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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Fim-de-semana prolongado em Castelo Branco - Parte I

Na última semana de agosto tivemos a visita (maravilhosa) dos meus pais, que tiraram uns dias de férias para visitar o neto (e a filha e o genro, vá), e decidi tirar a sexta-feira de férias e fazer um fim-de-semana prolongado de passeio.
Fiz a pesquisa por alojamentos no final de junho, e devo dizer que não foi nada fácil encontrar um alojamento a um preço aceitável numa zona que tivesse pontos de interesse para visitar. Até que encontrei as Casas dos Carregais, fiz a reserva para duas noites e lá fomos nós na manhã de sexta-feira.
Confesso que não planeámos a viagem como deve ser e acabámos por nos arrepender, porque só perto do regresso nos apercebemos que não teríamos tempo para explorar todos os pontos de interesse e que não tínhamos dado prioridade ao que deveria ter sido prioritário (isso aliado ao facto de termos um bebé que não adora andar de carro, e qualquer passeio na zona implicava sempre no mínimo perto de meia hora para ir e outra meia hora para regressar). Mas adiante.
A caminho do alojamento almoçámos em Castelo Branco, no restaurante Cabra Preta, que recomendo (comida boa e medidas de segurança seguidas à risca), e a meio da tarde lá chegámos à aldeia onde passaríamos a noite: Carregais. É uma aldeia pequenita mas amorosa. Quanto ao alojamento, reservámos uma casa de xisto recuperada muito bonita e com todas as comodidades (só não ficámos fãs do pequeno-almoço, que achámos fraquinho - e que estava disponível já na casa, à exceção do pão, que nos traziam de véspera, ao final da tarde).




Na manhã de sábado fomos conhecer a praia fluvial da Cerejeira, que ficava a 5 km da nossa casa (um espaço muito giro, sem dúvida, mas preferíamos ter "gasto" mais tempo a explorar as redondezas de Vila Velha de Ródão).







E ao almoço fomos ao restaurante Ti'Augusta (com reserva feita previamente), na aldeia de xisto da Figueira. Recomendo muito, a comida era marvilhosa, assim como o atendimento e o espaço. 



[Continua...]

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

As nossas férias na Madeira

É sempre bom ir à Madeira, mas depois de um cenário de pandemia que nos impediu de estarm com os meus pais durante 4 meses, e estando nós sozinhos em Lisboa (sem família) com um bebé, estas férias tiveram um sabor ainda mais especial.
Continuámos com noites de porcaria (uma fase de uns 5 despertares por noite), mas só o facto de termos quem brincasse com o Gu durante o dia, ou ficasse com ele para irmos tomar um pequeno-almoço a dois, aliado ao facto de não termos que fazer tarefas domésticas, fez com que eu conseguisse, ao fim de muitos meses, chegar às 20h sem me sentir completamente morta.
Para além desta parte logística, foi maravilhoso ver a alegria de toda a família a brincar com o Gustavo (incluindo a dele), e a felicidade dele a explorar lugares, experiências e comidas novas (fartou-se de comer maracujás da horta do avô e comeu atum pela primeira vez). 
Foi mesmo perfeito.


Gu a realizar um sonho do avô: conhecer a horta do avô

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #7 e última (Nápoles)

No oitavo dia de viagem voltámos a Nápoles. Entregámos o carro que tínhamos alugado e ficámos alojados numa espécie de aparthotel bastante central (e com um anfitrião super querido e prestável) que eu recomendo muito (sem pequeno almoço e o parque de estacionamento paga-se bem, qualquer coisa como 25€ ao dia): chama-se Sant'Alfonso Bed & Breakfast Napoli.
Nápoles é uma cidade grande com muito para ver. Um dia (que foi o tempo que tivemos) não é suficiente. Como tínhamos pouco tempo, acabámos por passear maioritariamente pelas ruas, deixando alguns monumentos (igrejas, nomeadamente) por ver.
Nápoles tem uma zona velha, mais caótica (e que corresponde à imagem que a maioria das pessoas tem da cidade, mesmo não a conhecendo) e uma zona nova muito mais cuidada, à beira mar. A zona antiga acaba por ser bem mais autêntica e interessante - pelo menos foi o que eu achei. 
Não é uma cidade onde me imaginaria a viver, mas gostei imenso de conhecer. E contrariamente ao que receava, não senti insegurança nenhuma.





A bela da pasta com molho ragú.


























As fotos acima são da parte antiga da cidade. As abaixo são da parte nova.




























Duvido que haja alguma cidade italiana onde se coma mal, mas as pizzas de Nápoles têm fama de ser das melhores do país. Fomos a uma pizzaria recomendada pelo nosso anfitrião do hotel (disse-nos que eram as preferidas dele em toda a Itália), chamada 50 Kalò. Para quem está habituado a pizzas com muitos ingredientes pode sentir falta de um menu mais diversificado (para além do queijo e do molho de tomate, na loucura, há fiambre), mas o queijo e o molho de tomate são realmente muito bons. E o pão. Enfim, era tudo bom.





E dou por terminado o relato da viagem. Foi muito boa (a única desvantagem foi só mesmo o calor. depois de ter ido três vezes a Itália em junho começo a achar que da próxima talvez deva antecipar a viagem para a primavera) e não nos arrependemos de nenhum dos destinos que decidimos incluir no nosso roteiro. 
[Se tiverem alguma dúvida em particular sobre a viagem que queiram ver esclarecida, estejam à vontade para perguntar.]

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #12 - Grávida ET e uma sessão de fotos amadora pela ilha

Não raras vezes sinto-me uma ET nos grupos de mães dos quais faço parte no Facebook (e até fora do mundo virtual em geral). 
Antes de mais, porque não vivo - nem quero começar a viver - exclusivamente em função da gravidez e do meu bebé. Tenho pavor da ideia de me tornar numa daquelas mães que não tem outro tema de conversa (ou de interesse) que não seja os filhos (não estou a criticar quem o faz - apesar de muitas vezes ser uma seca do pior ter que levar com relatos cheios de pormenores sem o mínimo interesse -, mas, pelo menos enquanto estou dotada da minha racionalidade, não quero isso para mim).
Outro tema em que me sinto um bocado ET é nas sessões de fotos de gravidez (e, na verdade, em quase todo o tipo de recordação mais cliché da gravidez). Não acho piadinha nenhuma às barrigas de gesso, não fiz e não devo fazer ecografias 3D (não que não gostasse de fazer, mas uma pessoa já gasta tanto dinheiro nesta fase que me custa estar a dar mais umas centenas de euros só para matar a curiosidade - e na verdade, não acho que se veja assim tantos pormenores) e não acho a mínima piada àquelas sessões de fotos de grávida em modo semi despida com lingerie à mostra e vestidos cheios de rendas com lacinhos e afins. 
Atenção que não estou a criticar ninguém, estamos aqui a falar meramente de gostos - no caso, os meus - que são a coisa mais subjetiva à face da Terra.
Mas, não sendo fã de sessões de fotos "tradicionais", sou fã (e muito) de fotografia, e acho que há recordações neste registo que são super giras de se fazer. 
Tendo uma viagem marcada para a Madeira quando eu estaria de 30 semanas, decidi que seria uma boa oportunidade para levar a nossa máquina fotográfica e cravar uma espécie de sessão de fotos de gravidez à sodôna minha mãe. E assim fizemos. Inspirei-me no Pinterest e andámos a passear por vários recantos da ilha e tirámos umas fotos muito giras (dentro do que o homem estava disposto a fazer, que se eu não sou adepta de pirosada ele então nem vos passa pela cabeça). Não estava um sol esplendoroso na maior parte dos lugares onde parámos, mas mesmo assim fiquei satisfeita com o resultado.
Deixo-vos aqui um cheirinho das fotos que tirámos (sendo que as mais bonitas não dá para mostrar porque têm as nossas caras de frente e eu não tenho à vontade para fazer isso por aqui, como bem saberão).

























Os sapatinhos que o avô materno escolheu sozinho numa viagem ao Brasil e trouxe de presente para o primeiro neto. A criança até pode nunca vir a usá-los, mas já tiveram protagonismo suficiente para compensar o investimento do avô :p).



segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mini férias de Verão

Para quem não sabe sou madeirense e há duas alturas no ano em que nunca falho (ou devo dizer falhava, tendo em conta as mudanças que se avizinham?) um regresso às origens: o verão e o natal.
Este verão não foi exceção e lá aproveitei para, enquanto ainda posso, apanhar o avião e ir passar uns dias à ilha. E, para não variar, foi tão bom. Matar saudades da família mais próxima, dar oportunidade aos meus avós queridos de verem a netinha de barrigona, nadar naquele mar maravilhoso, matar saudades das comidinhas da mãe (e das queijadas madeirenses), passear...não podia ter sido melhor.
Tenho nova viagem marcada para dezembro, que será supostamente a primeira viagem de avião do meu bebé, e a minha enquanto mãe (medo!). Despedir-me de tudo aquilo pensando no quão diferente será tudo na próxima vez que eu lá for foi estranho, confesso.
Mas bom, deixemos as reflexões de parte e passemos à parte mais gira, a das fotos.





E agora que venham as últimas semanas (dias?) de trabalho antes de começar o maior desafio da minha vida.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #5 (Pesto e Matera)

No 6.º dia de viagem deixámos a Costa Amalfitana com destino à zona da Apúlia, mas primeiro fizemos uma paragem em Paestum (ou Pesto, em português).
Eu confesso aqui a minha ignorância: não sabia da existência deste sítio. Foi o senhor namorado - que é o ser humano com mais conhecimentos de história que eu conheço - que manifestou interesse em lá ir. E bem, depois de lá ter estado não consegui perceber não só porque é que não é mais conhecido mas também como é que estava praticamente às moscas. 
Para quem está na ignorância como eu estava, Paestum foi uma cidade da Magna Grécia, fundada no século VII a.C. e que ainda hoje mantém uma série de templos, tumbas e afins num estado de conservação absolutamente incrível (melhor que a Acrópole em Atenas). A entrada custa 12€ por pessoa e dá direito a visitar o sítio arqueológico e um museu.





E ao final da tarde fizemos mais uma descoberta impressionante: a cidade da Matera, da qual eu também nunca ter ouvido falar até me pôr em pesquisas, umas semanas antes da viagem.
Matera é conhecida como a cidade das cavernas porque até 1950 os habitantes viviam em cavernas esculpidas na rocha (chamadas sassi). O centro histórico - Sassi di Matera - é Património da Unesco desde 1993, preserva as casinhas, e o cenário que elas proporcionam é deslumbrante. Descobri, em pesquisas, que esta cidade foi o palco para as gravações do filme A Paixão de Cristo (entre muitos outros).
Ficámos alojados num apartamento muito simpático e próximo do centro histórico - chama-se Il Re degli Scalzi e recomendo. Quando nos dirigimos ao centro, este foi o cenário com que nos deparámos:









Fiquei fascinada com esta cidade e recomendo muiiito uma visita a quem tenha oportunidade.