sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ohhhhhh coisa mais linda!


Apresento-vos, em primeira mão, a casa que me vai albergar já a partir de dia 22.

Vamos lá ver é se vai ter a mesma piada quando o frio me estiver a doer até ao osso. Eu até nem sou muito friorenta nem nada (que ideia!).
Ao menos é da maneira que vou finalmente arranjar coragem para usar as minhas "orelhinhas" de pêlo que tenho vergonha de usar cá.
Depois de ter tido 20 comentários num post, 3 novos seguidores no mesmo dia, e o recorde de visitas até hoje, com um único post, só porque disse que vou partir nesta aventura fiquei sem coragem de vos desiludir. Sendo assim parece que vou ter mesmo que ir...

Estou há meses à espera de arranjar trabalho aqui em Portugal e nunca apareceu nada. Façam figas para que agora não apareça nada digno de me fazer pensar duas vezes. Mas só nos próximos 5 meses, também não é preciso exagerar que eu pretendo voltar, sim? Muito agradecida.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Diz que sim, que vou mesmo embora


Já está. Ainda eu não acreditava que era mesmo capaz e já estava a dizer o "sim".

Gente, dentro de três semanas esta que vos escreve vai estar de malas feitas para ir viver para França (mesmo na fronteira com a Suíça), para a casa de uma família com um ar super amoroso para tomar conta de duas crianças lindas, pelo menos até Junho. Ainda não decidi se estou contente ou em pânico. Decido depois, quando cair em mim...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Os conselhos da Maria em relação a eu ser "au pair"


- Sabes, a tua única desvantagem para esse trabalho é seres gira. Eu não te punha debaixo do mesmo tecto que o meu marido (não te conhecendo, claro). Se tu fosses a minha única candidata eu não te metia na minha casa. Não, lamento mas eu não sou isso tudo. Ela é que é a pessoa mais exagerada à face da Terra.
- E estás proibida de levar os teus vestidos giros e sexys. Só coisas infantilizadas!
- E compra cuecas grandes! Se ele vir que usas tangas pode fazer investidas!
- E nada de pijamas giros.
- Acho que já transmiti todo o meu conhecimento...usa-o com sabedoria.

Entretanto acho que vou ali mudar o meu vestuário todo. Ah, e fazer uma plástica.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Momento nó na garganta (dos grandes) e muitas lágrimas (nada de novo)

Véspera de eu me ir embora. O meu pai bate à porta do meu quarto e entrega-me uma carta. Quatro páginas.

"Às vezes estamos tão próximos fisicamente mas andamos tão distantes...e a verdade é que estes dias juntos não estive distante de ti minha querida, das tuas preocupações, das tuas angústias.
(...)
Tenho saudades de te ver feliz, sorridente, amorosa, enfim daquela Gelatina que me habituei a ver crescer, da minha querida menina que enche de orgulho o teu pai pela obra prima que o amor com a tua mãe gerou".


Eu também tenho tantas saudades de mim, pai, tantas! E este ano vou fazer os possíveis e os impossíveis para lutar pela minha felicidade para vos dar o Natal de 2011 que não consegui dar em 2010 e que é o que vocês merecem. Está prometido.

Bonito bonito vai ser a choradeira no aeroporto amanhã de manhã depois deste momento.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Assumo, sou uma fraca e mimada do pior

Meio ano sem ti. Meio ano que foi o pior da minha vida. Não só porque te perdi, mas porque me apercebi (mentira, sempre soube disso mas há sempre a tendência de tentarmos enganar a nós próprios) que sem um apoio diário e constante daquele alguém perco as forças para enfrentar o resto.

Havia muito amor. Muito amor mesmo. Mas o que havia e não devia haver, da minha parte, era uma dependência doentia. Assumo. Um não saber (ou não querer) fazer nada de importante ou difícil longe de ti, do teu apoio e do teu aval. Porque se tu disseres que é bom para mim eu acredito. Porque se tu disseres que é má ideia eu perco logo a vontade de fazer. Porque tu detestavas que eu vivesse em função de ti mas era mais forte do que eu.


E é por isso que ainda custa. Não o ter perdido o meu amor (essa dor, felizmente, já lá vai), mas sim o ter perdido tudo o resto, toda a estrutura em que eu me agarrava para viver o meu dia-a-dia (ainda mais quando a parte profissional também está um caos). Por os "nossos" problemas terem passado a "meus" e "teus" (eu sei, tu não pensas assim, e eu sinto os teus problemas como meus, mas sabes bem que não é nem pode ser a mesma coisa).

Eu avisei que era fraca e mimada. Mas não se preocupem, estou a ser castigada por isso, e muito.

Sabem aquela sensação agradável


Quando a força que nos impele a saltar da cama é proveniente daquele último pedaço de bolo delicioso que sobrou da sobremesa da véspera e que (supostamente) está a chamar por nós algures na cozinha e, quando lá chegamos, apercebemo-nos que houve alguém que se antecipou a nós e o açambarcou? Quem sai aos seus não degenera, não é pai? Aposto que foste tu!

Vou ter saudades desses momentos já amanhã, quando voltar para a solidão da minha casa em Lisboa, longe destes meus quatro amores.

E já que comprei um vestido novo para a passagem de ano e quase ninguém o viu

Vocês vão ter que levar com ele. Só para eu não sentir tanto que foi dinheiro gasto em vão.
Pois então aqui está ele.

Super básico, eu sei. Mas adoro. Coisa mais linda.

E foi algures por aqui que vi o fogo de artifício à meia noite.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Há exactamente duas semanas atrás, por volta desta hora, eu estava a viver o momento mais bonito do meu 2010.
E sem planear nada, sem sequer nos darmos conta, concretizámos o primeiro item da nossa lista de "afazeres": fazer uma directa juntos.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Espanha, França ou Suíça?*




Fotos tiradas da Internet. Possivelmente daqui a pouco tempo verão fotos destas tiradas por mim.

Quem diria que ia ser este o meu primeiro dilema de 2011?

Mas fora de brincadeiras, isto não está fácil. Quando me começo a inclinar para uma família aparece outra que me põe outra vez indecisa. Acho que nunca vou conseguir decidir. E a carinha dos miúdos? Cada um mais fofo que o outro (sim, eu sei que posso arrepender-me amargamente destas palavras dentro de pouco tempo).

*Escolha muito facilitada pelo facto de só me interessar, em termos profissionais, praticar o espanhol e o francês. Senão podíamos juntar Itália, Inglaterra e mais uns poucos países ao dilema.

Primeira mudança de 2011


É verdade, a minha vida mudou logo nas primeiras horas de 2011. Pelo menos em relação aos últimos 10 anos.
Em vez de ir dançar até não aguentar mais com dores nos pés, pedi aos manos para me virem trazer a casa depois de termos visto o fogo de artifício (sim, porque essa parte é sagrada).
E fiquei a conversar, ainda que à distância, com duas pessoas muito especiais, e a investigar sobre a possível reviravolta na minha vida.

E agora vou dormir, com a sensação cada vez mais real de que 2011 vai mesmo ser um ano de mudança. Ou melhor, o ano da mudança.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011


2009 foi o ano mais feliz da minha vida. 2010 foi, sem sombra de dúvida, o pior.

Para 2011, se não fosse pedir muito, só queria um trabalhinho minimamente suportável e paz no meu coração. E se o resto se mantiver como está eu prometo que não me queixo.

E vocês, acreditam em sinais?

Acontece inúmeras vezes, quando estou em desespero, pedir um sinal a Deus, ao Universo...ao que seja.
Não sei se é por não acreditar verdadeiramente neles (nos sinais, entenda-se) mas a verdade é que eles não costumam aparecer.


Até que esta noite, depois de eu passar a tarde a tratar da possibilidade de mudar de vida durante uns meses a viver noutro país e a cuidar das crianças de uma família, fui jantar a casa de amigos, e uma criança que é a coisa mais adorável decidiu agarrar-se a mim a noite toda (chegou a preterir a ajuda da mãe para ir fazer xixi para me levar a mim). E eu fiquei completamente derretida.

 Numa altura em que os adultos me têm feito sofrer tanto...ao menos com as crianças não corro esse risco, pois não?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Das lições que só a experiência nos pode dar


Até há bem pouco tempo eu achava que a dor de perder um amor era, por regra, proporcional ao tempo que esse amor tinha durado (perdi a conta a quantas vezes frisei aqui que namorei 10 anos).
Pois estava redondamente enganada.
O tempo pesa na parte das rotinas, que são difíceis de mudar. Nos hábitos que criamos e que deixamos de saber fazer de outra maneira. Na dependência de ter alguém que está ali para tudo.

Já a dor...essa depende principalmente da intensidade do que se sente e do que se viveu. Não interessa se foi um mês, um ano ou dez.

Não, eu não amo ninguém neste momento. Sim, eu sofri a dor maior da minha vida até hoje com o fim do meu namoro.
Mas tenho certeza que se tiver que ver sair da minha vida esta pessoa que chegou há tão pouco tempo não vou sofrer o "equivalente" ao tempo que passou desde que ele se tornou especial. É que não vou mesmo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Prendas da família





Pequena nota: É favor ignorar o facto de que acordei ao meio dia no dia de Natal com o som da campainha a anunciar a chegada dos tios e dos primos, o que me impediu de ter tempo para tirar o pijama. Excepção feita à primeira foto, que foi tirada na noite da consoada, na casa dos avós.