quinta-feira, 8 de julho de 2010

Gelatina pós-psicóloga

Pontos positivos:
- Levei dois pacotes de lenços e não cheguei a metade de um (estamos a evoluir, Gelatina Maria, muito bem)
- Pensamento a ter presente sempre que me der uma fraqueza: estou a fazer o que é mais saudável para mim (infelizmente ela tem razão)

Pontos negativos:
- A carteira está mais leve
- O coração nem por isso (mas pior também não está, é verdade...ok, isto não é bem um ponto negativo)


Como podem ver há casos piores que o meu. E não, eu não me deitei numa cama.

A verdade é que os psicólogos não nos dizem nada que outra pessoa não nos dissesse, não nos dão as respostas que queremos - ela não soube dizer quantos mais dias vou chorar, quando é que isto passa, se ainda fica pior que isto - mas, subtilmente, fazem com que sejamos nós próprios a fazer todo o raciocínio e a encontrar as respostas às nossas perguntas. Pelo menos comigo foi assim. Basicamente quem deu a lição a mim própria fui eu.

Nota importante que não referi no outro post: a psicóloga já me conhecia, eu já lá tinha ido há uns tempos. Ok, por esta altura já devo estar a escrever para o boneco porque vocês já fugiram todos da neurótica aqui mas acreditem, eu normalmente até sou uma pessoa mentalmente estável, e nunca fiz mal a ninguém...até hoje, pois claro.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Jabulani

Mulheres que me lêem (e que não viram o Quem quer ser milionário de hoje) : quem é que se chega à frente para dizer o que é que esta palavra significa?

Então não é que a bola do mundial tem nome e eu só descubro esta pérola nesta altura do campeonato?


Psicóloga para curar desgostos de amor: sim ou não?



A esta hora, e para acalmar o coração da minha mãe e da Maria, estou na psicóloga. Se acho que me vai fazer bem? Não.
Então toda a gente diz que nestas alturas o truque é não pensar nele, ocupar a cabeça o máximo que podemos, fazer coisas giras e mais não sei o quê e sou (praticamente) obrigada a falar durante uma hora sobre tudo o que me está a atormentar?
É que está-se mesmo a ver que só vou para lá chorar as lágrimas que ainda me restam (se é que restam). Ainda por cima à frente de uma estranha. Que deprimência!
Digam-me lá: concordam comigo ou acham que pode ter algum benefício?

Nota: Eu não tenho absolutamente nada contra psicólogos. Já fui muito ajudada por eles. Mas neste assunto tenho que confessar o meu cepticismo.

Incoerência


No que diz respeito a moda, sou tão coerente como o Sócrates enquanto Primeiro-Ministro. Um dia digo uma coisa, no outro já acho uma coisa diferente. Um dia amo, no outro odeio.

Há uns tempos dei um talão de arranjo de uma camisola para a Maria me levantar numa loja (porque estava em exames e ela é uma fofa, como vocês já sabem). Ela quase que se pegava com a vendedora porque fez questão de me telefonar a perguntar se aquela camisola com uma cara e com brilhantes era mesmo a que eu tinha comprado (e a mulher, do alto do seu nariz empinado,  não achou muita piada à desconfiança).

Só ainda não consegui gostar de rendas, nem de combinar rosa com vermelho.
Mas é como diz o outro, nunca digas desta água não beberei!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Na entrevista de sexta feira

"Não sei quais são os seus planos para este fim-de-semana mas vou-lhe enviar um trabalho de casa para me entregar na terça-feira."
Epá, não sei se vai dar. Eu tinha planeado passar os próximos meses afogada em lágrimas de manhã à noite mas posso fazer um esforço.


Agora a sério, quem tem amigos tem tudo. Se não fosse a minha Maria este estágio já era, de certeza. Não digam a ninguém mas ela fez, no mínimo, 70% do trabalho. Mas ai de quem me chame batoteira porque eu sei que seria capaz de fazê-lo sozinha. Só não estou nos meus melhores dias (estou mesmo nos piores de sempre), sim?
Vocês estão é com inveja das minhas amizades, confessem lá!

Já vos contei que ela também marcou as minhas consultas nos médicos que preciso de ir por iniciativa dela?
E que tem feito comida para mim todos os dias?
E que estou a ficar na casa dela estes dias a segurar vela?
E que quando eu for de férias para a minha terra ela vai comigo uns dias e deixa cá o marido sozinho?
Acho que não é preciso dizer mais nada pois não?

A saga dos comentários desaparecidos

Pelo que consegui perceber, o problema com a aceitação de comentários é geral, o que me dá um certo alento, confesso (lá está o que referi ontem, às vezes ficamos felizes com a desgraça alheia porque não nos sentimos tão sozinhos na nossa).

Meninas (ou meninos), esclareçam-me por favor!


Será que todas as mulheres têm pelo menos uma peça de roupa que compraram e nunca usaram?
E não estou a falar de coisas oferecidas! Nada disso! Refiro-me a coisas compradas por vocês mesmas, que na loja pareciam a aquisição do século e que no momento em que puseram o pezito em casa pensaram que tinham trocado o saco por engano na loja com alguém.
Anyone?

Eu tenho, mais que uma! A última aquisição dessa espécie foi de umas leggins daquele género tipo pele, cinzentas, que quando cheguei a casa pareciam uma discoteca ambulante de tanta impressão que me fizeram à vista. A verdade é que também existem lojas que têm espelhos muito enganadores, a culpa não foi só minha!

E vocês, também têm? Façam lá o favor de me fazer sentir melhor e confessem-se meninas! Ou meninos também, sintam-se à vontade!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sou um monstro, não sou?


Nestes últimos dias, quando ando na rua, dou por mim a olhar para a cara das pessoas à procura de sinais de infelicidade.
Eu normalmente não sou má, a sério que não sou, mas é uma necessidade muito grande de não me sentir sozinha na desgraça.
Será que o ser humano é assim por natureza? Sente conforto na infelicidade dos outros quando se encontra nesse estado? Ou sou só eu que não presto?

Fui afogar as mágoas ao shopping

E aproveitei para investir nas minhas tardes de praia deste Verão.


Posso estar solteira este Verão, mas ao menos vou ser uma solteira com charme!



Pensando melhor o primeiro deve ficar por casa sob pena de eu ser vítima de olhares piedosos.
E podem gozar à vontade, eu se não estivesse na merda também era capaz de gozar, confesso.

domingo, 4 de julho de 2010

Eu sei que isto é muito ordinário

Vuvuzela é que nem punheta, só tem piada para quem toca.
(frase encontrada no Facebook)


Mas tem piada. Pelo menos eu achei.

sábado, 3 de julho de 2010

Assim está muito melhor!

Fui a mais uma entrevista para estágio.
Mas (e a propósito deste post) a sala de espera desta empresa não tinha cá Jornais Económicos e afins. Nada disso! Isso é para meninos!
Tinha o The Economist. Ah pois é!
Assim sim, já me senti como se estivesse no sofá da minha própria casa, e as minhas crises vocacionais dissiparam-se todas (not)!


Until yesterday, my friends, until yesterday!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quando até o chocolate ganha um sabor amargo

Não, obrigada.

Aquelas cenas dos filmes em que elas curam os males de amor numa cama afogadas em lágrimas, chocolates e gelados não funciona comigo.
Quando a dor é verdadeira, daquela mesmo amarga que dá um nó na garganta, o meu apetite é zero.
E os chocolates, os meus melhores amigos em qualquer ocasião, perdem o habitual sabor a céu.

Aprendendo a ser solteira #1

Agora eu percebo porque é que nunca se vêm mulheres nas bombas de gasolina a lavar os carros (e como eu não me importava de ter continuado sem perceber!). Oh tarefa mais desgastante, meu Deus!
Meninas, vocês já se atreveram a pegar naquelas mangueiras? Ah pois é, no dia em que decidirem fazê-lo podem esquecer tudo o que seja pesos no ginásio. Aquilo é que um verdadeiro exercício para os músculos!


Apesar de ser um momento deprimente, em que ele tirou um tempinho para me ir ensinar a tomar as rédeas nesta tarefa (sim sim, que isto não é só ser feliz durante uma década e depois dar um pontapé no rabo, há que tirar proveito dos acabamentos pacíficos), ele não conseguiu deixar de soltar umas gargalhadas ao me ver de língua de fora a medir forças com as mangueiras, de um lado para o outro do carro (menos mal que tenho um smart, menos mal).
Sem contar que me esqueci do pormenor de que os sapatos não devem ser escolhidos em função de combinarem ou não com a roupa, mas sim se são ou não à prova de água (o que é que querem, uma pessoa gosta de parecer bem até nas tarefas mais banais do dia-a-dia, ok?).

Ele fez-me jurar a pés juntos que quando for sozinha ponha na lavagem automática mas epá, para além de ser mais caro também tenho o meu orgulho feminino a defender, não é? Não se pode desistir à primeira contrariedade, e eu hei-de conseguir! Podem apostar!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ora aqui estão seis esquisitices minhas

Que é como quem diz "Bora lá responder ao desafio feito pela Alice e pela Sofia" já nem sei há quanto tempo.



- Não consigo encostar o cabelo nos assentos dos transportes públicos, e tocar em algum sítio para me apoiar só mesmo em risco iminente de acertar com a montra no chão;

- Não consigo adormecer à noite sem antes ler ou ver televisão, e se adormecer sozinha deixo sempre a tv ligada (pois então nos próximos tempos parece que me vou habilitar a ganhar epilepsia ou qualquer coisa do género, não é o que dizem?)

- Não consigo ouvir portas a bater constantemente com o vento, é coisa para me dar a volta ao miolo;

- Tenho uma aversão doentia a espirros: quando alguém dá um espirro ao pé de mim sou menina para suster a respiração discretamente por uns belos segundos (os que eu aguentar) e então se eu estiver a comer é muiiito complicado, ou foi super-hiper-mega protegido com guardanapo ou eu perco o apetite, é automático (a minha melhor amiga foge de mim a correr quando lhe apetece dar um, é tão fofa!);

- Estou arrependida com todos os cabelos e mais algum de ter tirado o curso que tirei (mas até experimentar verdadeiramente a prática prefiro não me martirizar mais a pensar no assunto);

- Não consigo me lembrar de mais nenhuma neste momento.

Aprendendo a ser solteira


Isto se não doesse tanto até tinha a sua piada. Mas já que para sofrimentos já bastam os meus vou tentar vos entreter ao inaugurar uma rubrica, a primeira deste blogue, com o título que podem ver, onde vos vou contar as minhas descobertas de solteira, depois de dez anos de namoro, três dos quais de partilha do mesmo tecto.
A verdade é que a maioria das mulheres se acomoda e não quer saber de aprender a trocar uma lâmpada, lavar o próprio carro ou até pôr gasolina. Pelo menos comigo foi assim. Mas não há nada que a vida (ou a ajuda daqueles que nos rodeiam) não nos ensine, verdade?
Então é só aguardar pelo primeiro capítulo, que está para breve.