Ando a brincar com o fogo e a agir como se tivesse uma força que estou fartinha de saber que não tenho. Depois queixo-me...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sacrifícios sim, mas com limites
Acho deprimente a ideia de viver constatemente à espera da chegada deste ou daquele dia, deste ou daquele momento em que - aí sim! - vamos ser felizes. Passar a semana em contagem decrescente para que chegue a Sexta-feira. Passar o ano à espera que cheguem as férias. Ir para o trabalho - ou para o ginásio, ou fazer limpezas em casa ou o que seja - com o mesmo espírito de quem vai para a forca, em vez de procurar o lado positivo das coisas (nem que seja o facto de podermos meter o Ipod no máximo e andar a cantarolar a nossa música favorita enquanto esfregamos a sanita - foi o que fiz ontem e garanto-vos que não me custou nadinha).
Eu não quero (e pelo menos até hoje não tenho estado a) viver a minha vida assim. Porque isso é triste. E a vida é demasiado curta para isso.
A modos que já ando em auto-flagelação por já só pensar no primeiro fim-de-semana de Março. Porque ainda tenho muitas coisas boas para viver até lá. Só não me perguntem assim de repente o quê. Mas de certeza que tenho.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Das mudanças inevitáveis
Passei de uma pessoa que vivia completamente dependente - emocionalmente e não só - de outra(s) para alguém que está cada vez mais independente e "desligada".
Depois de quase 8 anos a viver longe da família e um e meio sem ter namorado, habituei-me a não ter que dar explicações de nada a ninguém. A fazer imensa coisa sozinha (e a ter prazer nisso). A bastar-me comigo própria para tudo o que for preciso. A ter as pessoas que amo e os amigos espalhados por aqui e acolá (restam-me apenas dois grandes amigos em Lisboa neste momento - deprimência! - e um deles está louco para se pôr a andar daqui para fora, traidor). A viver uma rotina dominada pela palavra saudade.
E tudo isto tornou-me uma pessoa bem mais forte mas também inevitavelmente, mais fria. E isso, às vezes, assusta-me um bocad(ã)o.
E tudo isto tornou-me uma pessoa bem mais forte mas também inevitavelmente, mais fria. E isso, às vezes, assusta-me um bocad(ã)o.
Aqui que não me ouves
Porque carga de água fizeste o meu coração desatar a bater desenfreadamente ontem à noite, quando voltei a ver a tua cara depois de 18 dias?
Abençoadas tecnologias. Malditos sentimentos.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
E é principalmente por causa de pessoas como o Luís que estas experiências valem tanto a pena e deixam um aperto no peito quando acabam
Uma das primeiras lembranças que eu tenho do Luís é do primeiro dia em que trabalhámos sozinhos no balcão: a meio do turno, ele perguntou-me, a sorrir, - como quem me pergunta qual é o meu prato preferido - de que tipo de sexo eu gostava. Eu pensei "Pronto, mais um parvalhão armado em engraçado".
Mas não demorei muito a perceber que o Luís é assim: diz absolutamente tudo o que lhe passa pela cabeça, está constantemente na brincadeira, e tem um sentido de humor que me faz rir a toda a hora quando ele está por perto.
Em pouco tempo o Luís passou, de um aparente parvalhão, à amizade (no verdadeiro sentido do termo) do sexo masculino mais pura que eu já tive (o facto de ele ter namorada e não dever grande coisa aos meus padrões de beleza ajudaram).
Foi graças ao Luís que eu não tive vontade de chorar por estar a trabalhar na ante-véspera e véspera de Natal até horas indecentes com a gerente mais nojentinha lá do restaurante. Foi com o Luís que eu fui ver o Tom Cruise - o nosso Tommy. O Luís até chegou a convidar-me para ir às compras com ele. E ontem recebi um e-mail dele que me pôs a dar as gargalhadas do costume e apeteceu-me escrever sobre ele, pronto.
O Luís é o espanhol de quem falei aqui e aqui (e - just in case - não é o que tem sido visado nos últimos posts). O restaurante era enorme e eu trabalhava - directamente - com dois espanhóis. E hoje não me apeteceu usar só a inicial do nome (mas acho que a Espanha tem Luíses suficientes para a identidade dele estar salvaguardada).
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
E estavas. Eu é que andava com a cabeça demasiado ocupada com quem não devia.
- I stayed one year out of Portugal, one year! How dare you appear like that just some days before I leave?
- Some days? Excuse me... I've been there since you came.
46 dias
(ou de como eu não tenho juízo absolutamente nenhum. mas não ao ponto de já ter mandado o emprego de Portugal às urtigas, calma.)
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Agora diz que é dia 20 de cada mês
Primeira sexta feira desde o início de Novembro que não me caíu dinheirinho na conta. E tão bom que era receber à semana...
Mulheres de Lisboa que me lêem: heeelp!
Preciso muito muito de voltar a fazer escova progressiva (ou tratamento progressivo ou lá o que queiram chamar) ao cabelo. Só que prometi a mim mesma que não voltava a pôr os pés no último cabeleireiro onde fiz, depois de me terem tentado passar a perna e cobrado mais do que costumavam cobrar. A modos que estou meia perdida sem saber onde hei-de ir. Alguém sabe de lugares de confiança e sem preços proibitivos?
Muito agradecida.
Ainda agora comecei
E já estou a pensar daqui a quantos anos é que poderei tirar uma licença sem vencimento para ir acabar de viver o meu sonho.
Isto não fica por aqui, não...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Como apanhar um não jurista em três tempos
Se se escreve cônjuge, porque carga de água é que dizem/lêem sempre cônjugue?
E não, não estou armada em coisa nenhuma. Até porque o Direito não é propriamente a área de trabalho dos meus sonhos - e quem me lê até sabe disso (mas olha, tivesse pensado nisso há 7 anos atrás). Mas é que - coincidência ou não - todas as vezes que ouço alguém que não seja de Direito a dizer esta palavra, é certinho que o faz de forma errada. Verdade ou mentira?
No espaço de três meses
Passei a tomar café. Já gosto de vinho (o branco então...tão feliz que me fez no Natal e na passagem de ano) e de cerveja (vejam lá que até consigo beber uma pint até ao fim - e olhem que aquilo é grande). Passei a maquilhar-me (ossos do ofício) - apesar de continuar sem saber fazê-lo decentemente. E até já começo a achar piada a algumas roupas assim mais pipis - camisas e tudo, senhores! (cheira-me que o facto de ter andado de chapéu e avental durante uns tempos tem alguma culpa no cartório).
Até tenho medo do que pode vir a seguir... (Gelatina Maria a dizer que andar de saltos altos até nem é assim tão desconfortável? isso é que era! sim, que isto de ter 1,58m já é mau o suficiente).
Isto realmente a idade não perdoa (ou isso ou Londres tirou-me o pouco juízo que ainda me restava).
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
E assim se vai retomando, aos poucos, o ânimo
Com um lanchinho de amigas para pôr a conversa em dia - e que soube tão bem. Com planos para nos inscrevermos juntas num ginásio. E pensar que daqui a nada volto a inscrever-me no Cervantes para retomar as aulas de espanhol.
Qualquer dia não posso ligar o rádio que tudo me faz lembrar de ti
- Wait a moment before you leave...
Ohhhhhhhhhhhhhhh! (moderação, Gelatina Maria, moderação. faça o favor a si própria de se comportar.)
Ohhhhhhhhhhhhhhh! (moderação, Gelatina Maria, moderação. faça o favor a si própria de se comportar.)
- So to how many girls at the restaurant did you sing that song today?
- None. This one is booked. E o mais engraçado é que foi ele - raio do espanhol! - que me deu a conhecer esta música (com uma pronúncia estranhamente perfeita). E fui eu que lhe expliquei o significado da letra. E ele, a partir daí, começou a cantá-la para mim na brincadeira. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
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