segunda-feira, 4 de abril de 2011

Da chulice

O contrato de Au Pair que assinei obrigava-me a abrir uma conta no banco aqui em França. Desde o dia em que a abri, há quase três meses, nunca lhe mexi. Não preciso dela para absolutamente nada (prefiro que me paguem em dinheiro).
Agora recebi uma carta a dizer para tratar de ir cobrir a minha conta, que está com 46€ negativos.
Meu rico dinheirinho...

Há coisas que não mudam em nenhuma parte do mundo. E a chulice é uma delas, está visto.

Dos intercâmbios linguísticos que eu adoro


Tenho um familiar próximo que se chama Rui. Para a minha colega russa, o meu familiar chama-se caralh*.
Já o gato da família com quem ela vive, em França, chama-se Minette.

Do fim-de-semana


Houve corrida matinal no Sábado e no Domingo. Houve passeio a Genève com colegas russa e brasileira. Enquanto estávamos alapadas na relva houve tentativa de engate da parte de um italiano que se dizia apaixonado mas depois queria um beijo de qualquer uma de nós três. Houve concerto de música romena na minha cidade (foi fofinho, gostei. ando tão multicultural, eu). Houve leitura no jardim cá de casa. E houve trabalho, excepcionalmente, durante a tarde de Domingo, que incluíu a preparação de um cheesecake com a ajuda dos meus mini chefs (com direito a avental e chapéu de cozinheiro, não pensem que eles brincam em serviço).

E houve um total de 35km percorridos entre passeios, marcha e corrida por estas pernas que a terra há-de comer (expressão horrorosa mas neste momento não há inspiração para mais). Operação combate ao croissant (e afins...muitos) de vento em popa.

domingo, 3 de abril de 2011


Gosto do contraste de correr ao sol de camisola de alças e ver as montanhas cobertas de neve lá ao fundo.

Gosto tanto, tanto da chegada da Primavera. Está a ficar linda a minha cidade.

sábado, 2 de abril de 2011

Mini francesinho is back in the game


Enquanto quem agora está de molho é a irmã (sabiam que a gastroenterite é contagiosa?...help!!), ele dá mostras de melhoras a olhos vistos.
A mãe disse-lhe que só podia comer arroz, fiambre, doce de marmelos e banana para recuperar dos intestinos. Ah é? Pois então toca de comer arroz com fiambre cinco vezes no mesmo dia (sendo que à dose do jantar misturou doce de marmelos...este miúdo é um espectáculo). E enquanto comia a dose das 15h já estava a perguntar quando é que era o lanche para comer o pedacinho de pão que lhe prometi.
E falou numa tarde o que não falou a semana toda. Coisa boa da Gelatina.

É a loucura


A vida é bela, está um sol lindo e a temperatura máxima prevista para estes lados hoje é de 18ºC.
Fui, minha gente. Fui ser feliz para Genève.

É aproveitar que não é sempre que o termómetro marca dois digitos por aqui nesta altura.

Operação combate ao croissant - Day one

Começou a época oficial de combate ao croissant por estes lados. Que é como quem diz que os primeiros 23 minutos de corrida inaugural estão cumpridos (e compridos também, já agora. não foi tudo de seguida mas também não digo em quantas vezes dividi o suplício. há que manter o mínimo ar de seriedade à coisa). Para uma estreia não está mau de todo.


Para festejar este feito acho que vou ali à pastelaria e já volto... brincadeirinha (ou não).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A melhor peta do dia


Um "amigo" (definição meramente facebookiana digamos, porque na verdade é amigo do meu irmão, não meu) que faz anos em Junho, mudou a data de nascimento dele para 01/04. Recebeu para mais de 50 felicitações (minhas inclusive).

E assim se descobrem os verdadeiros amigos (ou não, que da minha parte valorizo mais as atitudes ao longo do ano do que propriamente o facto de os amigos terem ou não boa memória - ou facebook, lá está).
Mas apesar de também ter caído achei um piadão.

E como eu acho piada ao verbo picniquer


Não me perguntem porquê mas soa-me a termo pornográfico, que é que hei-de fazer?

Eu até gosto de jogar ao UNO


O que não acho muita piada é a ter que fazer de propósito para perder. Mas é isso ou é aturar o mau humor do mini francesinho doente (o que não é pêra doce...de todo).

quinta-feira, 31 de março de 2011

Snif snif


Ou de como há coisas que eu preferia não saber.
Não se pode ter tudo, eu sei (ou, como dizem os franceses, não se pode ter a manteiga e o dinheiro da manteiga). Mas apetece-me amuar na mesma. Só um bocadinho.

Maria, aproveita por mim, ok? Bahhhhhhhhhh.

A risota do jantar de ontem


Isto das diferenças entre as diversas línguas tem muito que se lhe diga, e por vezes consegue arrancar-nos umas boas gargalhadas cá em casa. 
Ontem à mesa discutíamos o que é que era pior de se chamar como nome carinhoso às crianças: se  piolho (como em Portugal), se pulga (como em França). E cada um puxava a brasa à sua sardinha. 
Aqui entre nós, venha o diabo e escolha mas, em nossa defesa, usei o argumento de que pelo menos o piolho aparece mais nas pessoas do que nos animais (qual advogada do diabo, diga-se de passagem...).

Mas convenhamos que as alminhas que tiveram a ideia peregrina de chamar tal coisa (quer uma, quer outra) enquanto nome carinhoso não estavam lá muito inspiradas. E o mais estranho é que pegou.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Páscoa na Suíça


Ele é Toblerones de 4,5kg (coisinha para 100€, mais coisa menos coisa). Ele é coelhos da Lindt gigantes. Ele é todas as variedades e mais algumas de chocolates hiper mega fofos da Lindt alusivos à Páscoa que eu nunca tinha visto antes.
Basicamente, ele é o paraíso em cada esquina.

E por falar nisso, cá vou eu para a minha tarde de folga comer porcarias à beira do Lago Léman. Vida dura esta, hã?

Continuo com o coração partido em mil pedaços


A diferença é que agora consigo ser feliz apesar disso (ou pelo menos quando não penso muito nisso).

Deixaste de ser o centro do meu mundo (vá, na maior parte do tempo) para passares a ser um detalhe chato que impede a minha felicidade plena (que não existe, portanto se não fosse isto era qualquer outra coisa pior... melhor pensar assim).

terça-feira, 29 de março de 2011

Só para eu não esquecer que continuo a viver no mundo real


E que isto não é tudo um sonho, também há aqueles dias em que o mini francesinho está doente e fica em casa comigo o dia inteiro mas não quer nada comigo. Pergunto-lhe o que qué que ele quer fazer, faço a ronda por todas as brincadeiras que me lembro e mais alguma, e no fim ele vira-me as costas e manda-me ir embora.

Também tem direito aos seus dias maus, coitado.