domingo, 6 de março de 2016

Tão, mas tão bom!


Li O quarto de Jack em 2012. Adoro ler, mas tenho um problema de memória ultra curta que faz com que normalmente passado pouco tempo já me tenha esquecido de grande parte do que leio. Com O quarto de Jack isso não aconteceu. Lembro-me perfeitamente da história (inclusive de partes que não passaram no filme), lembro-me de estar a ler a parte com mais suspense da história quando ia no autocarro para o trabalho (eu até podia dizer qual é, já que o próprio trailer do filme trata de divulgar os spoilers todos, mas não me apetece) e de ter continuado a ler quando saí, porque simplesmente não conseguia parar. E lembro-me de estar super nervosa a ler essa parte. Depois de eu ter lido o livro, ele "correu" a minha sala toda, porque depois de mim a minha colega mais próxima também o adorou e "evangelizou" o resto do pessoal.
O facto de me lembrar tão bem do livro fez que com a minha vontade de ver o filme não fosse enorme. Até que ele começou a ser muito falado, e nos entretantos a Brie Larson ganhou o óscar de melhor atriz e eu não resisti.
Contrariamente ao que esperava, e apesar de já conhecer a história, voltei a ficar super nervosa na mesma parte da história, e só não chorei baba e ranho (chorei só lágrimas, para aí umas 5 vezes, sem exagero) porque estava numa sala de cinema. Estivesse eu na solidão do lar e teria sido uma choradeira sem fim.
Gostei de tudo. Aliás, adorei. Mesmo sem o efeito surpresa por já conhecer a história, foi o melhor filme que vi nos últimos tempos. Tão, mas tão bom!

sábado, 5 de março de 2016

Ninguém me leva a sério. Nem mesmo eu própria.

Foto daqui.

Depois do evento ligeiramente traumatizante que foi os 20 km de Cascais, informei os meus colegas que não me metia em provas longas tão cedo, que ia fazer uma pausa na minha (pseudo) carreira de corredora. E desde então (já lá vai um mês), fiel ao meu discurso, só corri uma vez, e foram apenas 12 km.
Pois que estava eu descansada da minha vida quando recebo um email com um link de um convite para me inscrever na Meia Maratona de Lisboa, que é daqui a duas semanas. A minha (ex fiel, atual traidora) companheira de corridas conseguiu arranjar convites e achou boa ideia arrastar-me (espero que não chegue a ser literalmente) com ela. E eu, que sou uma fácil, claro que não sei dizer que não a uma coisa destas.
Lá vou eu ter que retomar os treinos. E lá vou eu fazer a minha terceira meia maratona (5ª prova acima dos 20 km) num espaço de quatro meses. 


[Gostas pouco, gostas]

sexta-feira, 4 de março de 2016

Ah e tal, mal chegue a Portugal entro em modo desintoxicação



Para isso era preciso que as minhas compras se tivessem limitado à Victoria's Secret e ao David's tea. Mas não, decidi que era boa ideia trazer uma imensidão de chocolates (que ando a "despachar" lá no trabalho) e butter tarts (estas recuso-me a partilhar, e quase que festejei secretamente quando o ET do senhor namorado não delirou a comê-las como eu... mais sobra aqui para a lontra de serviço!) que, se não forem a 8ª maravilha do mundo, estão bem lá perto. Deliciosas é muito pouco para descrevê-las.
Não sei se devo festejar ou desatar a chorar por não existir disto por cá. Estou aqui, estou a emigrar para o Canadá.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - Parte II

Depois da viagem da quinta-feira, e com 5 horas de diferença horária em relação a Lisboa, acordei na sexta-feira ainda nem eram 6 horas da manhã (não admira, porque das poucas vezes em que me deito tarde em Portugal mesmo assim raramente consigo acordar depois das 11h). Estava um dia lindo de sol, mas com uma bela temperatura de -11ºC (e um real feel de -18º) e ainda com alguma neve que tinha caído na véspera.


Esta é a vista da janela da casa da Maria, na manhã de sexta.

Com a Maria "canadiana" a ter que trabalhar nesse dia (e ainda para mais com o frio que estava na rua), passámos o dia no centro comercial ao pé do trabalho dela (gigantesco, por sinal). 
É engraçado que num sítio como o Canadá até uma visita ao shopping acaba por ser cultural, porque há tanta coisa diferente, gira e original, que uma pessoa sente-se num mundo à parte. Desde mil e uma marcas de maquilhagem (e a Sephora a parecer quase a Zara no primeiro dia de saldos, mas num dia normal) a lojas de chás com sabores deliciosos e super originais (e aqui a Maria dos chás "só" comprou cinco variedades porque não eram propriamente baratos), à lingerie, cremes e necessaires da Victoria's Secret (que perdição!) a chocolates e doçaria diferentes dos que temos por cá, digo-vos que chegou às 17h da tarde e mal tínhamos dado pelo tempo passar.

Estava a "precisar" tanto de um estojo transparente para a minha maquilhagem que não resisti a este trio mais lindo (ou não fosse eu doida por laços).

Esta foto não é minha, mas é para ficarem com uma noção da quantidade de chás e infusões que existe no David's Tea, que para além da variedade ainda tem uma decoração amorosa (e velas com cheiro delicioso, também não resisti a trazer uma comigo).

Este é um dos pratos que provámos ao almoço. A poutine é um prato tradicional do Canadá feito com batata frita, queijo e um molho à base de carne (bastante light, portanto). Eu nem sou grande fã de batatas fritas, mas aquele molho era delicioso!

E depois de um dia inteiro de compras e como ainda só tínhamos ingerido umas 5000 calorias, a noite acabou com chocolate, chá e as Marias no sofá a ver o filme About time.


(continua...)

quarta-feira, 2 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - parte I

Foram poucos dias, as viagens custaram muito a fazer, mas a estadia foi tão, mas tão boa!
A minha ideia inicial era ir visitar a minha Maria numa época menos fria, mas quando consultei os preços para esta altura (e aliado ao facto de a Maria já estar com intenções de regressar a Portugal) e vimos passagens a menos de 500€ para Toronto, combinei com uma amiga e comprámos a passagem. Este preço era oferecido pela Lufthansa (se não estou em erro, a Tap cobrava o dobro), pelo que lá tivemos que ir fazer a escala a Frankfurt (o que geograficamente faz todo o sentido...not). Portanto foram 3 horas de voo até lá, e mais 8 até Toronto. Saímos de Lisboa às 7 h da manhã, chegámos a Toronto às 17h de lá (22 horas de cá), ou seja, estivemos um dia inteiro a viajar.
Lá chegadas, tínhamos indicação da Maria sobre os autocarros que tínhamos que apanhar para Mississauga (cidade onde ela vive, que fica nos arredores de Toronto). Não foi fácil, porque os autocarros não indicam o destino final (indicam só em que direção vão: norte, sul, este, oeste, e ainda por cima fazem-no apenas com indicação da primeira letra destas direções, ou seja, o autocarro número 1 no sentido este será o "1E"), o que fez com que tivéssemos que parar todos os autocarros número 1 que passavam até o motorista nos responder que aquele parava na estação que queríamos. A vantagem no meio disto tudo é a simpatia de toda a gente, inclusive dos motoristas, que nos ajudaram todos sempre com um sorriso no rosto.
Entrámos no autocarro certo, o motorista disse-nos que tínhamos uns 25 minutos de caminho pela frente, e o que é que as duas Marias decidiram fazer? Conversar, claro, e conversar de tal maneira que deixámos passar a estação em que devíamos sair. E só nos demos conta disso quando o motorista nos chamou e disse "Eu achei que vocês já tinham saído, coisa que já deviam ter feito há muito tempo atrás." Ups! Toca de sair, atravessar a estrada e ir esperar pelo autocarro de regresso. Esperámos para aí meia hora, debaixo de tempetaturas negativas, e com uma Maria nervosa à nossa espera em casa, já quase a telefonar para a polícia.
Ao início da noite lá aterrámos nos braços uma(s) da outra e fomos para casa festejar o aniversário da Maria que fez a viagem comigo (e que teve um dia de aniversário com 29 horas).

Não me lembro do nome do bolo, mas é de-li-ci-o-so. E os brownies não lhe ficavam nada atrás.

terça-feira, 1 de março de 2016

Já de regresso mas ainda em modo zombie


Para já, digo-vos só que adorei a viagem. Quando recuperar as energias volto para vos contar tudo (ou quase tudo, vá).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

3 + 8 horas de voo depois

Vista do oceano coberto de gelo. Nunca tinha visto tal coisa. Uau!

Neve e mais neve.


Chegámos a Toronto para encher a nossa Maria de mimo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

As Marias reúnem-se do outro lado do Altântico


Foi no início de 2012 que eu e a minha Maria deixámos de viver na mesma cidade (e Lisboa nunca mais foi a mesma sem a presença dela). E foi num belo dia de 2014 que ela decidiu mudar-se para ainda mais longe, mais precisamente para o outro lado do Atlântico.
Pois que é chegada a hora de agarrar na mala e, acompanhada de outra Maria, voar para lá e passar umas mini férias de Marias. Atendendo ao turbilhão de emoções que tem sido a minha vida nos últimos tempos, vai-me fazer muito bem afastar-me da "minha vida" durante uns dias e usar e abusar da companhia das minhas Marias lindas.
Vou tentar dar notícias antes de regressar (se não der por aqui darei com certeza pelo Instagram), mas se não conseguir fazê-lo voltamos a falar-nos a meio da próxima semana, sim?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Crónicas de uma mudança anunciada #2


Bem sei que devem existir centenas de bons professores de Zumba e Sh Bam por esse país fora, mas cada vez que penso que vou ter que abandonar os meus quase que se me dá um coisinha má.
(Não vamos nem falar no meu grupo de corrida que, aí sim, entro já em depressão. Mas diz que tenho companhia já a aguardar-me para nos fazermos à estrada pelo Porto (não é, A.?). E eu hei de vir ter com o meu grupo para uma corrida oficial ou outra. Eles que não pensem que se livram de mim assim tão facilmente.)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Das séries

Ultimamente tenho andado preguiçosa para a leitura. Já vamos quase no fim de fevereiro e ainda estou a ler o segundo livro do ano. Já as séries, e porque mudando de casa devemos perder todas as gravações da nossa box (nãoooooooo!), tenho andado a tentar despachá-las à maior velocidade que consigo.
Depois de termos acabado de ver Downton Abbey (já estou cheia de saudades, adorava aquilo), ando a acabar a Revenge (gosto bastante mas exageram na vertente de novela da coisa), e entretanto comecei a ver How to get away with a murder (ainda vou muito no início) e Empire (esta estou a ver com o senhor namorado e estou a gostar imenso).




E sugestões boas aí desse lado, há alguma?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Do fim-de-semana


Corrida matinal no sábado. Foi a primeira vez que corri depois dos 20 km de Cascais (há duas semanas) e foi custoso. Mas estava um dia lindo (retirando a parte do vento).

Tarde de cinema.

Seguida de jantarinho bom.

As saudades que eu tinha de começar o domingo no Choupana Café. Não tinha era tantas saudades de ir para o gym logo de seguida, mas lá teve que ser.

É por isto que eu me farto de treinar: sou demasiado gulosa. Hot fudge brownie do Hard Rock Café, uma perdição.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Coisas boas desta vida


Preencher, no trabalho, o documento que autoriza a gozar férias nos próximos dias. 
Na próxima quinta-feira entro em modo mini férias com as minhas Marias. O encontro desta vez é do outro lado do Atlântico, em modo ultra gelado. E eu estou a precisar tanto disto (da companhia das Marias, porque as temperaturas negativas dispensavam-se bem).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Vaidades

Ontem fui à Zara, com o objetivo de trocar uma camisola que me ofereceram nos anos (linda, mas ficava-me grande e já não havia o XS para trocar pela mesma). Como tinha "obrigação" de comprar alguma coisa, claro que não vi nada que me fizesse o coração bater mais forte (já se sabe que se tivesse entrado com o objetivo de não comprar tinha gostado de tudo e mais alguma coisa). Levei umas quatro peças para o provador (inclusive estes calções pretos a imitar pele que eu queria tanto e que, para meu desgosto, me ficavam demasiado largos) e lá achei piada a este top (tenho uma panca assumida por plissados).



Mal tinha acabado de pagar, e ainda a pensar se aquele tom de amarelo me favorece (continuo com dúvidas), os meus olhos bateram nesta saia e, aí sim, apaixonei-me imediatamente. Coisa mais amorosa! Já estava sem tempo para voltar aos provadores, mas não descanso enquanto não voltar lá e experimentá-la.



Entretanto estas também me ficaram debaixo de olho. 




Passei da panca dos vestidos para as saias, está mais que visto.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Estou cansada


Cansada de fazer de tudo um drama. Cansada de ter tanto medo de fazer os outros sofrer que acabo eu por sofrer o dobro ou o triplo que aqueles que tanto quero proteger. Cansada de tentar resolver problemas que não criei. Cansada destes sentimentos negativos que me têm assolado nos últimos dias. Cansada de ver tudo negro. Cansada de ser sempre a pior inimiga de mim própria. Cansada de ter que esconder esta minha infelicidade das pessoas mais importantes da minha vida. Cansada de fingir que está tudo bem (parece que não resulta).
Preciso desesperadamente de umas férias da minha vida.


[E não, não é só a mudança de cidade que me apoquenta. Era tão bom se assim fosse]

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Então e esse dia dos namorados?

O mais romântico e divertido de sempre, é o que vos digo. Pelo menos aquele em que tive mais surpresas foi com certeza.
O almoço teve direito à companhia da sogra (há lá companhia mais romântica que esta?) e do cunhado (mas comemos um arroz de pato delicioso).
O regresso para Lisboa, em vez das supostas 4 horas de viagem, durou 7. Uma alegria!
Surpresa n.º 1: Alfa atrasado no Porto.
Surpresa n.º 2: Trajeto intransitável entre Coimbra e Pombal (devido à chuva), toca de fazer transbordo e ir à chuva apanhar um autocarro para fazer essa parte do caminho.
Surpresa n.º 3: Autocarro avaria a meio da autoestrada e ficamos lá mais de uma hora à espera de um autocarro de substituição, ao frio (autocarro desligado e porta traseira aberta porque alguém decidiu abri-la à bruta e aquilo só fechava com o autocarro ligado).
Surpresa n.º 4: Chegamos, finalmente, a Pombal, e claro que o nosso Alfa já tinha seguido viagem. Pagaram viagem no Alfa? Temos pena, vão no regional e páram em todas as estações e apeadeiros (literalmente) que também é giro.
Surpresa n.º 5: Já comeram tudo o que tinham trazido para lanchar? Temos pena, porque o bar do comboio está fechado.
Tive ou não tive um dia cheio de surpresas?
Chegámos a casa quase às 23h, com uma fome para lá de negra. O nosso jantar do dia dos namorados? Pus uma tortilha na tostadeira, com queijo e fiambre e, garanto-vos, com a fome com que estava, soube-me a pato. Aterrar na cama, depois de uma odisseia destas, também me soube a suite de hotel de cinco estrelas. E foi o mais próximo de romântico e chique que estivemos neste maravilhoso dia 14 de fevereiro.


Mas nem tudo foi mau. A wishlist do aniversário continua a dar frutos, e recebi este colar maravilhoso da Our Sins.