sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A crise (do aproximar) dos 30


[A bater bem forte.]
Deve ser isso.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

E depois do fim-de-semana: mais uma espécie de domingo tão bom

Na terça-feira de manhã, o senhor meu namorado perguntou-me o que é que eu achava de aproveitarmos o feriado para irmos passear a Amarante. Eu, que gosto pouco de passear, adorei a ideia, pois está claro.
Fui fazer o meu treino de musculação, almoçámos por casa e lá seguimos viagem.
Estacionámos à beira-rio, numa zona que transpira paz e sossego, e começámos o nosso passeio por lá.






Depois de termos feito o reconhecimento da cidade (bem amorosa, por sinal), fomos lanchar com vista para o Tâmega, na Confeitaria da Ponte. Pedimos um de cada um dos cinco doces típicos, todos à base de creme de ovos e amêndoa (aqui vão os nomes, com uma ajudinha do google: lérias, papos de anjo, foguetes, brisas do tâmega e são gonçalos) e ficámos um bocadinho desiludidos, não porque fossem maus (de todo), mas não achámos nenhum particularmente fantástico nem único quando comparado aos doces conventuais que já conhecíamos.

Valeu muito a pena a visita a Amarante. Recomendo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ainda do fim-de-semana: o domingo

Regressei de Lisboa ao final da tarde de sábado, para domingo de manhã ir fazer o Trail das Nozes, em Gondomar. Nunca tinha feito uma corrida do género e não corria há mais de um mês, mas como fui desafiada por duas amigas que não têm tanta experiência como eu no mundo da corrida, decidi aceitar o convite e ir sem treino específico (para além do de ginásio) e sem o mínimo de expetativas em termos de tempo de prova.
A distância do trail foi de 12 km, e, segundo a classificação oficial, era um trail difícil. Tinha muitas subidas e descidas (era incapaz de fazer aquilo num dia de chuva), zonas em que só dava para passar uma pessoa de cada vez (e às vezes éramos obrigados a andar se a pessoa da frente estivesse a andar), e só havia um abastecimento de água por volta do 7º quilómetro (claramente insuficiente num dia tão quente). Estava um dia de céu aberto mas a maior parte do percurso era à sombra, no meio da floresta (o que me poupou a bela da dor de cabeça pós-corrida matinal do costume, sempre causada pelo sol).



O balanço da experiência? Muito, muito positivo. Adorei! Combinar natureza com corrida, duas coisas de que gosto tanto, soube mesmo bem. Tão bem que sou menina para ficar viciada nisto. Fizemos a prova em pouco mais de duas horas e acabámos as três sem lesões nem tombos, o que, para uma estreia, já é qualquer coisa.
Já a parte da tarde foi passada a aproveitar a tarde de verão com que o outono nos presenteou (tão bom!).



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Início de fim-de-semana por Lisboa

O fim-de-semana foi recheado de momentos maravilhosos. Entre Lisboa e o Porto, fiz vários programas espetaculares, ao ponto de sentir que já não trabalhava há uma semana.
Hoje voltámos à depressão pós-Lisboa típica dos últimos tempos, mas vamos tentar fingir que isso não existe e que está tudo maravilhosamente bem, só enquanto recordo os momentos felizes que tive por Lisboa, vamos a isso?
Sexta-feira foi dia de madrugar para apanhar comboio rumo a Lisboa e passar por lá o dia a trabalhar. Não vos consigo explicar quantas mil vezes mais feliz eu sou no horário de trabalho de cada vez que lá vou. Não há explicação possível. É a tal ponto que, naqueles dias, juro-vos que até gosto do que faço (coisa que nunca aconteceu, nem em Lisboa nem no Porto nem em qualquer outro lugar).
À noite houve jantar de equipa (onde não foi toda a gente mas foi sem dúvida o pessoal mais divertido) e, minha gente, ao tempo que eu não me ria assim! Foi absolutamente espetacular, do início ao fim. Vejam lá que até saí à noite depois do jantar (para quem não sabe, eu não sou fã de sair à noite e é programa que faço sensivelmente uma vez por ano quase, e na maioria das vezes faço um frete quando vou) e, melhor, diverti-me pra caraças.
O jantar foi na Taberna Portuguesa, na Calçado do Combro, e eu fiquei fã do restaurante. O espaço é super descontraído, a decoração é assim para o rústico, e o menu tem uns dez pratos cuja ideia é serem partilhados.

Cá está o restaurante (foto retirada do Tripadvisor. Estava tão entretida que não tirei fotos ao sítio nem à comida).


Nós éramos seis pessoas e pedimos seis pratos diferentes para partilhar. Os meus favoritos foram, sem dúvida, as migas de bacalhau e os cogumelos à Elvas. De revirar os olhos de tão bons. Os restantes também eram bastante bons. A sangria era ótima, e eu não percebo nada de vinho para dizer que ele era bom, mas lá que se bebeu bem, isso bebeu. O(s) copito(s) a mais foram o suficiente para o grau de parvoíce habitual ter triplicado e foi rir do início ao fim, ao sabor daquela comida deliciosa. Os empregados são super descontraídos e bem dispostos, também ficámos fãs do atendimento. 
Depois do jantar andámos pelo Bairro Alto, e ainda fui conhecer a Pensão Amor (eu disse-vos que saio à noite uma vez por ano, e em nenhuma delas tinha ido à Pensão Amor, por mais ET que isso me faça parecer). Foi uma noite absolutamente perfeita.
No sábado fui com uma amiga do coração (uma das minhas Marias) provar o Brunch at Tiffany's (tão bom!) no Restaurante da Cinemateca. 

(Foto retirado do Zomato)

O brunch custa 14€ e é muito bem servido, e o atendimento é ótimo. Tem uma mesa de buffet com alguns salgados (salada de quinoa, hummus, quiche) e vários doces (scones maravilhosos, bolo de chocolate, vários pães) e, para além do que estava na mesa do buffet, ainda temos direito a ovos mexidos ou benedict e a escolher entre panquecas e granola, e a um sumo e uma bebida quente.



Saímos do restaurante praticamente a rebolar. Para quem gosta de brunchs, recomendo este.


[E como o post já vai demasiado longo, conto-vos o resto do fim-de-semana num próximo post.]


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O desespero


De não se conseguir interpretar o que vai dentro de nós. De não se conseguir rotular os sentimentos (ou a ausência deles, em alguns casos). De não se saber aquilo que se quer. 
O desespero de precisar urgentemente de decifrar tudo isto que fervilha dentro de mim. E o medo ainda maior de conseguir (finalmente) fazê-lo.

Desabafo(s) matinal


- Depois de uma pessoa ter feito (a muito custo) o devido luto ao verão (e, pormenor importantíssimo, ter tirado o verniz das unhas dos pés), ele decide regressar e uma pessoa vai de viagem amanhã para Lisboa e não faz ideia do que vestir (first world problems, eu sei...).
- Pessoas que têm a bela ideia de estacionar em segunda fila exatamente na mesma linha de outro carro que já está estacionado em segunda fila, no sentido oposto. Dá demasiado trabalho andar 5 metros para a frente e deixar pelo menos uma fila de trânsito circular bem, não dá? [E nem vamos falar das que estacionam em segunda fila quando têm lugar de estacionamento 20 metros à frente]
- Era incapaz de viver no campo (adoro a natureza mas morria de tédio), mas o trânsito da cidade (e os 50 parvalhões com quem me cruzo em cada viagem que faço) tiram-me anos de vida.
[As saudades que eu tenho de ir a pé para o trabalho]


É tudo por agora. Muito agradecida pela vossa atenção.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Da amizade (além fronteiras)

Quem me segue há algum tempo sabe que tenho uma amiga russa, a Alex, que conheci durante a temporada que passei em França, em 2011 (ela continuou por lá até hoje).
Depois de termos passado quatro anos sem nos vermos e largos meses sem nenhum tipo de comunicação (e de ser impressionante como a nossa cumplicidade se manteve apesar disso), este ano já estivemos juntas em duas circunstâncias diferentes: a primeira, quando fui passar uma semana à Rússia com o senhor meu namorado, a pretexto do convite que recebemos para ir ao casamento dela, em julho, e agora ela e o marido vieram passar umas férias a Portugal.
Vieram de comboio (corajosos!), começaram a visita aqui pelo Porto, e amanhã seguem rumo a Lisboa (ela foi a Lisboa a primeira vez em 2011 - os posts da visita dela estão aqui -, ele ainda não conhece). E ontem foram jantar lá a casa.


Queríamos dar-lhes a provar comida típica portuguesa (claro!), mas como tínhamos algum receio que não gostassem de alguma coisa fizemos dois pratos: um de polvo à lagareiro (preparado pelo senhor meu namorado), e outro de bacalhau com cenoura e couve (preparado por mim). Para acompanhar fizemos batata doces às rodelas no forno e arroz. E a sobremesa foram miniaturas de pastéis de nata, comprados numa pastelaria (que os meus dotes culinários não chegam para cozinhar tal iguaria). Modéstia à parte, estava tudo delicioso. E, melhor de tudo, eles adoraram.
Acho sempre tão enriquecer qualquer tipo de convívio com pessoas de culturas diferentes da nossa, aprende-se sempre qualquer coisa, trocam-se histórias e experiências, e quando ainda por cima essas pessoas são nossas amigas, ainda melhor é. A noite passou a voar, e eu fiquei de coração apertadinho quando me despedi deles, sem saber quando nos voltamos a ver. A ver vamos se marcamos uma viagem a Paris para breve...

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Surpresas boas

Lembram-se de vos ter contado que me enchi de coragem e fui experimentar uma aula de Pilates pela primeira vez na minha vida? Pois é, entretanto já passou um mês e retirando a sexta-feira em que estava de férias a passear alegremente por Barcelona, nunca mais falhei uma aula.
E tenho que confessar que é impressionante como era grande o preconceito que eu tinha em relação àquela aula, no sentido de achar que aquilo não seria um desafio para mim, que estou habituada a máquinas de musculação e a aulas com muito mais movimento. Mas ah, como eu estava enganada!
Tenho feito a aula de Pilates Ball, que é feita com uma daquelas bolas grandes, e a aula é sempre um desafio enorme. Os exercícios, quando bem feitos, são super difíceis de executar, e quando chego a casa estou pronta para me atirar para o sofá e saltar dali apenas para a cama.


A aula é à sexta-feira, o que me tem permitido dormir perto de 10 horas (ou mais) na noite seguinte, e acordo sempre com o corpo bastante pesado, ainda a queixar-se do esforço da véspera. (e as dores que eu tive nos oblíquos, no sábado passado? é desta que fico com o six pack todo à mostra...ou então não).
Bom, isto tudo para vos assumir o preconceito que tinha, e que desapareceu todo logo na primeira aula, e foi substituído por um entusiasmo que cresce a cada aula que passa, por mais que aquilo seja só sofrer do início ao fim (masoquista sempre foi o meu nome do meio, por isso não há nada para estranhar aqui).
O facto de o professor ser um espetáculo e estar sempre com piadas sádicas ajuda bastante (porque se aquilo fosse feito em modo completamente zen eu era menina para passar a aula a bocejar). Isso e as mensagens que o meu corpo me transmite depois da aula, de que trabalhei mesmo a sério.
Não tarda nada e estou viciada nisto, é só o que vos digo. Já faltou mais.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Fim-de-semana

O sábado começou com uma manhã de ronha passado entre o sofá e algumas arrumações (andei a separar os vestidos de verão dos de inverno, que estavam todos misturados no vestuário, e senhores, a quantidade de vestidos que eu tenho!).


De tarde, e porque a chuva de que tanto se falou tardava em aparecer, aproveitámos e fomos passear. Fomos a Matosinhos e visitámos o Castelo do Queijo, que tem umas vistas muito agradáveis sobre o mar.


Depois disso houve paragem no Picaba para lanchar. Pedimos uma fatia de bolo de chocolate ou outra de banoffee (tão bom).


A temperatura estava mesmo convidativa ao passeio. E o mar estava lindo que só ele.


Ontem repetimos a rotina que tem marcado grande parte dos nossos domingos cá pelo norte: de manhã fui aproveitar que o ginásio está sempre às moscas neste dia para fazer musculação à vontade (coisa que não acontece durante a semana, em que as máquinas estão sempre cheias), e o almoço e a tarde foram passados em família, por terras do senhor meu namorado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Saudade que dói


Faz hoje um mês desde a última vez que fui a Lisboa. Não há um dia que não pense nela (sensivelmente umas 300 vezes ao dia).
A falta que me faz respirar o ar daquela cidade (mesmo que poluído. e mesmo tendo que passar sempre por Alfama e as suas peculiaridades).


[Faltam oito dias. Aguenta coração!]

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Vaidades (e compras online)

Tanto por falta de oportunidade como pelas minhas tentativas (falhadas) de entrar em modo poupança, não tenho ido às compras (acho que a última vez que o fiz foi há dois meses em Lisboa, com as minhas Marias). Mas volta e meia uma pessoa recebe emails demoníacos a apregoar descontos bem apelativos (e lembra-se que estava mesmo a precisar de renovar os botins pretos), ou então decide ir passar os olhos no site da Zara e depara-se com um vestido cinzento e rodado que não podia ser mais a minha cara, e lá comete umas asneiras. Duas, para ser mais precisa. E lindas que se fartam.


Este lindão da Zara teve que ser apertado pela minha mãe (story of my life: até os tamanhos mais pequenos me ficam largos ou compridos), mas é a coisa mais linda e maravilhosa. Estou apaixonada por ele.

Estes botins pretos, comprei-os com 50% de desconto no site da la Redoute. São de pele e têm uma coisa que eu adoro: um salto de borracha (não gosto nada do barulho do salto. aliás não gosto de nada que me faça chamar atenção.). Aqui.


[E agora é ver se consigo aguentar quieta até à Black Friday que, parecendo que não, já é daqui a um mês. O que quer dizer que o Natal também já está mesmo ao virar da esquina... me-do!]

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Factos aleatórios (não necessariamente interessantes) sobre esta que vos escreve #2


Tenho aversão a espirros. A-bo-mi-no espirros.
Criei esta aversão numa conversa que tive com uma colega, devia ter eu uns 16 anos, sobre um programa que ela viu na televisão sobre a quantidade de germes que expelimos quando espirramos, e desde então tenho aversão aos ditos. Ao ponto de (muito discretamente) suster a respiração quando espirram ao pé de mim (e de ter pavor que alguém o faça perto da minha comida, coisa que me tira logo todo e qualquer apetite).


[Em minha defesa: eu nunca vos disse que era normal. Se criaram expetativas em relação a isso, a culpa é totalmente vossa ;)]

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Aqueles momentos


Em que te despedes de quatro das pessoas mais importantes da tua vida (duas das quais já com idade avançada), e a consciência teima em pesar (às vezes toneladas) pelo facto de teres tomado a opção de viver a mais de 1000 quilómetros delas.
Não mata mas mói. Oh se mói.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fim-de-semana em casa

Como vos contei no post anterior, este fim-de-semana foi passado na Madeira. Madrugámos no sábado (e hoje) para apanhar voo às 6h da matina (que isto aqui pelo norte a quantidade de voos para a Madeira é bem menor do que em Lisboa). Depois de ter visto as previsões meteorológicas, eu ia com poucas esperanças de conseguir dar o último mergulho do ano (tanto que quase me esquecia de pôr o biquíni na mala), mas estava um dia lindo e lá fomos nós. 


Para mim, não há mar melhor que o da Madeira (nem mesmo o de Menorca). Os mergulhos na Madeira têm sempre um sabor especial, e é o único lugar onde tenho mesmo dificuldade em sair da água, de tão bem que se está lá dentro. Fiquei mais de meia hora a nadar, coisa mais maravilhosa! E o calor que estava quando fomos para a toalha secar? Uma brasa, é só o que vos digo.


De tarde andámos a passear pelo Funchal. Já tinha saudades.


E à noite houve direito a poncha caseira, feita pelos papis.


Já ontem, as previsões meteorológicas cumpriram-se e estava um dia tão, mas tão feio. O céu carregado de nuvens cinzentas, muita chuva e vento, enfim, o dia ideal para ficar em casa. Eu sou pessoa que gosta pouco de passar um dia inteiro enfiada em casa, mas não houve mesmo hipótese para passeios, pelo que o programa do dia passou-se entre o sofá (vimos o filme Wild - Livre, na tradução para português, com a Reese Witherspoon, e gostámos muito) e a cozinha, basicamente, enquanto acompanhávamos as notícias que diziam que os aviões não estavam a conseguir aterrar no aeroporto da Madeira.

Cá estão as lapas deliciosas cozinhadas pela minha mãezinha.

Apesar do domingo passado em casa, a viagem valeu muito a pena (vale sempre). Matei saudades dos meus pais e avós, comi tanta coisa boa (o brownie com mascarpone e suspiro da mãe, atum maravilhoso que não tem nada a ver com o sabor do de cá, bolo do caco feito pelos pais, pão de batata doce, queijadas, e mais uma infinidade de coisas deliciosas), trouxe comidinha da mãe que nos vai dar até metade da semana (e ainda tive direito aos habituais serviços de costureira da minha mãe, o que quer dizer que tenho dois vestidos prontinhos a estrear...ieiii!). 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Casa


As minhas férias de verão na Madeira foram há três meses. Há três meses que não vou a casa, há três meses que não dou nem recebo mimos dos meus pais e avós.
Amanhã é dia de madrugar para apanhar um avião e ir a casa matar saudades. As previsões meteorológicas não são simpáticas, mas eu prometi, quando voltei de Menorca a semana passada depois de uns dias maravilhosos de praia, que não me queixava do senhor São Pedro pelo menos até ao final do ano e vou fazer um esforço por cumprir a minha promessa. 
Que não haja muito vento no aeroporto, é a única coisa que dava mesmo jeito. Quanto ao resto, chuva ou sol, frio ou calor, venha o que vier o mais importante - mimo em doses industrais - está garantido. E o resto são meros pormenores.