terça-feira, 22 de maio de 2018

Como tomar decisões em três tempos

Sabem aquele comportamento muito humano de só se dar valor a certas coisas quando estamos na iminência de perdê-las? Pois bem, eu não acho que sou assim em relação às pessoas que tenho na minha vida. Mas quando o assunto é amores mais fúteis tipo roupa, a coisa muda de figura. 
Eis o que se passou entre mim e este belo vestido que podem ver nas imagens abaixo.



1. Apaixonei-me pelo vestido mal botei os olhinhos nele pela primeira vez. 
2. Fiz contas à vida e pensei que merecia dar esse miminho a mim própria, a seu tempo. 
3. Volta e meia ia ao site ver se o vestido ainda estava disponível. Como ainda havia todos os tamanhos, sossegava e seguia alegremente com a minha vida.
4. Cheguei ao site um belo dia e os tamanhos M e L estavam esgotados. Foi o que bastou para o "Hei-de comprar o vestido um dia destes" ter passado a "Vou comprar já" no espao de um nanosegundo.
5. Faço a compra, atualizo o site e vejo que o tamanho que comprei era o último disponível (porque agora aparece como indisponível).
6. Penso que só pode ser um sinal dos deuses de que - como se já não bastasse ele ter tãoooo a minha cara - o vestido tinha mesmo que ser meu.
7. Faço figas (muitas, que isto de pagar quase 7€ de portes de envio dói, e ter que pagar outros 7€ se tiver que devolvê-lo ainda doerá bem mais) para o vestido ficar tão bem em mim como fica na Alexandra Pereira, enquanto aguardo ansiosamente que ele chegue às minhas mãos.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Bruxismo e uma ameaça de divórcio

A minha vida não tem andado propriamente interessante nos últimos tempos. Muito trabalho (e um em especial que me deixa beeem longe da minha zona de conforto), formação, um exame (o último) de progressão na carreira a menos de um mês e a expetativa de uma mudança para muito em breve no trabalho.
Resultado: a pessoa, que andava toda orgulhosa da sua evolução a vários níveis nos últimos tempos (consequência de mais de um ano de terapia), apercebeu-se que afinal ainda não lida assim tão bem quanto isso com certas situações.
E como é que me apercebi disso? Achava eu que estava a lidar relativamente bem com esta fase (ou pelo menos a enfrentar os problemas de frente)  quando o senhor namorado começou a queixar-se que eu agora ranjo os dentes enquanto durmo, todas as noites. 
Ora, isto é coisa que, tanto quanto sei, faço há uma catrefada de anos (se é que não fiz sempre, mas nem sempre dormi acompanhada na minha vida), mas diariamente, quando supostamente estava numa fase boa da minha vida (pelo menos em comparação com a tempestade que vivia há um ano), não estava nos planos. 

Imagem daqui.

E enquanto tento descobrir o porquê deste bruxismo (para quem não sabe, é assim que se chama este problema, e que à partida terá uma causa do foro emocional), tenho também que lidar com a "fúria" do homem, que não anda a dormir propriamente bem por minha causa (e volta e meia já agarra na almofada e vai dormir para outro quarto, que diz que não me aguenta). 
Já comprei uma proteção bocal daquelas que os praticantes de boxe usam (sim, leram bem) mas não há maneira de aquilo me encaixar bem na boca (e entre continuar a ranger os dentes e morrer asfixiada com aquela coisa enfiada pela goela, prefiro a primeira). Em tempos tive uma goteira (aparelho móvel) quando tirei o meu aparelho fixo, mas não faço ideia onde é que pára a dita cuja (se é que ainda me serviria), pelo que já marquei consulta de ortodontia a ver se arranjo um novo para usar enquanto durmo. 
É isso ou ficar sem dentes...e sem homem (e sem dentes sou capaz de ter alguma dificuldade em arranjar alguém para substituí-lo :p).

P.S. Já agora, se alguém já passou pelo mesmo e tem dicas para resolver isto, agradecia muito que partilhassem comigo.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Séries

Não são só as leituras que andam com um ritmo mais acelerado. As séries também. Depois de termos acabado La casa de papel (que saudades, snif!), começámos a ver duas séries (juntos): 



Versailles 


Mad Men

A Versailles comecei a ver mais pelo senhor namorado do que por mim, mas atendendo aos meus parcos conhecimentos de história (em geral), acho que nem que seja por uma questão de cultura geral é bom ver este género de séries de vez em quando. Ainda estamos no início, gosto, mas não me entusiasma por aí além.
Já o Mad Men eu tinha muita curiosidade em ver porque tem fama de ser uma série ótima. Nem sabia qual era o assunto, mas sabia que queria ver. Para quem não conhece, passa-se em Nova Iorque, na década de 60, e gira em torno da vida dos trabalhadores de uma agência publicitária (chama-se Mad Men porque, tanto quanto percebi, as grandes agências de publicidade da altura localizavam-se na Madison Avenue).
O retrato que a série faz da época é bastante autêntico e, apesar de às vezes ser paradinha (e eu sou uma moça que quando se senta/deita no sofá tem sono com muiiiiita facilidade) tem conseguido cativar-me bastante. Estamos a acabar a primeira temporada e estamos os dois a gostar muito.
E entretanto, sozinha, estou a acabar a primeira temporada de Orange is the new black que, tenho que confessar, me aborrecia um pouco nos primeiros episódios, mas está a ficar bem mais interessante.


Mas nenhuma delas é La casa de Papel...e eu queria tanto uma série que me voltasse a entusiasmar daquela forma. Têm sugestões desse lado?

terça-feira, 15 de maio de 2018

Leituras

Já li 6 livros este ano. Tendo em conta que o objetivo são 18 não estou propriamente a um ritmo espetacular, mas atendendo aos últimos anos não está nada mau. 
Hoje trago-vos a minha opinião sobre os dois últimos livros que li.


O que o dia deve à noite

Avaliação do Goodreads: 4,17/5
Minha avaliação: 3,5/5

Este livro passa-se na Argélia colonial (meados do século XX) e conta-nos a história de vida de Younes, um rapaz muçulmano.
É uma história muito triste, pesada, que nos põe a pensar nas escolhas que fazemos na vida e que também nos dá a conhecer um pouco da história recente da Argélia. Está muito bem escrito (tem frases mesmo muito bonitas e poéticas). 
Só não lhe dei uma avaliação mais alta porque um livro só consegue prender-me verdadeiramente se, para além da escrita, também contar uma história que me desperte curiosidade sobre o que vai acontecer a seguir, o que acabou por não acontecer comigo na grande maioria do livro. Mas é uma leitura que vale a pena.


Um homem chamado Ove

Avaliação do Goodreads: 4,35/5
Minha avaliação: 4/5

Uma das amigas com quem me farto de trocar livros leu este "Um homem chamado Ove" e gostou tanto que foi logo comprar tudo o que havia publicado do autor. E eu, que já o tinha na minha lista "To read", fiquei com ainda mais vontade de pegar nele.
O livro gira todo à volta de Ove, um personagem que começamos (ou eu comecei, pelo menos) a odiar mas a quem rapidamente vamos ganhando algum afeto, que vai crescendo ao longo do livro. É uma história simples, de leitura muito fácil, sobre alguém aparentemente durão e insensível mas que esconde imensas qualidades e um coração enorme. 
É uma história triste mas que nos "aconchega" ao mostrar o amor e a amizade em diversas formas. 
É uma leitura rápida, fácil e tão boa. Recomendo muito!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Fim-de-semana

Foi um fim-de-semana muito caseiro mas com as coisas boas do costume (séries, invenções culinárias fiz uns queques de laranja e chocolate que adorei, tenho que passar a receita aqui para o blogue - e treinos) e ainda teve o bónus de termos ido conhecer um sítio tão bonito onde, estupidamente, nunca tínhamos ido apesar de ser "à porta" de casa. 
Foi um fim-de-semana bom.





































Sushi no meu restaurante preferido (de sushi) de Lisboa: Sushi dos Sá Morais.

 E o jardim mais amoroso que descobrimos pela nossa zona (já que - ainda - não tenho a varanda que tanto queria ter para as minhas leituras, parece-me uma alternativa bastante apetecível).

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Cenas saborosas várias que eu vou descobrindo na minha senda fit #2

Eu sou doida por pão. Pão é capaz de estar no top 3 das coisas que mais gosto de comer. E até sou uma pessoa bastante saudável na minha alimentação, mas se há alimento que me recuso a deixar de consumir é pão. Quero lá saber se tem gluten (até porque o gluten, tanto quanto sei, nunca me fez mal, e a fazer será com certeza bem menor do que o prazer que eu tenho a comer pão).
Mas, como pessoa preocupada com a saúde que sou, lá vou tentando descobrir pães mais saudáveis para comer no dia-a-dia. E, meus amigos, há certos Continentes que têm uma padaria que me deixa à beira do histerismo com a variedade de pães diferentes que tem. Soubessem vocês como eu deliro com isso! É um facto que a grande maioria deles tem pouco de mais saudável que o tradicional pão branco, até porque a base normalmente é a mesma (farinha de trigo), mas há dois em particular que eu simplesmente a-do-ro (e tenho tanta, tanta pena que haja tão poucas vezes no supermercado onde vou) e de cada vez que os encontro tenho que fazer um esforço hercúleo para não me apoderar do stock inteiro e entupir o meu congelador de pão. Pois que são o pão de albarrofa e a 8ª maravilha do mundo em forma de pão, que descobri mais recentemente: pão de abóbora e nozes. Oh meu deus, como aquilo é delicioso!
Como disse antes, aquilo de mais saudável tem pouco, porque é feito com farinha de trigo. Mas leva 9% de doce de abóbora (que lhe dá um tom amarelado) e nozes, e tem uma textura e sabores perfeitos. Isto não é publicidade, e estes pães não são nada baratos, mas meus amigos, para comer cenas destas eu pago com todo o gosto.




terça-feira, 8 de maio de 2018

Saldos, ainda demoram?

Tenho andado a fugir das lojas como o diabo da cruz e ainda não comprei nada da nova coleção (com exceção das minhas New Balance mais lindas, que também não estavam nos planos mas uma pessoa não é de ferro). Com muita pena muita não sou rica e isto não pode ser só andar a viajar sem alguma contenção noutras áreas, não é verdade?
Mas, mesmo fugindo delas, há uma peça ou outra que se cruzaram no meu caminho e que não me importava nem um bocadinho de levar para casa.



Daqui. Não é preciso dizer que não podia ser mais a minha cara, pois não?


O conjunto (são calções e camisa). Daqui.




Eu e a minha panca por roupa de desporto. Daqui.





segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fim-de-semana

 Não podia ter pedido mais para este fim-de-semana. Sim, o tempo poderia ter estado ligeiramente mais primaveril (e já agora o Benfica também podia ter ganho) mas deu para fazer tudo o que estava nos planos. Inclusive dar o primeiro mergulho do ano no mar (ieiii!). E passear muito. E comer a comida - maravilhosa - da minha mãezinha. 


Festa da flor no Funchal.



Poncha.


Caminhada matinal em Câmara de Lobos.




Sobremesas saudáveis à la sodôna mãe.



sexta-feira, 4 de maio de 2018

Vou só ali matar saudades e já volto






































Foto tirada algues em 2016.

Hoje é dia de rumar à Madeira pela segunda vez este ano para um fim-de-semana em família.
Queria muito, muito, muito que o tempo permitisse um mergulhinho naquele mar maravilhoso e, já agora, também me dava muito jeito ir e voltar no horário previsto, porque a próxima semana vai ser muito preenchida (e isto agora ao que parece o aeroporto fecha dia sim, dia não, por causa dos ventos).
Quanto ao resto, mimos e comidinha boa estão garantidos, portanto tudo o mais é secundário.
Bom fim-de-semana, pessoas!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Gelatina fit na cozinha: Queques de pêra, amêndoa e bolacha

A cada dia que passa preocupo-me mais com a minha saúde, em comer bem e em ter um estilo de vida saudável. Não o faço com esforço, faço com prazer. E se há coisa que adoro é pôr-me na cozinha a inventar receitas saudáveis e saborosas (ou a reproduzir algumas que vou vendo por aí e que me parecem interessantes). 
Não sou a melhor cozinheira do mundo, estou bem longe disso, mas adoro o desafio de fazer coisas saborosas e saudáveis (o meu grande exemplo - de verdadeiro sucesso, já agora - é a minha mãe, que é tão ou mais preocupada com a saúde do que eu, e que faz pratos, doces ou salgados, sempre maravilhosos e que eu sei sempre que foram feitos só com ingredientes saudáveis).
Faço panquecas praticamente todos os domingos à tarde, congelo-as, e vou comendo durante a semana, no meu lanche da manhã. 
Para não comer sempre a mesma coisa, vou variando nos ingredientes. 
Mas a base é sempre a mesma: 
  • dois ovos, 
  • se tiver fruta a ficar muito madura (pêras, maçãs ou bananas) uso uma ou duas, 
  • uma caneca de bebida vegetal (a que estiver a consumir no momento: entre amêndoa, aveia, arroz ou côco) e
  •  outra caneca com uma colher de sobremesa de fermento, depois 1/3 da caneca com linhaça moída, às vezes junto ou pouco de côco ralado e/ou frutos secos, e outra farinha qualquer até encher o resto da caneca (aveia e espelta são as que mais uso).
Feito isto, trituro na liquidificadora e vou juntando mais farinha aos poucos (normalmente ainda junto mais o equivalente a meia caneca) até obter a consistência pretendida. Às vezes junto dois quadradinhos de chocolate negro. Se for preciso adoçar, junto mel ou açúcar de côco (quando ponho fruta ou farinhas de sabor não é preciso adoçar).
Esta base serve para fazer panquecas (dá para umas 10), mas também serve para fazer papas ou queques.
No outro dia estava inspirada e sairam-me das mãos os queques mais saborosos que já fiz.


Até o senhor namorado brincou comigo e disse que eu me tinha enganado na receita (não é fácil agradar o homem com receitas saudáveis. eu deliro com elas, já ele...ainda tem muito para educar naquele seu paladar. lá chegaremos =)).
Os ingredientes foram:
  • Dois ovos
  • Duas pêras bem maduras
  • Duas colheres de sopa bem cheias de manteiga de amêndoa
  • Uma chávena de bebida vegetal de côco
  • Uma chávena (e meia) com: uma colher de sopa de fermento, 6 colheres de sopa de linhaça moída, duas colheres de sopa de côco ralado, e o restante com farinha de aveia instantânea da prozis de sabor a bolacha, que é a minha farinha de sabor preferida (sabe a bolacha maria, é docinha qb mas leva pouco açúcar). Sem esta farinha de sabor, convinha meter um pouco de mel/açúcar.
  • Dois quadradinhos de chocolate negro
Depois foi só pôr em formas de silicone e levar ao forno, a uns 180ºC, durante uns 10/15 minutos. Estavam deliciosos. É uma receita para repetir, sem dúvida.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

La casa de papel



Pois que F-I-N-A-L-M-E-N-T-E, na semana passada acabámos de ver a série! Aleluia, irmãos, que eu estava a ver se não chegava ao fim sem ter um ataque cardíaco pelo caminho.
E o que é que eu tenho a dizer sobre ela (sem lançar spoilers para quem ainda não viu)?
Prendeu desde o início, pela originalidade da história, pela empatia que criamos com os supostamente "maus" da história, por nos fazer gostar deles (uns mais que outros). 
Tem algumas cenas inverosímeis (ui se as tem!), tem diálogos algo irreais, não considero uma obra prima nesse aspeto. Mas, a partir do meio da série (não me aconteceu como a muita gente, a quem foi desde o início), apetece ver episódio atrás de episódio porque pura e simplesmente uma pessoa não aguenta sem saber o que é que vai acontecer a seguir (ou as pessoas normais, pelo menos - senhor namorado não incluído, como já partilhei aqui convosco). Nos últimos episódios da série, então, eu juro-vos que estava literalmente em sofrimento porque por um lado achava que não ia conseguir ver como é que aquilo ia acabar (numa espécie de último jogo da época, decisivo, em que o nosso clube tem que ganhar senão adeus campeonato, e que quase que preferimos ir dar uma volta e pedir que nos contem o final, sob pena de termos um ataque cardíaco, sabem? pessoas ansiosas entenderão) e por outro por precisam urgentemente que aquilo acabe, para finalmente sabermos como, e pôr fim àquela ânsia que nos consome?
Gostei mesmo muito da série e gostei também do final (apesar de, mais uma vez, não o achar assim mega verosímel) e pertenço ao team que acha que deviam deixar a série por aqui, e não inventar terceiras temporadas, sob pena de estragar tudo. Mas se vão mesmo fazê-la, claro que não tenciono resistir.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Fim-de-semana

A sexta-feira acabou em modo "completamente de rastos". Decidi finalmente que era tempo de voltar a ter um plano de treino e a fazer uma avaliação física para saber em que estado andava (depois de um ano sem fazer), e os resultados não podiam ser melhores: percentagem de gordura baixa (19%), 39kg (em 51kg no total) de músculo, idade metabólica de 16 (uma adolescente, portanto) e gordura visceral no nível mínimo. Depois disso fiz um treino acompanhado que me deixou de rastos (mas foi tão bom que estou super tentada a perder o amor ao dinheiro e começar a fazer treino acompanhado uma vez por semana). Ainda tive direito a elogios do PT relativamente ao meu desempenho e isto, para quem sempre foi uma absoluta nulidade nas aulas de educação física (nunca tive excesso de peso, mas a aptidão para o desporto nunca foi coisa de que me pudesse orgulhar) deixa-me mesmo orgulhosa.
Quanto ao fim-de-semana, foi dos calminhos, e foi tão bom. Teve direito a gordices, a passeios bons, a séries,  a leituras e a arrumações. Coisas que adoro, portanto (sem ironias, gosto muito de fazer arrumações).

Hamburgueria do Bairro - gosto tanto!


Belém debaixo de ameaça de chuva (ou não estivesse eu com as minhas gazelle "amaldiçoadas", que atraem sempre chuva).

Cafezinho à beira mar (o passeio foi pouco, que estava uma ventania que deus nos livre).


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Da agonia em que tenho vivido nas últimas semanas



Eu tenho por namorado uma pessoa que não é de todo do género de fazer maratonas de séries. Na loucura, vê dois episódios seguidos e já é demais. E é simultaneamente a pessoa com o maior auto controlo que alguma vez já pisou o planeta Terra, pelo que a regra de não ver mais do que dois episódios seguidos vale para toooooda e qualquer série sem exceção, por mais interessante que seja, por mais intrigante que acabe um episódio. Pois que isso não interessa nada, que o homem resiste a tudo com a maior das forças. Inclusive se for La Casa de Papel (!!!). E inclusive se estiver a ver a dita série com a senhora sua namorada (eu). É o episódio a acabar da forma mais emocionante possível, eu doida da minha vida para continuar a ver, fazendo olhinhos de gato do Shrek, e ele, impávido e sereno, a olhar para mim com especial gozo e a dizer-me logo um redondo "Não". Assim, sem dó nem piedade. E perguntam vocês: e tu, perante uma monstruosidade dessas, esperas por ele e não continuas a ver sozinha (porque a verdade é que ele não me "proibe" de fazê-lo)?? Pois que não. É o quão parva eu sou (por alguém que claramente não o merece!).
No outro dia contava esta situação a uns colegas de trabalho que já viram a série (sim, porque só existem as pessoas que nunca viram a série e as que já viram toda. não há pessoas que estão a ver a série, isto porque as pessoas normais vêem tudo seguido, de assentada, certo? Na loucura, e tendo que dormir e trabalhar, vêem em dois dias, diria eu) e ficou toda a gente a olhar para ele com um ar muito intrigado do género "Já vi psicopatas com mais empatia que tu" e a olhar para mim como o mártir que sou, quase a perguntar-me "O que é que tu fazes com esta pessoa, mesmo?". Sim, porque tamanha atrocidade (e auto controlo, senhores!) não está ao alcance de qualquer mortal.
É isto, gente, é esta a agonia em que tenho vivido nas últimas semanas, episódio após episódio (agonia essa que conto que acabe hoje ou amanhã, que já lhe disse que nem pense que vamos ver um episódio em cada dia, que ainda acabo internada com um ataque cardíaco).

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Feriado

Ah, os feriados a meio da semana, essa cena para lá de espetacular! Mesmo que não se faça nada de especial, aquela quebra a meio da semana sabe pela vida. Oh se sabe!
O feriado de ontem começou com uma ida ao gym (como 90% dos meus domingos e feriados passados por Lisboa). Depois fomos matar 1/1000 das saudades do Peru, ao restaurante Segundo Muelle, que é só espetacular. Tal como na primeira vez que lá fomos, apeteceu-me pedir tudo o que estava no menu, mas fiquei-me por um risotto de gambas que estava ótimo. De sobremesa, e já prestes a explodir de tanta comida, partilhámos uma mousse de lúcuma (fruto muito típico peruano) com chocolate e caramelo que também estava ótima.

E depois houve passeio à beira-rio, presenteado com algum vento e muito calor. 






































O resto do dia passou-se entre arrumações e séries (faltam dois episódios para acabarmos La Casa de Papel, e eu estou aqui estou a explodir de ansiedade!).

terça-feira, 24 de abril de 2018

Peru - resumo da experiência, pontos positivos e negativos (para encerrarmos este capítulo por aqui)

Mentiria se dissesse que visitar o Peru era um desejo antigo. Não era. Foi no mês de janeiro que pensei seriamente que gostaria de lá ir, e isto só depois de se decidir que iríamos algures para a América do Sul e de termos pesquisado um pouco para decidir o que visitaríamos. 
Viajar para longe, e conhecer culturas que pouco ou nada têm a ver com a nossa, comporta mais riscos do que ir a países mais próximos do nosso, mas as experiências - boas ou más (que também as há) acabam por ser mais marcantes e enriquecedoras.
Fui mesmo muito feliz no Peru. Para já, é maravilhoso viajar sem a pressão de ir dois ou três dias e estar ainda a começar e já a pensar que está quase a acabar. Senti que consegui saborear cada dia de viagem, as peculiaridades de cada cidade, com calma. 
Aspetos positivos: A natureza é deslumbrante, a herança inca também, e as cores daquele país (principalmente dos tecidos) são tão, tão bonitas. A comida também (e o facto de - contrariamente a Marrocos, por exemplo - podermos comer comida acessível e saborosa sem receio de ficarmos mal dispostos ou doentes é sempre bom).



Esta viagem teve um bónus com que não contávamos, que foi ter-nos dado dois novos amigos. Um casal na casa dos 50, portugueses que ainda por cima vivem perto de nós, que foram as únicas pessoas que compraram o mesmo pacote que nós na Logitravel para os mesmos dias. Conhecemo-nos no 3º dia de viagem e demorou muito pouco tempo até nos tornarmos inseparáveis. Fazíamos todas as refeições juntos, passeávamos juntos no tempo livre, conversámos imenso e...a cereja no topo do bolo: ele sabia tirar fotografias (ah e tal toda a gente sabe tirar fotografias...não! e eu não falo de efeitos especiais nem de máquinas xpto, falo da singela sensibilidade de saber que, quando um turista quer uma fotografia em frente a um monumento, se calhar quer que apareça pelo menos um pouco do monumento, e não apenas a sua cara (que é a mesma quando está no seu país natal, já agora). Pelo que temos fotos espetaculares, juntos, desta viagem (ieiiii!). E em termos de segurança nunca senti medo de ser assaltada, em lado nenhum (medo só mesmo de morrer, mas na estrada).
Quanto aos peruanos, fiquei com boa impressão da grande maioria. Simpáticos, prestáveis (e muito menos chatos que os marroquinos a vender).




A parte menos boa do Peru? Os centros das cidades (das que visitámos, pelo menos) são muito arranjadinhos e limpos, mas não é preciso nos afastarmos muito para ver lixo e mais lixo espalhado pelas ruas. Para além disso, a condução daquele povo é muito perigosa (muito mesmo. perdi a conta às dezenas de cruzes que vi nas estradas em homenagem aos mortos), o que tira alguma piada às viagens (longas!) de autocarro (mesmo quando a paisagem é bonita).
Quanto a preços, o pacote que comprámos na Logitravel custou 1695€ por pessoa e incluiu viagens (avião, transfers, comboios e autocarros todos), bilhetes de entrada para todos os sítios que visitámos em excursão, alojamento (hotéis de 3 estrelas com muito boas condições) e umas 4 ou 5 refeições. De resto, gastámos à volta de 300€ por pessoa para os 9 dias (recomendo que levem euros e os troquem lá nas casas de câmbio - é a opção mais barata).




Em geral, a viagem com a agência correu bem (foi tudo prestado pela Viajes Pacífico - subcontratada pela Logitravel) e o preço compensou bastante. Mas acho que a teríamos feito bem sozinhos (contratávamos os passeios localmente, com uma das n agências locais, e geríamos melhor o nosso tempo). Mas, depois de ter falado com os nossos amigos, não posso recomendar os serviços desta agência. Eles chegaram ao aeroporto para um voo interno e a agência cá em Portugal tinha lhes cancelado o voo sem dizer nada (e eles continuam ser perceber o porquê). Eles tiveram que comprar a viagem lá, do bolso deles e, quando cá chegaram, a agência só lhes quer pagar 50€ (sendo que gastaram mais do que isso) porque dizem que iam resolver a situação e que eles escusavam de se ter adiantado e comprado o bilhete. E mais: eles gastaram 119€ em telefonemas para resolver esta situação, sendo que a agência ainda vai decidir se lhos reembolsa. Enfim...é tudo muito bonito quando corre bem.
Retirando os dois pontos negativos que mencionei, só tenho recordações boas do Peru e desta viagem. Memórias tão, tão felizes. Foi uma viagem que ficou, sem sombra de dúvida, no meu top 3. De tal forma que (aliado à frustração que trouxemos daquele dia chuvoso no Machu Picchu) tencionamos voltar, numa altura em que visitemos um dos países vizinhos (tencionamos dar um "saltinho" a Cusco para revisitar o Machu Picchu e limpar esta mágoa - a única - que trouxemos do Peru) para revisitar este país que tanta saudade deixou (mesmo. estou a ressacar desta viagem como não me lembro de alguma vez me ter acontecido).