segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Um dia vais sentar-te num dos sofás da Fnac e ler um livro inteiro


Hoje foi o dia.

E não, não foi um grande feito. É mesmo o livro que é minúsculo (e eu recuso-me a pagar 12€ por um livro que consigo ler em meia hora, por melhor que ele seja)
Foi a minha estreia deste escritor. Tão bem escrito! E de fazer chorar as pedras da calçada (tal e qual como eu gosto).

domingo, 4 de agosto de 2013

Da confiança


Há coisa de três semanas, o senhor meu namorado recebeu um convite para uma despedida de solteiro que incluía (what else? os homens e a sua originalidade...) visita a um bar de strip. Coitado do homem, teve que levar com boquinhas minhas durante três semanas (sim, que eu sou incapaz - nem tenho autoridade, era o que mais faltava - de impedi-lo de fazer seja o que, mas também tinha que lhe chatear um bocado a cabeça, ora essa! mas sempre na brincadeira, nada de trombas a sério). 
Ontem chegou, finalmente, o dia fatídico. E eu, ao contrário do esperava, vi o homem sair-me pela porta fora e fui toda contente ocupar o sofá (que ele tinha açambarcado nas últimas horas) ver as minhas séries e ler Os Pilares da terra e juro que, durante horas, não pensei em onde ele tinha ido e o que é que tinha ido fazer. Quando cheguei à cama para dormir pensei para mim que aquela paz de alma em que eu estava só significa uma coisa: que eu ainda confio mais nele do que pensava.

Mas também não me vou fazer de sonsa e dizer que não fiquei toda contente quando ele me chega a casa e diz que afinal nem foi ao bar :p.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Diz que se chama ser adulto


Agosto, Agosto... não sei qual de nós mudou, se eu ou ele, mas era capaz de jurar que o senhor tinha outro encanto nos tempos em que eu não tinha que passá-lo  (praticamente) todo a trabalhar.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dos erros


Hoje pus-me a ler, no site do Expresso, os comentários às notícias sobre o maquinista do comboio que descarrilou em Santiago de Compostela. 
Quando ainda nem certezas existem sobre o que aconteceu, atiram-se pedras ao homem, sem dó nem piedade. Chega-se a compará-lo a psicopatas (Deus meu!). E que lhe devia acontecer isto e aquilo porque, vejam lá, este ser imperfeito errou.
Eu sei que nenhuma das 79 pessoas que morreram eram meus familiares nem amigos (e nem quero imaginar o sofrimento das famílias) mas, muito sinceramente, independentemente do castigo que a justiça venha a atribuir àquele homem, tenho certeza que não há castigo pior para um ser humano (ou pelo menos para um que tenha coração) do que carregar o peso, a culpa da morte de alguém (quanto mais de 79 "alguéns"). Só por aí, acho que aqueles seres perfeitos e implacáveis que desejam a maior das punições para o maquinista já podem respirar de alívio.

domingo, 28 de julho de 2013

Instinto maternal...ou talvez só e apenas um bocadinho (grande) de futilidade



Haverá forma mais eficaz de despertar o (ainda) praticamente inexistente instinto maternal do que entrar numa loja cheia de roupas hiper-mega-fofas de bébé? Uma pessoa sai dali cheia de vontade de ir a correr para casa fazer um, só para poder vestir-lhe aquilo tudo!

Mas entretanto, no caminho para casa, uma pessoa lembra-se de tudo o que ainda tem para fazer antes disso acontecer e ganha juízo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Do incumprimento dos deveres conjugais



Da forma que senhor namorado desdramatiza tudo e mais alguma coisa, temo um dia estar às portas da morte e ele só acreditar quando olhar para a minha campa no cemitério.

Já agora (just in case, que isto nunca se sabe), se me der um badagaio um destes dias, estão autorizados a interceder pela minha pessoa e processá-lo por negligência. Sim, que isto dos deveres conjugais também inclui aturar tpms, e más disposições, e as trombas só-porque-sim e ser enfermeiro particular quando necessário. Ia ser só regabofe e jantares à luz das velas, querem ver? Era só o que faltava!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Enquanto o mundo se questiona qual será o nome da criança



A mim, é o nome da bisavó da criança que me faz mais confusão. Porque é que se decidiu traduzir Elizabeth (em inglês) para Isabel (em português)? Já é mau o suficiente esta coisa de se traduzir nomes. Mas traduzir nomes para outros que não têm nada a ver com o original consegue ser ainda pior.

domingo, 21 de julho de 2013

Se é que a normalidade existe...



Uma pessoa (eu) às vezes põe-se com coisas de "Ah e tal e não devo ser normal" (pelos mais variados motivos, que não vale a pena especificar agora senão só saíamos daqui amanhã).
Depois ouve/vê os episódios que se passam nos apartamentos vizinhos e decide que, se calhar, a sua anormalidade não deve ser motivo para lhe tirar o sono, já que parece ser, pelo menos, das mais sãs das redondezas.

Acho que a crise anda a fritar os miolos a muita gente!

sábado, 20 de julho de 2013

Dos dramas da minha vida



Cada vez que acabo de ler um livro, é um drama para escolher qual vai ser o próximo a perder o seu lugar na prateleira para ocupar lugar de honra no sofá.
E aqui ando eu na minha indecisão...é desta que conheço Paul Auster? Ou vou antes pegar n'"Os pilares da Terra"? Ou ler o "The help", que também tenho tanta curiosidade de ler? Não está fácil esta escolha!
Vida complicada a minha, hã?

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Definitivamente, não nasci para ser magra


O que me custa comer alface e afins, senhores! Não sou daquelas pessoas abençoadas que conseguem delirar com sabor a erva, que é que se há-de fazer?

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Das dúvidas que me atormentam a alma


Não é suposto uma pessoa regressar ao trabalho, depois das férias, cheia de vontade e energia?

Vontade eu até tenho, mas é de não fazer nenhum!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Gelatina Maria turista em terras de senhor namorado (e arredores)

A segunda parte das férias foi passada pelo Norte, onde o papel de guia turístico passou para o senhor meu namorado. O tempo não foi propriamente o nosso melhor amigo, mas mesmo assim foram dias muito bem passados.

Praia da Apúlia (Esposende)

Ponte de Lima



Santa Luzia (Viana do Castelo)


Mega gelado de iogurte e muesli (já a meio caminho no regresso,
na Figueira da Foz)

Gerês (onde até o rabo molhei - não propriamente de forma voluntária...
que queda valente! mas valeu pelas risadas (não sem uns gemidos de dor antes)).

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Acabou-se o que era doce!



É verdade que as férias foram mesmo boas, é verdade que me diverti e comi pra caramba, mas isto de estar duas semanas a dormir aqui e ali, sempre de malas atrás, também cansa. E o regresso ao nosso canto (não fosse o facto de ele também significar que amanhã é dia de voltar ao trabalho - nãããããããããõooooooo!) sabe pela vida. 
Gosto de passear (oh se gosto!) mas sentar o rabo no meu sofá a ler os meus livros e ver as minhas séries também é coisa que não me deixa nada triste. A modos que (esquecendo mais uma vez o facto de que isto significa voltar amanhã para o trabalho - não, não, nãããããããããõooooooo!) a minha veia caseira (que não é assim tão pequena quanto isso), até está feliz.

domingo, 14 de julho de 2013

Leituras

Como tenho poucos livros em casa para ler (not), decidi que tinha que ir à Feira do Livro buscar uma coisa leve para levar na minha viagem a Roma. Como este é o livro do MEC mais bem cotado no Goodreads, foi o escolhido. E ainda bem, porque de facto é muito bom. A escrita deste homem é simplesmente genial.

Tão bom! Ainda melhor que o primeiro!

Não achei que fosse possível,  mas arrisco-me a dizer que ainda gostei mais deste do que do segundo (talvez porque o segundo, ao contrário do primeiro, termina com a história completamente inacabada). Genial esta trilogia (principalmente os últimos dois livros). Adorei! (ainda agora acabei e já estou com saudades da Lisbeth, caraças! quero mais!!)

sábado, 13 de julho de 2013

Do "tu"


Por regra não gosto de ser tratada por tu por pessoas que não me conhecem (o blogue é um caso à parte. aqui podem e devem fazê-lo, sim?). E não é snobismo. É antes porque - pelo menos em Lisboa, onde tenho vivido nos últimos nove anos - esse "tu" costuma ser acompanhado de um tom que transmite desprezo e desconsideração (ou pelo menos em 95% das vezes, sem exageros).
Ontem, em Viana do Castelo, fui a uma pastelaria (onde finalmente provei as famosas bolas de Berlim do Natário!) e trataram-me por tu...seguido de um "linda", de uma forma tão carinhosa que eu não só não me importei nada com o "tu", como até gostei.
Porque o problema não está no "tu", mas sim na forma como ele é dito.