Mostrar mensagens com a etiqueta Toscana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Toscana. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Florença

Chegámos a Florença ao final da tarde do nosso terceiro dia de viagem, vindos de Siena. 
Uma coisa que nos aconteceu nos vários sítios onde ficámos alojados, por serem todos relativamente pequenos (ao estilo Bread&Breakfast) era o horário do check-in ser mais limitativo do que num hotel. Em todos eles conseguimos marcar encontro sem problema para nos receberem fora do horário comum, mas no de Florença tinham a particularidade de cobrar 25€ para fazer o check-in fora do horário normal (que acabava às 18h ou às 18h30, já não me recordo exatamente). Mas nós lá conseguimos chegar antes disso e poupar esse dinheiro.
Outra coisa que nos aconteceu neste alojamento, e que eu continuo sem perceber como, foi termos de partilhar casa de banho com mais dois ou três quartos (sendo que por opção nunca escolheria tal coisa, a não ser que a diferença de preços fosse astronómica, mas mesmo assim preferia procurar outro sítio para ficar). E eu até era capaz de jurar que selecionei esta característica nas pesquisas que fiz no Booking, mas o facto é que quando fui confirmar a reserva lá estava um "wc partilhado". Nãooooooo! E logo no sítio onde íamos ficar mais tempo (três noites). Mas lá sobrevivemos...a custo (eu mais que o senhor namorado), mas sobrevivemos.
E depois desta parte logística, passemos aos passeios.





Depois de um passeio pelo centro na manhã sexta, decidimos ir comprar bilhetes para subir ao Duomo,e foi na bilheteira que nos apercebemos que o nosso cartão de crédito e o cartão de cidadão do senhor namorado, que ele tinha num bolso lateral da mochila da máquina fotográfica, tinham-se eclipsado. Começámos a pensar e pouco tempo antes o senhor namorado tinha sido abordado por um daqueles homenzitos que andam pela rua a vender bugigangas e, coração mole como é (e esta é uma das características dele que mas me comovem) decidiu dar conversa ao senhor e ainda comprou duas pulseiras (tão feiínhas, senhores) ao homem por 5€. Enquanto isso, eu aguardava impacientemente e ia deitando o olho a umas lojinhas de souvenirs. Não sabemos se terá sido efetivamente nessa altura que os cartões do senhor namorado decidiram "desaparecer misteriosamente" da mala dele, mas é o mais provável...e se for o caso (nunca saberemos com certeza) é muito triste pensar que foi num momento em que ele decidiu ser caridoso e ajudar o homenzinho que foi brindado com uma situação daquelas. Mas adiante, fomos à polícia pedir uma declaração do sucedido, pedimos logo a anulação do cartão de crédito e usámos apenas o cartão multibanco no resto da viagem. Enquanto isso, o senhor namorado contactou também a embaixada portuguesa por telefone (é em Roma) e não lhe garantiram que a declaração da polícia seria suficiente para o deixarem regressar no avião de volta a Lisboa (se não deixassem ele teria que ir à embaixada...a Roma), pelo que o regresso dele foi toda uma incógnita até ao último minuto.
Resolvido este incidente mais chato, voltámos a ativar o modo turista e subimos ao campanário (já só havia vagas para subir ao Duomo no dia seguinte) [o bilhete dá para visitar o Duomo, Campanário, Museu, Basílica e custa 15€). A vista lá de cima é brutal.





O Duomo, visto do Campanário.






No dia seguinte subimos ao Duomo porque tínhamos a visita marcada, mas honestamente acho que basta subir a um dos dois, que acaba por se ver praticamente a mesma coisa.


E a Basílica vista de noite.


Almoço - bem bom - no Mercado Central.


Um programa que fizemos ao final da tarde de sexta e sábado, e que é absolutamente brutal, foi assistir ao pôr-do-sol na Piazza Michelangelo, que tem uma vista fenomenal sobre a cidade, com as montanhas ao fundo. Oh cenário maravilhoso, e com o céu dominado pelas cores do final do dia então fica só perfeito.



Porque o tempo era escasso (e porque eu já conhecia os museus principais e o senhor namorado não fez questão de visitá-los), acabámos por passar os dias mais pela rua do que em museus. E não tivesse sido o calor a roçar o insuportável e o incidente dos cartões desaparecidos, e tinha sido quase perfeito.
Florença é uma cidade maravilhosa.


[continua]


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Siena

Chegámos a Siena ao final da tarde de quarta-feira, a tempo de jantar e dar um passeio a pé pela cidade. Eu já tinha estado naquela cidade há muitos anos mas só me lembrava praticamente da praça principal, pelo que voltei a encantar-me com tudo como se fosse a primeira vez. 
Siena é uma cidade medieval super encantadora: desde as ruelas, aos edifícios e ainda às paisagens toscanas que se conseguem ver em alguns pontos da cidade. Adorei tudo.

Uma das perspetivas da cidade, vista de fora.


Os arredores.



A famosa Piazza del Campo (onde fazem as corridas de cavalo).




Tive um episódio engraçado com este vestido, que usei neste dia. Ao que parece, o dito foi um sucesso de vendas (já o vi noutras pessoas pelo menos umas quatro vezes, e no dia em que o levei para o trabalho pela primeira vez elogiaram-mo várias vezes, sem exagero) mas neste dia consegui ir almoçar a um restaurante onde estava uma senhora a usar o mesmo vestido. Eu estava a entrar no restaurante e ela a sair, olhámos uma para a outra e começámos a rir =).


Cenários adoráveis.


A catedral também é maravilhosa (a entrada custa 5€).

Começámos a visita à cidade por volta das 10h da manhã e a meio da tarde estávamos prontos para pegar no carro e seguir rumo à paragem seguinte: Florença (a quase 80 km de distância).


[Continua. A primeira parte da viagem está aqui e a segunda parte aqui.]

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Uma espécie de lua de mel - San Gimignano

Perguntaram-me no último post acerca da melhor forma de transporte entre as várias cidades que visitámos. Honestamente não sei o preço das viagens de comboio, porque a nossa preferência sempre foi alugar um carro, e quando vimos que o aluguer de um, por uma semana, ficaria a 105€ (mais preço da gasolina que gastámos, claro, que no caso foi quase um tanque e custou-nos uns 55€) a opção ficou logo tomada: alugaríamos carro logo no aeroporto (tendo em conta que dormimos em 4 cidades diferentes durante a semana, é muito mais prático andar de carro do que andar de mala às costas). Já dentro das cidades fizemos tudo a pé (à exceção das Cinque Terre, depois falarei disso). Quanto ao estacionamento nas cidades, o que fizemos foi filtrar a pesquisa de hotéis no booking para só aparecer os que tinham estacionamento para evitar andar a pagar balúrdios com isso (se bem que o de Florença cobrava 15€ por dia - "pormenor" que nos escapou quando fizemos a reserva - e como estávamos numa rua muito pacata fora do centro arriscámos e deixámos o carro na rua e correu bem).
Tratado o assunto do transporte, passemos a San Gimignano, a segunda paragem da nossa viagem. Depois de termos passado a manhã em Pisa, agarrámos no carro depois do almoço e seguimos para lá (a distância entre as duas cidades é de 70 e muitos quilómetros).
San Gimignano é uma cidadezita medieval que vale mesmo a pena conhecer. Não é grande, vê-se em meio dia. Não conhecia e fiquei encantada, recomendo muito a visita.




A chegada a San Gimignano (debaixo dum calor abrasador, como aliás praticamente em toda a viagem).




Paisagens tipicamente toscanas (e maravilhosas).





Ao final da tarde seguimos para Siena (a uns 50km de distância), onde passámos essa noite e o dia seguinte.

[continua]

terça-feira, 27 de junho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Pisa

Decidimos fazer esta viagem com duas semanas de antecedência, pelo que excluímos logo destinos muito longe ou que implicassem muita logística de planeamento. Eu pensei logo nas Cinque Terre, que quero conhecer há imenso tempo, e quando me apercebi que ficavam perto da Toscana, pareceu-me(nos) uma combinação mais que perfeita. 
Não fazíamos questão de passar por Pisa, mas depois de procurar voos para a Toscana, foi a cidade que mostrou uma oferta melhor (fomos pela Ryanair e pagámos pouco menos de 200€, por pessoa), pelo que decidimos começar (e acabar) a viagem por lá. Chegámos a Pisa ao final da tarde de terça feira (feriado de Santo António), a tempo de jantarmos uma bela pizza e ir ver a torre, e passámos lá a manhã de quarta feira. Na minha opinião é tempo mais do que suficiente, porque Pisa não tem muito que se veja para além da famosa torre, e o que tem está concentrado na Piazza dei Miracoli - catedral de Santa Maria Assunta, batistério e cemitério monumental). Podíamos entrar em dois dos monumentos por 8€ se não me engano: nós fomos ao batistério e ao cemitério.


Dá para subir à Torre, mas o preço do bilhete (18€) demoveu-nos.



A catedral (que não estava aberta a visitas, supostamente porque estava a decorrer uma missa).



Piazza dei Miracoli cheia de turistas.


Não resisto a cenários amorosos.


Nem a corações, ao que parece.


As ruas da cidade têm o toque pitoresco que tem toda a Toscana (mas tudo o que vimos depois de Pisa foi ainda mais espetacular).




[continua...]