fim-de-semana foi passado na Madeira, junto da família, e foi mesmo bom. Não apenas bom, foi mesmo especial.
Fartámo-nos de passear à beira-mar, de aproveitar o sol e temperaturas maravilhosos e de comer comida deliciosa da mãe.





Regresso a Lisboa de coração cheio.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Viagens



































Imagem daqui.

Há um ano atrás estávamos no Peru. E se há país onde não me importava de voltar (quase todos os dias, na verdade) é ao Peru. Não só porque ficaram coisas por fazer (e ver) mas também porque adorámos o país. Tenho tantas saudades dos dias maravilhosos que passámos naquele país (principalmente em Cusco e Arequipa).
Os planos para este ano, para já, passam por destinos menos exóticos e distantes, mas que também me deixam muito entusiasmada (não tanto ao senhor namorado, mas eu acho que ele se vai surpreender...).
Fui eu que escolhi o destino da nossa próxima viagem, que vamos fazer daqui a pouco mais de um mês e vai ter duração de 11 dias: vamos fazer uma road trip pelos Balcãs, com passagem na Croácia (Zagreb, Lagos Plitvice, Sibenik), Bósnia (Mostar e Perast), Montenegro (Kotor e Lago Skadar) e de volta à Croácia (Dubrovnik e Split).
Comprámos a viagem com ida e volta para Zagreb (vamos pela Lufthansa), fizemos o nosso roteiro com base em dois ou três blogues e, depois disso, reservei o alojamento. E, para já, é tudo o que temos tratado da viagem. 
Se tiverem dicas de sítios específicos a visitar nas cidades que mencionei, ou de restaurantes onde irmos, ou qualquer outro tipo de informação que vos pareça útil partilhar, eu agradeço muito. 
Falta pouco mais de um mês e eu não vejo a hora de partimos. 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Leituras



O projeto Rosie

Avaliação do Goodreads: 4,01/5
Minha avaliação: 3,5/5

Li uma crítica simpática a este livro no blogue da Helena Magalhães e como o encontrei com um preço bastante acessível no Olx, decidi comprá-lo.
É uma história engraçada que tem como personagem principal um professor de genética com competências sociais bastante peculiares que decide elaborar uma questionário para encontrar uma companheira. É uma leitura muito fácil e com pormenores interessantes, mas só dei 3,5 porque é um romance que acaba por resvalar para o cliché algo previsível. A história tem continuação (chama-se "O efeito Rosie") mas não gostei o suficiente para gastar dinheiro a comprá-lo.
Para quem quiser uma leitura leve, divertida e com algum romance à mistura, recomendo.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Fim-de-semana

Adoro estes primeiros fins-de-semana do ano com temperaturas de primavera! No sábado fomos passear à Costa da caparica e o tempo estava tão maravilhoso que passei calor com a roupa que tinha vestida.




































À noite fomos, pela terceira vez, jantar ao Volver de Carne y Alma, do Chakall, aproveitar o menu da Restaurant Week (não consegui tirar fotos, porque a iluminação era muito fraca). 
Das duas opções do menu, pedimos uma de cada, e estava tudo maravilhoso. Apesar de o restaurante ser famoso pela carne (é argentino), pedi o risotto com cogumelos e óleo de trufa que estava delicioso. 
Quanto à sobremesa, uma delas era bastante peculiar: cheesecake fumado de bacon e beterraba...e não é que era mesmo bom?
O domingo teve direito a mais passeios à beira mar (desta vez sem fotos para não massacrar o homem), a treino, a comprar um livro do Bookgang da Helena Magalhães novinho em folha em segunda mão (já vos disse que adoro o Olx?), a Gelatina na cozinha (fiz umas bolachinhas de aveia, manteiga de amendoim, banana e chocolate que ficaram uma categoria) e a algum dolce far niente.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Fim-de-semana

É verdade que o fim-de-semana já lá vai, mas tendo em conta que ele incluiu uma ida a um restaurante novo do qual gostei muito, decidi que vale a pena falar nisso (ainda que tarde).
Sou fã assumida do The Fork pelos descontos que oferece em vários restaurantes (alguns mesmo bons) mas confesso que, na hora de usar os Yums (que são os pontos que vamos acumulando com as reservas e que dão direito a 10€ (1000 pontos) ou 25€ (2000 pontos) nunca sei bem que restaurante escolher, porque a oferta de restaurantes que aceitam Yums acaba por ser bastante reduzida. Tanto que já tinha mais de 4000 yums e andava sem vontade de gastá-los em algum dos sítios disponíveis. Até que me deparei com o Great Tastings, com uma avaliação e menu bastante interessantes, e lá marcámos almoço para sábado. 
Não me lembrei de tirar fotos aos pratos principais (a minha veia blogger está cada vez mais apurada) mas estava tudo ótimo (inclusive o pão). Partilhámos um tártaro de atum para entrada, e para prato principal eu pedi filetes de robalo grelhado com risotto de alho francês e o senhor namorado pediu bochecas de porco com esmagada de batata. As doses não são muito grandes mas eram muito saborosas. Para sobremesa partilhámos um leite creme e uma tartelette de café e, mais uma vez, nenhum desiludiu. Cá está a única foto (manhosita) que tirei das sobremesas (o leite creme tem uma crosta de caramelo bastante apelativa a nível visual).


No domingo passeámos por Belém, e provei o novo gelado de Kinder Bueno da Olá. É exatamente igual ao chocolate (até no tamanho...só que, contrariamente ao chocolate, só vem uma barrinha e não duas, pelo que é assim uma espécie de formato de amostra que sabe a pouco). Para quem é mega fã de Kinder Bueno como eu, não deixem de provar, é maravilhoso.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Leituras (daquelas mesmo, mesmo, mesmo boas)


A guerra que salvou a minha vida

Avaliação do Goodreads: 4,49/5
Minha avaliação: 5/5

Para quem, como eu, gosta de ler e está sempre à procura das melhores sugestões, sugiro-vos que sigam a escritora portuguesa Helena Magalhães (no blogue ou na comunidade de leitura que ela criou no Instagram).
Foi através dela que soube da existência deste livro. Para quem não é habitual por aqui, eu sou mega fã de dramas, e do tema da Segunda Guerra Mundial. E quando, alidado a isso, me prometem lágrimas (creepy, eu sei), não preciso de mais nada para me agarrar ao livro.
Apesar do tema pouco original, é um livro diferente de todos os outros. Porque a narradora é uma criança de 10 anos, e é a história dela e do irmão mais novo que é relatada neste livro. É uma história sobre o amor, o ódio, a diferença. Tem tanto de delicioso como de revoltante. 
Acabei o livro de coração apertado e lágrimas nos olhos. Numa palavra, é maravilhoso. 
Leiam a descrição aqui e se gostarem do género façam um favor a vocês mesmos e leiam este livro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Leituras


O homem de giz

Avaliação do goodreads: 3,72/5
Minha avaliação: 4/5

O homem de giz é um thriller que se passa, alternadamente, em dois momentos distintos: 1986 (data em que um grupo de amigos adolescentes encontra um corpo na floresta) e 2016 (altura em que se desvendam vários mistérios do passado, nomeadamente o associado àquela morte). É uma narrativa que nos vai mostrando a dinâmica de cada uma das famílias que integram a história, todas com as suas peculiaridades.
É uma leitura muito fácil, carregada de suspense, muito intrigante e que nos deixa curiosos desde o início com o desenrolar dos acontecimentos. 
O final, no entanto, soube a pouco. Parece que ficou ali a faltar qualquer coisa.
De qualquer das formas, para quem aprecie o género, é uma leitura que recomendo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Fim-de-semana

Pois é, gente. Continuo viva, mas com pouca vontade de escrever (e pouco para vos contar, na verdade). Mas vou aproveitar que este fim-de-semana houve passeios bons (ou melhor, muito bons) à beira-mar com direito a fotografias para fazer o (cada vez menos) habitual relato da parte gira do fim-de-semana.
Aproveitámos o dia espetacular que esteve no sábado para ir passear à Costa da Caparica. E a quantidade de gente que andava por lá a fazer o mesmo?? Adoro passear à beira-mar em qualquer altura do ano, sentir o sol na cara e respirar a maresia. Adoro!

No domingo, fomos almoçar ao Prego da peixaria de Algés. O espaço é giríssimo, e apesar de eu gostar muito do hambúrguer de salmão e choco (e de o pedir todas as vezes que lá vou), para mim o ponto alto daquele espaço é o bolo de chocolate (eu ia pôr aqui uma foto mas a qualidade está demasiado fraca, deve ter sido da emoção de ter aquela maravilha à minha frente). É húmido, espesso, com sabor forte a chocolate...enfim, é perfeito! Para mim ocupa o 3º lugar do pódio dos melhores bolos de chocolate de Lisboa (o 1º e o 2º estão ocupados pelo brownie do Hard Rock Café e pelo bolo da Landeau - na verdade, não consigo escolher qual dos dois o melhor).



Para digerir o almoço fomos passear ao Guincho, com direito a pezinho na areia e tudo (mais uma vez, adoro!). O dia não estava tão bonito como na véspera, mas mais uma vez soube pela vida.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Leituras


Fharenheit 451

Avaliação do goodreads: 3,98/5
Minha avaliação: 2/5

Uma das minhas resoluções dos últimos tempos (não lhe vou chamar de ano novo porque não as fiz) foi deixar de me obrigar a ler livros até ao fim quando não estou a gostar deles (normalmente é coisa para me desmotivar e deixar arrastar as leituras durante eternidades). E foi isso que - orgulhosamente, devo dizer - fiz com o Fharenheit 451. Tinha este livro na minha lista de leitura há anos - já não me lembro porquê - e a avaliação do Goodreads não é má (tem 3,98/5) mas, senhores, como foi dolorosa a minha tentativa de ler aquilo. O livro é pequeno, não chega às 200 páginas, e como estava na biblioteca comum que tenho com alguns colegas de trabalho, achei que seria uma boa companhia para as viagens de comboio que fiz para Braga no fim-de-semana passado. Moral da história: li 40 e poucas páginas.
Para começar, é um livro de ficção científica: nada contra, mas realidades paralelas normalmente não são a minha onda. Gosto de cenários mais realistas e verosímeis. Para além disso, o livro está escrito de uma forma pouco fluída, que obriga a uma grande concentração, e para isso já me basta o meu trabalho. Eu gosto de ler para relaxar e ter um momento de prazer, não é para ter que fazer um esforço enorme para acompanhar a história. Pelo que, correndo o risco de ter desistido demasiado cedo, nem ao meio do livro cheguei (belo desperdício de 8 horas passadas dentro de comboios).


A Ponte Invisível

Avaliação do Goodreads: 4,19/5
Minha avaliação: 4,5

Comprei este livro numa feira num centro comercial em Braga. É um calhamaço, custava uma pechincha (7,5€), vi o tema (II Guerra Mundial e judeus), fui ao Goodreads, vi a avaliação e pronto: fiquei mais do que convencida.
Como digo sempre, eu sei que é dos temas mais batidos da literatura, mas por mais livros que leia sobre o tema continua a ser dos que mais me tocam pelo que nunca me canso de ler sobre o assunto. Até porque, no que toca a literatura, eu sou fã de drama, pelo que este tema dificilmente me desilude.
Sabem quando chegamos ao fim de um livro e sentimos um aperto no coração? Porque vamos ter que nos despedir da história e dos personagens? Foi assim que me senti quando acabei este livro. Já tinha saudades desta sensação tão boa. Adorei a história, a escrita, tudo! Recomendo tanto esta leitura!


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

32

Imagem daqui.

O blogue está moribundo, mas esta que vos escreve celebra hoje 32 primaveras e lá decidiu deixar o registo por aqui.
Depois de a entrada nos 30 ter sido um momento algo violento a nível emocional (por mais estúpido que isso seja, estou bem ciente disso), isto de fazer anos cada vez me diz menos. É um pretexto para exagerar no açúcar por um dia, e sabe bem receber mensagens calorosas daquelas pessoas que sabemos que gostam de nós durante o ano inteiro. Mas de resto é mais um dia.
Que os 32 sejam tão bons ou melhores ainda do que foram os 31.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Forks over knives


Às vezes já não sei se quero continuar a informar-me sobre os malefícios de certos géneros alimentares (quer a nível ambiental, quer a nível do impacto na saúde), se prefiro manter uma certa ignorância que me permita não viver em constante angústia. E, se por um lado não acredito cegamente em tudo o que leio e ouço (ou porque são estudos isolados, ou porque têm interesses económicos escondidos detrás de certas conclusões), por outro a verdade é que fico pelo menos a remoer sobre certos aspetos sem saber bem o que pensar e o que fazer à minha vida.
O último documentário que vi (no Netflix) chama-se Forks over knives e aborda a relação entre o consumo de proteína animal (principalmente a carne e derivados do leite) e vários tipos de doenças (cardiovasculares e oncológicas), na sequência de vários estudos e experiências feitas por médicos em pacientes seus (alguns dos quais mostram inclusive testemunhos de pessoas com doenças em estado avançado que foram revertidas através duma mudança de estilo de vida para uma alimentação sem qualquer tipo de proteína animal).
Há que ter em atenção que a maioria dos documentários existentes sobre estes temas (e sobre qualquer tema, na verdade) está focada na realidade norte-americana e não tanto na europeia o que, tratando-se de alimentação, faz uma grande diferença porque daquilo que uma pessoa vê e ouve sobre os EUA, qualquer dieta comparada com a que se pratica maioritariamente naquele país é mega saudável. E inclusive a proteína animal que se consome na dieta mediterrânica acaba por ser bastante mais saudável que a americana, porque comemos mais peixe e menos fast food (ou pelo menos a maioria de nós), e em menores quantidades.
Eu praticamente não como carne vermelha (só fora de casa e quando não tenho alternativa), e numa semana normal como carne no máximo 3 vezes (os nossos jantares são sempre "desenrasques" que raramente incluem carne, e aos almoços vamos variando entre carne branca e peixe) mas consumo imensos ovos e alguns iogurtes e queijo. E não consigo imaginar uma vida feliz sem qualquer um dos três (nem planeio fazê-lo, pelo menos para já).
Não é fácil tomar decisões no que ao consumo de certos produtos alimentares respeita quando estão constantemente a ser divulgadas conclusões contraditórias (o ovo é um belo exemplo, há uns anos era o demónio do colesterol, agora já se pode comer à vontade e até ajuda a evitar a diabetes), e os próprios profissionais de saúde têm opiniões distintas umas das outras relativamente a certos tipos de alimentos.
Na dúvida, vou continuar a informar-me (e baralhar-me) e ir fazendo o que a consciência me manda (e as análises que vou fazendo têm mostrado que, para já, estou no caminho certo).
Mas para quem, como eu, tem este tipo de preocupações, por vezes torna-se complicado viver rodeado de tanta informação.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Fim-de-semana

Eu tinha um voucher da Odisseias para usar há algum tempo, e dada a dificuldade em tentar marcar qualquer coisa para o início do outono, lá marquei, com antecedência, para o fim-de-semana passado, num dos poucos lugares minimamente apetecíveis e que não nos obrigavam a atravessar o país inteiro de carro para lá chegar. E lá fomos para uma casa de xisto na Aldeia Oliveiras, no distrito de Castelo Branco.
A aldeia é simpática, mas é minúscula e há pouco para se ver e fazer na zona (pelo menos no inverno, já que no verão dá para aproveitar as praias fluviais). Apesar do frio imenso (a casa tinha lareira e aquecedor, mas como era grandinha e o frio era mesmo muito - estavam 0ºC nem eram 21h - passámos algum frio) mas soube pela vida: a paz da aldeia, ler em frente à lareira, passear a meio do nada, sem o rebuliço da cidade.
Não iria de propósito de Lisboa para lá (ainda são 200km de distância) se não tivesse o voucher para gastar, confesso (acho que há aldeias de xisto maiores e mais interessantes), mas foi um fim-de-semana muito bem passado.








































No regresso a Lisboa, fizemos um desvio e fomos a Tomar visitar o Convento de Cristo (maravilhoso).



E ainda almoçámos em Torres Novas no restaurante Papa Figos (tinha uma avaliação ótima no Tripadvisor, mas, apesar de ter sido uma refeição agradável, achámos que a relação qualidade preço é claramente desproporcional).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Saldos, roupa, a minha senda de comprar de forma mais consciente e objetivo para 2019

Isto de comprar online tinha mais piada antes, quando eu gostava de aproveitar pechinchas e coisas que "podiam dar jeito". Agora, que só quero mesmo ficar com aquilo que "preciso" e de que gosto mesmo muito, dou por mim a devolver quase tudo o que compro online sem ter visto ao vivo primeiro.
A primeira saga deste outono/inverno foi encontrar um pullover vermelho. Comprei 3 online no site da Mango (comecei pelos de caxemira e mohair, nenhum me assentava como eu queria, e devolvi os três). Quando fui à loja devolver, experimentei outros dois e dei por terminada a minha tentativa de encontrá-lo na Mango. Aliás, dei por terminada a minha tentativa de encontrá-lo em qualquer outro sítio, porque da minha pesquisa online não havia potencial em loja nenhuma. Até que nos saldos passei pela Oysho para namorar roupa de desporto que não preciso mas adoro (fique aqui registado que lhe resisti) e deparei-me com um pullover do vermelho exato que eu queria, grossinho como eu queria e lá o trouxe comigo. 




Ainda antes dos saldos mas em promoção (aqui me confesso: continuo a pelar-me por uma boa promoção) comprei outra malha básica, na Mango, de uma cor que gosto cada vez mais - amarelo -, principalmente para conjugar com preto.




E, nesta minha ligeira mudança de estilo em que ultimante uso malhas quase todos os dias (em cima de vestidos inclusive, e adoro), fechei a coleção com esta da Mango que tem uma cor que eu adoro.



Para além destas três malhas, continuo à procura de uns calções pretos, básicos, para substituir os que deitei fora porque já não estavam em condições (comprei uns na Zara online, a ver vamos se corre bem).
De resto, aproveitei para substituir alguns básicos (aquele tipo de compra que não me dá prazer nenhum mas uma pessoa lá tem que comprar de vez em quando - tipo soutiens e camisolas interiores). E foram estas as minhas compras todas da estação de roupa "normal", que espero que se fiquem por aqui.
Na verdade, o meu ponto fraco ultimamente até é a roupa de desporto. Mas mesmo assim até neste departamento fui contida, porque comprei duas peças específicas que queria há uma vida (uma delas um mero desejo de consumo, a outra mais necessidade): um top justo e curtinho, mas não tão curto como aqueles que mostram metade da barriga (não é que eu tenha complexos - é até a parte do meu corpo de que mais gosto - mas sinto-me seminua a treinar com aqueles tops de desporto género soutien que abundam nas meninas fit do Instagram).



Daqui. E é tão perfeito e tão aquilo que eu procurava há meses que estou a controlar-me terrivelmente para não comprar igual de outra cor.
A outra peça foi um pullover básico preto para vestir em cima da roupa de treino. Fica bastante largueirão, mas gosto muito dele.




Entretanto, e no que toca a compras de roupa este ano (incluindo calçado e malas mas excluindo aquelas peças básicas que compre para substituir outras) propus-me um objetivo de número de peças (24 peças) e de dinheiro (contando o primeiro dos dois a ser atingido). Não é nada de transcendente, eu sei, mas é um avanço relativamente ao ano passado. E eu espero conseguir comprar até menos (mas preferi não me restringir demasiado porque dispenso ficar ansiosa por causa de roupa). Sendo que já comprei duas peças nos primeiros dias do mês (as dos saldos de desporto - what else?), vamos ver como é que isto corre.