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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Mas então o que correu assim tão mal na neve?

Ora vamos lá por partes:


1.º: Acordámos, abrimos a janela, e deparámo-nos com um dia cinzento, vento e neve (muita neve):


2.º: Como não nos apetecia conhecer as instalações hospitalares lá do sítio, decidimos que seria aconselhável ir comprar pelo menos uma aula de ski (afinal de contas foi para isso que lá fomos). O preço? Coisinha pouca. 41€ por hora para duas pessoas (auch!)


Momentos antes da nossa primeira aula, ao pé da escola de ski. Como podem ver, estava um dia lindo (not). Um pormenor "engraçado": estavam uns poucos de graus negativos, mas com este equipamento, frio bem vê-lo!


3.º: A aula
O problema nem foram as quedas (para dizer a verdade até esperava cair mais). O maior problema, para além do facto de carregar o material ser doloroso (os skis são pesados para caramba, as botas são tesas como tudo, é preciso força de braços - que eu não tenho - para usar os bastões para nos movimentarmos nas subidas e partes planas), foi mesmo o meu medo ser tanto, que mal aprendi como é que se travava fazia-o a cada cinco segundos. Era ver-me ganhar velocidade e pimba, toca de travar [eu sou assim em tudo na vida, porque é que esperaria ser diferente nisto?]. 
O meu medo era tal que mal nos despedimos do professor, no segundo dia, desisti após a primeira queda. Foi mais forte do que eu, não consegui vencer o medo. E olhar à minha volta e ver miúdos de 6, 7 anos a passar por mim a uma velocidade estonteante...só me apetecia chorar, de frustração.
(E o preço simpático para usarmos as pistas de ski (sendo que só usamos meia pista de principiantes, mas isso não interessa nada)? A módica quantia de 36€ por dia por pessoa. Ele é sempre a somar, meus amigos!)

Ainda ponderei fechar-me no quarto, tamanha era a minha frustração, mas tive medo que o homem me tivesse um acidente a meio da montanha e eu nunca mais soubesse dele, pelo que decidi ficar a tomar conta dele à distância. Aqui está ele, sozinho (mas não abandonado, hã?).



4.º: Depois da nossa estreia numa pista de ski, toca de ir à cidade recuperar energias (vulgo encher a pança). 

Nevava sem parar.


Comemos uma pizza (isto na tarde de quinta-feira). Pois que cheguei à noite completamente sem fome. Ainda sentia a pizza no estômago e começou a doer-me a barriga. Fiquei assim até Sábado. Sem o mínimo apetite, praticamente só a pão e fruta (sendo que Sábado foi só o meu aniversário. o mais light da minha vida, devo dizer).

5.º: As dores nos braços nos dias seguintes. (A prova (que eu não precisava) de que tenho que deixar de focar só na barriga e pernas quando vou ao gym) Que dores, senhores!

Já posso dizer que já passei um aniversário na neve. Verdade. Também já posso dizer que esquiei.  Outra verdade. Mas também não é menos verdade que enquanto estes dias estiverem frescos na minha memória, não me apanham numa destas tão cedo. Ou pelo menos não num sítio onde, para além de não me ter divertido particularmente (culpa minha, claro, que não tenho nenhum talento para a coisa), ainda deixei uma pequena fortuna (culpa nossa que, verdinhos na matéria, não sabíamos que havia tanto custo associado à porcaria de dois dias - só dois! - a esquiar).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Primeiras férias na neve - Dia 1

Comecei o dia de quarta feira a matar saudades dos velhos tempos, indo levar os meus mini francesinhos à escola [já vos disse que entretanto eles já têm mais dois irmãos e agora são 4? é uma animação, aquela casa!]. Almoçámos um fondue de três queijos (delicioso!) feito por sodôna mãe da família e depois lá fui eu e senhor namorado à rent-a-car buscar o carro que tínhamos alugado pela internet.
Iamos para o meio da montanha, era esperada muita neve, e tínhamos pedido expressamente pneus de neve. Pois que chegámos lá e não havia pneus de neve para ninguém. Tememos (muito) pela nossa vida mas sem alternativa em vista, decidimos arriscar. Tivemos sorte, nesse dia não nevou, pelo que chegámos a Châtel sãos e salvos.

Esta foi a vista que tivemos na chegada à montanha, ainda antes de Châtel

Chegámos eram 16h. Estacionámos e fomos ao posto de turismo descobrir onde ficava o nosso hotel, ao que me respondem que não só não havia estacionamento no hotel como ele ficava no topo da montanha, apenas acessível de teleférico, e o último teleférico do dia para subir era dentro de meia hora (depois disso só no dia seguinte) [e graças a eu não ter percebido este "pormenor" quando reservei o hotel no Booking, senhor namorado diz que estou proibida de voltar a marcar seja que estadia for nos próximos tempos... Em minha defesa, o site não informava acerca de nada disto, e a foto de apresentação era esta:]


Toca de agarrar nas malas (não sem antes ter vontade de chorar ao ver o preçário do parque onde teríamos que deixar o carro durante 3 dias: 36€. e ainda a fatura estava no início...) e comprar um bilhete de teleférico, ida e volta, 5,60€ cada. (os primeiros) Custos que não contávamos ter. Mas adiante. Chegámos ao hotel (que tinha, efetivamente, uma vista linda) e toca de descobrir que não havia telefone, televisão, internet nem secador de cabelo no quarto. E estaríamos confinados àquilo todos os dias, das 16h30 até à manhã do dia seguinte. Pois que decidimos jantar no hotel (como se tivéssemos alternativa), ao que se seguiu uma jogatana de Jenga no espaço comum do hotel (de longe, a atividade em que fui mais bem sucedida em Châtel...) e acabámos a noite a nos estrearmos a ver a série Downton Abbey (felizmente levámos 7 episódios).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

De volta da primeira experiência de neve mesmo à séria

Eu queria dizer que foi das melhores experiências da minha vida, que foi maravilhoso e tudo e tudo, mas se o fizesse estaria a mentir. Tivemos muita neve (a potes, a bem dizer...e é caso para dizer cuidado com o que desejas, mas lá chegaremos), vimos paisagens lindíssimas, sim senhor, matei saudades dos meus mini francesinhos (que continuam as mesmas fofuras do costume), mas basicamente essa foi a parte boa. Mas eu vou explicar tudo. Ao detalhe, a bem dizer, porque pretendo recordar esta experiência (para o melhor e para o pior) no futuro, e não há melhor lugar para fazê-lo que aqui. Pelo que a quem não interessar as minhas peripécias pelas montanhas francesas, aconselho a voltar cá apenas dentro de uns dias, altura em que as histórias já deverão ter acabado (afinal nem uma semana estivemos lá. thank god!).


Para já fica a primeira foto que tirei, da vista à entrada do hotel onde ficámos, e que partilhei no Facebook e Instagram, e logo a seguir virei-me para senhor namorado e disse "É engraçado este mundo virtual. Partilhas uma foto com esta vista e numa questão de segundos toda a gente que a vir vais assumir que estás a ter uma experiência espectacular e que está tudo a correr maravilhosamente bem, não é?". Não estava. Mas lá chegaremos.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Do fim-de-semana

A disposição não era das melhores mas a companhia sim, pelo que lá fui mostrar-lhe alguns dos cantinhos mais bonitos que conheço pelas redondezas. Desta vez ficámo-nos praticamente só pela França.

Châtel


Evian



E, como não podia deixar de ser, o lugar mais lindo de todos
e pelo qual eu sou completamente apaixonada: Annecy.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Weekend @ Châtel







Quando cheguei e me deparei com tamanha beleza fiquei com um sorriso parvo de felicidade na cara, que durou horas.
Ele foi andar aos tropeções na neve (em muito menor quantidade do que é normal para esta altura, mas quanto a isso se me conformei. a neve não gosta de mim, pronto, nada a fazer) e cair praticamente em cima do homem da família. Ele foi andar no trenó dos miúdos completamente desorientada e estatelar-me ao comprido. Ele foi lambuzar-me com o primeiro fondue de queijo da minha vida (maravilhoso, já agora). Ele foi dormir num chalet a sério. Ele foi abrir a janela do quarto, ao acordar, e ver as montanhas cobertas de neve. Ele foi deitar-me num banco, à beira do lago, a ler um livro (aproveitar o calorzinho da caminhada que fiz para lá chegar, até começar a gelar).

Ele foi começar a pensar que talvez Julho seja demasiado cedo para pôr um ponto final neste sonho que estou a viver...