sexta-feira, 12 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #11 - Chegámos às 30 semanas




































Barriga de 29 semanas na fotografia.

Chegámos ontem às 30 semanas, com direito a consulta e ecografia, depois de dois meses sem vermos o nosso bebé. E tudo indica que temos um rapazinho saudável que já conta com praticamente 1,5kg e uns 37 cm. E uma mãe cujo corpo também se tem portado que é uma maravilha. Continuo sem um episódio de azia ou enjoo para relatar ou de sustos dados pelo nosso bebé (fora um pequenito às 8 semanas).
E eu dificilmente poderia ter chegado a esta fase mais feliz. 
Não vou mentir e dizer que me sinto linda e maravilhosa todos os dias. Não sinto. Confesso que estou cansada da sensação de que estou sempre a usar as mesmas roupas (ou pelo menos em comparação com todo o leque de escolha que tinha antes. digamos que neste momento consigo usar para aí 15% da minha roupa), confesso também que cada vez que visto uma roupa de ginásio me sinto um trambolhozito com o grau de sensualidade de uma orca, e confesso que às vezes penso com saudosismo nos meus abdominais e me pergunto se alguma vez os terei de volta.
E confesso ainda que passei por umas semanas de aumento de peso mais considerável e tive alguma dificuldade em lidar com isso. Depois de anos a pesar sempre o mesmo - à volta 50 kg - em que raramente sentia necessidade de subir a uma balança, e depois de ter passado os primeiros três meses de gravidez praticamente sem aumentar nada, cheguei aos cinco meses com mais 5 kg, o que significa  2,5 kg por mês. Pus-me a fazer contas à vida e se a coisa continuasse àquele ritmo chegaria ao final com mais 15kg ou mais. E se isso acontecer não terá problema nenhum, mas a verdade é que a médica indicou 11kg como um aumento saudável e suficiente e eu convenci-me que iria cumprir aquilo - sem saber, na altura, que quando se está grávida isso não é assim tão fácil de controlar, mesmo que se tenha cuidado com a alimentação e se faça desporto (é o meu caso, se bem que naquela altura estava a abusar um pouco nas quantidades). E cair na realidade que deixei de conseguir controlar o meu corpo não foi tão fácil quanto isso (ah e tal engravidaste e querias ficar igual? não queria, mas uma coisa é saber-se que vai acontecer, outra é ver que está efetivamente a acontecer, e a uma velocidade que o nosso cérebro não está necessariamente preparado para acompanhar). Durante uns dias pesava-me praticamente diariamente. Até que me convenci que se fizesse aquilo que estava ao meu alcance - comer de forma especialmente saudável, sem exagerar nas quantidades, e manter-me ativa - não haveria mais nada que pudesse fazer, pelo que só me restaria aceitar o aumento de peso, seja ele de mais 5, 10 ou 15 kg.
Passaram-se 30 semanas e tenho, neste momento, quase 58 kg. O que é ótimo.
Recuperei o equilíbrio mental de não estar sempre preocupada com isso e quanto mais o tempo passa mais grata me sinto pela forma como o meu corpo tem lidado com a gravidez.
Ainda estou a trabalhar (sem data para parar), ainda consigo ir ao ginásio (vou entre 3 e 4 vezes por semana, sendo que numa delas treino com o meu PT - que tem um orgulho desgraçado no meu desempenho enquanto grávida ativa, o que me dá especial alento -, noutra faço Pilates, sempre com adaptação à minha condição, e quando treino sozinha só faço exercícios que foram previamente autorizados pelo meu PT. desta forma sinto-me segura e saudável), (ainda) não estou inchada nem com grandes dificuldades de movimentos ou para dormir. E até já "aprendi" a ir à casa de banho durante a noite (coisa que raramente acontecia antes de engravidar) sem demorar uma eternidade a voltar a adormecer.
Faltam dois meses (mais dia, menos dia) para o nosso Gustavo vir cá para fora, ainda há algumas (muitas) coisas para tratar até lá mas, para já, a ansiedade está controlada e a felicidade abunda.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #5 (Pesto e Matera)

No 6.º dia de viagem deixámos a Costa Amalfitana com destino à zona da Apúlia, mas primeiro fizemos uma paragem em Paestum (ou Pesto, em português).
Eu confesso aqui a minha ignorância: não sabia da existência deste sítio. Foi o senhor namorado - que é o ser humano com mais conhecimentos de história que eu conheço - que manifestou interesse em lá ir. E bem, depois de lá ter estado não consegui perceber não só porque é que não é mais conhecido mas também como é que estava praticamente às moscas. 
Para quem está na ignorância como eu estava, Paestum foi uma cidade da Magna Grécia, fundada no século VII a.C. e que ainda hoje mantém uma série de templos, tumbas e afins num estado de conservação absolutamente incrível (melhor que a Acrópole em Atenas). A entrada custa 12€ por pessoa e dá direito a visitar o sítio arqueológico e um museu.





E ao final da tarde fizemos mais uma descoberta impressionante: a cidade da Matera, da qual eu também nunca ter ouvido falar até me pôr em pesquisas, umas semanas antes da viagem.
Matera é conhecida como a cidade das cavernas porque até 1950 os habitantes viviam em cavernas esculpidas na rocha (chamadas sassi). O centro histórico - Sassi di Matera - é Património da Unesco desde 1993, preserva as casinhas, e o cenário que elas proporcionam é deslumbrante. Descobri, em pesquisas, que esta cidade foi o palco para as gravações do filme A Paixão de Cristo (entre muitos outros).
Ficámos alojados num apartamento muito simpático e próximo do centro histórico - chama-se Il Re degli Scalzi e recomendo. Quando nos dirigimos ao centro, este foi o cenário com que nos deparámos:









Fiquei fascinada com esta cidade e recomendo muiiito uma visita a quem tenha oportunidade.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Fim-de-semana

Há duas semanas comemorámos sete anos juntos e desta vez não houve troca de prendas materiais: eu ofereci-lhe um jantar num sítio mais especial (fomos ao Volver, do Chakall, que o homem gosta bastante) e ele ofereceu-me uma noite (para os dois, obviamente) em Grândola, n'A Serenada Enoturismo. E lá fomos nós no passado sábado.
O sítio é muito giro, rodeado de natureza, a piscina tem uma vista brutal e os quartos têm uma decoração muito engraçada muito alusiva ao vinho, que é o negócio principal dos donos do alojamento (o nosso quarto tinha também uma estante cheia de livros para todos os gostos, achei tão giro).

Esta casinha é a receção, os quartos ficam num edifício muito maior.





Fomos jantar a Grândola, ao restaurante A Talha de azeite, que nos tinha sido recomendado. Eu pedi bacalhau com migas, que estava ótimo.


E a maravilhosa zona da piscina. 









sexta-feira, 5 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #4 (Amalfi e Atrani)

Depois de termos passado o quarto dia da nossa viagem entre Sorrento e Positano (e de termos passado duas noites em Massa Lubrense), fomos dormir a um novo sítio, a Casa Falcone B&B, em Scala.
O ideal seria termos dormido em Amalfi, mas como disse os preços do alojamento são absolutamente proibitivos, pelo que ficámos nos arredores. Estávamos a uns 8km de carro de Amalfi, e uns 2,5km a pé (ainda ponderámos descer a pé - subir seria impensável - mas estava tanto calor logo às 9h da manhã, pelo que fomos de autocarro (na verdade o nosso autocarro passou antes da hora e a fofinha da dona do alojamento teve pena de nós e deu-nos boleia para Amalfi, e no regresso então apanhámos autocarro para o alojamento)).
A vantagem dos alojamentos nesta zona? A vista fabulosa sobre a costa e o mar (fica a alguma altitude, na mesma direção de Amalfi, pelo que a perspetiva é espetacular). Apesar da localização não ser super perto de Amalfi, gostei imenso deste alojamento: a vista era maravilhosa, o pequeno almoço foi o melhor de toda a estadia, a anfitriã era duma simpatia extrema e o preço não era exorbitante (atendendo à zona).
As duas primeiras fotos abaixo são da zona exterior do alojamento. Não é espetacular?





























O quinto dia de viagem foi passado entre Amalfi e Atrani (logo ao lado de Amalfi), entre a praia e uns passeios pelo centro (curtos, mais uma vez devido ao calor abrasador).





Na praia de Amalfi, onde fomos na parte da manhã.




E a bela da pizza ao almoço.


A Costa Amalfitana está cheia de limões (nas árvores e em modo souvenirs, de todos os tamanhos e feitios).
As fotos abaixo são de Atrani, onde passámos parte da tarde (a única desvantagem da água? a quantidade de alforrecas que por lá andavam!).




quinta-feira, 4 de julho de 2019

Leituras



Princípio de Karenina

Avaliação do Goodreads: 4,25/5
Minha avaliação: 4/5

Este livro foi-me emprestado por uma das minhas companheiras de leitura, que o leu e gostou imenso.
Não foi o primeiro livro que li do Afonso Cruz e, mais uma vez, fiquei maravilhada com a escrita do autor. É brilhante.
O livro não é grande (tem menos de 200 páginas) e tem capítulos pequenos, pelo que se lê muito bem apesar de a história não ser nada leve.
O livro relata, na primeira pessoa, a história de vida angustiante de um homem que vai escrevendo para a filha (da qual nada sabemos até quase ao final da história), provocando um misto de sentimentos entre desprezo e pena por aquela pessoa aparentemente incapaz de ser feliz.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #3 (Sorrento e Positano)

O quarto dia da nossa viagem começou com um passeio por Sorrento.





Ao final da manhã, rumámos a Positano. A expetativa era mais que muita. Afinal de contas, tem das imagens mais icónicas da Costa Amalfitana. 
Fizemos a viagem sempre junto à costa, proporcionando paisagens deslumbrantes. À medida que nos aproximamos, começamos a descer a encosta por uma estrada que passa a ter apenas um sentido. O estacionamento na rua era impossível (estava tudo ocupado) e, enquanto isso, o trânsito estava semiparado. Na rua fazia-se sentir um calorzinho daqueles pouco simpáticos. O primeiro parque de estacionamento privado com que nos deparámos nem preço tinha afixado à entrada, mas como imaginámos que quanto mais próximo do centro, mais caro seria, entrámos. Era uma garagem com os carros todos amontoados (tínhamos que deixar a chave com os funcionários) e o preço eram uns simpáticos 8€ por hora. Se já achávamos que não íamos aguentar muito tempo de passeio com o calor que estava, esta foi a cereja no topo do bolo.
Mas lá deixámos o carro e descemos o resto do caminho até ao centro de Positano (para subir foi um mimo). 
Em termos de beleza, Positano não desiludiu nem um pouco. Aquela encosta, de frente para o mar, cheia de casinhas amorosas, é de facto um cenário digno de deixar uma pessoa deslumbrada.




























A praia, como de costume na Costa Amalfitana, não é grande e é maioritariamente paga (os preços também não costumam estar afixados de forma visível, vá-se lá perceber porquê. deve ser para afugentar os pelintras tipo nós...).










De toda a Costa Amalfitana que visitámos (que é toda linda), Positano tem uma mística especial.