quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ainda do fim-de-semana: o domingo

Regressei de Lisboa ao final da tarde de sábado, para domingo de manhã ir fazer o Trail das Nozes, em Gondomar. Nunca tinha feito uma corrida do género e não corria há mais de um mês, mas como fui desafiada por duas amigas que não têm tanta experiência como eu no mundo da corrida, decidi aceitar o convite e ir sem treino específico (para além do de ginásio) e sem o mínimo de expetativas em termos de tempo de prova.
A distância do trail foi de 12 km, e, segundo a classificação oficial, era um trail difícil. Tinha muitas subidas e descidas (era incapaz de fazer aquilo num dia de chuva), zonas em que só dava para passar uma pessoa de cada vez (e às vezes éramos obrigados a andar se a pessoa da frente estivesse a andar), e só havia um abastecimento de água por volta do 7º quilómetro (claramente insuficiente num dia tão quente). Estava um dia de céu aberto mas a maior parte do percurso era à sombra, no meio da floresta (o que me poupou a bela da dor de cabeça pós-corrida matinal do costume, sempre causada pelo sol).



O balanço da experiência? Muito, muito positivo. Adorei! Combinar natureza com corrida, duas coisas de que gosto tanto, soube mesmo bem. Tão bem que sou menina para ficar viciada nisto. Fizemos a prova em pouco mais de duas horas e acabámos as três sem lesões nem tombos, o que, para uma estreia, já é qualquer coisa.
Já a parte da tarde foi passada a aproveitar a tarde de verão com que o outono nos presenteou (tão bom!).



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Início de fim-de-semana por Lisboa

O fim-de-semana foi recheado de momentos maravilhosos. Entre Lisboa e o Porto, fiz vários programas espetaculares, ao ponto de sentir que já não trabalhava há uma semana.
Hoje voltámos à depressão pós-Lisboa típica dos últimos tempos, mas vamos tentar fingir que isso não existe e que está tudo maravilhosamente bem, só enquanto recordo os momentos felizes que tive por Lisboa, vamos a isso?
Sexta-feira foi dia de madrugar para apanhar comboio rumo a Lisboa e passar por lá o dia a trabalhar. Não vos consigo explicar quantas mil vezes mais feliz eu sou no horário de trabalho de cada vez que lá vou. Não há explicação possível. É a tal ponto que, naqueles dias, juro-vos que até gosto do que faço (coisa que nunca aconteceu, nem em Lisboa nem no Porto nem em qualquer outro lugar).
À noite houve jantar de equipa (onde não foi toda a gente mas foi sem dúvida o pessoal mais divertido) e, minha gente, ao tempo que eu não me ria assim! Foi absolutamente espetacular, do início ao fim. Vejam lá que até saí à noite depois do jantar (para quem não sabe, eu não sou fã de sair à noite e é programa que faço sensivelmente uma vez por ano quase, e na maioria das vezes faço um frete quando vou) e, melhor, diverti-me pra caraças.
O jantar foi na Taberna Portuguesa, na Calçado do Combro, e eu fiquei fã do restaurante. O espaço é super descontraído, a decoração é assim para o rústico, e o menu tem uns dez pratos cuja ideia é serem partilhados.

Cá está o restaurante (foto retirada do Tripadvisor. Estava tão entretida que não tirei fotos ao sítio nem à comida).


Nós éramos seis pessoas e pedimos seis pratos diferentes para partilhar. Os meus favoritos foram, sem dúvida, as migas de bacalhau e os cogumelos à Elvas. De revirar os olhos de tão bons. Os restantes também eram bastante bons. A sangria era ótima, e eu não percebo nada de vinho para dizer que ele era bom, mas lá que se bebeu bem, isso bebeu. O(s) copito(s) a mais foram o suficiente para o grau de parvoíce habitual ter triplicado e foi rir do início ao fim, ao sabor daquela comida deliciosa. Os empregados são super descontraídos e bem dispostos, também ficámos fãs do atendimento. 
Depois do jantar andámos pelo Bairro Alto, e ainda fui conhecer a Pensão Amor (eu disse-vos que saio à noite uma vez por ano, e em nenhuma delas tinha ido à Pensão Amor, por mais ET que isso me faça parecer). Foi uma noite absolutamente perfeita.
No sábado fui com uma amiga do coração (uma das minhas Marias) provar o Brunch at Tiffany's (tão bom!) no Restaurante da Cinemateca. 

(Foto retirado do Zomato)

O brunch custa 14€ e é muito bem servido, e o atendimento é ótimo. Tem uma mesa de buffet com alguns salgados (salada de quinoa, hummus, quiche) e vários doces (scones maravilhosos, bolo de chocolate, vários pães) e, para além do que estava na mesa do buffet, ainda temos direito a ovos mexidos ou benedict e a escolher entre panquecas e granola, e a um sumo e uma bebida quente.



Saímos do restaurante praticamente a rebolar. Para quem gosta de brunchs, recomendo este.


[E como o post já vai demasiado longo, conto-vos o resto do fim-de-semana num próximo post.]


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O desespero


De não se conseguir interpretar o que vai dentro de nós. De não se conseguir rotular os sentimentos (ou a ausência deles, em alguns casos). De não se saber aquilo que se quer. 
O desespero de precisar urgentemente de decifrar tudo isto que fervilha dentro de mim. E o medo ainda maior de conseguir (finalmente) fazê-lo.

Desabafo(s) matinal


- Depois de uma pessoa ter feito (a muito custo) o devido luto ao verão (e, pormenor importantíssimo, ter tirado o verniz das unhas dos pés), ele decide regressar e uma pessoa vai de viagem amanhã para Lisboa e não faz ideia do que vestir (first world problems, eu sei...).
- Pessoas que têm a bela ideia de estacionar em segunda fila exatamente na mesma linha de outro carro que já está estacionado em segunda fila, no sentido oposto. Dá demasiado trabalho andar 5 metros para a frente e deixar pelo menos uma fila de trânsito circular bem, não dá? [E nem vamos falar das que estacionam em segunda fila quando têm lugar de estacionamento 20 metros à frente]
- Era incapaz de viver no campo (adoro a natureza mas morria de tédio), mas o trânsito da cidade (e os 50 parvalhões com quem me cruzo em cada viagem que faço) tiram-me anos de vida.
[As saudades que eu tenho de ir a pé para o trabalho]


É tudo por agora. Muito agradecida pela vossa atenção.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Da amizade (além fronteiras)

Quem me segue há algum tempo sabe que tenho uma amiga russa, a Alex, que conheci durante a temporada que passei em França, em 2011 (ela continuou por lá até hoje).
Depois de termos passado quatro anos sem nos vermos e largos meses sem nenhum tipo de comunicação (e de ser impressionante como a nossa cumplicidade se manteve apesar disso), este ano já estivemos juntas em duas circunstâncias diferentes: a primeira, quando fui passar uma semana à Rússia com o senhor meu namorado, a pretexto do convite que recebemos para ir ao casamento dela, em julho, e agora ela e o marido vieram passar umas férias a Portugal.
Vieram de comboio (corajosos!), começaram a visita aqui pelo Porto, e amanhã seguem rumo a Lisboa (ela foi a Lisboa a primeira vez em 2011 - os posts da visita dela estão aqui -, ele ainda não conhece). E ontem foram jantar lá a casa.


Queríamos dar-lhes a provar comida típica portuguesa (claro!), mas como tínhamos algum receio que não gostassem de alguma coisa fizemos dois pratos: um de polvo à lagareiro (preparado pelo senhor meu namorado), e outro de bacalhau com cenoura e couve (preparado por mim). Para acompanhar fizemos batata doces às rodelas no forno e arroz. E a sobremesa foram miniaturas de pastéis de nata, comprados numa pastelaria (que os meus dotes culinários não chegam para cozinhar tal iguaria). Modéstia à parte, estava tudo delicioso. E, melhor de tudo, eles adoraram.
Acho sempre tão enriquecer qualquer tipo de convívio com pessoas de culturas diferentes da nossa, aprende-se sempre qualquer coisa, trocam-se histórias e experiências, e quando ainda por cima essas pessoas são nossas amigas, ainda melhor é. A noite passou a voar, e eu fiquei de coração apertadinho quando me despedi deles, sem saber quando nos voltamos a ver. A ver vamos se marcamos uma viagem a Paris para breve...

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Surpresas boas

Lembram-se de vos ter contado que me enchi de coragem e fui experimentar uma aula de Pilates pela primeira vez na minha vida? Pois é, entretanto já passou um mês e retirando a sexta-feira em que estava de férias a passear alegremente por Barcelona, nunca mais falhei uma aula.
E tenho que confessar que é impressionante como era grande o preconceito que eu tinha em relação àquela aula, no sentido de achar que aquilo não seria um desafio para mim, que estou habituada a máquinas de musculação e a aulas com muito mais movimento. Mas ah, como eu estava enganada!
Tenho feito a aula de Pilates Ball, que é feita com uma daquelas bolas grandes, e a aula é sempre um desafio enorme. Os exercícios, quando bem feitos, são super difíceis de executar, e quando chego a casa estou pronta para me atirar para o sofá e saltar dali apenas para a cama.


A aula é à sexta-feira, o que me tem permitido dormir perto de 10 horas (ou mais) na noite seguinte, e acordo sempre com o corpo bastante pesado, ainda a queixar-se do esforço da véspera. (e as dores que eu tive nos oblíquos, no sábado passado? é desta que fico com o six pack todo à mostra...ou então não).
Bom, isto tudo para vos assumir o preconceito que tinha, e que desapareceu todo logo na primeira aula, e foi substituído por um entusiasmo que cresce a cada aula que passa, por mais que aquilo seja só sofrer do início ao fim (masoquista sempre foi o meu nome do meio, por isso não há nada para estranhar aqui).
O facto de o professor ser um espetáculo e estar sempre com piadas sádicas ajuda bastante (porque se aquilo fosse feito em modo completamente zen eu era menina para passar a aula a bocejar). Isso e as mensagens que o meu corpo me transmite depois da aula, de que trabalhei mesmo a sério.
Não tarda nada e estou viciada nisto, é só o que vos digo. Já faltou mais.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Fim-de-semana

O sábado começou com uma manhã de ronha passado entre o sofá e algumas arrumações (andei a separar os vestidos de verão dos de inverno, que estavam todos misturados no vestuário, e senhores, a quantidade de vestidos que eu tenho!).


De tarde, e porque a chuva de que tanto se falou tardava em aparecer, aproveitámos e fomos passear. Fomos a Matosinhos e visitámos o Castelo do Queijo, que tem umas vistas muito agradáveis sobre o mar.


Depois disso houve paragem no Picaba para lanchar. Pedimos uma fatia de bolo de chocolate ou outra de banoffee (tão bom).


A temperatura estava mesmo convidativa ao passeio. E o mar estava lindo que só ele.


Ontem repetimos a rotina que tem marcado grande parte dos nossos domingos cá pelo norte: de manhã fui aproveitar que o ginásio está sempre às moscas neste dia para fazer musculação à vontade (coisa que não acontece durante a semana, em que as máquinas estão sempre cheias), e o almoço e a tarde foram passados em família, por terras do senhor meu namorado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Saudade que dói


Faz hoje um mês desde a última vez que fui a Lisboa. Não há um dia que não pense nela (sensivelmente umas 300 vezes ao dia).
A falta que me faz respirar o ar daquela cidade (mesmo que poluído. e mesmo tendo que passar sempre por Alfama e as suas peculiaridades).


[Faltam oito dias. Aguenta coração!]

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Vaidades (e compras online)

Tanto por falta de oportunidade como pelas minhas tentativas (falhadas) de entrar em modo poupança, não tenho ido às compras (acho que a última vez que o fiz foi há dois meses em Lisboa, com as minhas Marias). Mas volta e meia uma pessoa recebe emails demoníacos a apregoar descontos bem apelativos (e lembra-se que estava mesmo a precisar de renovar os botins pretos), ou então decide ir passar os olhos no site da Zara e depara-se com um vestido cinzento e rodado que não podia ser mais a minha cara, e lá comete umas asneiras. Duas, para ser mais precisa. E lindas que se fartam.


Este lindão da Zara teve que ser apertado pela minha mãe (story of my life: até os tamanhos mais pequenos me ficam largos ou compridos), mas é a coisa mais linda e maravilhosa. Estou apaixonada por ele.

Estes botins pretos, comprei-os com 50% de desconto no site da la Redoute. São de pele e têm uma coisa que eu adoro: um salto de borracha (não gosto nada do barulho do salto. aliás não gosto de nada que me faça chamar atenção.). Aqui.


[E agora é ver se consigo aguentar quieta até à Black Friday que, parecendo que não, já é daqui a um mês. O que quer dizer que o Natal também já está mesmo ao virar da esquina... me-do!]

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Factos aleatórios (não necessariamente interessantes) sobre esta que vos escreve #2


Tenho aversão a espirros. A-bo-mi-no espirros.
Criei esta aversão numa conversa que tive com uma colega, devia ter eu uns 16 anos, sobre um programa que ela viu na televisão sobre a quantidade de germes que expelimos quando espirramos, e desde então tenho aversão aos ditos. Ao ponto de (muito discretamente) suster a respiração quando espirram ao pé de mim (e de ter pavor que alguém o faça perto da minha comida, coisa que me tira logo todo e qualquer apetite).


[Em minha defesa: eu nunca vos disse que era normal. Se criaram expetativas em relação a isso, a culpa é totalmente vossa ;)]

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Aqueles momentos


Em que te despedes de quatro das pessoas mais importantes da tua vida (duas das quais já com idade avançada), e a consciência teima em pesar (às vezes toneladas) pelo facto de teres tomado a opção de viver a mais de 1000 quilómetros delas.
Não mata mas mói. Oh se mói.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fim-de-semana em casa

Como vos contei no post anterior, este fim-de-semana foi passado na Madeira. Madrugámos no sábado (e hoje) para apanhar voo às 6h da matina (que isto aqui pelo norte a quantidade de voos para a Madeira é bem menor do que em Lisboa). Depois de ter visto as previsões meteorológicas, eu ia com poucas esperanças de conseguir dar o último mergulho do ano (tanto que quase me esquecia de pôr o biquíni na mala), mas estava um dia lindo e lá fomos nós. 


Para mim, não há mar melhor que o da Madeira (nem mesmo o de Menorca). Os mergulhos na Madeira têm sempre um sabor especial, e é o único lugar onde tenho mesmo dificuldade em sair da água, de tão bem que se está lá dentro. Fiquei mais de meia hora a nadar, coisa mais maravilhosa! E o calor que estava quando fomos para a toalha secar? Uma brasa, é só o que vos digo.


De tarde andámos a passear pelo Funchal. Já tinha saudades.


E à noite houve direito a poncha caseira, feita pelos papis.


Já ontem, as previsões meteorológicas cumpriram-se e estava um dia tão, mas tão feio. O céu carregado de nuvens cinzentas, muita chuva e vento, enfim, o dia ideal para ficar em casa. Eu sou pessoa que gosta pouco de passar um dia inteiro enfiada em casa, mas não houve mesmo hipótese para passeios, pelo que o programa do dia passou-se entre o sofá (vimos o filme Wild - Livre, na tradução para português, com a Reese Witherspoon, e gostámos muito) e a cozinha, basicamente, enquanto acompanhávamos as notícias que diziam que os aviões não estavam a conseguir aterrar no aeroporto da Madeira.

Cá estão as lapas deliciosas cozinhadas pela minha mãezinha.

Apesar do domingo passado em casa, a viagem valeu muito a pena (vale sempre). Matei saudades dos meus pais e avós, comi tanta coisa boa (o brownie com mascarpone e suspiro da mãe, atum maravilhoso que não tem nada a ver com o sabor do de cá, bolo do caco feito pelos pais, pão de batata doce, queijadas, e mais uma infinidade de coisas deliciosas), trouxe comidinha da mãe que nos vai dar até metade da semana (e ainda tive direito aos habituais serviços de costureira da minha mãe, o que quer dizer que tenho dois vestidos prontinhos a estrear...ieiii!). 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Casa


As minhas férias de verão na Madeira foram há três meses. Há três meses que não vou a casa, há três meses que não dou nem recebo mimos dos meus pais e avós.
Amanhã é dia de madrugar para apanhar um avião e ir a casa matar saudades. As previsões meteorológicas não são simpáticas, mas eu prometi, quando voltei de Menorca a semana passada depois de uns dias maravilhosos de praia, que não me queixava do senhor São Pedro pelo menos até ao final do ano e vou fazer um esforço por cumprir a minha promessa. 
Que não haja muito vento no aeroporto, é a única coisa que dava mesmo jeito. Quanto ao resto, chuva ou sol, frio ou calor, venha o que vier o mais importante - mimo em doses industrais - está garantido. E o resto são meros pormenores.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Menorca - últimos dias

No terceiro dia decidimos ir conhecer as Calas Mitjana e Mitjaneta. Começámos pela Mitjana (a única das duas que tinha indicações na estrada, e que também implicava fazer um pequeno trilho a pé depois de estacionar).
Só uma das praias do primeiro dia tinha o aviso de nudismo, mas o facto é que vimos nus em todas estas praias mais escondidas. Ainda a propósito deste assunto, quando fui passear com o senhor meu namorado ao sítio onde tirámos as primeiras três fotos deste post, assistimos ao longe a uma sessão fotográfica à beira mar entre duas nuas em poses muito interessantes (o destino que iam dar às fotos é coisa que desconheço. atualizar a foto de perfil do Facebook, quem sabe :)?).



E a água? Uns 23/24ºC maravilhosos e super calma.
A única desvantagem da água quente são as belas das alforrecas. Tenho tido sorte na Madeira, onde volta e meia também as há, e nunca fui atingida por uma, mas a nossa amiga não teve a mesma sorte e ao segundo dia de praia lá foi brindada com uma queimadura nada simpática. Houve logo duas pessoas que lhe ofereceram pomada para a ferida, umas queridas (mas das dores e das comichões ela já não se livrou, coitadinha).





Depois de almoçarmos a bela da sandocha trazida do hotel (estas praias, assim como a Turqueta, onde fomos na véspera, não têm bar), decidimos partir em busca da Cala Mitjaneta que, contrariamente ao que tinha acontecido com as outras, não estava sinalizada em lado nenhum. Só sabíamos que era perto daquela onde tínhamos passado a manhã, sendo que havia trilho para os dois sentidos. Numa das nossas tentativas de encontrar a praia, passámos por 10 metros de areia (onde cabem sensivelmente dez pessoas, e tem que ser de pé) e, depois de, já de regresso ao hotel, termos feito pesquisas na internet, apercebemo-nos que aqueles 10 metros de areal eram a praia que tínhamos procurado supostamente sem sucesso. Sim, as praias são tão pequenas que eles dão-se ao luxo de atribuir um nome a 10 metros de areia.
Cá está ele, o gigante areal da Cala Mitjaneta:


A caminho do hotel, ao final da tarde, decidimos ir dar um mergulho à Cala Galdana, que está numa zona urbanizada (mas que não deixa de ser muito bonita), tem estacionamento mesmo ao pé, e é maior que as outras. De todas as praias onde fomos, esta é a melhor para ir com crianças, porque tem a logística muito facilitada. E foi aquela onde vimos mais peixes (nadámos ao pé de peixes enormes, era coisa para meter respeito).
Cá está ela, a Cala Galdana (a única onde consegui andar de um lado para o outro a passear sem ter que mudar o sentido a cada 50 metros por ter chegado a uma ponta da praia :)).



Na quarta feira de manhã ainda fizemos praia em frente ao nosso hotel (na Cala en Bosch). É engraçado que no dia em que chegámos olhei para essa praia e comentei o facto de ser bastante pequena. No último dia, depois de ter visto todas as outras, juro-vos que já me pareceu ter um tamanho bastante razoável. 
Cá está o último mergulho na Cala en Bosch:



Gostei de ir a Barcelona, mas estes dias em Menorca foram absolutamente maravilhosos. Tivemos uma sorte desgraçada com o tempo, conhecemos praias lindas de morrer, e nadei e apanhei sol até me fartar. 
Foi tão, mas tão, tão bom!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Menorca - parte II

Como o nosso objetivo era andar pela ilha a descobrir as praias mais bonitas (que acabam por estar todas relativamente perto umas das outras), e o nosso hotel era no lado oposto da ilha em relação ao aeroporto, nem hesitámos em alugar um carro. Fizemo-lo com antecedência, pela internet, e pagámos à volta de 90€ pelo aluguer de 4 dias (mais a gasolina, que nos custou uns 30€). 
[Já sabem que eu gosto de falar de preços - assunto tabu para muita gente -, não só para ajudar quem possa estar a planear férias do género mas também para quando me apetecer a mim própria relembrar a viagem daqui a uns tempos]
Depois de termos chegado no sábado, o domingo foi dedicado a conhecer as Calas Macarella e Macarelleta, cujas fotos estão no post anterior a este.
Estacionámos o carro no parque reservado às praias e fizemos um trilho bastante acessível, de pouco mais de 1 quilómetro, com alguma inclinação, até chegarmos à praia. Seria um passeio mais agradável de fazer com sapatilhas nos pés e sem tralhas de praia às costas, mas fez-se muito bem. E a recompensa de acabar o caminho e encontrar a praia Macarella é assim qualquer coisa de fantástico.
Nesse dia, passámos a manhã nessa praia, comemos um hambúrguer no bar da praia (essa tem bar, nem todas têm) e seguimos em direção à cala Macarelleta, por um trajeto curto sempre com vista para o mar (e que vista!).
À entrada da Cala Macarelleta havia uma placa a indicar que era uma praia de nudismo. Olhámos, à distância, para o pessoal que lá estava, e vimos de tudo: nus, semi nus, e os compostinhos. O senhor meu namorado e o nosso amigo, todos encalorados, seguiram à nossa frente para a praia, ansiosos por um mergulho (pelo menos foi a história que nos venderam ;)). Quando eu e a minha amiga lá chegámos, os nossos homens tinham, pelo maior dos acasos, "estacionado" as toalhas ao pé das únicas nuas jeitosas do pedaço (em defesa deles, se é para ver nus, também eu prefiro ver moças novas e jeitosas do que outros cenários - que também têm direito a exibir a sua nudez, pois está claro, mas eu também tenho direito a não adorar a cena, desde que me comporte e os respeite, que foi obviamente o que fizemos). 
Quando estávamos na praia, chegou um grupo de adultos e crianças (que falavam castelhano), que ficaram perto de nós. A reação das crianças quando se aperceberam que havia nus na praia foi tão engraçada que foi o cabo dos trabalhos para não desatarmos à gargalhada com eles (é tão difícil ser adulto às vezes).
Não sei se foi por serem as primeiras que vimos, mas as praias do primeiro dia foram as que me deixaram mais maravilhada. 
A do segundo dia - Cala Turqueta, que está nas fotos abaixo - também era lindíssima, mas como é parecida às da véspera já não causou o mesmo impacto.


[E o bom que é viajar com alguém que nos tira fotos desprevenidos a toda a hora? Ah, como eu queria que o meu homem fosse assim!]