quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Paris #1

[Uma pessoa começa a pensar nos posts da viagem a Paris e apercebe-se que ainda não fez o segundo (e último) post da ida a Viena em setembro mas...no pasa nada, havemos de lá chegar...ou não)].
Mas então Paris...para começar, uma dica de alojamento. Ficámos alojados neste apartamento, em Monmartre, que eu recomendo mesmo muito pelas mais variadas razões: porque a dona (portuguesa, por acaso) é de uma simpatia e disponibilidade espetaculares, porque fica numa rua cheia de lojas amorosas com todo o tipo de comércio, porque tem todas as comodidades e é bem silencioso (tanto a nível de vizinhança como de barulhos do exterior).
A dona Isabel aconselhou-nos a apanhar um taxi de Orly para o apartamento, visto que éramos três pessoas (pois é, sodôna sogra também foi connosco) e as viagens de taxi entre Orly e Paris têm agora um preço fixo de 35€, que acaba por ficar praticamente ao mesmo preço que os transportes públicos quando forem 3 pessoas, como era o nosso caso (o autocarro para o centro custa à volta de 8€, e depois têm que apanhar metro, cujo bilhete individual custa 1,90€).
Paris recebeu-nos na noite de quinta-feira debaixo de um belo nevão. O primeiro da época, ao que parece e, segundo me disse a minha amiga russa que lá vive, nem é coisa que aconteça todos os anos, pelo que tivemos mesmo pontaria. Confesso que a viagem de carro debaixo de neve me deixou algo receosa, mas o taxista não parecia nada preocupado. Foi um cenário bonito de se ver, mas foi o único nevão que apanhámos (de resto só alguma chuva no domingo e dias bem cinzentos).
Não me lembro da última vez que tinha apanhado um taxi no estrangeiro, no aeroporto e, oh senhores, que confortável que foi ser deixada à porta do apartamento, ainda para mais debaixo de neve. Uma maravilha!
Chegámos a "casa" ao início da noite de quinta-feira, só nos apetecia comer qualquer coisa e ir para a cama. Ainda passámos os olhos nos restaurantes ali da rua, mas logo nos apercebemos dos preços poucos simpáticos, ainda para mais quando íamos dali diretos para a cama (detesto deitar-me enfartada), pelo que nos soube pela vida o pão, ovos e tomate que a dona Isabel nos deixou à disposição lá em casa (eu disse que ela era uma simpatia, não disse?). Para além disso, tínhamos café e chá, que também deu um jeitaço.
Na sexta-feira, e porque estávamos na zona de Monmartre, começámos o dia a visitar a zona, com passagem pelo Sacré Coeur.


Ainda havia vestígios da neve da véspera.

A vista sobre Paris, da zona do Sacré Coeur.




Monmartre.

Depois do passeio por Monmartre apanhámos o metro até ao Arco de Triunfo e descemos, a pé, os Campos Elísios, com direito a muitas paragens (mas neste primeiro dia não entrámos em praticamente nenhum sítio, aproveitámos as temperaturas suportável e a ausência de chuva para passear o máximo possível).


























A Torre Eiffel, vista da Ponte Alexandre III.



Jardim das Tulherias. Andámos na roda, no dia seguinte - o bilhete custa 12€ por pessoa - e não foi algo que me tenha fascinado (mas o facto de estar um dia muito cinzento, um frio horroroso e aquilo não ter aquecimento e nos deixarem parados lá dentro durante algum tempo também não ajudou, é um facto).


O Louvre.

A Pont Neuf e os famosos cadeados do amor.


Ao final da tarde, já a caminho de casa, passámos pelas Galerias La Fayette (que estavam algo claustrofóbicas com tanta gente). O edifício tem parte mesmo bonitas que valem a pena a visita, e vimos este "pinheiro" de Natal super original e colorido, e assistimos a um mini espetáculo  de música nesta zona central, à hora certa (não sei se fazem todas as horas).


[Voltarei com um segundo post sobre Paris e outro sobre o dia maravilhoso que passámos na Disney]


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Fim-de-semana

Depois de termos chegado de viagem na terça-feira e termos trabalhado dois dias, um fim-de-semana antecipado e prolongado soube mesmo, mesmo, mesmooo bem.
Deu para as habituais limpezas, compras de supermercado e treinos. Mas também deu para (finalmente) montar a árvore de Natal lá de casa, para ver séries e filmes, para conhecer um restaurante novo e para despachar praticamente todas as prendas de Natal (ieiiii!). Pois é, foi um fim-de-semana bastante produtivo. Tanto que eu acho que deviam ser todos assim, de três dias. Dá ou não dá um jeitaço do caraças?
Tendo eu uma aversão a lojas apinhadas de gente, sabia que tínhamos que tratar das prendas de Natal logo pela manhã, e assim fizemos no sábado. Fomos à Baixa (que continua a ser o meu local favorito para fazer compras, não há shopping que chegue perto do prazer de passear ao ar livre, ainda para mais com o espírito natalício pelo ar), estacionámos longe da confusão, percorremos a Avenida da Liberdade, andámos pelo Chiado que, apesar de ter mais pessoas do que o desejável, estava bastante suportável, e numa manhã despachámos praticamente todas as prendas de Natal (e as restantes já ficaram decididas - que acaba por ser tarefa que dá mais dores de cabeça do que propriamente comprar - e despachadas ontem de manhã). 
Não adoro comprar prendas só-porque-sim, porque a quadra assim o obriga, tenho imensa dificuldade em decidir-me e tenho sempre imenso receio que as pessoas não gostem, por isso é sempre um alívio quando este assunto fica arrumado, sinto que posso finalmente aproveitar a época sem pressões. 


Passeios pela Baixa entre as compras (estou mega fã destes calções da Zara, são tão lindos e confortáveis).

Despachadas que estavam as compras de Natal, fomos almoçar ao restaurante peruano Qosqo, na Rua dos Bacalhoeiros. Fomos atendidos por um senhor super amoroso e atencioso e o espaço também é  muito agradável. 
A comida não é super barata (mas sendo a especialidade os ceviches, não esperava outra coisa. aliás, sítios que ofereçam peixe crú demasiado barato eu desconfio e dispenso) mas é bem confecionada e muito saborosa.
Para entrada partilhámos um tiradito de atúm (é parecido a ceviche, nem sei dizer a diferença) com batata doce e molho de maracujá, e para prato principal eu pedi um tartar de quinoa com atum grelhado e ele pediu um Tacu tacu a la macho (leva carne picada, arroz e molho de marisco) que estavam muito bons (mas não voltaria a comer dois pratos com molho de maracujá, que é algo intenso e no final já dispensava). Para sobremesa, partilhámos um vulcão de chocolate (petit gateau). O senhor namorado - mais difícil de agradar do que eu - está super fã deste restaurante. Já eu, apesar de ter gostado muito, não ficou no meu top (preferi o Segundo Muelle, para o mesmo género de comida).



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Mini férias


E o que é que sabe mesmo bem depois de se fazer um exame (e, a bem dizer, em qualquer outra altura)? Fazer a mala (esta parte, na verdade, sabe tudo menos bem, é coisa que eu detesto fazer, e não há maneira de se tornar mais fácil com a experiência), entrar num avião e ir turistar. 
Não vou a Paris há oito anos. Já para o senhor namorado será uma estreia. Se houver desse lado dicas preciosas, daquelas menos óbvias, façam o favor de partilhar que eu agradeço muito, sim?
Até para a semana, e bom fim-de-semana prolongado para vocês desse lado.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Fim-de-semana

Foi fim-de-semana de visita dos pais. De casa e coração cheios. Carregadinho de amor (e açúcar). Daqueles mesmo bons.







sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Sexta-feira que se avizinha bem colorida

Depois de a Zara me ter partido o coração e de, ainda antes da meia noite, ter desaparecido com todos os tamanhos da única peça de roupa que eu queria mesmo comprar na Black Friday (um vestido...what else...que se já era lindo antes de ter ficado indisponível, está bom de ver que se tornou ainda mais lindo quando isso aconteceu, que isto quando o fruto se torna proibido também se torna automaticamente mais maravilhoso, já se sabe) consolei-me com uma compra que de desconto não teve nada mas que estava a um preço para lá de espetacular e...eis que já temos bilhete de avião comprado para a religiosa visita de verão à Madeira por menos de 100€ (se comprasse a mesma viagem daqui a dois meses já devia pagar quase o dobro). Ieiiii!
Mas o melhor de tudo é mesmo estar a contar as horas para voltar a abraçar os meus queridos pais, que vêm cá passar o fim-de-semana (sendo que já lá vão quase 4 meses de saudade acumulada de sodôna mãe). Quais descontos, qual quê, isto sim é felicidade ao mais alto nível.
Bom fim-de-semana para vocês aí desse lado.


O vestido - que ainda há de ser meu assim que volte a ficar disponível - era este. É ou não é a coisa mais amorosa?

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quem tem a minha mãe como sogra, tem tudo (mas tem mesmo, sem ironia)


Conversa pelo telefone.
Mãe: Manda um beijo muito grande ao P., tenho muitas saudades dele, já não o vejo há muito tempo!"
Eu (a revirar os olhos): Não o vês ao mesmo tempo que não me vês a mim, mãe, foi no verão..."
Mãe (desconfiada): Ah foi...?
Eu: Mas vê lá se tens mais saudades dele do que de mim, estás à vontade, sim?
Mãe: Não precisas de ficar com ciúmes que também tenho saudades tuas, filha! Mas de ti nem é preciso dizer!
Uma pessoa ouve barbaridades destas e ainda passa por ciumenta...'tá certo.


[Quero uma sogra destas para mim. Sabem onde é que se arranja?]

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Livros preferidos de sempre

Sem ordem de preferência entre eles, se me perguntassem quais foram os meus cinco livros preferidos até hoje, seriam estes os escolhidos. O que têm em comum? São dramas que me fizeram chorar baba e ranho (se querem leituras leves e divertidas, fujam deles a sete pés. deles e de 95% das minhas recomendações de leitura, a bem dizer).






E vocês aí desse lado, conseguem dizer-me quais são os vossos livros preferidos de sempre? Não precisam de ser cinco, mas boas recomendações são sempre bem vindas (principalmente se vierem acompanhadas de promessas de lágrimas ;)).

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Fim-de-semana (de exame)

Que fim-de-semana tão bom! O que pode parecer estranho, tendo em conta que metade dele foi condicionado pelo exame que fiz na tarde de sábado, mas é que foi mesmo bom, desde o final da sexta-feira até ao fim do dia de ontem.
Para começar, acabei de estudar às 17h de sexta-feira e, apesar do exame só ser na tarde de sábado, não estava stressada nem ansiosa. Permiti-me não ir ao ginásio (também já tinha ido a semana toda), sentei-me no sofá e toca de ver séries. Não estou nada habituada a chegar tão cedo a casa num dia de semana, soube mesmo bem. Dormi 8 horas seguidas, sem acordar a pensar no exame, nem stressada (e cada vez mais contente e orgulhosa por me estar a portar tão bem). 
A manhã de sábado foi dedicada a limpezas (sou demasiado hiperativa, as horas extra de sofá da véspera já tinham sido mais do que suficientes para descansar) e ao início da tarde lá estávamos nós prontinhos para começar o nosso exame (e a manter a calma e, mais uma vez, tão feliz comigo mesma por isso).
Deram-nos o exame para as mãos, comecei a fazê-lo, e só ia pensando "caramba que isto está a correr bem!" (aqui entre nós, ao que parece não era só de estudar que eu tinha saudades, a minha veia weird era capaz de também ter alguma saudadezita de fazer um exame...pois, normalidade não é o meu forte, não). As três horas de exame chegaram ao fim e eu tinha a sensação que se tivesse mais uma hora, tinha coisas para escrever durante todo esse tempo. Mas mesmo assim, a sensação de satisfação era grande (o medo de começar a conversar com os colegas e aperceber-me que metade do que eu achava que tinha acertado afinal estava errado também, mas até ver continuo otimista).
Saímos famintos e decidimos ir à Hamburgueria do Bairro repôr energias e acabar a noite no sofá a ver séries.
Já ontem foi dia de um belo treino de perna, seguido de visita ao restaurante Delfina - Cantina Portuguesa, que não conhecíamos (decidi lá ir porque vi uma foto de uma sobremesa de chocolate deles no Instagram que me fez revirar os olhos, e quando descobri que o restaurante estava com 30% de desconto no The Fork achei que só poderia ser um sinal de que tinha de lá ir.
Eu pedi caril de gambas, o senhor namorado pediu lascada de bacalhau com favas. Nenhum dos pratos era mau (o meu era até bastante bom) mas em termos de relação qualidade (e quantidade, principalmente) preço não ficámos muito satisfeitos. As doses (pelo menos para lambões como nós) não são muito bem servidas, e o bacalhau era frio (uma espécie de salada), o que nos desiludiu um pouco.



Já a sobremesa era mesmo, mesmo boa. Pedi um Pecado de chocolate (é mousse 70% cacau com raspas de laranja e flor de sal) que parecia uma dose pequena mas era super intensa (ao ponto de não ser do agrado de qualquer pessoa). Eu adorei.

Depois andámos a passear um pouco e aproveitar o sol e temperatura maravilhosos.


































Ao final da tarde enfiei-me na cozinha e por lá passei mais de duas horas em experiências culinárias, que é atividade que cada vez me dá mais prazer. Fiz queques saudáveis de cenoura e chocolate (demasiado saudáveis para o gosto do senhor namorado, eu até gostei), adiantei almoços para a semana e fiz a sopa do costume. 
Foi um fim-de-semana mesmo feliz.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Dos últimos dias

[Foto tirada no domingo passado]

Esta seria uma altura propícia para queixumes. Afinal de contas, tenho exame daqui a três dias e o entusiasmo de voltar a estudar entretanto já é coisa do passado. Mas a verdade é que não me sinto com vontade para isso.
Passei por uma fase tão aflitiva nos últimos tempos (que era coisa que já durava há um tempo valente) que desde que me livrei quase a 100% (quase!) desse "fantasma", apesar de manter o medo do seu regresso (e como o mantenho...), só consigo sentir gratidão.
Sinto-me tão leve e tão serena, que não há cansaço acumulado nem pressão que me derrube. Ou pelo menos é este o espírito.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vaidades

O tempo livre não tem abundado por estes lados, mas ao que parece continua a ser demasiado, porque ainda tem dado para ir fazendo alguns estragos no orçamento. Quase tudo comprado online - já que as visitas às lojas têm sido raras - e quase tudo coisas que faziam uma falta extrema na minha vida, como poderão imaginar (e tudo da Zara).



Já estou desde o ano passado à procura de calçado de inverno em azul escuro. Encontrei estes botins mega fofos, em pele, na secção de criança da Zara e não resisti. Daqui.



Padrões com bolinhas nunca, em circunstância alguma, são demais. Daqui.






Depois de ter tentado estrear este vestido (já fora do prazo de devolução) deu-me para achar as mangas demasiado exageradas e vou ter que pedir a sodôna mãe para fazer qualquer coisa com elas. Mas saias rodadas (ainda por cima em cinzento) também não são coisa a que eu consiga resistir com facilidade. Daqui.



Adoro calções. E laços. Daqui.



As manequins da Zara não favorecem nada certas peças. É o caso deste casaco, que é lindo que só ele, e nesta menina parece tão...nheca. Daqui. (A culpa desta compra foi desta menina, que faz brilhar qualquer trapinho. Vejam lá como lhe fica tão lindo).



Outro que, modéstia à parte, fica-me bem melhor a mim que à menina da Zara (e, apesar do corte, com um efeito mais feminino também).Daqui.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Fim-de-semana

A praticamente duas semanas de fazer o meu exame, posso dizer que já matei as saudades todas que tinha de estudar, e que não me importava de parar já e recuperar a minha rica vidinha. Não é que não seja bom voltar a perceber um bocadinho (nem que seja por pouco tempo) de algumas matérias que estavam há muito esquecidas e que dá sempre jeito saber, mas isto de trabalhar, estudar e querer manter uma rotina de 5 idas semanais ao ginásio deixa muito pouco tempo disponível para os afazeres domésticos e o lazer... e para respirar, assim em geral. Mas não é nada que não se faça. E, aqui que ninguém nos ouve, antes isto do que demasiada calma...isso sim, não dá para mim.
Depois de todo este discurso, acho que está mais do que explicado o facto de este post de fim-de-semana chegar quando já estamos praticamente no próximo. Pois que foi um fim-de-semana passado a norte, em terras do senhor namorado, entre algum estudo, passeio, muitas calorias e algumas compras (daquelas mesmooo boas).






































Pois é, aquela cidade (Braga, para os menos assíduos por cá) tem o dom de me fazer incorrer em despesas completamente fora dos planos, principalmente em duas lojas que sempre que visito apetece-me trazer metade do que lá está: um deles é no shopping Santa Cruz, no centro da cidade, uma loja que se chama Ousadias (pelo menos é o que dizia o saco que me deram) que costuma ter peças de roupa super amorosas, sem marca, a preços muito (demasiado) apetecíveis. Comprei dois vestidos tãooo giros (depois mostro-vos), e deixei lá outros tantos que me apetecia ter trazido. A minha outra perdição é uma mini feira do livro que costuma estar no Minho Center e que tem sempre livros a preços de chuva (e são livros bons, de autores conhecidos e, segundo as pesquisas que fiz enquanto lá estava - com grandes avaliações no Goodreads). Desta vez comprei dois a 7,5€ cada: A Ponte Invisível de Julie Orringer e Conversas de Manhã e de Tarde de Naguib Mahfouz, que estou super curiosa para começar a ler. Alguém conhece algum?
E agora que chegue rápido o próximo fim-de-semana para uma pessoa dar azo aos seus planos mega tentadores de...estudar e pouco mais =).

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Leituras (com uma recomendação daquelas mesmo boas)



"Jesus Cristo bebia cerveja", de Afonso Cruz. A escrita do Afonso Cruz, sempre muito poética, prende desde a primeira página. Nada é dito de forma simples pelo escritor, até o mais simples dos acontecimentos é sempre contado de forma muito rica (a um ponto que, tenho que confessar, por vezes torna-se algo exagerado). Quanto à história, é muito peculiar, e tem um desfecho que - pelo menos para mim - é bastante imprevisível. De uma forma que não me agradou particularmente (mas não vou desenvolver sob pena de trazer spoilers). De qualquer forma, era uma falha ainda não ter lido nada deste escritor.


A saga da família Walsh foi me dada a conhecer por uma colega há três anos, quando me emprestou o "Melancia", que gostei tanto de ler (falei dele aqui). Depois desse também gostei imenso do "Los Angeles" e também li o "Anybody out there" (que gostei um pouco menos).
A saga "Walsh family" tem 6 livros e cada um deles conta a história, na primeira pessoa, de uma de cinco irmãs irlandesas (o sexto livro é sobre a mãe delas). Acho que nem todos estão traduzidos (já li dois em inglês e dois em português). A escritora, Marian Keyes (irlandesa) e tem uma escrita que eu adoro: leve até quando descreve assuntos pesados (e sim, na maior parte dos livros os assuntos abordados são pesados - no caso deste livro o tema principal é a depressão), mas sempre descritos com um toque de ironia e humor que eu adoro.
Este "The mistery of Mercy Close" não me prendeu logo ao início pela história, mas a partir de metade eu já andava em pulgas para saber o final. E quando lá cheguei fiquei super chateada comigo mesma por não ter desconfiado que a resposta ao grande mistério seria aquela (também vos acontece, ficarem chateados quando não descobrem respostas aparentemente óbvias?).
Para quem queira uma leitura leve e divertida, mesmo que os temas abordados em grande parte dos livros não sejam, de todo, leves, aconselho muito a leitura de Marian Keyes.


Nunca experimentei o amor à primeira vista nem sei se ele existe, mas posso dizer-vos que com este livro experimentei o amor à primeira página. Logo nas primeiras páginas dei por mim a esboçar vários sorrisos com as descrições deliciosas do narrador da história - o Mohammed, um rapaz órfão de 14 anos que é acolhido, conjuntamente com outras crianças na mesma situação, por uma prostituta reformada.
A história é muito triste (para não variar, eu sei) mas tem uma mensagem de amor tão, tão bonita. Cheguei ao final com um aperto no coração, de tão bom que este livro é. É, sem dúvida (a par com o "Viver depois de ti", que tem um registo diferente mas adorei também) uma das melhores coisas que li nos últimos tempos.
[Quanto ao autor do livro, Romain Gary, tem uma história engraçada: foi o único escritor da história a ganhar por duas vezes o prémio Goncourt (prémio literário atribuído em França), que por regra só pode ser atribuído uma vez a um escritor. Acontece que este escritor, depois de ter ganho o prémio pela primeira vez, começou a escrever com o pseudónimo Émile Ajar, sem nunca dar a cara, tendo ganho o prémio pela segunda vez, com este "Uma vida à sua frente". Só se descobriu a identidade de Émile Ajar após a sua morte, tendo-se decidido manter a atribuição do prémio ao autor, não obstante esse facto violar as regras do prémio Goncourt.]

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Fim-de-semana (em modo lambona)

Mais um fim-de-semana se passou, e eu, mais uma vez, tenho a sensação que pouco fiz para além de comer (muito).
Para quem não sabe, até ao próximo dia 29 está a decorrer a The Fork Fest (que veio substituir a saudosa Restaurant Week) em que, nos restaurantes aderentes, temos um desconto de 50% em todo o menu, à exceção das bebidas (e eventos destes são coisas dignas de me deixar à beira do histerismo).
E atendendo a que não vamos passar o próximo fim-de-semana em Lisboa, decidimos (ok, decidi eu e pedinchei ao senhor namorado para alinhar na maluqueira) aproveitar a promoção em dois restaurantes, um no sábado e outro no domingo.
Depois de alguma pesquisa (o que eu gosto de fazer estas pesquisas, senhores!), que teve como principais critérios  a avaliação dos clientes e o preço (já que é para pagar metade do preço, pomos logo de parte os restaurantes mais baratos, onde podemos ir em qualquer altura), e toca de escolher restaurantes onde não iríamos num dia "normal".
No sábado, o restaurante eleito foi o Sessenta, do qual eu nunca tinha ouvido falar. Apetecia-me escolher praticamente todos os pratos da secção de peixe, mas acabei por optar pelo camarão tigre grelhado com arroz malandrinho. O senhor namorado pediu um bife de lombo à mirandesa com batatas e grelos. Nenhum dos pratos estava mau, longe disso, mas o facto de custarem quase 20€ deixaram-nos com as expetativas demasiado elevadas, e os pratos estavam só bons (numa escala de 0 a 5, daria um 4). Para sobremesa, eu pedi uma mousse de chocolate com creme de cassis (ótima) e ele pediu crumble de maçã (era bom, mas eu sabia fazer igual em casa e por regra não acho muita piada a pagar por coisas que sei fazer igual). Para beber pedimos uma cerveja e uma água, e pagámos 30€ pela refeição (sem o desconto ficaria perto dos 50€).






Quando acabámos de almoçar no sábado fomos a pé até ao Terreiro do Paço, à manifestação silenciosa pelas vítimas dos incêndios.







No domingo fomos almoçar ao Akla, restaurante do hotel Intercontinental. O espaço é muito giro, e o restaurante tem um menu com os mais variados pratos e preços (tem pratos de carne maturada que chegam aos 40€, mas também tem vários pratos abaixo dos 20€). Eu pedi um risotto de grelos, camarão grelhado e burrata, e o senhor namorado pediu bacalhau à lagareiro. O meu risotto estava maravilhoso (e era capaz de voltar ao restaurante só para comê-lo outra vez). Já o bacalhau, mais uma vez, era bom, mas pelo preço (25€ com acompanhamento) estávamos à espera de algo mais incrível. Para sobremesa partilhámos um biscuit de chocolate, mousse caramelo e sorvets de pêra que era muito agradável (a foto não ficou grande coisa por isso não partilho). Com dois copos de vinho, pagámos à volta de 35€ (a refeição sem desconto teria sido uns 60€).


Depois destas duas experiências gastronómicas em restaurantes com preços que não costumamos frequentar, comentámos a brincar que não andamos a perder grande coisas por não sermos ricos. Claro que com certeza existirão por aí muitos restaurantes caros e maravilhosos, mas estes dois não nos deixaram maravilhados. Gostei muito das duas refeições (adorei mesmo a de domingo), mas a relação qualidade preço dos dois restaurantes, num dia sem descontos, para mim não me parece a melhor (acho que se consegue comer igualmente bem a pagar menos em vários restaurantes).

[Gosto de falar dos preços pelo simples motivo de que acho que para a maioria das pessoas é um fator de escolha muito importante. Ou pelo menos para mim é, pelo que acho útil a partilha.]