segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Do fim-de-semana (com uma descoberta gastronómica pelo meio)

O fim-de-semana foi passado em Braga, de visita à família do senhor meu namorado. Quando penso que, quando estava a fazer a mala, ainda hesitei entre levar um (mísero) casaco de pele ou dar por aberta a época de sobretudo este ano, até fico cheia de calafrios. Que frio que apanhámos, senhores!
Passeámos a pé pelo centro da cidade (que é sempre uma coisa que eu adoro fazer), comemos os rojões maravilhosos da sodôna minha sogra, houve também tempo para chá e leituras, e ainda fomos provar as francesinhas da Taberna Belga (das quais eu já tinha lido maravilhas, ao nível de serem qualquer coisa como as melhores do país, pelo que a curiosidade era muita). (foi um fim-de-semana bastante light em termos de calorias, portanto)



Combinámos ir à Taberna Belga no sábado à noite, com uns primos de senhor namorado. Uma delas disse que era melhor combinarmos lá para as 20h, porque aquilo costuma encher. Ora, só para conseguir entrar no restaurante e reservar mesa demorámos quase dez minutos. Às 20h10 disseram-nos que o tempo estimado de espera era de 45 minutos e lá decidimos (excecionalmente, porque nenhum de nós acha muita piada a esperar uma eternidade para comer) esperar. Pois que ficámos 1h30m na rua, à espera. Eu já não sentia nariz, pés e mãos, de tanto frio que estava. E a fome...nem vou falar da fome. 
Sentámo-nos às 21h40, e uns 20 minutos depois estávamos a comer. E tenho a dizer que não fosse o facto de eu não ser apreciadora de picante (apesar de não ser em dose exagerada) diria que a francesinha é espetacular, mas por causa do picante digo apenas que são mesmo muito boas. Não sei se posso dizer que valeu a espera, porque foi um claro exagero de tempo, mas posso dizer que sou menina para lá voltar (mas só se for para aí às 19h, para não apanhar fila, claro).

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Descoberta gastronómica da semana #5 (e alguns devaneios pelo meio)

Passei o dia de ontem com uma certa melancolia. Sabem aqueles dias em que uma pessoa está em baixo e nem sabe bem porquê? Foi um desses dias. Até que saí do trabalho e a coisa começar a melhorar exponencialmente. Mal saí deparei-me com uma carteira no chão. Fiquei a olhar para ela durante uma fração de segundos, a pensar qualquer coisa do género "Será uma cilada e mal eu a agarrar vai aparecer alguém?". Agarrei e regressei ao trabalho. Tinha os documentos todos do senhor e uns trocos valentes (mais de 200€ em notas). Descobri o número de telemóvel do senhor, com a ajuda de uma colega, e ele foi ter connosco para a reaver. Se tivesse acontecido o mesmo comigo, eu era menina para quase me ajoelhar em frente ao homem e agradecer pela minha vida. O homem deu um sorriso e disse "muito obrigada". Está certo... Mas não deixa de ter sido a minha boa ação do dia. 
Fui para a Baixa fazer tempo (nos entretantos enfiei-me na Zara, e já saí de lá com um saco na mão, mas quanto a esse assunto depois mostro-vos a desgraça ao pormenor) até que me encontrei com umas amigas (a pretexto da visita de uma delas) e fomos jantar. Fomos a um restaurante vegan chamado The Food Temple (na Mouraria, perto do Martim Moniz) absolutamente delicioso e bastante acessível (pagámos pouco mais de 10€ por pessoa). Eu costumo dizer que se tivesse alguém a cozinhar para mim todos os dias era bem capaz de ser vegetariana (vegan não, que eu gosto muito de ovos e queijo), e era capaz de fazer deste restaurante a minha cantina. Que comida mais saborosa.


As entradas: "Queso" de abóbora e cajú com nachos (delicioso), salada de feijão com maionese de alho e noodles com fungos (espécie de cogumelos).

Chá de rosa.

O prato principal, para partilhar: caril de grão, quiabos e pimentos vermelhos com arroz de jasmin. Tão, tão bom!

E para finalizar, bolo de laranja e canela.

Esta foto não é minha, foi rapinada daqui.

E esta daqui.

Confesso que fiquei particularmente curiosa em relação aos ingredientes da maionese (como é que se faz maionese sem ovos?) e do bolo (também delicioso). E fiquei cheia de vontade de lá voltar. Para além da comida ser ótima, os funcionários são mesmo muito simpáticos, e o espaço é muito giro.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Um mês?!


Ainda a semana passada andava eu a mergulhar alegremente no mar e agora de repente olho para o calendário e apercebo-me que falta (praticamente) um mês para o Natal. Como assim um mês? Então e aquela fase entre arrumar os biquínis e os tops e a de ter que começar a pensar nas prendas de Natal, cadê? Passou-me completamente ao lado.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Nota máxima

Perguntem a Sarah Gross

É de uma violência emocional atroz em certas ocasiões, mas (também por esse motivo) vale tanto, tanto a pena. Pela escrita, pela história, por tudo. Da minha parte, está recomendadíssimo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Do fim-de-semana

Os fins-de-semana que passo em Lisboa depois de ter estado fora no fim-de-semana anterior (como foi o caso deste) sabem-me sempre especialmente bem. Gosto de passear e fugir à rotina, mas também me sabe bem ficar por cá. 
Na sexta-feira, eu e o senhor meu namorado saímos do trabalho e fomos correr juntos (foi o 2º treino dele para a Meia Maratona do Funchal). Fizemos 13 km (e eu continuo mais rápida que ele...ihih ;)).


Entretanto tinha combinado também um treino para a manhã de sábado com uma amiga. Estivemos o tempo todo na conversa, estava um dia absolutamente fantástico e, apesar do sol, a temperatura estava suportável. Foi tão bom!



Ao final da tarde fui ter com ter com uma amiga (daquelas com "A" maiúsculo) e alguns amigos dela para fazermos algo que eu nunca tinha feito e que gostei muito de fazer (apesar de não ser particularmente dotada para a coisa). Chama-se Escape Games e consiste, de forma muito sumária, em sermos fechados num espaço e, para sairmos de lá, temos que ir desvendando diversos enigmas, que nos abrem (literalmente, através de cadeados) as portas para a próxima etapa do desafio, sendo que temos apenas 60 minutos para chegar ao fim. [há vários em Lisboa, quem tiver interesse pode pesquisar por Escape Games em Lisboa que aparecem diversas opções]
Nós só completámos 80% do desafio, não conseguimos chegar ao fim. E eu fiquei cheia de vontade de lá levar o senhor meu namorado, que é menino para adorar aquilo. 
A noite acabou na Taquería Pistola & Corazón, um restaurante mexicano que costuma ter fila de espera e percebemos o porquê: os funcionários são muito simpáticos, e a comida é muito boa.


O domingo teve direito a sessão de gym logo pela manhã e a passeio bom por Lisboa, ao final da tarde.



domingo, 15 de novembro de 2015

Deste mundo em que vivemos


Eu tinha coisas para partilhar por aqui com vocês, mas entretanto passei mais de uma hora a ver notícias sobre o assunto do momento, e quase que me sinto mal por ter conseguido ser feliz no fim-de-semana que passou. 
Por vezes temos que ser egoístas e "desligar", mas quando barbaridades como esta acontecem aqui tão perto e com alvos tão aleatórios fica tão, mas tão difícil. 
Eu volto amanhã, com as futilidades do costume...

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

(Armada em) super mulher


Ou daquele momento em que te apercebes que combinaste, para os próximos dias (depois de quase duas semanas sem correr):
- Um treino longo (de corrida) para o final da tarde de sexta-feira com senhor namorado (que não corria mas agora tem que treinar para a Meia Maratona do Funchal, em janeiro)
- Um treino longo (corrida) para sábado de manhã (com uma colega/amiga que te disse que só se inscrevia na Meia Maratona dos Descobrimentos se tivesse companhia para os treinos. até estou com  medo de lhe perguntar que distância ela quer fazer)
- Uma corrida para segunda-feira com outra colega/amiga que também se inscreveu na Meia Maratona dos Descobrimentos
- A aula de dança sagrada da terça-feira
- Um treino (corrida) para quarta-feira com um amigo que não vês há um século
- Um treino (corrida) para quinta-feira com outra amiga que vai estar de visita em Lisboa
(e se senhor namorado decidir ir ao gym no domingo, eu sou menina para ter muita dificuldade em resistir e não aproveitar a boleia)


Só de escrever já fiquei cansada. Mas vamos lá a isto!

[e não me estou a queixar, porque eu adoro isto.]


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Maluquinha dos chás

Sempre tive dificuldade em beber água por obrigação até que, de há dois anos para cá, comecei a optar por tomar chá e, agora sim, consigo ingerir 1,5l por dia. Pode não ser a mesma coisa, mas será com certeza melhor do que não beber água de todo (ou apenas quando se tem sede). E, com isto, viciei-me completamente em chá e não consigo resistir a uma promoção. Tenho para aí 12 variedades diferentes no trabalho e mais uns quantos em casa. Para além das promoções, também não posso ver um sabor diferente que tenho logo que provar. E quando se juntam as duas coisas - promoção e novos sabores - então é que é o verdadeiro delírio. A Lipton lançou uns sabores novos (e tem feito promoções!), e eu já comprei todos os que encontrei.


Estes dois ainda não abri.

Este tem uma embalagem tão promissora, mas não fiquei fã (normalmente o sabor do hibisco não me cativa).

Mas por mais variedades que inventem, este estará sempre no meu top 3 (se não for mesmo o meu favorito).

Outro que está no meu top é este chá branco com romã. Gosto imenso de chá branco, e esta mistura de sabores combina mesmo bem.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Aquele momento


Em que o teu vizinho de cima (aquele a quem enviaste uma carta, há pouco mais de um ano, a pedir para não ser tão expressivo na sua vida amorosa quando o fizesse de madrugada), muito simpático (sem ponta de sarcasmo. o homem é mesmo simpático e foram impecáveis mal leram a carta. aliás, estou em crer que lhes arruinámos a vida sexual, porque nunca mais ouvimos absolutamente nada) começa a meter conversa contigo e com o senhor namorado, e tu não consegues deixar de visualizar as noites em claro que tiveste, a ouvir as suas manifestações sonoras de prazer (sim, dele).

[No outro dia meteu-se connosco quando estávamos de saída para a nossa corrida. E o senhor meu namorado - que já curou todos os seus traumas - ainda lhe perguntou se queria vir connosco. Qualquer dia dou por ela e convida-os para jantar. E eu não sei se estou preparada para isto]

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O fim-de-semana na Madeira

A viagem para a Madeira foi perfeita, calma e sem percalços. Chegámos a casa e tivemos logo direito a um manjar recheado de coisas boas (atum, maçãs assadas no forno, vindas diretamente do terreno dos meus pais, e um brownie delicioso com queijo filadélfia. mima-me pouco, a senhora minha mãe).
O sábado começou com um passeio à beira mar. Estava um calorzinho tão bom que acabámos a manhã na praia, a dar um mergulho que me fez tão, mas tão bem!



À noite, os meus pais fizeram um convívio lá em casa com direito a muita risota e poncha tão (mas tão) boa! Deitei-me quase às 3 da matina, que para mim é qualquer coisa que acontece quase com a frequência dos anos bissextos.
No domingo desafiámos os meus pais - para quem praia é coisa que se faz só e apenas no verão, mesmo vivendo num paraíso que permite fazê-lo quase o ano todo - a ir connosco à praia. E fomos todos ao mar. E, mais uma vez, foi maravilhoso! Agora sim, acho (acho!) que me despedi da época balnear como deve ser.

~


No meio de tudo isto, ingeri para aí 30.000 calorias (o costume), todas absolutamente deliciosas, e pus o mimo dos pais e avós todo em dia. 
Regresso revigorada. E de coração cheio, por ter tanta coisa boa na minha vida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Vamos lá ver se é desta


(foto tirada por mim, na Madeira)

Que o meu pobre coração não aguenta mais um balde de água fria. O boletim meteorológico diz que sim, que é desta, e eu estou confiante que sim. Minha Madeira, até logo (ou assim o espero, que isto é melhor não agoirar).

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Vá lá, vá lá, vá lá!


Caro sr. S. Pedro,
Decidiste trocar-me as voltas no fim-de-semana e recambiar-me de volta para Lisboa, depois de estar a poucos quilómetros de aterrar na minha terra. O que tu merecias depois disto era que eu nunca mais te dirigisse a palavra, mas como eu até sou boa pessoa (na maior parte dos dias, pelo menos), vou dar-te uma segunda oportunidade e propor-te um acordo para selarmos as nossas tréguas. 
Fazemos assim: dás-me uma manhã em condições, na Madeira, no próximo fim-de-semana (vê lá que nem te peço um dia inteiro) que me permita ir despedir-me da praia este ano (sim, porque não fiz o meu ritual de despedida do verão este ano e ainda não me conformei com isso) e voltamos a ser amigos como dantes, sem ressentimentos. Pensa no assunto com carinho, sim? Muito agradecida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Voltei à maré de sorte nas compras online

Que é como quem diz que andei a desgraçar-me à grande nas ultimas semanas (e acertei em tudo, mais uma vez sem nunca ter visto as peças ao vivo).


Depois de terem estado esgotados no meu tamanho durante algum tempo, não lhes consegui resistir. São da Mango e são ainda são mais lindos ao vivo.


Vestido da Zara (que é tão a minha cara. apesar de senhor namorado dizer que é, e passo a citar, "muito à dondoca".)

Vestido Zara Kids. Coisa mais linda.

Botas Zara (ainda me estou a tentar habituar ao facto de serem tão bicudas à frente, porque gosto mesmo delas. se isso não acontecer no prazo de duas semanas devolvo-as.)

Sapatos Zara Kids (disponíveis até ao tamanho 39).

Mais um exemplar que levou o rótulo de "dondoca" por parte de senhor namorado. Mais um exemplar do qual eu gosto tanto. Também da Zara Kids, e também disponíveis até ao tamanho 39.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Dramas domésticos #7 (ou de como eu tenho o namorado mais romântico à face da Terra)


Na sexta feira, quando estávamos no avião a caminho da Madeira, pedi-lhe dinheiro para comer umas papas de aveia. Quando, mais tarde, o piloto avisou que os ventos estavam muito fortes, eu perguntei-lhe (a tentar fazer um pouco de humor negro. e baixinho, para não ser agredida por nenhum passageiro), se ele me queria dizer alguma coisa em especial, para o caso de irmos daquela para melhor.
"Deves-me 2,50€.", foram aquelas que poderiam ter sido as suas últimas palavras para mim.
Quem tem um namorado assim, tem tudo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Fomos treinar juntos

Ele não gosta de correr, nunca gostou. Já eu, comecei a correr por obrigação quando vivia em França (em 2011) e me apercebi que, em quatro meses, já tinha quase mais 10 kg do que aqueles com que lá cheguei. Continuei desde então, mas gostar a sério só gosto há pouco mais de um ano. 
Antes de nos termos inscrito no ginásio (há dois anos) íamos correr (por falta de alternativa), mas íamos sempre cada um à sua velocidade, porque eu não tinha pedalada para ele. Desde que entrámos no ginásio ele deixou de correr. Ainda insisti várias (muitas) vezes para ele ir treinar comigo. Mas a resposta era sempre a mesma "Não gosto, não vou". Entretanto criámos um grupo de corridas no trabalho e eu deixei de chateá-lo. Não temos que gostar sempre das mesmas coisas, pronto. Além do mais, tenho que confessar que até gosto de correr sozinha. É o meu momento, em que estou sozinha com os meus pensamentos, e sabe-me mesmo bem. Muitas vezes custa tomar a decisão de ir (tal como para ir ao ginásio), mas depois de começar até é uma coisa que faço muito bem sem companhia.
Entretanto, há umas semanas, pus-me a matutar na ideia de fazer a Meia Maratona do Funchal, que vai acontecer no dia do meu aniversário, em Janeiro. Uma colega alinhou na ideia (e vai levar o marido) e como a hipótese de ele não ir à Madeira comigo estava fora de questão, ele lá se sentiu obrigado a inscrever-se também.
E então no sábado, depois das nossas tentativas falhadas de ir passar o fim-de-semana à Madeira, ele decidiu que tinha que começar a treinar, para não fazer má figura. E lá fomos os dois (não me lembro da última vez que isto tinha acontecido. provavelmente foi há mais de um ano). Eu ia preparada para fazer qualquer coisa como 8 a 10 km, e não é que o homem me aguentou 15 km?




Claro que não chegou ao fim com a energia que tinha ao início, e fizemos uma velocidade ligeiramente acima do que eu costumo fazer, e ele ficou de rastos no fim, mas não se queixou nem uma vez durante a corrida toda. Há pessoas que se movem na corrida por paixão, há outras que o fazem pelo orgulho, e o senhor meu namorado é claramente o segundo caso (e os treinos no ginásio, parecendo que não, também ajudam, claro). 
Mas devo dizer que foi uma experiência engraçada, esta de eu conseguir ser melhor do que ele em alguma coisa que envolva desporto =). (mas se ele continuar a treinar, a minha superioridade vai ser sol de pouca dura. claramente.)