terça-feira, 6 de março de 2018

Semanas a correr

É raríssimo o dia de semana em que chego a casa antes das 20h30/21h00. Posso até passar por casa depois do trabalho - tenho o privilégio (que não devia ser considerado privilégio mas tenho noção que é) de sair às 17h e em menos de 1 hora conseguir estar em casa - mas chegar para já só voltar a sair no dia seguinte só mesmo perto das 21h (quando não mais tarde). Isto de conciliar 5 idas ao ginásio por semana com um dia de consultas na psicóloga e um dia de Refood resultam normalmente em semanas tão animadas quanto isto:



Segunda: Chego a casa às 18h. Saio às 19h para o gym. Estou de volta entre as 21h e as 22h.
Terça: Psicóloga às 18h. Chego a casa por volta das 20h30. Quando o fim-de-semana vai ser fora de Lisboa, ainda vou ao ginásio e regresso a horas pornográficas (só deus sabe o quanto me custa sair de casa - para ir ao ginásio!! - a tal hora para estar de regresso depois das 22h).
Quarta:  Chego a casa às 18h. Saio às 19h para o gym. Tenho a aula mais espetacular da semana - Zumba, ieii! Estou de volta entre as 21h e as 22h.
Quinta: Vou ao ginásio ao pé do trabalho - às 17h30 - para perder menos tempo e estar no Refood às 19h30. Chego a casa por volta das 21h30.
Sexta: Quando me sinto especialmente cansada e sem energia deixo o ginásio para o dia seguinte. Quando isso não acontece...lá estou eu de volta a casa perto das 21h.
E tudo isto até poderia ser motivo de queixa, se não me soubesse tão bem. Sim, há dias em que faço um esforço desgraçado para ir ao ginásio e que tudo o que me apetecia era deitar-me no sofá a ver séries. Mas, verdade seja dita, eu não sei viver de outra forma que não assim.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Fim-de-semana

Pois é pessoas, fui e vim sã e salva. Mas não sem uns sustos pelo meio.
A viagem para a Madeira teve alguma turbulência, e teve também vontade de matar o piloto. Detesto quando, dentro do avião, dizem que há vento forte na rota. Ora bolas, se não sou eu que vou pilotar o avião nem há nada de útil que possa fazer com essa informação (para além de stressar), não poderiam poupar os passageiros a certos pormenores? Mas pronto, lá se fez a viagem, e a aterragem (a parte mais temível de qualquer viagem) correu muito bem.
No sábado o tempo voltou a piorar e não deu grande hipóteses para passeios. Ainda tentámos, mas sem sucesso, pelo que os passeios deste fim-de-semana se resumiram, literalmente, a sair de casa para: tomar o pequeno-almoço e lanchar (no sábado), comprar pão para o pequeno-almoço, comprar bolinhos para trazer para os colegas em Lisboa e...lanchar (no domingo). Foi um fim-de-semana bastante light, portanto. Mas foi da maneira que fiquei a saber que a Madeira (ou antes, o Funchal) está mesmo muito bem servido neste momento a nível de pastelarias (para além da Penha d'Águia estar muito melhor em termos de oferta mais vasta e espaços mais bonitos), a Viana e A Confeitaria são espetaculares. É caso para dizer que ainda bem que não vivo lá, porque ia ser a santa desgraça.

Cá está o maravilhoso lanche de ontem. A queijada madeirense não é o bolo mais fotogénico do mundo, mas é boooooa!

Foi muito bom matar saudades da família, mas como pessoa hiperativa que sou, a única casa onde não me importo muito de ficar fechada quase um fim-de-semana inteiro sem entrar em parafuso é a minha, porque aí sempre tenho mil e uma coisas com que me entreter (entre arrumações, limpezas e as minhas séries). 
A parte positiva - para além de estar com os meus, claro - foi que entre alertas amarelos em tudo o que era dia e parte do país, fomos e viemos sem grandes problemas, pelo que não nos podemos queixar.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Diz que é dia de ir a casa



Eu gostava muito de poder decidir de véspera (ou até com uma semana de antecedência) as minhas idas à Madeira, mas o facto de isso implicar uma viagem de avião tira toda a espontaneidade à coisa. Passo a vida nos sites das companhias aéreas à procura de bons preços para ir de fim-de-semana.
Em dezembro, com pouco mais de 200€, consegui comprar a minha viagem do verão e mais dois fins-de-semana (este agora e um em maio). Espetáculo, hã? O que não é tão espetacular é tanto Lisboa como a Madeira estarem debaixo de alerta amarelo até ao final do dia de hoje maaaas não há de ser nada. Mais susto, menos susto, hei-de chegar viva aos braços dos meus pais. Se não voltarem a ter notícias minhas, é porque afinal a coisa não correu lá muito bem, sim?


[Não, não estou com esse medo todo. Para já, claro, que quando o avião começar a abanar por todos os lados o cenário muda de figura. Mas pelo menos desta vez vou ter o senhor namorado ao meu lado para apertar como se não houvesse amanhã.]

quinta-feira, 1 de março de 2018

Doença da altitude

Se, por um lado, estou mega entusiasmada com a viagem ao Peru, por outro estou cheia de medo de reagir mal à altitude. Tenho estado a ler sobre o assunto e não é brincadeira.
Para quem não sabe, o corpo humano pode reagir muito mal à falta de oxigénio acima de 2400 metros de altitude. Sintomas simpáticos tais como dores de cabeça fortes, náuseas, vómitos, febre...enfim, tudo o que apetece ter, principalmente quando se está de férias num sítio paradisíaco do outro lado do mundo, onde  ainda por cima muito provavelmente não regressaremos na vida.
Tanto quanto me recordo, o ponto mais alto onde terei estado foi a 1800 metros de altitude, na Madeira (o Pico Ruivo). Era criança quando lá fui e não me recordo, mas sei que correu bem (os meus tios foram uns corajosos e levaram uma data de sobrinhos - éramos perto de 10 crianças ao todo - a fazer uma caminhada até lá, bem puxada, por sinal, que as subidas não são simpáticas, mas foi um fim-de-semana que ainda hoje recordo com saudade e um sorriso no rosto).
O ponto mais alto que está previsto no nosso roteiro no Peru é a 3800 metros, em Puno, onde devemos chegar no 4º dia da nossa viagem (medo, muito medo).
E - como se isto fosse pouco - entretanto descobri que um dos dias livres que vamos ter - o 9º dia - fica perto de umas montanhas que são tão espetaculares quanto isto:

Imagem daqui.

Imagem daqui.

É conhecida pela Montanha arco-íris (ou montanha das sete cores) e fica em Vinicunca. Eu não sei quanto destas cores será photoshop, mas adorava descobrir com os meus próprios olhos. Problema: esta beleza fica a 5400 metros de altitude. Coisa pouca, portanto.
Mesmo sem sintomas, não deve ser uma caminhada nada fácil de se fazer. Estava a ler uma descrição sobre a caminhada que dizia "One step of hike feels like 100m run". Ui!
Ao que consta, a única forma de se evitar a doença da altitude é mascar umas folhas de coca (mesmo, não estou a gozar) e fazer a subida gradualmente (parando vários dias em lugares com altitudes intermédias), mas como não vamos ter grandes hipóteses de fazer isso, vamos tentar fazer uma visita ao Pico Ruivo, já que vamos à Madeira este fim-de-semana (isto se o temporal que assola este país permitir), para o nosso corpo ter um "cheirinho" de altitude. E depois é torcer para que corra tudo pelo melhor. E quando chegarmos ao ponto mais alto do nosso roteiro, a 3800 metros, logo decidiremos se arriscamos o passeio à Montanha Arco-Iris. Torçam por nós, sim?

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Leituras


O Retorno. Avaliação no Goodreads: 4,18/5.
Que livro tão duro e, ao mesmo tempo, tão bonito.
"O retorno" conta a história de uma de muitas famílias que regressaram de Angola na altura da descolonização, com todas as dificuldades associadas a esse processo. Uma história contada sem floreados, de forma crua, que muitas vezes nos deixa com um nó na garganta de pensar que isto aconteceu mesmo, a muita (tanta) gente. Narrada pelo membro mais novo da família - um adolescente chamado Rui - que tanto nos consegue deixar com o coração apertado num minuto, como no minuto seguinte nos põe um sorriso no rosto com a forma caricata como reage a certos acontecimentos.
Recomendo muito esta leitura.


A estrada subterrânea. Avaliação no Goodreads: 4,03/5.
Já não é novidade para quem aqui passa que tudo o que seja assunto deprimente no mundo literário me fascina. Este "A estrada subterrânea" é sobre a escravatura, nos EUA, no século XIX e ganhou o prémio Pulitzer de ficção em 2017 (entre vários outros).
Tem algumas descrições que me deixaram mal disposta, de tão gráficas (e horripilantes) que são.
Tenho dificuldade em opinar sobre a história sem lançar spoilers. É frustrante, é revoltante, é agoniante, mas é também muito bonita. Porque é nas situações mais horrendas e difíceis que se conhece não só o pior mas também o melhor do ser humano. E isso, nesta história, não é exceção. O final soube-me a pouco mas para não estragar o fator surpresa a quem queira ler o livro, fico-me por aqui.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Pilates e Zumba

Já há algum tempo que a musculação deixou de ser um castigo para mim, mas a atividade desportiva que mais prazer me dá é, sem sombra de dúvida, a Zumba. Com o professor certo (que também há uns capazes de me fazerem desejar estar nas máquinas de musculação), é atividade que me proporciona verdadeiros momentos de felicidade. Sou mesmo feliz a dançar zumba!
Neste momento tenho a sorte de ter à disposição três aulas por semana com a minha professora de eleição. Mas, à segunda feira (que é um dos dias em que há zumba) há dois problemas: o primeiro é que é o dia oficial do peso na consciência, e então vai tooooda a gente ao ginásio e inclusive à zumba (o que me faz suster a respiração e temer pela minha integridade física de cada vez que faço um passo de dança que implique abrir os braços mais do que três centímetros, não vá levar um estaladão acidental da vizinha do lado). O segundo problema é o facto de haver aula de Pilates à mesma hora, na sala do lado. E, se a zumba me faz feliz, o Pilates - apesar de eu detestar aquilo e me fazer sair completamente fora da zona de conforto - faz-me muito bem ao corpo.



Ultimamente tenho me portado que nem gente grande e, à segunda feira, tenho feito das tripas coração para ignorar a zumba e ir ao Pilates. E oh senhores, soubessem vocês o tamanho do sacrifício que isso é para mim! Ainda para mais a bela da professora de Pilates acha que não é preciso música para nada, pelo que não só não há música para entreter (qualquer coisinha, por mais zen que fosse) como ainda consigo ouvir as músicas da zumba, logo ali ao lado.
Estar ali sentada no chão com as pernas esticadas, em posição de 90º (que descobri que está no top 5 das coisas mais difíceis de se fazer nesta vida) e a professora de zumba lembrar-se de passar uma das minhas músicas preferidas, enquanto eu faço os passos mentalmente...é tortura, senhores, tortura! Mas diz que é por uma boa causa, pelo que é para manter. Até ao dia em que vou dar por mim a ser feliz também a fazer Pilates (e eu acredito tanto nisto como na possibilidade do Trump se tornar uma pessoa normal, mas ignoremos esse facto).

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Fim-de-semana

Oh, fim-de-semana tão bom! 
Os meus pais estiveram por cá, pelo que houve mimo e passeio com fartura.
No sábado fomos passear a Évora. Almoçámos num restaurante que estava muito bem avaliado no Tripadvisor: o 1/4 P'ras 9. Adorámos. Pedimos arroz de coelho bravo, javali com castanhas e borrego. Estava tudo ótimo.
Depois andámos a passear pelo centro da cidade, com direito a passagem pela Capela dos Ossos (eu já lá tinha estado, o senhor namorado e os meus pais não). Nunca imaginei encontrar tantos turistas por lá, estava à pinha.







Quanto ao dia de ontem, começou de forma perfeita, no Choupana Caffé (where else, certo?). Provei um bolo que nunca tinha provado e fiquei quase tão fã como sou de croissant de chocolate. Eles chamam de crumble, é feito com a mesma massa do croissant, tem recheio de noz e canela, e em cima um crumble de limão. Oh, que coisa mais maravilhosa! 






































À noite conseguimos a proeza de receber dois convites para jantar (nós, que tão raramente temos programa ao domingo à noite que não passe por sofá e séries) e lá nos arranjámos de forma a ir aos dois, já que um deles foi um jantar de despedida de um casal de amigos que vai "emigrar" para norte (é a história da minha vida, ver o pessoal de quem gosto sair de Lisboa. sim, eu sei, também já fiz o mesmo aos meus mais de uma vez, mas adiante) e uma festa de aniversário surpresa da minha Maria querida (ao menos esta não tem previsão de me abandonar, pelo menos para breve).

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Das notícias que me deixam aos pulinhos de contente


Saber que a Restaurant Week está de volta (desculpem lá se elevei demasiado as expetativas com o título do post para depois vos falar de comida, mas é o que há por aqui).
Eu não preciso de muito para ser feliz. E se o "pouco" envolver comida, é felicidade garantida (até rimou, gostaram?).




[E depois de alguma pesquisa de avaliações e menus, já tenho reserva feita para o Mensagem e para o Zambeze. Ieiii!]

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Das metas concretizadas: voluntariado

Várias vezes ao longo do ano passado, quando andava a passar por problemas de foro emocional e havia dias em que me sentia miserável, dava por mim a auto-censurar-me (não sei se sabem mas tenho um doutoramento em auto-censura. mentira, não tenho, mas devia ter, porque experiência não me falta), mas dizia eu que dava por mim a auto-censurar-me com o facto de estar a desperdiçar tempo de vida saudável em sofrimento, em vez de aproveitar e vivê-lo de forma feliz enquanto a vida não trata de me dar problemas sérios tipo doenças, tanto a mim como aos meus. Como se eu tivesse escolhido sentir-me miserável. Mas a verdade é que era um pensamento que me ocorria de vez em quando.
Quando passou toda aquela nuvem negra e voltei a sentir-me a pessoa feliz e bem disposta que sempre fui - isto a juntar a meses de terapia que me têm ajudado muito a conhecer-me e a perceber o que é que me faz bem e feliz - comecei a sentir uma especial necessidade (mais do que vontade, era necessidade mesmo) de retribuir ao mundo a sorte que tenho tido na vida. Por ser uma pessoa saudável, por ter tido a sorte de nascer num país que não está em guerra, por ter uns pais que não só me deram amor como me proporcionaram sempre boas condições de vida e me deram tudo o que uma criança precisa.
Já antes disto tinha pensado n vezes em fazer voluntariado, mas agarrava-me às mais variadas desculpas para justificar a mim própria a minha inércia (que eu acho que na verdade era provocada apenas pelo medo do desconhecido). Ou era porque não tinha companhia para ir comigo, ou era porque não sabia de nada perto de casa (confesso que sou muito comodista com deslocações relativamente a tudo o que não seja obrigatório - tipo trabalhar), ou porque tinha receio de não ter estofo para lidar com certas situações (doenças por exemplo. tenho muita dificuldade - com reações físicas até - em lidar com certas doenças). 



Até que, em dezembro, estava a poucas paragens de autocarro de casa quando reparei que havia ali um Refood. Onde não só eu poderia fazer voluntariado como ainda para mais com comida (quem me conhece minimamente percebe que é só a minha cara). Mandei um email timidamente a perguntar se precisavam de voluntários e quando, em poucas horas, me responderam que precisavam "muito" fiquei mesmo satisfeita (não por haver tanta falta, obviamente, mas por poder, finalmente, ajudar). Eu posso demorar a tomar certas decisões, mas quando as tomo sou muito rápida a concretizá-las. A senhora que me respondeu disse-me para lá passsar na semana seguinte, mas eu no dia a seguir já lá estava (estava demasiado ansiosa para começar para esperar uma semana). Foi na altura do natal, pelo que estavam especialmente necessitados de pessoal. 
Fui lá, perguntaram-me quando é que podia começar, eu disse que estava disponível no imediato. Depois, a medo, disseram "Quer começar já amanhã ou prefere para a próxima semana?". E, no dia seguinte, lá estava eu, pronta para começar.

[E como isto já vai longo, conto-vos num próximo post como foi a primeira vez e como tem sido desde então.]



P.S. Não escrevi este post mais cedo pelo receio que pudessem pensar que estava a vir para aqui armar-me em boazinha (o que é um bocado parvo, porque na verdade 99% de vocês nem me conhece). Mas este é o meu diário e não faz sentido excluir dele uma parte importante da minha vida e que me tem feito bem. E, ainda para mais, pode ser que sirva para encorajar alguém que, tal como eu, não saiba bem o porquê de ainda não ter dado este passo.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Como destruir sonhos alheios em três tempos


Eu (enquanto estreava as minhas gazelle às bolinhas, e olhava para elas com um ar apaixonado): Vou ser tão feliz a passear com as minhas sapatilhas novas no Peru!
Ele: Isso, tu põe-te a ostentar as tuas sapatilhas no Peru e depois queixa-te se formos assaltados.
Eu: Mas, mas...são umas adidas, não são propriamente umas [breve pausa para ir ao google confirmar como é que se escreve o nome da marca] Louis Vuitton! E não é um país tão inseguro quanto isso...pois não?!?? A sério que te queixas quando eu me armo em medricas e agora fazes-me uma conversa dessas, ... [inserir aqui os dois nomes próprios do senhor namorado]?
Ele: Tu faz o que quiseres, mas acho que tens muitas oportunidades para usar as sapatilhas por cá, escusas de levá-las para o Peru.
Como se fosse a mesma coisa. E quando alguém acha que passear (e tirar n fotos para recordação) no Peru é a mesma coisa que ir ali ao supermercado comprar pão, não vale a pena explicar nada.
E assim se destroem sonhos... (ou então não. tenho que estudar melhor o assunto antes de me decidir. raios me partam o homem que agora me deixou cheia de dúvidas.)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Viena - Parte 2

Parte 1 aqui.
Pois é, daqui a nada já faz um ano que fui a Viena e ainda não acabei o relato da viagem. Cheguei a ponderar já nem fazer o post, mas isto é o meu "livro de memórias" e tenho que registar estas, que foram marcantes. Não só pela cidade em si - que gostei muito, já agora - mas principalmente por aquilo que esta viagem representou para mim.
Eu estava numa fase de indecisões e incertezas, andava angustiada, e estes dias fora da zona de conforto (porque fui em trabalho) mas também fora da minha vida do dia-a-dia, longe das minhas rotinas, fizeram despertar qualquer coisa dentro de mim, deu-se ali um clique e, com ele, comecei a recuperar a  minha paz interior e defini na minha cabeça alguns cenários, até então tão "enevoados". Às vezes tudo o que precisamos é distância da nossa vida para vê-la com mais clareza.
Mas voltemos a Viena propriamente dita. Depois de um fim-de-semana de passeios, a segunda-feira era o último dia livre que nos restava. Passeámos pela rua e visitámos o Palácio Hofburg e o Museu da Princesa Sissi (fica tudo no mesmo complexo, fizemos a visita guiada, que custa 16,90€, e foi muito interessante, apesar de ter ganho um ligeiro odiozinho de estimação pela Sissi depois da visita).


Karlskische (Igreja de São Carlos)

Edifício da Secessão

Rathaus (Câmara Municipal)

Quando estávamos em frente ao Rathaus aconteceu um episódio muito peculiar. Começámos por pedir a um rapaz que andava por lá para nos tirar uma fotografia às três, tarefa que ele cumpriu com um toque muito profissional. Depois de nos ter devolvido a câmara, olhou para mim (ele tinha um aspeto estranho e um olhar intimidante) e perguntou-me se me podia tirar uma fotografia. Que era fotógrafo profissional na Noruega e tinha um projeto de tirar fotografias a pessoas que encontrava na rua, e que o meu rosto era "especial". Ora, é difícil uma pessoa - ainda para mais com uma auto-estima como a minha - ficar indiferente a estas palavras, mas daí a, voluntariamente, deixar um estranho lhe tirar fotos para fazer sabe deus o quê com elas vai alguma distância.
Eu hesitei durante algum tempo, pedi opinião às minhas amigas (que não a deram, as amigas da onça) e lá me decidi arriscar a vir um dia a encontrar a minha cara algures num site pornográfico nórdico.
Estava uma tarde chuvosa, ele pediu-me para agarrar no guarda-chuva da minha amiga, que era colorido (ao que ela, muito comicamente, lhe disse "My umbrella, her face...right" e lá me tirou uma série de fotos (e eu mega constrangida!). Disse-me que se eu lhe desse o meu email me podia enviar a foto, e assim foi. Daí a uns dias lá estava ela no meu email, assim como um link com outros trabalhos dele (e de facto há lá muita cara para além da minha, em poses zero pornográficas. até ver acho que posso dormir descansada). Quanto à foto propriamente dita, foi a primeira vez que me vi "trabalhada" e devo dizer que não gostei nem um bocadinho. Para além de estar com o cabelo terrível (estava a chover e não é preciso dizer mais nada) não me reconheci naquela foto, parecia que era de porcelana, sei lá. Depois de ver aquilo posso dizer-vos que sou mais gira sem photoshop do que com pelo que - se dúvidas existissem - não terei passado ao lado de uma grande carreira de modelo fotográfica).


Também subimos ao topo da Catedral de Santo Estevão para ver a vista (não me recordo do preço, mas acho que era à volta de 5€). Não estava um dia espetacular, mas valeu a pena.
No último dia, a caminho do aeroporto, ainda fomos visitar a Opera Estatal de Viena (mais uma vez não me recordo exatamente do preço, acho que foram 11€ - nota mental: nunca mais deixar passar meses para fazer os posts das viagens quando tens uma memória de caca). Também recomendo a visita, o edifício é espetacular e explicação durante a visita é interessante.
Quanto à parte do trabalho, que foi entre terça e quinta, para não variar foi muito difícil mas foi bom voltar a provar a mim mesma que consigo fazer apresentações em público (e que até correm bem!), e a parte do convívio com colegas doutros países também foi muito gira (quem diria que pode haver gente tão interessante a trabalhar com assuntos tão chatos, hã?).

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Fim-de-semana

Foi um fim-de-semana passado a norte, em terras do senhor namorado. 
Fomos de autocarro, que é sempre coisa especialmente penosa para mim. Consigo entreter-me muito bem a ler em viagens, mas a combinação rádio do senhor motorista (sou daquelas pessoas que só se concentra a sério no silêncio) com o escuro e a iluminação mega fraca não me facilitam muito a vida neste aspeto.
Mas adiante. Esteve um fim-de-semana de céu limpo com temperaturas bastante amenas para a época, pelo que deu para ficar na varanda a apanhar sol (ainda hei-de ter uma casa - apartamento, com mais probabilidade - com uma varanda decente onde consiga ler ao sol. ou à sombra, não interessa, desde que haja varanda), deu para passear a pé pelo centro da cidade. E deu também para ir à Spirito comer uma tarte de nutella, para ir matar saudades dos meus hambúrgueres preferidos - os do De Gema, entre outras coisas, pelo que, apesar de termos passado quase 10 horas dentro dum autocarro, foi um fim-de-semana bastante agradável.



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

TAG - Gosto e não gosto

Fui nomeada pela Sofia para responder a esta Tag, que é bem engraçada. Basicamente consiste em partilhar convosco dez coisas de que gosto e de que não gosto, de forma aleatória. Vamos a isso?


Gosto
- De abraços (de pessoas queridas)
- De vestidos
- De conhecer restaurantes novos
- De promoções
- De dançar zumba
- De caminhadas na natureza
- De chá (gostar é pouco, sou viciada)
- De velas com cheiro
- Do cheiro a maresia
- De fazer arrumações em casa



Não gosto
- De grandes viagens de carro (tenho um pavor de morrer em plena auto-estrada que nem vos passa pela cabeça)
- De cheiro a tabaco
- De planos alterados à última da hora (control freak!)
- De sair à noite
- De cor de laranja
- De ambientes formais
- De comida picante
- De piscinas (nojentinha de serviço: presente!)
- De andar de salto alto (obriga-me a andar devagar - e desconfortável - e eu, que sou uma moça acelerada por natureza, não gosto)
- Que não respeitem o meu medo de animais (e me obriguem a deixar que me cheirem e se encostem a mim só porque "ele não faz mal")



[Uma curiosidade: gostei do facto de a parte de escrever os "gostos" ter fluído mais facilmente que a dos "não gosto", parece-me bom sinal.]

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Uma espécie de feriado a meio da semana

Foi preciso entrar no mundo do trabalho para descobrir que o dia de carnaval não é feriado. True story. E se nos primeiros anos da minha vida profissional trabalhei neste dia, nos últimos isso não tem acontecido. E se há coisa que sabe bem, mesmo sem se prolongar o fim-de-semana e tirar também a segunda-feira, é ter um dia de folga a meio da semana. É que sabe mesmo, mesmo bem.
A nossa terça-feira foi zero carnavalesca, mas soube pela vida. Para começar, fizemos algo que não fazíamos há meses: fomos correr à beira-rio. E na parte da tarde aproveitámos o sol para ir passear à praia. Nós e metade de Lisboa, a julgar pela quantidade de gente que lá estava. E ao final do dia ainda houve jantar de amigos lá em casa.
Com dias como este, por mim podia ser Carnaval todas as terças-feiras.

Oh pra ela toda vaidosa a estrear as sapatilhas novas!



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Do amor


Foto tirada em 2015, em Mykonos.


Depois de ter feito um post tão duro sobre o amor há um ano, e de tanta coisa que aconteceu desde então, senti necessidade de voltar a escrever sobre isto do amor. Dar-vos uma versão atualizada sobre aquilo que me vai na alma neste momento.
No ano que passou passei por um processo (que ainda não acabou mas que entretanto está direcionado para outras áreas da minha vida) de autoconhecimento que me ajudou a perceber o que quero para mim, como também a distinguir aquilo que eram problemas da relação daquilo que eram problemas meus. Ajudou-me a perceber o que é que é mais importante, o que é que pode - e deve - ser mudado, e o que é que faz parte da essência (de cada um de nós) e que não vale a pena querer mudar. Que ou se aceita, ou mais vale partir para outra.
Com os pés assentes na Terra, defini prioridades e percebi aquilo que quero para mim, o que valorizo, o que é mais importante. Com a perfeita consciência de que existirão sempre divergências e momentos menos bons, mas que valem a pena ser vividos. Em prol da parte boa (que é muito boa). E que - até agora - tem compensado largamente a parte menos boa. E, enquanto assim for, valerá a pena continuar.