terça-feira, 12 de abril de 2011



Fotos retiradas da Internet.

Ando armada em Rambo e enquanto não apanhar um susto valente não há nada que me pare. Agora deu-me para ir correr para meio da floresta sozinha e de Ipod na mão. 

Vá, tenho só um bocadinho pequenino de receio. Mas digam lá se também não corriam o risco se tivessem um lugar destes a 1,5 km de casa e, ainda por cima, só por uns meses.

Existirá alma feminina que não tenha uma veia romântica?

Uma vizinha nossa costuma arrendar um quarto na casa dela e de há um mês para cá que tem um novo inquilino: um rapazinho belga pouco mais velho que eu que veio fazer a sua tese para França. Cá em casa ainda não tivemos o prazer de conhecer o moço que, ao que consta, é bastante reservado.


No Domingo fui a casa dessa vizinha levar os meus meninos à festa de aniversário da filha dela e nem sinal do moço. Quando chego a casa e comento com a mãe que ainda não foi desta que o conheci ela faz um ar muito desiludido e diz-me que estava toda esperançada que eu lhe dissesse que nos tínhamos cruzado e que tinha havido logo ali, na primeira troca de olhares, um coup de foudre.

É que era só o que me faltava, vir para aqui apaixonar-me. Eu, hein? Isola aí, gentxi! Já está difícil o suficiente decidir quando é que me vou embora. Não preciso de mais incentivos para ficar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Em França não é assim"


Segundo o que os meus meninos me dizem, em França o meu cabelo não é castanho escuro (como eu lhes disse que é) mas sim preto. Em França pode-se comer tudo com as mãos, não é cá preciso talheres. Em França não é perigoso saltar do sofá para a poltrona. E por aí adiante, conforme vai dando jeito na altura.

Chamem-lhes burros, chamem. Ao menos não se pode dizer que não tentam.

O ponto alto do fim-de-semana


Que foi o menos interessante e mais calmo (abstraindo a parte dos gritos histéricos da festa de aniversário duma amiga dos meus meninos - ossos do ofício...) desde que cá cheguei, foi o almoço de Domingo no jardim cá de casa. Oh coisa boa que é a Primavera.

E a corrida matinal com alguns vizinhos que me levaram a descobrir um lugar perfeito para fazer desporto (a meio da floresta e ladeado de um riacho amoroso), super perto daqui de casa, também não ficou atrás.

domingo, 10 de abril de 2011

Pronto


A partir de hoje posso dizer que já li um livro do mais recente Nobel da Literatura. Não posso é dizer que tenha adorado. Gostei.
Agora segue-se "A sombra do vento".

Quanto à forma como acabou a história ainda não consegui decidir se gostei ou não.

sábado, 9 de abril de 2011

Descobrindo a gastronomia francesa


(as fotos não são minhas. são tiradas da internet.)

Normalmente aqui em casa há lanche especial na tarde de sexta-feira para comemorar a chegada do fim-de-semana (acho uma ideia super fofa).
Ontem, para além do fim-de-semana, celebrámos o fim das reuniões e trabalho intensivo dos progenitores da família, pelo que os festejos duraram até ao jantar, altura em que também houve prato especial: coquilles Saint Jacques (que se comem cozinhados. a primeira foto é só para perceberem melhor em que é que consiste).

Tanto quanto vi no meu dicionário, a tradução para coquille é "concha", e é um molusco bem saboroso que eu confesso que não conhecia (ou pelo menos não sabia que se comia)... ignorância minha ou não se come mesmo disto em Portugal ?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Gostei muito de vos ter por aqui


Estou farta de não sair de casa depois da hora de jantar só porque não conduzo nem tenho quem me dê boleia. Chegou a altura de Gelatina Maria dar mais um passo rumo à liberdade. Pois então cá vou eu para um concerto de Punk Rock na Suíça com as minhas colegas e voltar a pé por volta da uma da manhã (ai Jesus que acabei de ter um arrepio).

Caso este seja o meu último post, foi bom ter-vos aqui pelo tasco.

O quê, pensavam que era uma despedida voluntária? Nada disso. No que depender de mim vão continuar a aturar-me por mais algum tempo. Agora está tudo na mão dos suíços e dos franceses aqui da zona. A ver vamos.

Do 8 e do 80 (que é como quem diz "Da Gelatina")

Quinta-feira: um prato cheio de brownies para o bucho.
Sexta-feira: uma hora inteira de corrida pela fresquinha (ainda estou para perceber o que é que me deu para conseguir esta proeza).


Parece-me equilibrado.

Agora só falta equilibrar também a cabeça e começar a controlar-me...dava jeito. Ou então era deixar de haver bolos cá em casa a toda a hora. É que uma coisa é ter força para não ir à pastelaria, outra muito diferente é entrar na cozinha e passar pelos bolos como se de cenouras de tratassem.

Apanhada com as calças na mão


Literalmente.
Quando eu estava descansada a pensar que o progenitor da família estava num sono profundo no quarto dele e não queria fechar a porta na cara do mini francesinho (que estava sozinho comigo) enquanto me trocava na casa de banho, eis que ele me aparece à frente e nos proporciona um momento nada constrangedor.

E agora vou tentar apagar o acontecimento da minha memória, a ver se consigo voltar a olhá-lo nos olhos... Lembram-se deste post? Tem sentido de oportunidade, ele.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dar um toque


Não há uma expressão em francês para dizer "dar um toque (para o telemóvel)" (confirmado pelo meu professor).
Não sei como é que esta gente sobrevive em pleno século XXI sem poder dizer tal coisa. A mim tem-me feito falta.

Mas entretanto aprendi a dizer em inglês. Para quem tenha interesse diz-se "to give a prank call" ou "to prank someone". Nunca se sabe quando é que pode dar jeito.

Da consciência ecológica

Ontem senti-me uma completa assassina da natureza quando pedi um saco de plástico na caixa de um supermercado suíço (com medo que o iogurte que comprei rompesse dentro da mala - facto que veio, efectivamente, a ocorrer) e a mulher me respondeu, com um ar tipicamente suíço (pouco amigável, portanto), que há quatro anos que  não tinham sacos de plástico, e se eu quisesse vendiam sacolas.


Eu tenho a dizer que, apesar da sensação não muito agradável que foi ter aquele olhar reprovador sobre mim (e, em minha defesa, até costumo ter comportamentos pró-ambiente), concordo completamente com aquela medida.
Devia ser assim em todos os lugares, a bem do nosso futuro.
Ontem, quando me veio desejar boa noite, a mãe da minha família francesa disse-me que faz tempo que não me dizia que estão muito contentes que eu cá esteja. Que pensa nisso todos os dias e chegou à conclusão que não mo diz vezes suficientes.
Não foi, de todo, a primeira vez que ela me disse aquelas palavras, mas sabe sempre bem ouvi-las. Principalmente porque sinto que são mesmo sinceras.


E eu também adoro cá estar. E, quase todos os dias, dou graças ao facto de ter vindo parar a esta casa, a esta família. A esta vida, que me trouxe de volta a alegria que me caracteriza.

Só é pena haver dias em que sinto que os pais gostam mais de mim do que os filhos. Mas pronto, crianças são crianças e temos que dar um desconto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Não é para qualquer um


Derramar um iogurte dentro da mala (quando decidi armar-me em esperta e fazer dela almofada para me alapar à beira do lago a ler um livro)  e levar com cócó de pombo, também dentro da mesma mala (incluindo alça da mala e camisola), no espaço de uma hora (sendo que já tinha usado todos os guardanapos que tinha a resolver o incidente do iogurte e ainda tinha uma hora de caminho pela frente até casa)...não foi bonito de se ver.
Ainda por cima o raio do bicho devia estar de diarreia. Ou isso ou o cócó dos pássaros suíços não é igual aos dos portugueses...ok, vou poupar-vos a mais pormenores.

Dos meus jantares preferidos cá em casa

Galettes (a da foto foi feita por mim, quando fui a Portugal)

São uma versão salgada (e mais saudável) de crepes, originária da Bretanha. Gosto tanto!
Para quem quiser experimentar, aqui fica a receita que se faz cá em casa. É super fácil.

- 250 gr de farinha de sarraceno (encontram-na em lojas de produtos naturais. eu comprei no Celeiro dieta);
- 50 gramas de farinha "normal"
- 1 colher de chá de sal fino
- 1 ovo
- à volta de 1,5l de água

Et voilá. Bon appétit.

Versão Gelatina Mota: on


Eu, que sempre detestei correr com todas as minhas forças, que sempre disse que antes andar duas horas (coisa que adoro fazer) a correr dois minutos, agora dou por mim no quinto dia de corrida (consecutivo, mesmo com os músculos doloridos) a correr 35 minutos de seguida (a velocidade de caracol, há que assumir).
Não sei se é do sol lindo que tem estado por aqui, se é a paisagem montanhosa que me inspira, se é do meu estado de espírito neste momento...

Pensando melhor, é capaz de ser os croissants e afins que ainda são mais calóricos do que eu pensava. É a explicação mais razoável para eu andar com tanta energia.