sexta-feira, 7 de junho de 2019

Segundas férias do ano, here we go!

Já vais de férias outra vez?
Soubessem vocês quantas vezes ouvi isto nos últimos dias. Pois é, eu também preferia espaçá-las e ir mais tarde, mas sucede que a pessoa já conta com 25 semanas de gravidez e cheira-me que os próximos tempos não vão ser propriamente os mais adequados para andar a laurear a pevide por aí,  pelo que sim, lá vamos nós de férias. Outra vez.
Este ano preferimos ficar pela Europa por causa do senhor nosso filhote, e desta vez vamos a um país onde já fomos juntos duas vezes, mas do qual não nos cansamos nunca (e na verdade, vamos visitar uma zona que ainda não conhecemos): vamos a Itália.


Roma (2013)

Florença (2017)

Cenários maravilhosos da Toscana (2017)

Manarola, Cinque Terre (2017)

Vamos andar por Nápoles, Costa Amalfitana e Puglia e os planos passam por muita massa, risotto (alguns) gelados (a ver se não volto com o dobro do peso, que o metabolismo na gravidez não é, de todo, o mesmo), sol e banhos. Se tiverem dicas de praias especialmente recomendáveis ou restaurantes bons nestas zonas, agradeço muito que partilhem, sim?
Ahhhh...vai ser tão bom!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Road trip pelos Balcãs - Parte VIII (Dubrovnik, Croácia)

E no sétimo dia de viagem chegámos à famosa Dubrovnik, na Croácia (para quem não sabe, é a cidade onde foram gravadas parte das cenas d' A guerra dos tronos, as de "King's Landing").
Muito graças à série, o turismo em Dubrovnik tem aumentado imenso nos últimos anos, fazendo com que os turistas pela cidade sejam imensos (há muitos barcos de cruzeiro a passar por lá) e os preços sejam muito caros.
Ficámos alojados fora do centro (sob pena de termos que vender um rim para pagar o alojamento) numa zona que tem muitas guest houses. O caminho do alojamento até ao centro é a descer e faz-se em mais ou menos 15 minutos (o regresso, a subir, já não é tão fácil, principalmente se estiver calor - ou então um dilúvio como nós apanhámos). A alternativa é levar o carro e pagar qualquer coisa como 10€ ou mais de parquímetro por hora (eu disse que era caro).
Se quiserem uma referência, o sítio onde ficámos alojados chama-se Dubrovnik Icy Guest House e, apesar de ter quartos modernos e cómodos e ter estacionamento gratuito (muitíssimo importante em Dubrovnik) o wifi não funcionava (pelo menos no nosso quarto, que ainda por cima era bem perto da receção) e, para além de não ter pequeno-almoço, a cozinha do alojamento era muito pequena, ainda para mais tendo em conta que serve muitas pessoas - contei mais de 10 quartos no total).
O dia da nossa chegada a Dubrovnik estava bem cinzento, ameaçando chuva a qualquer momento. Deixámos as malas e o carro na guest house e fizemos um Free walking tour ao final da tarde. Começámos debaixo de um céu muito cinzento, terminámos duas horas depois debaixo de um dilúvio.







Na manhã do segundo dia perdemos o amor ao dinheiro e decidimos percorrer as muralhas da cidade. O preço do bilhete custa 200 kunas por pessoa (qualquer coisa como 27€) e dá-vos uma perspetiva espetacular sobre toda a Old Town e as próprias muralhas, com o mar ali ao lado. É mesmo bonito. E é também a única maneira de se tirarem fotos minimamente giras sem 50 pessoas praticamente no vosso colo, já que ficam acima do nível da cidade. Dependendo da velocidade e das paragens (há inclusive restaurantes e bares dentro da muralha) percorre-se a muralha numa hora.
























































Na minha opinião, e apesar do preço, vale mesmo muito a pena percorrer a muralha. Eu adorei a experiência.
O que ficou por fazer e que também nos pareceu interessante: podem apanhar um barco para uma ilha que tem alguns objetos específicos d' A guerra dos tronos (a famosa iron throne, por exemplo) ou ir até às colinas no topo da cidade apreciar a vista, que também deve ser espetacular (normalmente podem ir de teleférico - estava encerrado há uns dias quando lá fomos porque, ao que parece, os donos não pagavam os impostos devidos há anos -, carro (não aconselhado porque é a pique e estreito), taxi...ou a pé, se forem pessoas cheias de energia.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Leituras


A educação de Eleanor

Avaliação do Goodreads: 4,32/5
Minha avaliação: 4/5

Esta foi mais uma sugestão do bookgang da Helena Magalhães.
Este livro conta a história de uma mulher muito peculiar, na casa dos 30, com um passado obscuro (que vamos desvendando ao longo da história), sem amigos e com problemas de interação social. 
É uma história sobre amor, ódio, amizade e que, aos pouco, nos faz encantar pela personagem de Eleanor (ou fez-me a mim, pelo menos).
Gostei muito desta leitura.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Road trip pelos Balcãs - Parte VII (Lago Skadar, Montenegro)

No sexto dia de viagem fomos para Virpazar, também no Montenegro, com o objetivo de conhecer o Lago Skadar.
Foi um dia bem passado e o lago tem paisagens muito bonitas, mas se fosse agora provavelmente trocaríamos este dia por uma ida a Sarajevo.
As primeiras fotos são do trajeto entre Kotor e Virpazar.

































Ficámos alojados nesta casinha amorosa (foto abaixo), por recomendação de um dos blogues onde me baseei para construir o nosso roteiro, e não nos arrependemos. A casa é muito espaçosa, tem dois andares, todas as comodidades e fica a 10 minutos a pé do centro, onde podemos apanhar um barco para visitar o lago.


























O dono do nosso alojamento tinha um barco, pelo que (depois de pesquisar na net sobre os preços da concorrência) decidimos fazer o passeio com ele (foram 2 horas, custou 25€ por pessoa + 4€ que são cobrados por acedermos à área reservada do parque).




























O almoço foi neste barco, que é o restaurante mais famoso da zona (e o que nos foi recomendado). Comemos truta, que não estava nada má...mas tal como a maioria da oferta era frita (e eu sou mais adepta de grelhados).



quarta-feira, 29 de maio de 2019

Road trip pelos Balcãs - Parte VI (Perast e Kotor, Montenegro)

No quinto dia de viagem, deixámos a Bósnia (foi, com muita pena nossa, uma passagem muito curta) e rumámos a Montenegro para mais um dia de passeio espetacular.
Apanhámos alguma chuva e muito nevoeiro pelo caminho, o que nos impediu de apreciar a paisagem das estradas à chegada a Perast, que fica na baía de Kotor, rodeada de montanhas.
Perast é conhecida pelas duas ilhas que tem a meio do lago - São Jorge e Nossa Senhora das Rochas, sendo que uma delas tem inclusive um mosteiro que dá para visitar. Podem fazer-se viagens de barco até lá (não me recordo do preço porque optámos por não fazê-las devido às condições meteorológicas, mas tenho ideia que não era muito caro - à volta de 5€).
Gostávamos de ter subido à torre da igreja St. Nikola para ver a vista (custa 1€), mas estava fechada.



Não me recordo do nome desta sobremesa, mas supostamente era típica e muito saborosa (massa folhada com um creme que sabia ligeiramente a baunilha).






























Perast não é grande e visita-se muito rapidamente (nós demos uma volta a pé e almoçámos por lá. diria que tendo subido à torre e visitado a ilha teríamos gasto umas 3 horas no máximo).
De Perast fomos para Kotor, uma cidade maior e também com vistas deslumbrantes sobre o lago.
Kotor tem uma cidade velha medieval muito bonita. Lá dentro têm acesso à entrada para a muralha (custa 8€ por pessoa): são à volta de 1350 escadas que nos levam ao topo, mas vale muitíssimo a pena o dinheiro e o esforço físico, porque a vista de cima é deslumbrante. Maravilhosa mesmo!


Vista sobre a muralha, lá em cima.
























Ainda no início da subida da muralha.






























E a chegada ao topo.



Para quem fizer esta viagem, Perast e Kotor, no Montenegro, são duas paragens, na minha opinião, absolutamente obrigatórias. Que cidades encantadoras!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Diário de uma gravidez #7 - O dia em que, finalmente, demos um nome ao nosso filho

É esta a história que vamos contar ao nosso filho sobre como é que decidimos que nome ele teria (vai ser longa, si preparem... ou então passem à frente, amigos na mesma).
Ora eu, a mãe, para aí desde a adolescência que dizia que quando (e se) tivesse um filho rapaz ele chamar-se-ia Tiago...até ao dia em que conheci o potencial pai do meu hipotético Tiago e foi todo o desmoronar de um sonho, porque com pouco tempo de relação fiquei mais do que esclarecida de que dificilmente o meu Tiago alguma vez veria a luz do dia. Pois bem, o homem tinha potencial para me fazer feliz, pelo que decidi mesmo assim dar uma hipótese à relação, ainda que com aquele vazio dentro de mim (notem que há exagero aqui, sim?).
Façamos agora um fast forward para a altura em que engravidei. Nessa altura, e ainda sem saber o sexo da criança, começámos a falar mais a sério de nomes. Se fosse menina a coisa estava praticamente resolvida. Já de menino não havia maneira de adorarmos nenhum nome em comum. E por esse motivo costumámos dizer, meio a brincar meio a sério, que só para nos lixar a criança ia ser rapaz. E pois bem, se foi para nos lixar permanece a dúvida, mas que é rapaz...tudo indica que sim.
Debatemos todos os nomes de sexo masculino de caráter não duvidoso (pelo menos segundo os nossos padrões, está claro) e concluímos que não há nem um que adoremos os dois, pelo que teríamos que nos contentar com um do qual "apenas" gostássemos.
Para começar, critérios de exclusão:
Eu tenho um trauma com a minha combinação de nomes próprios (gosto deles isoladamente, não gosto deles juntos), e ele cedeu a que a criança tivesse só um nome (e neste momento sarou um bocadinho da minha mágoa de não ter um Tiago). 
O meu outro "trauma" é com nomes que meio mundo tem. Porque o meu segundo nome - que era o único do qual eu gostava em criança e pelo qual ainda sou conhecida pela família toda e alguns amigos próximos) - era partilhado durante vários anos com mais 5 colegas de turma, pelo que nunca pude usá-lo na escola (usava o primeiro, que é agora aquele pelo qual sou conhecida no trabalho). Pelo que nomes "da moda" foram todos excluídos. E os "de betinho" também, segundo o critério do homem (e se há uma lista infindável de nomes que ele chama de betinho, senhores!). 
Também queríamos um nome que permitisse algum diminutivo minimamente engraçado. 
E, last but not least, sendo eu madeirense e falando a minha família toda com sotaque madeirense, para mim também estava fora de questão aqueles nomes que em "madeirense" se dizem de forma diferente (tipo "Filhipe" e outros que tais). Não queria que a criança sofresse crises de identidade quando fosse à ilha ou falasse com os avós e tios.



Com tanta esquisitice, está bom de ver que a tarefa não poderia ser fácil, não é?
Sobrou-nos um singelo Eduardo, que inclusive foi o que chegámos a chamar à criança durante umas semanas. Entretanto lembrei-me de Gustavo, que o homem também não vetou, e lá fomos chamando "Du" e "Gu" alternadamente à criança. Ele deixava que fosse eu a escolher um dos dois, mas eu não estava a conseguir decidir-me.
Perguntei-lhe que nome o nosso filho teria se fosse ele, sozinho, a escolher, ele disse "Artur" (não desgosto mas não sou fã). E eu sugeri tirarmos à sorte. Faríamos 3 papelinhos com o nome Eduardo, 3 com o nome Gustavo, 1 com Artur e 1 com Tiago. E se saísse Artur ou Tiago tínhamos que nos comprometer a aceitar mesmo. E assim foi.
No dia em que a criança completou 23 semanas de gestação sentámo-nos no sofá, com uma camada de nervos em cima, e fizemos o sorteio. 
Uma vez li algures qualquer coisa como "Se estiveres indeciso entre duas opções joga uma moeda ao ar. No momento em que ela estiver no ar, vais saber qual a que queres". Dito e feito. No momento em que achei que poderia sair Eduardo fiquei triste. Agarrei num papel e, antes de abri-lo, a preparar-me mentalmente, disse "Vai sair Eduardo". E saiu...
Olhei para o homem, que também não me pareceu entusiasmado por aí além, e disse-lhe "Eu acho que afinal prefiro Gustavo". Quando ele me disse que afinal também achava o mesmo houve risota com fartura! Decidimos então tirar mais um papel, e se saísse Gustavo lá desempataríamos depois.
Saiu Gustavo e chegámos à conclusão, naquele momento, que era Gustavo que queríamos. Todo um sorteio cheio de regras para acabar assim, com uns pais fraudulentos - mas finalmente de acordo - a deturpar aquilo tudo mas, finalmente, com a sensação que era aquele nome que queríamos.
Gustavo. Gustavinho. Gu. Já não é só o nosso "bebé" ou o "neto" dos meus pais. Já é, finalmente, um ser humaninho com nome, o nosso Gustavo.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Road trip pelos Balcãs - Parte V (Pocitelj e Mostar)

No nosso quarto dia de viagem, deixámos a Croácia e rumámos à Bósnia-Herzegovina. Se este não foi o meu dia preferido da viagem (é difícil escolher um), está com certeza no top 3.
A passagem pela fronteira foi muito rápida mas, como disse no primeiro post, informaram-nos que no verão pode demorar horas (convém ir o mais cedo possível).
O destino final do dia era Mostar, mas antes passámos em Pocitelj, um pequeno vilarejo que fica a uns 20 minutos de distância (30 km) de Mostar. E em boa hora o fizemos.
É uma aldeia cheia de charme, construída sobre uma colina. Vê-se em não mais que uma hora mas vale tanto a pena! Fiquei completamente encantada com este lugar.
































Depois da bela surpresa que foi visitar Pocitelj, por volta da hora de almoço chegámos a Mostar - que não é menos encantadora que Pocitelj.
Ficámos alojados no City Apartment One, que tem ótimas condições, localização e relação qualidade preço (o único senão é o reduzido espaço de estacionamento - valeu-nos uma mudança de planos ao final da tarde, já que queríamos ter dado um saltinho a Blagaj e ficámos com o carro trancado por outro que estacionou atrás do nosso).
Mal deixámos as malas no hotel fomos almoçar no restaurante Harmonija com a fabulosa vista da primeira foto abaixo (não é difícil fazer uma refeição em Mostar com uma vista fabulosa, já que há n restaurantes com vista para o rio).



























O ex libris da cidade é a ponte sobre o rio Neretva, e toda a área circundante, que é maravilhosa. Há um bazar junto à ponte, com imensas lojinhas, em ruelas amorosas que percorremos sempre com o rio e as montanhas como pano de fundo.



























Vista sobre a famosa ponte, Stari Most.





Vêem-se várias alusões à guerra da década de 90 (e também se vêem alguns edifícios com várias marcas de balas, e vários cemitérios dedicados às vítimas da guerra - a grande maioria homens e jovens).



Adorei conhecer Mostar, e recomendo a 300% a visita a esta cidade.