quarta-feira, 10 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #5 (Pesto e Matera)

No 6.º dia de viagem deixámos a Costa Amalfitana com destino à zona da Apúlia, mas primeiro fizemos uma paragem em Paestum (ou Pesto, em português).
Eu confesso aqui a minha ignorância: não sabia da existência deste sítio. Foi o senhor namorado - que é o ser humano com mais conhecimentos de história que eu conheço - que manifestou interesse em lá ir. E bem, depois de lá ter estado não consegui perceber não só porque é que não é mais conhecido mas também como é que estava praticamente às moscas. 
Para quem está na ignorância como eu estava, Paestum foi uma cidade da Magna Grécia, fundada no século VII a.C. e que ainda hoje mantém uma série de templos, tumbas e afins num estado de conservação absolutamente incrível (melhor que a Acrópole em Atenas). A entrada custa 12€ por pessoa e dá direito a visitar o sítio arqueológico e um museu.





E ao final da tarde fizemos mais uma descoberta impressionante: a cidade da Matera, da qual eu também nunca ter ouvido falar até me pôr em pesquisas, umas semanas antes da viagem.
Matera é conhecida como a cidade das cavernas porque até 1950 os habitantes viviam em cavernas esculpidas na rocha (chamadas sassi). O centro histórico - Sassi di Matera - é Património da Unesco desde 1993, preserva as casinhas, e o cenário que elas proporcionam é deslumbrante. Descobri, em pesquisas, que esta cidade foi o palco para as gravações do filme A Paixão de Cristo (entre muitos outros).
Ficámos alojados num apartamento muito simpático e próximo do centro histórico - chama-se Il Re degli Scalzi e recomendo. Quando nos dirigimos ao centro, este foi o cenário com que nos deparámos:









Fiquei fascinada com esta cidade e recomendo muiiito uma visita a quem tenha oportunidade.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Fim-de-semana

Há duas semanas comemorámos sete anos juntos e desta vez não houve troca de prendas materiais: eu ofereci-lhe um jantar num sítio mais especial (fomos ao Volver, do Chakall, que o homem gosta bastante) e ele ofereceu-me uma noite (para os dois, obviamente) em Grândola, n'A Serenada Enoturismo. E lá fomos nós no passado sábado.
O sítio é muito giro, rodeado de natureza, a piscina tem uma vista brutal e os quartos têm uma decoração muito engraçada muito alusiva ao vinho, que é o negócio principal dos donos do alojamento (o nosso quarto tinha também uma estante cheia de livros para todos os gostos, achei tão giro).

Esta casinha é a receção, os quartos ficam num edifício muito maior.





Fomos jantar a Grândola, ao restaurante A Talha de azeite, que nos tinha sido recomendado. Eu pedi bacalhau com migas, que estava ótimo.


E a maravilhosa zona da piscina. 









sexta-feira, 5 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #4 (Amalfi e Atrani)

Depois de termos passado o quarto dia da nossa viagem entre Sorrento e Positano (e de termos passado duas noites em Massa Lubrense), fomos dormir a um novo sítio, a Casa Falcone B&B, em Scala.
O ideal seria termos dormido em Amalfi, mas como disse os preços do alojamento são absolutamente proibitivos, pelo que ficámos nos arredores. Estávamos a uns 8km de carro de Amalfi, e uns 2,5km a pé (ainda ponderámos descer a pé - subir seria impensável - mas estava tanto calor logo às 9h da manhã, pelo que fomos de autocarro (na verdade o nosso autocarro passou antes da hora e a fofinha da dona do alojamento teve pena de nós e deu-nos boleia para Amalfi, e no regresso então apanhámos autocarro para o alojamento)).
A vantagem dos alojamentos nesta zona? A vista fabulosa sobre a costa e o mar (fica a alguma altitude, na mesma direção de Amalfi, pelo que a perspetiva é espetacular). Apesar da localização não ser super perto de Amalfi, gostei imenso deste alojamento: a vista era maravilhosa, o pequeno almoço foi o melhor de toda a estadia, a anfitriã era duma simpatia extrema e o preço não era exorbitante (atendendo à zona).
As duas primeiras fotos abaixo são da zona exterior do alojamento. Não é espetacular?





























O quinto dia de viagem foi passado entre Amalfi e Atrani (logo ao lado de Amalfi), entre a praia e uns passeios pelo centro (curtos, mais uma vez devido ao calor abrasador).





Na praia de Amalfi, onde fomos na parte da manhã.




E a bela da pizza ao almoço.


A Costa Amalfitana está cheia de limões (nas árvores e em modo souvenirs, de todos os tamanhos e feitios).
As fotos abaixo são de Atrani, onde passámos parte da tarde (a única desvantagem da água? a quantidade de alforrecas que por lá andavam!).




quinta-feira, 4 de julho de 2019

Leituras



Princípio de Karenina

Avaliação do Goodreads: 4,25/5
Minha avaliação: 4/5

Este livro foi-me emprestado por uma das minhas companheiras de leitura, que o leu e gostou imenso.
Não foi o primeiro livro que li do Afonso Cruz e, mais uma vez, fiquei maravilhada com a escrita do autor. É brilhante.
O livro não é grande (tem menos de 200 páginas) e tem capítulos pequenos, pelo que se lê muito bem apesar de a história não ser nada leve.
O livro relata, na primeira pessoa, a história de vida angustiante de um homem que vai escrevendo para a filha (da qual nada sabemos até quase ao final da história), provocando um misto de sentimentos entre desprezo e pena por aquela pessoa aparentemente incapaz de ser feliz.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Férias por Nápoles, Costa Amalfitana e Apúlia - Parte #3 (Sorrento e Positano)

O quarto dia da nossa viagem começou com um passeio por Sorrento.





Ao final da manhã, rumámos a Positano. A expetativa era mais que muita. Afinal de contas, tem das imagens mais icónicas da Costa Amalfitana. 
Fizemos a viagem sempre junto à costa, proporcionando paisagens deslumbrantes. À medida que nos aproximamos, começamos a descer a encosta por uma estrada que passa a ter apenas um sentido. O estacionamento na rua era impossível (estava tudo ocupado) e, enquanto isso, o trânsito estava semiparado. Na rua fazia-se sentir um calorzinho daqueles pouco simpáticos. O primeiro parque de estacionamento privado com que nos deparámos nem preço tinha afixado à entrada, mas como imaginámos que quanto mais próximo do centro, mais caro seria, entrámos. Era uma garagem com os carros todos amontoados (tínhamos que deixar a chave com os funcionários) e o preço eram uns simpáticos 8€ por hora. Se já achávamos que não íamos aguentar muito tempo de passeio com o calor que estava, esta foi a cereja no topo do bolo.
Mas lá deixámos o carro e descemos o resto do caminho até ao centro de Positano (para subir foi um mimo). 
Em termos de beleza, Positano não desiludiu nem um pouco. Aquela encosta, de frente para o mar, cheia de casinhas amorosas, é de facto um cenário digno de deixar uma pessoa deslumbrada.




























A praia, como de costume na Costa Amalfitana, não é grande e é maioritariamente paga (os preços também não costumam estar afixados de forma visível, vá-se lá perceber porquê. deve ser para afugentar os pelintras tipo nós...).










De toda a Costa Amalfitana que visitámos (que é toda linda), Positano tem uma mística especial.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Diário de uma gravidez #10 - Update do bebé e início do curso de preparação



































Fotografia tirada no sábado passado.

Chegámos às 28 semanas na passada 5ª feira.
Na última semana já sinto o meu Guzinho mexer-se com mais vigor (e é tão bom... mesmo que ele goste de esperar que eu chegue à cama para ficar especialmente agitado), e também já comecei a senti-lo mexer-se em mais de um sítio específico ao mesmo tempo (está a ficar grande, o meu bebé querido).
Não tenho tido as melhores noites de sono da minha vida, mas atentendo ao meu histórico de dores na dorsal, com especial incidência no início do verão, nem sei dizer se poderei culpar a gravidez por isso. 
De resto, continua a correr tudo super bem. Ao contrário de 98% dos habitantes de Portugal Continental, estou a adorar este verão ameno (mesmo para quem não está grávida confesso que não sei como é que alguém pode desejar temperaturas perto dos 40ºC ao nível do que se tem feito sentir  em alguns países da Europa, mas devo ser eu que sou uma pessoa estranha).
Na 5ª feira passada começámos a frequentar um Curso de Preparação para o parto e parentalidade (é assim que ele se chama), no Instituto 4Life e, com duas sessões feitas, estou muito satisfeita com a decisão de fazer o curso: porque tenho aprendido muito (atendendo ao que eu sabia, também não era difícil), porque a partilha de experiências com outras grávidas - principalmente quando estão numa fase próxima da nossa - é muito útil, e porque se por um lado me obriga a cair em mim quanto o facto de estar tudo tão perto de acontecer (o que é ligeiramente assustador), por outro tranquiliza-me saber que terei feito aquilo que podia para que corra tudo da melhor forma possível (parto e pós-parto).
Para já pelo menos, não tenho pressa de chegar ao fim da gravidez, de o meu bebé deixar de ser só meu para passar a ser "do mundo", de deixar de ter estes momentos tão nossos, só nossos, de sabê-lo tão bem  aconchegadinho dentro de mim.
Oh tempo, não tenhas pressa que eu preciso de aproveitar ao máximo os tempos de gravidez que ainda me faltam, sim?