Mostrar mensagens com a etiqueta diário de uma gravidez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta diário de uma gravidez. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Diário de uma gravidez #17 - 38 semanas







































Fotografia tirada no fim-de-semana passado (só me apercebi tarde demais que a lente da câmara estava suja pelo que é este o estado - miserável - da última recordação que terei na praia com o meu filhote ainda cá dentro)

Como contei no último post, a chegada às 37 semanas veio acompanhada de alguma ansiedade. Ansiedade essa que, estranhamente ou não, tem diminuido entretanto (não sei se por não ter voltado a sentir contrações com dor desde aqueles dois episódios isolados).
Se, por um lado, nesta fase todos os planos são feitos a curto prazo e sempre sob a condição de o Gustavo nos deixar, por outro parece que ainda não caí verdadeiramente em mim que qualquer dia pode mesmo ser o último dia em que não vamos ter o nosso filho cá fora connosco e que depois disso...a nossa vida nunca mais será a mesma.
Tive consulta ontem e, contrariamente ao que esperava ouvir, a médica disse-me que pela posição do bebé e pelo estado do meu útero, duvida que ele aguente cá dentro até às 40 semanas. Ora, daqui a dois dias completamos 39 semanas e eu sempre disse que se pudesse escolher seria precisamente por esta altura que o meu filhote viria cá para fora. Quem sabe ele não decide mesmo fazer-me a vontade? [Que miúfa, senhores!]
A nível físico, e apesar dos desconfortos inevitáveis desta fase, continuo a sentir-me muito (e cada vez mais) grata. Tenho à volta de 9kg a mais do que tinha quando engravidei (se a coisa não descambar entretanto, terei cumprido o intervalo de 9 a 12kg de que tinha falado a médica), continuo sem inchar (era dos meus maiores receios) e ainda vou conseguindo manter-me ativa (faço algumas caminhadas, alongamentos, e alguns exercícios muito leves e adaptados à minha condição) apesar de precisar de descansar mais (e fugir a sete pés do calor. esse sim, arrasa-me por completo). Custa-me um pouco virar-me na cama mas diria que tenho dormido em média umas 7 a 8 horas por dia, o que nesta altura do campeonato, é maravilhoso. 
A dois dias de completar as 39 semanas de gravidez, quem sabe se este terá sido o último capítulo deste diário cá pelo blogue? Cheira-me que ainda cá volto para um último relato (lá está, continuo sem ter efetivamente caído em mim) mas se  for mesmo o último, cá voltarei para vos dar novidades e dar início a um novo diário por aqui.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Diário de uma gravidez #16 - 37 semanas


37 semanas: aquele marco temporal que dita o momento a partir do qual o nosso bebé já pode nascer "à vontade" porque, à partida, já está completamente formado e é considerado bebé de termo.
Ao longo da gravidez convenci-me que este meu filho me vai fazer esperar até depois das 40 semanas para vir cá para fora. E a minha médica corroborou que uma gravidez como a minha, sendo a primeira, tem tudo para chegar efetivamente às 40 semanas (ou lá muito perto). 
Mas tenho que confessar que desde o dia em que atingi as 37 semanas (5a feira passada) a tranquilidade do "ainda falta" deu lugar a uma ligeira ansiedade de pensar que pode ser a qualquer momento.
Fiz o meu primeiro CTG na 4a feira passada (para quem não sabe é um procedimento que se faz a partir das últimas semanas de gravidez - ou mais cedo, nas gravidezes com complicações - que visa avaliar o bem estar fetal e as contrações). Na altura, a enfermeira disse-me que o mais normal era eu ainda não ter sentido contrações até ali. Pois que na noite de 5a para 6a (acho que) senti a primeira. Acordei a meio da noite com uma dor muito semelhante às dores menstruais (a um nível de 3 numa escala de 0 a 10), mas apenas no lado esquerdo, e que durou uns minutos. Achei que as contrações teriam uma localização e duração diferente, fiquei ligeiramente assustada sem saber bem se deveria fazer alguma coisa, mas a dor lá passou e eu voltei a adormecer. Duas noites depois voltei a sentir uma dorzita do género. 
E apesar de saber que há quem comece a ter estes sinais muito antes (semanas) de chegar o momento do parto, deu-se ali um clique de que pode mesmo acontecer a qualquer momento. E com o clique veio o medo, o nervoso miudinho.
Neste momento vivo uma bipolaridade em que num minuto estou a comentar que este filho não pára quieto (soluços principalmente, é uma festarola) ou me deixa a barriga com os formatos mais estranhos e desconfortáveis, e no seguinte estou a pensar se estará tudo bem porque ele não se mexeu nos últimos minutos. Num minuto estou a tentar levantar-me do sofá ou da cama mais desajeitada que um elefante e a dizer mal da minha vida, no seguinte estou a pensar em como é bom ter o meu filho aqui dentro de mim, protegido do mundo. Num minuto estou a olhar para o guarda roupa e a queixar-me que já não aguento mais vestir sempre a mesma roupa, no outro fico nostálgica de pensar que ainda vou ter saudades desta barriga.
Temos data prevista para o parto no dia 19 de setembro, mas se eu pudesse escolher o meu Gustavo chegaria na semana anterior para poupar a sua mãe à ansiedade dos últimos dias (ou até de uma indução). A ver vamos se a vontade dele coincide com a minha...

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Diário de uma gravidez #15 - 35 semanas





































































Fotos tiradas no fim-de-semana passado.

Eu não queria que este blogue se transformasse exclusivamente num diário de gravidez, mas a verdade é que nesta fase pouco se passa na minha vida que não esteja relacionado com isso, pelo que é gravidez ou o blogue às moscas. Para além do que sei que vou gostar muito de ler estas memórias daqui a uns tempos portanto cá vamos nós para mais um relato.
Estamos com 35 semanas (quase 36), o que significa que o mais tardar daqui a um mês devo ter o meu filho cá fora. E não vos vou mentir: a vontade de conhecê-lo é tanta quanto o friozinho na barriga de receio de tudo o que chegará à minha vida junto com ele... a responsabilidade de ter um ser vivo que depende de mim (e do pai) para tudo, a privação de sono, a amamentação e os choros inconsoláveis são assim os aspetos que estão no top daquilo que mais temo (e não é que cheguei ao fim desta lista sem pensar no parto?). Mas tudo se fará, da melhor forma que conseguirmos.
Quanto mais o tempo passa, mais grata me sinto pela forma como esta gravidez tem corrido. Trabalhei até hoje (tenho consulta esta semana e é provável que isso mude nos próximos dias), continuo a treinar (cada vez com mais limitações e menos intensidade, como é óbvio), as noites de sono menos boas até agora foram muito poucas (e só me levanto uma vez por noite para ir à casa de banho), e continuamos sem relatos de azia, enjoos ou dores consideráveis (como leio em tantos relatos nos grupos de mães), incluindo contrações (só tive mesmo das sem dor). Tive dois episódios ao longo da gravidez (um às 8 semanas, outro há coisa de um mês) que nos levaram às urgências mas que se revelaram meros sustos sem consequências. Continuo sem inchar, estou com mais 9 kg (o que está dentro daquilo que me foi recomendado pela obstetra) e o verão continua ameno na maior parte dos dias. O que é que esta grávida pode pedir mais? Nada, só posso mesmo estar muito grata. E estou.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Diário de uma gravidez #14 - Uma tranquilidade inesperada




































Barriga de 33 semanas.

Eu, que costumava ser a ansiedade em forma de gente, tenho estado estranhamente calma desde que engravidei.
Lembro-me bem de, a meio de dezembro, ter sentido uma necessidade grande de começar a meditar porque de repente dei por mim a ter crises de ansiedade (que basicamente se traduziam em pulsação acelerada sem motivação concreta aparente). Mas desde que soube que estava grávida, um mês depois de ter começado a meditar, não voltei a fazê-lo. Bem sei que não me faria mal nenhum continuar, mas a verdade é que deixei de sentir necessidade e, com isso, a preguiça instalou-se. 
Outro grande sinal de ansiedade que desapareceu durante a gravidez foi ranger os dentes durante o sono. Estava a usar uma goteira há uns bons meses - depois de o homem ter se queixado que a coisa estava a tornar-se insuportável - até que ele num belo dia ele me disse que eu podia deixar de usá-la porque nunca mais se tinha apercebido de eu ranger os dentes. E assim continuo: sem goteira e sem ranger os dentes.
É verdade que quando me ponho a refletir no facto de faltar pouco mais de um mês (ou menos, dependendo da vontade da criança) para ter o meu filho cá fora sinto um friozinho na barriga, mas não é menos verdade que estou a viver toda a gravidez de uma forma cem vezes mais tranquila do que alguma vez achei que aconteceria. E, apesar de nem saber bem como é que estou assim tão tranquila, sinto-me orgulhosa por isso. E super satisfeita de pensar que, se for verdade que os bebés "absorvem" muito daquilo que nós somos e sentimos durante a gravidez, então este meu filho está bem encaminhado para ser um bebé tranquilo e feliz.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Fim-de-semana (em modo Diário de uma gravidez #13)

O facto de andarmos a passar vários fins-de-semana fora de Lisboa, aliado à minha gravidez já avançada, têm feito com que quando ficamos por cá os passeios sejam escassos (e dêem lugar ao descanso e a tratar de mil coisas para preparar a chegada do nosso filhote).
Este fim-de-semana montámos o berço no quartinho dele, pendurámos uns quadros (falo no plural mas na verdade quem fez tudo isto foi o homem) e, finalmente, pus a roupa da criança a lavar. Continuam mil coisas por tratar, mas diria que pelo menos o essencial já temos (atendendo a que já contamos com 32 semanas, não posso propriamente vangloriar-me do feito).
Ontem, e porque não tinha ido ao ginásio no fim-de-semana, "obriguei-me" a uma pequena caminhada perto de casa. O facto de ter escolhido um lugar cheio de subidas não foi propriamente ideia de génio (é impressionante a dificuldade que as subidas ganharam nas últimas semanas) mas adiante.




































Eu até tirei umas fotos de lado, mas este macacão favorece (e muito) o meu aspeto atual de pequeno cachalote pelo que o meu ego só me permitiu partilhá-las com as únicas pessoas do mundo que até em versão cachalote me acham linda e esplendorosa, e que estão sempre a pedir fotos "do neto" (os meus pais).
Depois do passeio fizemos algo que eu não fazia há sensivelmente um século: fomos ao cinema ver O Rei Leão. E o que é que eu tenho a dizer da experiência? Que saí da sala de cinema mais deprimida que eu sei lá! Já não me lembrava de quão deprimente a história é (também posso sempre pôr parte da culpa nas hormonas)...soubessem vocês o esforço que eu fiz para não desatar num pranto (sem sucesso, diga-se de passagem, mas fui o mais discreta que consegui). Dramas à parte, e apesar de já conhecer a história (se bem que apesar de ter visto o filme umas 50 vezes não me lembrava de algumas partes...afinal de contas já se passaram 25 anos - e é aqui que uma pessoa sente bastante idosa) prendeu do início ao fim, e ouvir a banda sonora do filme (mesmo que pela 200ª vez na vida) foi maravilhoso, para não variar.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #12 - Grávida ET e uma sessão de fotos amadora pela ilha

Não raras vezes sinto-me uma ET nos grupos de mães dos quais faço parte no Facebook (e até fora do mundo virtual em geral). 
Antes de mais, porque não vivo - nem quero começar a viver - exclusivamente em função da gravidez e do meu bebé. Tenho pavor da ideia de me tornar numa daquelas mães que não tem outro tema de conversa (ou de interesse) que não seja os filhos (não estou a criticar quem o faz - apesar de muitas vezes ser uma seca do pior ter que levar com relatos cheios de pormenores sem o mínimo interesse -, mas, pelo menos enquanto estou dotada da minha racionalidade, não quero isso para mim).
Outro tema em que me sinto um bocado ET é nas sessões de fotos de gravidez (e, na verdade, em quase todo o tipo de recordação mais cliché da gravidez). Não acho piadinha nenhuma às barrigas de gesso, não fiz e não devo fazer ecografias 3D (não que não gostasse de fazer, mas uma pessoa já gasta tanto dinheiro nesta fase que me custa estar a dar mais umas centenas de euros só para matar a curiosidade - e na verdade, não acho que se veja assim tantos pormenores) e não acho a mínima piada àquelas sessões de fotos de grávida em modo semi despida com lingerie à mostra e vestidos cheios de rendas com lacinhos e afins. 
Atenção que não estou a criticar ninguém, estamos aqui a falar meramente de gostos - no caso, os meus - que são a coisa mais subjetiva à face da Terra.
Mas, não sendo fã de sessões de fotos "tradicionais", sou fã (e muito) de fotografia, e acho que há recordações neste registo que são super giras de se fazer. 
Tendo uma viagem marcada para a Madeira quando eu estaria de 30 semanas, decidi que seria uma boa oportunidade para levar a nossa máquina fotográfica e cravar uma espécie de sessão de fotos de gravidez à sodôna minha mãe. E assim fizemos. Inspirei-me no Pinterest e andámos a passear por vários recantos da ilha e tirámos umas fotos muito giras (dentro do que o homem estava disposto a fazer, que se eu não sou adepta de pirosada ele então nem vos passa pela cabeça). Não estava um sol esplendoroso na maior parte dos lugares onde parámos, mas mesmo assim fiquei satisfeita com o resultado.
Deixo-vos aqui um cheirinho das fotos que tirámos (sendo que as mais bonitas não dá para mostrar porque têm as nossas caras de frente e eu não tenho à vontade para fazer isso por aqui, como bem saberão).

























Os sapatinhos que o avô materno escolheu sozinho numa viagem ao Brasil e trouxe de presente para o primeiro neto. A criança até pode nunca vir a usá-los, mas já tiveram protagonismo suficiente para compensar o investimento do avô :p).



sexta-feira, 12 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #11 - Chegámos às 30 semanas




































Barriga de 29 semanas na fotografia.

Chegámos ontem às 30 semanas, com direito a consulta e ecografia, depois de dois meses sem vermos o nosso bebé. E tudo indica que temos um rapazinho saudável que já conta com praticamente 1,5kg e uns 37 cm. E uma mãe cujo corpo também se tem portado que é uma maravilha. Continuo sem um episódio de azia ou enjoo para relatar ou de sustos dados pelo nosso bebé (fora um pequenito às 8 semanas).
E eu dificilmente poderia ter chegado a esta fase mais feliz. 
Não vou mentir e dizer que me sinto linda e maravilhosa todos os dias. Não sinto. Confesso que estou cansada da sensação de que estou sempre a usar as mesmas roupas (ou pelo menos em comparação com todo o leque de escolha que tinha antes. digamos que neste momento consigo usar para aí 15% da minha roupa), confesso também que cada vez que visto uma roupa de ginásio me sinto um trambolhozito com o grau de sensualidade de uma orca, e confesso que às vezes penso com saudosismo nos meus abdominais e me pergunto se alguma vez os terei de volta.
E confesso ainda que passei por umas semanas de aumento de peso mais considerável e tive alguma dificuldade em lidar com isso. Depois de anos a pesar sempre o mesmo - à volta 50 kg - em que raramente sentia necessidade de subir a uma balança, e depois de ter passado os primeiros três meses de gravidez praticamente sem aumentar nada, cheguei aos cinco meses com mais 5 kg, o que significa  2,5 kg por mês. Pus-me a fazer contas à vida e se a coisa continuasse àquele ritmo chegaria ao final com mais 15kg ou mais. E se isso acontecer não terá problema nenhum, mas a verdade é que a médica indicou 11kg como um aumento saudável e suficiente e eu convenci-me que iria cumprir aquilo - sem saber, na altura, que quando se está grávida isso não é assim tão fácil de controlar, mesmo que se tenha cuidado com a alimentação e se faça desporto (é o meu caso, se bem que naquela altura estava a abusar um pouco nas quantidades). E cair na realidade que deixei de conseguir controlar o meu corpo não foi tão fácil quanto isso (ah e tal engravidaste e querias ficar igual? não queria, mas uma coisa é saber-se que vai acontecer, outra é ver que está efetivamente a acontecer, e a uma velocidade que o nosso cérebro não está necessariamente preparado para acompanhar). Durante uns dias pesava-me praticamente diariamente. Até que me convenci que se fizesse aquilo que estava ao meu alcance - comer de forma especialmente saudável, sem exagerar nas quantidades, e manter-me ativa - não haveria mais nada que pudesse fazer, pelo que só me restaria aceitar o aumento de peso, seja ele de mais 5, 10 ou 15 kg.
Passaram-se 30 semanas e tenho, neste momento, quase 58 kg. O que é ótimo.
Recuperei o equilíbrio mental de não estar sempre preocupada com isso e quanto mais o tempo passa mais grata me sinto pela forma como o meu corpo tem lidado com a gravidez.
Ainda estou a trabalhar (sem data para parar), ainda consigo ir ao ginásio (vou entre 3 e 4 vezes por semana, sendo que numa delas treino com o meu PT - que tem um orgulho desgraçado no meu desempenho enquanto grávida ativa, o que me dá especial alento -, noutra faço Pilates, sempre com adaptação à minha condição, e quando treino sozinha só faço exercícios que foram previamente autorizados pelo meu PT. desta forma sinto-me segura e saudável), (ainda) não estou inchada nem com grandes dificuldades de movimentos ou para dormir. E até já "aprendi" a ir à casa de banho durante a noite (coisa que raramente acontecia antes de engravidar) sem demorar uma eternidade a voltar a adormecer.
Faltam dois meses (mais dia, menos dia) para o nosso Gustavo vir cá para fora, ainda há algumas (muitas) coisas para tratar até lá mas, para já, a ansiedade está controlada e a felicidade abunda.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #10 - Update do bebé e início do curso de preparação



































Fotografia tirada no sábado passado.

Chegámos às 28 semanas na passada 5ª feira.
Na última semana já sinto o meu Guzinho mexer-se com mais vigor (e é tão bom... mesmo que ele goste de esperar que eu chegue à cama para ficar especialmente agitado), e também já comecei a senti-lo mexer-se em mais de um sítio específico ao mesmo tempo (está a ficar grande, o meu bebé querido).
Não tenho tido as melhores noites de sono da minha vida, mas atentendo ao meu histórico de dores na dorsal, com especial incidência no início do verão, nem sei dizer se poderei culpar a gravidez por isso. 
De resto, continua a correr tudo super bem. Ao contrário de 98% dos habitantes de Portugal Continental, estou a adorar este verão ameno (mesmo para quem não está grávida confesso que não sei como é que alguém pode desejar temperaturas perto dos 40ºC ao nível do que se tem feito sentir  em alguns países da Europa, mas devo ser eu que sou uma pessoa estranha).
Na 5ª feira passada começámos a frequentar um Curso de Preparação para o parto e parentalidade (é assim que ele se chama), no Instituto 4Life e, com duas sessões feitas, estou muito satisfeita com a decisão de fazer o curso: porque tenho aprendido muito (atendendo ao que eu sabia, também não era difícil), porque a partilha de experiências com outras grávidas - principalmente quando estão numa fase próxima da nossa - é muito útil, e porque se por um lado me obriga a cair em mim quanto o facto de estar tudo tão perto de acontecer (o que é ligeiramente assustador), por outro tranquiliza-me saber que terei feito aquilo que podia para que corra tudo da melhor forma possível (parto e pós-parto).
Para já pelo menos, não tenho pressa de chegar ao fim da gravidez, de o meu bebé deixar de ser só meu para passar a ser "do mundo", de deixar de ter estes momentos tão nossos, só nossos, de sabê-lo tão bem  aconchegadinho dentro de mim.
Oh tempo, não tenhas pressa que eu preciso de aproveitar ao máximo os tempos de gravidez que ainda me faltam, sim?

sexta-feira, 21 de junho de 2019

De regresso, com devaneios vários (em modo mais um capítulo do Diário de uma gravidez #9)


Barriguinha de 26 semanas a passear-se pela terra das pizzas.

Voltámos de férias na segunda feira, depois de 10 dias em Itália. Conhecemos lugares maravilhosos, passámos momentos únicos, mas - tenho que confessar - já estava com vontade de regressar. Não só porque apanhámos um calor difícil de suportar, mas também porque os seis meses de gravidez já não me permitem os níveis de energia de antes. E bem, na verdade, porque é sempre bom voltar a casa (e ainda bem que assim é).
E apesar de já me sentir com os níveis de energia a meio gás, continuo a dizer que se há grávida que não se pode queixar sou eu. Dificilmente poderia estar a ser mais abençoada e sinto-me mesmo profundamente grata por isso.
Ontem completámos 27 semanas, e assim entrámos no terceiro trimestre. E é mais do que tempo de  acalmarmos um pouco e começarmos a dedicar-nos mais "a sério" a preparar a chegada da nossa criança. Ainda só temos o carrinho e ovo escolhidos (e encomendados) - que era das coisas que me estavam a dar mais dores de cabeça porque há demasiada oferta para leigos no assunto -, algumas roupinhas e uns miminhos que nos têm oferecido. Falta tudo o resto - sendo que eu nem sei bem o que é que compõe este "resto" mas estou confiante nas aulas de preparação para a parentalidade que vamos começar dentro de alguns dias para me ajudar a descobrir.
Tenho (temos, os dois) zero experiência em bebés e em todos os assuntos relacionados com parentalidade, mas não duvido que, com mais ou menos sucesso, nos vamos safar (e também acredito muito que, por mais teorias que existam, há todo um fator sorte - ou azar - que depende de cada bebé e que vai tornar a coisa mais ou menos difícil sem que possamos fazer muito quanto a isso).
Tenho a sensação que ainda não caí em mim em relação a esta mudança radical que está para chegar às nossas vidas. E talvez só venha a cair quando ela acontecer efetivamente. Às vezes até me esqueço por momentos que estou grávida (mas dura pouco tempo, que o corpito trata de lembrar).
Se tudo correr bem...faltam três meses. Três meses que parecem um futuro muito longínquo mas que estão mesmo aí ao virar da esquina.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Diário de uma gravidez #8 - Quando a roupa deixa de servir

Antes de engravidar, eu andava empenhadíssima em reduzir a quantidade de roupa que compro. E até estava a ser bem sucedida, devo dizer. Quando engravidei, achei - talvez ingenuamente - que me safaria com alguns vestidos largos que já tinha em casa e que precisaria de pouca ou nenhuma roupa. Até que, aos poucos, ainda o verão não chegou, e eu já não consigo vestir mais de metade da roupa que tenho. E, se continua a não me apetecer comprar peças para usar exclusivamente na gravidez, também não me estava a apetecer muito passar os próximos 3 meses a vestir os mesmos 4 ou 5 vestidos.
Comprei 1 par de calças na H&M (o modelo é este e recomendo muito, são ultraconfortáveis) e uns calções para o verão, também da H&M (estes). Tudo o resto são vestidos, que dão para usar em modo grávida e em modo não grávida.


Este é da Lovely Pepa Collection e já é da coleção do ano passado mas custava uma pequena fortuna ao preço original. Comprei o S em (mega) saldos (e acho que caberia dentro dele mesmo ao nono mês de gravidez de quadrigémeos. tive que pedir a sodôna mãe para me dar um jeito nele). Daqui.


Não uso fato-de-banho para aí há coisa de 25 anos. Mas gosto de ver grávidas de fato-de-banho, pelo que aproveitei uma promoção da Ros e comprei este. Daqui.



Depois apaixonei-me por este da Springfield.




E por este da Hopiness (coleção do ano passado), que duvido que me vá servir por muito tempo em modo grávida. [E agora vamos ver se acalmamos no assunto praia.]



Este é da Mango. Aqui.



Este último é da Zara. Daqui.



Este da Springfield. Aqui.


Este da H&M. Daqui.



E apaixonei-me perdidamente por este da H&M.

Isto sem contar com os vários que, nos entretantos, fui comprando - e devolvendo - online, porque neste momento tudo o que não seja bastante largo (ou então bastante justo, mas apenas determinados formatos) me faz sentir um pequeno trambolho. (Nota mental: a gravidez é uma altura péssima para arriscar comprar online, acertar nos tamanhos é quase tão provável como acertar nos números do euromilhões).
De qualquer forma, para quem não contava comprar quase nada nestes meses, se calhar já era altura de me acalmar.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Diário de uma gravidez #7 - O dia em que, finalmente, demos um nome ao nosso filho

É esta a história que vamos contar ao nosso filho sobre como é que decidimos que nome ele teria (vai ser longa, si preparem... ou então passem à frente, amigos na mesma).
Ora eu, a mãe, para aí desde a adolescência que dizia que quando (e se) tivesse um filho rapaz ele chamar-se-ia Tiago...até ao dia em que conheci o potencial pai do meu hipotético Tiago e foi todo o desmoronar de um sonho, porque com pouco tempo de relação fiquei mais do que esclarecida de que dificilmente o meu Tiago alguma vez veria a luz do dia. Pois bem, o homem tinha potencial para me fazer feliz, pelo que decidi mesmo assim dar uma hipótese à relação, ainda que com aquele vazio dentro de mim (notem que há exagero aqui, sim?).
Façamos agora um fast forward para a altura em que engravidei. Nessa altura, e ainda sem saber o sexo da criança, começámos a falar mais a sério de nomes. Se fosse menina a coisa estava praticamente resolvida. Já de menino não havia maneira de adorarmos nenhum nome em comum. E por esse motivo costumámos dizer, meio a brincar meio a sério, que só para nos lixar a criança ia ser rapaz. E pois bem, se foi para nos lixar permanece a dúvida, mas que é rapaz...tudo indica que sim.
Debatemos todos os nomes de sexo masculino de caráter não duvidoso (pelo menos segundo os nossos padrões, está claro) e concluímos que não há nem um que adoremos os dois, pelo que teríamos que nos contentar com um do qual "apenas" gostássemos.
Para começar, critérios de exclusão:
Eu tenho um trauma com a minha combinação de nomes próprios (gosto deles isoladamente, não gosto deles juntos), e ele cedeu a que a criança tivesse só um nome (e neste momento sarou um bocadinho da minha mágoa de não ter um Tiago). 
O meu outro "trauma" é com nomes que meio mundo tem. Porque o meu segundo nome - que era o único do qual eu gostava em criança e pelo qual ainda sou conhecida pela família toda e alguns amigos próximos) - era partilhado durante vários anos com mais 5 colegas de turma, pelo que nunca pude usá-lo na escola (usava o primeiro, que é agora aquele pelo qual sou conhecida no trabalho). Pelo que nomes "da moda" foram todos excluídos. E os "de betinho" também, segundo o critério do homem (e se há uma lista infindável de nomes que ele chama de betinho, senhores!). 
Também queríamos um nome que permitisse algum diminutivo minimamente engraçado. 
E, last but not least, sendo eu madeirense e falando a minha família toda com sotaque madeirense, para mim também estava fora de questão aqueles nomes que em "madeirense" se dizem de forma diferente (tipo "Filhipe" e outros que tais). Não queria que a criança sofresse crises de identidade quando fosse à ilha ou falasse com os avós e tios.



Com tanta esquisitice, está bom de ver que a tarefa não poderia ser fácil, não é?
Sobrou-nos um singelo Eduardo, que inclusive foi o que chegámos a chamar à criança durante umas semanas. Entretanto lembrei-me de Gustavo, que o homem também não vetou, e lá fomos chamando "Du" e "Gu" alternadamente à criança. Ele deixava que fosse eu a escolher um dos dois, mas eu não estava a conseguir decidir-me.
Perguntei-lhe que nome o nosso filho teria se fosse ele, sozinho, a escolher, ele disse "Artur" (não desgosto mas não sou fã). E eu sugeri tirarmos à sorte. Faríamos 3 papelinhos com o nome Eduardo, 3 com o nome Gustavo, 1 com Artur e 1 com Tiago. E se saísse Artur ou Tiago tínhamos que nos comprometer a aceitar mesmo. E assim foi.
No dia em que a criança completou 23 semanas de gestação sentámo-nos no sofá, com uma camada de nervos em cima, e fizemos o sorteio. 
Uma vez li algures qualquer coisa como "Se estiveres indeciso entre duas opções joga uma moeda ao ar. No momento em que ela estiver no ar, vais saber qual a que queres". Dito e feito. No momento em que achei que poderia sair Eduardo fiquei triste. Agarrei num papel e, antes de abri-lo, a preparar-me mentalmente, disse "Vai sair Eduardo". E saiu...
Olhei para o homem, que também não me pareceu entusiasmado por aí além, e disse-lhe "Eu acho que afinal prefiro Gustavo". Quando ele me disse que afinal também achava o mesmo houve risota com fartura! Decidimos então tirar mais um papel, e se saísse Gustavo lá desempataríamos depois.
Saiu Gustavo e chegámos à conclusão, naquele momento, que era Gustavo que queríamos. Todo um sorteio cheio de regras para acabar assim, com uns pais fraudulentos - mas finalmente de acordo - a deturpar aquilo tudo mas, finalmente, com a sensação que era aquele nome que queríamos.
Gustavo. Gustavinho. Gu. Já não é só o nosso "bebé" ou o "neto" dos meus pais. Já é, finalmente, um ser humaninho com nome, o nosso Gustavo.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Diário de uma gravidez #6 - O sexo do bebé e o drama do nome

Tenho a sensação que a maioria das mulheres - das que querem ser mães - acalenta um desejo especial de ter uma menina (assumo-me integrada nesta maioria). Pelo menos é a perceção que eu tenho. Mais não seja porque a roupa, adereços e afins de menina tem um grau de fofura (e de oferta) com que as de rapaz dificilmente conseguem competir. E no nosso caso, se fosse menina teríamos a vida muito facilitada em termos de nomes, já que tínhamos um top 3 do agrado dos dois, enquanto que para menino não há maneira de adorarmos nenhum em comum: há apenas três ou quatro dos quais gostamos os dois.
Sempre achei que ia ser mãe só de rapazes (Sabem aquele jogo super científico da agulha que nos diz quantos filhos vamos ter e de que género? Fi-lo há décadas, com o meu namorado da altura, e a agulha, romântica que só ela, deu-nos três rapazes, aos dois). Não é, de todo, com base nisto que criei esta "intuição" de que só teria rapazes, mas a verdade é que a criei. E se tal vier a acontecer está tudo bem - até acho especial graça a ver dois ou três irmãos do mesmo sexo.

Fotografia tirada às 20 semanas.

Mas bem, passando para o que realmente interessa. Foi logo na ecografia das 13 semanas que a médica nos deu uma "quase certeza" de que íamos ter um menino. Esta quase certeza transformou-se em certeza na consulta seguinte, e já voltou a ser confirmada na ecografia morfológica das 22 semanas. 
No momento em que o nosso bebé se "transformou" num rapazinho, parece que a coisa se tornou mais real. Não sei bem explicar esta sensação, mas é como se esta concretização nos tornasse mais próximos do nosso bebé. Do nosso menino querido.
Menino querido este que continua sem nome. Se eu tivesse um daqueles companheiros fofos que não está nem aí para estas escolhas, até antes de ser concebida a criança já seria um Tiago. Mas acontece que o homem não é fã do nome e não há maneira de ceder (nem tem que fazê-lo, obviamente). 
Já ouvi de várias mulheres que se eu é que vou parir, eu é que sou mãe, a palavra final é minha, mesmo que ele não goste. Ora, não só o homem me mandaria bugiar se eu usasse este argumento, como o faria com toda a razão. Estamos a pensar tirar à sorte dentro dos poucos nomes que gostamos em comum, ou então pôr uma short list à votação da família próxima. Se não for assim, cheira-me que a criança nem para o ano tem nome.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Diário de uma gravidez #5 - Quinto mês, férias fora do país e a primeira vez que senti o meu bebé

Foi no quinto mês que fizemos a nossa primeira viagem de férias do ano, e a segunda viagem de avião grávida (tinha ido à Madeira em março).
A minha médica não colocou qualquer obstáculo a eu viajar: apenas me aconselhou as regras básicas do senso comum (e para não carregar malas pesadas. eu andei sempre de mochila, e o coitado do homem, para além da sua mochila, lá ia carregando a nossa mala).
Se já é chato para uma grávida não imune à toxoplasmose comer fora de casa no próprio país, no estrangeiro a coisa complica um pouco, porque nunca sabemos se nos fizemos entender, ou o que é que nos chegará à mesa. E quando a viagem dura 10 dias, como foi o caso da nossa, aconselho a que não durmam só em hotéis mas que alternem com alojamentos onde possam cozinhar, para poderem desenjoar e comer frutas, vegetais e tudo o mais que apetecer sem a preocupação de estar ou não bem lavados.
De resto, a únicas diferença que senti em relação a viajar não estando grávida foi a maior necessidade de ir à casa de banho (não exclusiva de viagens, obviamente, mas especialmente chata quando estamos em passeio).




































E foi exatamente no dia em que completámos as 20 semanas de gestação que eu senti, sem margem para dúvidas (já tinha acontecido antes, mas de forma mais ténue e nunca consegui ter certeza que fosse o bebé a manifestar-se), os primeiros pontapés do meu pimpolho. Iamos no carro, numa das nossas longas viagens, quando isso aconteceu. E foi um momento tão feliz, tão emocionante, que fiquei de lágrimas nos olhos. Meu filho querido, que bom que é saber que estás bem.
Tenho a sensação que voltei de viagem com o dobro da barriga com que fui. A quantidade de hidratos, principalmente ao jantar, a que não estou habituada, devem ter dado uma grande ajuda. E se nos primeiros três meses praticamente não aumentei de peso, chegámos aos 5 com mais 5 kg. A ver vamos se a coisa não começa a descambar (até porque ainda nos esperam 10 dias em Itália para breve).

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Diário de uma gravidez #4 - Quarto mês, apetites e sintomas

O quarto mês, à semelhança dos anteriores, foi muito tranquilo. Não fosse a barriga cada vez mais saliente e quase que me esqueço que estou grávida. Bem...sintomas até tenho tido, mas coisas pouco comuns (e também pouco incómodas) das quais em nunca tinha ouvido falar, e só depois de senti-las e pesquisar é que me apercebi que não sou a única.
Apesar de a primeira médica que consultei ter feito um ar muito pouco crédulo, juro-vos que tinha a minha miopia estabilizada há anos (e o oftamologista disse que, à partida, quando estabiliza após dois anos, já não volta a piorar) e desde que estou grávida (bem desde o início) vejo pior. Da pouca informação que encontrei sobre o assunto, diz que pode sim haver alterações da córnea durante a gestação, e que deve voltar ao normal daqui a uns tempos. É esperar para ver.
Outra novidade na minha vida desde há coisa de um mês e pouco é que agora ressono (desculpa amorzinho!). Diz que se chama "rinite gestacional", atinge à volta de 30% das gestantes, e tende a piorar no final da gravidez (desculpa amorzinho, parte II). Não tenho sintomas de constipação, isto já dura há mais de um mês mas o facto é que não sinto a respiração 100% fluida nem durante o dia. Diz que está relacionado com o aumento de estrogénio e de fluxo sanguíneo.




































Barriga de 17 semanas.

Em termos de apetites, estou menos saudável do que antes de engravidar: deixou de me apetecer comida vegetariana e, em compensação, tenho mais vontade de comer carne (e não tenho contrariado isso). E tenho uma vontade danada de enfardar açúcar (tenho tentado fazer bolos saudáveis e afins, mas aos fins-de-semana não resisto e ataco à séria).
Tenho mais apetite e como mais, mas como continuo a treinar (treinos adaptados, prescritos pelo meu PT, sendo que continuo a treinar com ele uma vez por semana) não é coisa que me preocupe.
Nos primeiros três meses não ganhei peso, mas no quarto mês ganhei quase 3 kg. Vamos lá ver se a coisa não descamba, que eu gostava mesmo de não exceder os 11kg recomendados.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Diário de uma gravidez #3 - O terceiro mês

O início da gravidez deixou-me mal habituada: no espaço de oito semanas (entre ainda não se ver bem o bebé, eu ter mudado de médica e uma passagem pelas urgências - nada de grave, um corrimentozito estranho às 8 semanas, mas foi o suficiente para ficar com o coração nas mãos), fiz 5 ecografias.
E o momento das ecografias é de uma alegria tão grande! Porque é uma sensação maravilhosa ver o nosso amorzinho a mexer-se dentro de nós, e porque nos tranquiliza que o coração continua a bater (tendo em conta que nos primeiros meses de gestação não se sente o bebé mexer-se, as ecografias são especialmente reconfortantes para confirmar que ele continua vivo...pelo menos para mim).
Fomos à ecografia dos três meses no dia 14 de março: o tão aguardado dia em que, depois de ter feito análises de sangue (umas semanas antes), a médica faria as medições ao bebé e detetaria a probabilidade de ele ter uma série de doenças. Os resultados foram muito tranquilizadores (e acrescentaram uma semana de gestação às 12 que nós contávamos ter, até àquela data) e ainda levámos um bónus no fim da consulta (para o qual não estávamos minimamente à espera): uma quase certeza do sexo do nosso bebé (quando tivermos a certeza eu conto-vos por aqui). 
A partir desse momento, podíamos finalmente "gritar ao mundo" a nossa novidade. E assim foi. 
Tivemos a feliz coincidência de ter uma viagem de fim-de-semana marcada para a Madeira nessa altura, e foi uma alegria imensa celebrar com a família. O meu avôzinho, que tem 92 anos e a quem eu estava com algum receio de causar um ataque cardíaco de emoção, teve a reação mais serena de todos, como se já estivesse a contar com a  notícia. Foi engraçado.
Foi um fim-de-semana tão feliz!


Foto tirada nesse fim-de-semana, com 13 semanas.

Cheguei ao final do primeiro trimestre sem ter tido um único episódio de enjoo ou azia. 
Não sei o que me espera daqui para a frente, mas o primeiro trimestre foi super abençoado.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Diário de uma gravidez #2 - A primeira consulta a sério, as primeiras pessoas a saber e a reação dos meus pais

Fomos à segunda consulta no dia 4 de fevereiro. E nesse dia vi (desta vez muito bem) pela primeira vez, o coraçãozinho do meu filhote a bater. Que emoção!
A médica estimou que ele teria 7 semanas (acho maravilhosas estas contagens, sendo que seis semanas antes eu tinha tido o período, mas vá-se lá tentar perceber) e disse-nos que parecia estar tudo bem. Respirámos de alívio e permitimo-nos ficar mais alegres, mas ainda em segredo. Aliás, partilhei a novidade  logo depois de fazer o teste apenas com duas pessoas que não são nem amigas próximas nem família (por razões óbvias): a minha psicóloga e o meu PT (que adaptou logo o meu plano de treino e me proibiu de fazer certos exercícios). É verdade, tanto um como outro souberam antes dos nossos pais e melhores amigos.
Eu continuava a sentir-me cheia de energia e sem nenhum sintoma daqueles chatos e tão comuns em tantas mulheres no início da gravidez. Abençoado filho!
Acho que foi a primeira vez na vida que escondi alguma coisa das minhas melhores amigas - e logo uma "coisa" desta dimensão - mas o filho não é só meu e prometi ao senhor namorado que os nossos pais seriam as primeiras pessoas a saber.


Talvez por a primeira gravidez da minha mãe ter resultado em aborto, a minha vontade de dar aquela novidade aos meus pais tão cedo não era assim tanta. Não me considero uma pessoa pessimista, mas tratando-se de um facto que eu não podia controlar nem garantir que ia correr bem, valeria a pena dar-lhes a novidade tão cedo e criar-lhes expetativas? É que ainda por cima era (será) o primeiro neto deles. 
Bom, muitas vezes quanto mais se planeia mais furados saem os planos. E assim foi. No sábado dessa semana (9 de fevereiro) a minha mãe ligou-me e por coincidência contou-me que uma conhecida nossa estava grávida. Ora, eu, que andava com mil filmes na minha cabeça de conto/não-conto/como-é-que-conto, e depois da forma engraçada como a minha mãe me contou aquilo, tive um ataque enorme de riso. E a minha mãe, do outro lado do telefone, e pelo contexto da conversa, percebeu o que se estava a passar. Eu perguntei-lhe logo pelo meu pai (queria dar a notícia aos dois ao mesmo tempo). Pois que o meu pai estava a tomar duche (ahhhhhh, tudo a correr na perfeição!). A minha mãe foi até à casa de banho, contou-lhe o que se estava a passar e o meu pai ficou literalmente sem pio e desatou a chorar. E foi assim que souberam que iam ser avós pela minha vez: a minha mãe (e eu) num ataque de riso, e o meu pai, a tomar duche, com um ataque de choro.
Não é a história mais romântica nem fofinha, mas é a nossa. 

sexta-feira, 29 de março de 2019

Diário de uma gravidez #1 - o dia em que descobrimos e a primeira consulta

Duvido que haja timings perfeitos para se decidir que chegou a altura de aumentar a família e confesso que sempre tive algum receio de estarmos a adiar esse momento e, quando decidissemos que ele tinha chegado, a natureza nos trocar as voltas. Mas tal não aconteceu (e eu sinto-me tão privilegiada por isso). Depois das duas viagens maravilhosas que fizemos no ano passado, e de tudo o que já fizemos na nossa vida até hoje, decidimos que estávamos preparados para dar este passo.
Até que chegou o sábado, dia 19 de janeiro de 2019.
Era suposto eu ter o período na quarta-feira, dia 16 (quinta-feira, no máximo). A partir de quarta-feira já começaram os "será?" na minha cabeça. Mas o senhor namorado, sempre o mais racional de nós, achou melhor não nos entusiasmarmos demais e esperarmos mais uns dias. Fiz o teste de gravidez no sábado dessa semana.
Eu não tinha praticamente sintomas (e os pouquíssimos que tinha - peito dorido e a barriga ligeiramente inchada ao final do dia) achei que podiam ser psicológicos pelo que não me fiei neles.
Comprámos o teste de manhã e lá fomos para casa. Eu queria muito olhar para o resultado ao mesmo tempo que o senhor namorado mas ainda estava na casa de banho a tentar perceber se o tinha feito corretamente (achava que demorava dois a três minutos a aparecer o resultado) quando vi dois risquinhos a aparecer no visor (para quem não pescar nada do assunto: é o sinal de que o teste deu positivo). Fui a tremer ter com ele para, do alto da sua lucidez, me confirmar que eu estava a ver bem.



Tremi e chorei num misto de incredulidade e alegria. Combinámos que antes de termos a confirmação dada por um médico não nos íamos entusiasmar (tarefa impossível, diga-se de passagem) nem contar a ninguém (tarefa possível mas tão difícil!). O dia finalmente chegou - sexta-feira seguinte - e a médica confirmou que eu tinha uma "amostra" de embrião dentro de mim (com aproximadamente seis semanas) cujo coração já batia (a médica conseguiu ver, o senhor namorado conseguiu ver, eu confesso que não consegui ver nada mas à terceira pergunta da médica eu desisti de achar que iria conseguir ver o que quer que fosse e menti e disse que tinha visto - não vi, mas confiei no pai da criança, ahah).
Apesar de termos visto o coração (ou antes, de eles o terem visto), a médica disse que ainda era demasiado cedo para confirmar que a gravidez estava a desenvolver normalmente e que convinha repetir a ecografia dentro de uma semana, pelo que, mais uma vez, tivemos que conter o entusiasmo.
O mais difícil nisto tudo, para além de não podermos (ou não acharmos conveniente) contar nada a ninguém? O misto de emoções entre o "estou tão feliz" e o "vamos com calma que ainda é muito cedo e pode não correr bem". Misto esse que dificilmente nos abandonará daqui para a frente, mas que acalmou um pouco depois da tão aguardada ecografia dos três meses.



[Muito obrigada pelos vossos comentários queridos - aos quais responderei individualmente.]