quinta-feira, 14 de abril de 2011


Se fosses sempre tu próprio em vez de te tentares armar em difícil, como ainda acontece de vez em quando, era tudo tão mais simples.

O único problema é que quando o fazes reavivas-me a memória (e o coração) e dificultas-me a vida. Mas eu sou masoquista por isso continua a mandar vir que eu lá me vou aguentando como posso.

Acabei de me cruzar com o perfil ideal


Para ser o novo inquilino da vizinha (segundo a descrição que me fizeram dele, só isso. lamento desiludir as almas mais românticas :p). Que olhou para mim duas vezes pelo canto do olho enquanto esperávamos para passar na passadeira, já agora, que eu bem vi.

E vou-me abster de comentários do tipo "não faz nada o meu género" porque ainda continuo apanhadinha por um que também não era nada o meu género. Mas mesmo assim parece-me que estou fora de perigo.

A piada do dia

A minha colega canadiana (exacto, lá da zona onde nem existe os tamanhos mais pequenos de menus no Mc Donald's porque isso nem lhes dá para a cova de um dente), que faz cheesecake (sobremesa que de francesa não tem nada, diga-se de passagem) no mínimo três vezes por semana (ah pera lá, deve ser para colmatar a falta de queijo da alimentação francesa, sendo assim estás desculpada), que bebe coca-cola nas aulas como eu bebo água, e que é presença assídua no Mc Donald's daqui da zona, a desculpar-se dos 4 quilos que engordou em França dizendo que os franceses comem muita comida gorda. Então era isso.


Pois olha amiga, eu também engordei mas a culpa não é cá de francês nenhum. É mesmo minha, que não tenho força para rejeitar o que os franceses me põem à frente dos olhos. Porque a idade de me obrigarem a comer já lá vai há uns bons anos (agora dava-me jeito é que me obrigassem a parar de vez em quando).

Mixed feelings


Tanto me apetece dar uns abanões valentes ao mini francesinho, que tem um prazer especial em ser do contra, como depois estamos a ir buscar a irmã de mão dada e ele, do nada, agarra-me no braço e dá-me um beijo. E eu derreto-me toda, obviamente.

Sou uma vendida, eu sei. Mas não me julguem sem nunca ter visto as bochechas deliciosas que ele tem, ok?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Terceira vez que sou encarregue de deitar os meninos

E qual é a história que eles escolhem para eu lhes ler?
Uma cujo nome nem em português eu sabia dizer, quanto fará em francês.


Para quem não conhece aqui vai uma explicação, versão francesa (só para facilitar a coisa).
Ora digam lá comigo com pronúncia francesa: schtroumpfs. Mais uma vez. Outra. Cansados? Mais ainda nem chegámos a meio da primeira página. Ok, vamos variar um bocadinho: agora, todos os verbos que aparecerem na história vamos começá-los da mesma forma: schtroumpf.... Difícil? Então? Ainda nem chegámos à parte do nome de cada personagem, começada, obviamente, da forma que já podem imaginar: schtroumpf... Pronto, acho que está tudo. Agora é só continuar este ritual durante aproximadamente 30 páginas.

Pronto, era só para verem que vida de Au Pair em França não é só passear o rabo (coisa que eu bem mereço esta tarde, já agora). Também se trabalha e no duro.

Já não era suposto, eu sei


Mas continuas a tornar especiais os meus dias pelo simples facto de vires "só dizer um olá".

Do cúmulo da bimbice (se é que o termo existe)

Alguém vir falar connosco no chat do Facebook só para pedir para carregarmos no "gosto" na sua foto. Céus, como é deprimente a adolescência...felizmente já vai longe essa fase.


Ainda por cima familiar distante do "falecido" (como diria a minha querida amiga C.) sendo que este último, vá-se lá saber porquê (se calhar por ser mais esperto do que eu), não tem a personagem como amigo no Facebook.
Amigo, se antes ainda pensaria duas vezes, agora lamento mas não contes comigo. Já não estou vinculada ao cumprimento de deveres conjugais que incluam fretes do género.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Natal é quando os meus meninos quiserem


Ontem à tarde viram "O Natal da Dora". Agora estão a ouvir "I'm dreaming of a white Christmas". E viva o espírito natalício cá em casa.

Eu não era assim quando era criança. Sempre adorei o Natal mas Dezembro chega-me, obrigada.


Fotos retiradas da Internet.

Ando armada em Rambo e enquanto não apanhar um susto valente não há nada que me pare. Agora deu-me para ir correr para meio da floresta sozinha e de Ipod na mão. 

Vá, tenho só um bocadinho pequenino de receio. Mas digam lá se também não corriam o risco se tivessem um lugar destes a 1,5 km de casa e, ainda por cima, só por uns meses.

Existirá alma feminina que não tenha uma veia romântica?

Uma vizinha nossa costuma arrendar um quarto na casa dela e de há um mês para cá que tem um novo inquilino: um rapazinho belga pouco mais velho que eu que veio fazer a sua tese para França. Cá em casa ainda não tivemos o prazer de conhecer o moço que, ao que consta, é bastante reservado.


No Domingo fui a casa dessa vizinha levar os meus meninos à festa de aniversário da filha dela e nem sinal do moço. Quando chego a casa e comento com a mãe que ainda não foi desta que o conheci ela faz um ar muito desiludido e diz-me que estava toda esperançada que eu lhe dissesse que nos tínhamos cruzado e que tinha havido logo ali, na primeira troca de olhares, um coup de foudre.

É que era só o que me faltava, vir para aqui apaixonar-me. Eu, hein? Isola aí, gentxi! Já está difícil o suficiente decidir quando é que me vou embora. Não preciso de mais incentivos para ficar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Em França não é assim"


Segundo o que os meus meninos me dizem, em França o meu cabelo não é castanho escuro (como eu lhes disse que é) mas sim preto. Em França pode-se comer tudo com as mãos, não é cá preciso talheres. Em França não é perigoso saltar do sofá para a poltrona. E por aí adiante, conforme vai dando jeito na altura.

Chamem-lhes burros, chamem. Ao menos não se pode dizer que não tentam.

O ponto alto do fim-de-semana


Que foi o menos interessante e mais calmo (abstraindo a parte dos gritos histéricos da festa de aniversário duma amiga dos meus meninos - ossos do ofício...) desde que cá cheguei, foi o almoço de Domingo no jardim cá de casa. Oh coisa boa que é a Primavera.

E a corrida matinal com alguns vizinhos que me levaram a descobrir um lugar perfeito para fazer desporto (a meio da floresta e ladeado de um riacho amoroso), super perto daqui de casa, também não ficou atrás.

domingo, 10 de abril de 2011

Pronto


A partir de hoje posso dizer que já li um livro do mais recente Nobel da Literatura. Não posso é dizer que tenha adorado. Gostei.
Agora segue-se "A sombra do vento".

Quanto à forma como acabou a história ainda não consegui decidir se gostei ou não.

sábado, 9 de abril de 2011

Descobrindo a gastronomia francesa


(as fotos não são minhas. são tiradas da internet.)

Normalmente aqui em casa há lanche especial na tarde de sexta-feira para comemorar a chegada do fim-de-semana (acho uma ideia super fofa).
Ontem, para além do fim-de-semana, celebrámos o fim das reuniões e trabalho intensivo dos progenitores da família, pelo que os festejos duraram até ao jantar, altura em que também houve prato especial: coquilles Saint Jacques (que se comem cozinhados. a primeira foto é só para perceberem melhor em que é que consiste).

Tanto quanto vi no meu dicionário, a tradução para coquille é "concha", e é um molusco bem saboroso que eu confesso que não conhecia (ou pelo menos não sabia que se comia)... ignorância minha ou não se come mesmo disto em Portugal ?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Gostei muito de vos ter por aqui


Estou farta de não sair de casa depois da hora de jantar só porque não conduzo nem tenho quem me dê boleia. Chegou a altura de Gelatina Maria dar mais um passo rumo à liberdade. Pois então cá vou eu para um concerto de Punk Rock na Suíça com as minhas colegas e voltar a pé por volta da uma da manhã (ai Jesus que acabei de ter um arrepio).

Caso este seja o meu último post, foi bom ter-vos aqui pelo tasco.

O quê, pensavam que era uma despedida voluntária? Nada disso. No que depender de mim vão continuar a aturar-me por mais algum tempo. Agora está tudo na mão dos suíços e dos franceses aqui da zona. A ver vamos.