domingo, 18 de outubro de 2015

É demasiada fofura junta


Madame sobrinha fez dois anos em Agosto. E eu acho um piadão ao facto de ela ainda mal falar, mas já o fazer, notoriamente, com pronúncia do norte. Coisa mais adorável!

[E pensar que daqui a uns anos devem ser os meus filhos a fazer o mesmo. Não tenho nada contra, não me interpretem mal, mas confesso que, enquanto madeirense, até conhecer senhor namorado nunca tinha imaginado tal cenário para a minha vida ;)].

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Vaidades

E o bem que sabe usar roupa nova?

Sapatunfos novos, da Gardenia.

Top da Zara.

Finalmente encontrei as calças vermelhas que procurei durante meses (em promoção online na Salsa).

E o macacão mais lindo, da Zara.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A minha terapia

Não tem sido uma semana maravilhosa, esta. Entre outras coisas, foi-me atribuída uma tarefa no trabalho que me tem deixado num stress imenso. Ontem fiz a parte mais complicada do trabalho e cheguei ao final do dia com a cabeça em água. E quando isso acontece, tudo o que mais me apetece quando saio do trabalho é isto: correr. Quando corro, acompanhada pela minha música e os meus pensamentos, todos os problemas ficam pequeninos (pelo menos durante o tempo em que estou a correr).
O meu objetivo era fazer mais de 15km, já que me inscrevi para uma corrida de 20km no final deste mês. Comecei a correr passava pouco das 18h, e estava com uma energia como há muito não tinha (as temperaturas que têm estado são uma ajuda ótima). Fui praticamente de Santa Apolónia até à Torre de Belém e juro que tive que me obrigar a voltar para trás (porque já não havia sinais de sol quando lá cheguei e eu ia sozinha), de tão bem que me estava a saber. Vi anoitecer em Lisboa, à beira rio, e foi maravilhoso. Tão lindo! Fiz a última parte do percurso já de noite (mas sempre a cruzar-me com pessoas, não deu para ter medo nenhum) e cheguei ao final de 17 km já com algum cansaço nas pernas, sem dúvida, mas tão satisfeita e com a cabeça tão mais leve. Foram, sem sombra de dúvida, os melhores 100 minutos do meu dia.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Hoje é um desses dias


Há dias em que detesto, com todas as minhas forças, aquilo que faço profissionalmente.


[isto logo, logo me passa. ah, como eu estou a precisar de uma corridinha para oxigenar o cérebro!]

Decisions, decisions...


O meu próximo aniversário (daqui a pouco mais de três meses) será num domingo. Estava a pensar comemorá-lo fazendo algo diferente. 
Primeiro ocorreu-me uma escapadela de fim-de-semana algures por essa Europa fora. Depois cruzei-me com dois programas que me trocaram completamente as voltas: Meia Maratona do Funchal, e Corrida do Fim da Europa, ambas agendadas para o dia 31 de janeiro de 2016 (exatamente o dia do meu aniversário). E comecei a achar que é um sinal de que seria giro começar o meu dia de anos a correr.

[sanidade mental: procura-se. a quem a encontrar, pede-se o favor de a devolver]

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dramas domésticos #5


(ou da sensibilidade masculina no seu auge)
Mando um e-mail com o seguinte teor ao senhor meu namorado:
- Abriram as reservas para a Restaurant Week!! Queres o restaurante x ou o y? [notem que lhe facilitei escolha, com triagem prévia dos menus] Almoço ou jantar? Sábado ou Domingo?
Resposta fofinha dele:
- Pode ser.
Por que será que me cheira que eu podia ter perguntado se ele queria ir a pé até Paris que a resposta ia ser exatamente a mesma? Fofiiiinho!

[não fosse eu tão lambona e o que ele merecia era não irmos a restaurante nenhum, para ele ver o que é bom para a tosse. mas para isso era preciso eu ter força para resistir. pois...]

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Do fim-de-semana



O Joaquín deu-me a desculpa que eu precisava para passar dois dias muito caseiros entre leituras, séries e muitas calorias.
A sexta-feira acabou com uma ida ao gym e uma receção em casa com uma bela pratada de sushi.
No sábado, as saídas limitaram-se a uma ida ao supermercado para abastecer para a semana. Perdi a conta à quantidade de episódios de séries que vi (entre The Middle, Breaking Bad e Hart of Dixie, que terminei finalmente e que nunca me deixou especialmente fã). Entretanto comecei a ler "A rapariga no comboio" e já o deixei praticamente a meio.
O dia de ontem teve direito a ida ao gym (depois de tomarmos o meu pequeno-almoço preferido de Lisboa) e a arrumações (já arrumei as sandálias e demais roupa de verão e desempacotei botas e afins. conformei-me que o verão já era, portanto. agora vê lá se tens juízo, sim, senhor S. Pedro?) e a mais séries e mais leitura. Tanto que terminei o livro que tinha começado na véspera. 
Não é uma obra prima e tornou-se previsível numa dada altura (para dizer a verdade eu estava obcecada com isto desde metade do livro, já que já tinha lido n comentários a dizer que o livro é previsível, e já só pensava "ai de mim se também não descubro quem é o culpado antes de ser relevado"), mas é de leitura super fácil (compulsiva até, diria eu) e consegue prender completamente do início ao fim, pelo que lhe dei 4 estrelas no Goodreads.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

E a sexta-feira tornou-se um dia ainda melhor


Não é que este dia precisasse de ajuda para ser especial, mas agora que comecei um curso de inglês, no trabalho, à sexta, ficou ainda melhor. Passaram a ser, sem dúvida, as melhores duas horas da minha semana de trabalho.
Cada dia que passa gosto mais de aprender línguas estrangeiras (ou de aprofundar as que já sei, porque o cérebro tem os seus limites e acho que já me chegam as que sei). E cada dia que passa desconfio mais de que seria esta área que me faria mesmo feliz a nível profissional.


[nunca é tarde para mudar, eu sei. mas o comodismo é tramado. oh se é...]

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Do programa da tarde de ontem

O pano de fundo da nossa corrida. Um dos meus preferidos.

Não liguei a aplicação que costumo usar para correr. Sei que foram à volta de 10 km porque conheço aquele percurso de cor e salteado. Sei também que fomos mais devagar do que costumo ir, a conversar o tempo todo, e se vos disser que cheguei a casa tão cansada como se tivesse vindo diretamente do trabalho para casa não estarei a exagerar. O cansaço era pouco ou nenhum (a diferença que fizeram a temperatura e o ter diminuído um pouco a minha velocidade habitual! cheguei a casa a pensar que se for assim devagarinho num dia de temperaturas amenas, faço os 20 km que me esperam para breve com bastante facilidade até).
Sabem aquelas pessoas que estão sempre com um sorriso na cara e de bem com a vida? É assim a minha amiga, desde que a conheço (e já lá vão muitos anos). Conversámos o tempo todo e nem dei pelo tempo passar. Não corria acompanhada há já algum tempo, e soube tão bem!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Das amizades (e do desporto)

Durante o 2º ciclo de escolaridade, eu tinha uma melhor amiga que o era basicamente só de nome, porque o que ela fazia era deixar de falar comigo dia sim, dia sim, só porque...sim. E eu, que sou masoquista basicamente desde que vim ao mundo, sofria horrores por aquela rapariga (arrisco-me a dizer que rapaz nenhum, até hoje, me fez chorar tanto como ela). No 3º ciclo acordei (ligeiramente) para a vida e arranjei outras amizades. Éramos um grupo de quatro, sendo que uma delas ganhou o título oficial de melhor amiga (as raparigas e aquela coisa de se ter que ter oficialmente uma única melhor amiga, com um compromisso mais sério do que qualquer namoro).
No secundário elas foram as três para a área de ciências e eu lá fui, sozinha e abandonada, para a área de humanidades. O que eu sofri com isso! O secundário passou-se, com elas cada vez mais próximas umas das outras, e eu cada vez mais distante.
 
 
Uma dessas minhas amigas (curiosamente uma que nunca teve o "título" de minha melhor amiga) é, de todas as minhas amizades antigas, aquela que mais questão faz de manter contacto comigo (chego a sentir-me mal, porque apesar de passarmos anos sem nos vermos, quando isso acontece é quase sempre por iniciativa dela). Agora estamos as duas por Lisboa (coisa que não vai durar muito tempo) e combinámos encontrar-nos. Quando ela me sugeriu, entre vários programas, uma corridinha, aqui a viciada em desporto escolheu logo essa opção.
Pelo que me espera um final de tarde a partilhar um dos meus grandes prazeres atuais (a corrida) com uma amizade já bastante antiga, daquelas que por mais tempo que passe sabemos que está lá. E não faço ideia se ela corre muito, pouco, rápido ou devagar, mas hoje isso é o que menos importa. Hoje, o que importa é que vou correr muito bem acompanhada.
 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Da saudade

 
 
Quando acabei o curso, em 2009, tive a oportunidade de voltar para a Madeira. Foi por opção que fiquei em Lisboa. Mas há momentos em que bate uma saudade que fere o peito.Como aquela que me bateu esta manhã.
 
[diz que faltam pouco mais de três semanas para uma escapadela de fim-de-semana. aguenta, coração!]

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Compras da nova coleção (mas que de outono/inverno têm muito pouco)

Ou nada, a bem dizer.



Passei da panca por vestidos para a panca por macacões (ou antes para as duas juntas), principalmente os de calção (muito úteis para a nova estação...not). Ontem trouxe este comigo da Zara, que é só assim a coisa mais linda (esta imagem, tirada no site, não lhe faz jus).

E este top também veio comigo. Fiz um esforço enorme para não trazer antes a versão pérola ou a vermelha (ando a fazer um grande esforço para fugir dos básicos e dos padrões lisos, mas isto é uma coisa que leva tempo. muito tempo...).

[Agora é só esperar que o sol volte a dar um ar de sua graça, a ver se não tenho que esperar para a primavera para estrear as minhas lindezas.]

domingo, 4 de outubro de 2015

Acabar o fim-de-semana assim


Fomos ao teatro, programa que eu (não sei bem porquê mas) não fazia há sensivelmente 500 anos. E saí de lá com a promessa de não voltar a deixar passar tanto tempo. 
Vimos a peça "Nome próprio", uma comédia bastante engraçada. Gostei!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cruzeiro pela Turquia e Grécia - última parte (e um banho de realidade pelo meio)

E assim chegamos aos últimos dias da minha viagem maravilhosa entre a Turquia e a Grécia. O dia 7, sexta-feira, foi ainda passado a bordo do Celestyal Cristal.
A última paragem antes de Istambul era em Lavrion, a 1 hora de Atenas, sendo que o barco só ficaria parado naquele porto durante cinco horas. Pesquisámos e não encontrámos nenhuma opção de transportes públicos viável que nos levasse a Atenas, pelo que a opção era ficar no barco (e desperdiçar a oportunidade de ficar com um cheirinho de Atenas) ou pagar 68€ por pessoa (auch!) e ir na excursão programada pelo navio conhecer a Acrópole e pouco mais. 
Foi então a única excursão que fizemos e, da minha parte, apesar de ser claramente um abuso de preço para aquilo que oferecem (transporte em autocarro, ida e volta mais visita à Acrópole com direito a excplicações - tanto sobre a Acrópole como sobre toda a história da Grécia até à atualidade), atendendo a que era a nossa única opção para conhecer Atenas, não me arrependi nem um pouco (apesar de tencionar voltar com mais tempo). 

Dispensa apresentações.





A Grécia tem à volta de 11 milhões de habitantes. Quase metade está em Atenas (portanto este aglomerado é apenas um pequeno exemplo do que é aquela cidade em termos de contruções).

Antes do meio dia já estávamos de volta ao barco, desta vez para já só sair de vez, na manhã do dia seguinte, em Istambul. Istambul é linda de qualquer forma, mas num dia de sol como este (ao contrário do que tinha acontecido na semana anterior) é ainda mais.

Não, não é Nova Iorque. É mesmo Istambul.

A vista da Mesquita Azul e da Hagia Sofia, ainda dentro do barco.

O resto do Sábado (e a manhã de domingo) foi para aproveitar a cidade maravilhosa que é Istambul. Visitámos a Mesquita Azul e a Hagia Sofia (contruções fantásticas, não conseguia parar de olhar para elas) e ao final da tarde fomos passear ao Grand Bazaar, um dos maiores e mais antigos mercados cobertos do mundo (onde, mais uma vez, perdi a cabeça e comprei um anel e um pendente de prata que são a coisa mais linda).


Eu juro que o calçado igual e a perna levantada não foram combinados (somos pirosos mas com limites).


O dia em Istambul foi mágico, maravilhoso. Já a noite foi devastadora, e eu passo a explicar o porquê. Estávamos nós a chegar ao hotel vindos do Grand Bazaar, já o sol se estava a pôr, quando começámos a ver imensos refugiados (durante o dia não sei onde andam, porque na manhã seguinte voltaram a desaparecer completamente). O primeiro que me deixou toda arrepiada foi um menino que não devia ter mais de 4 anos, que estava sozinho, sentado a um canto, com dois pacotes de lenços na mão (devia estar a vendê-los), com a mãozinha levantada mas a dormir um sono profundo. Uma criança, quase um bébé, a vender lenços de papel para sobreviver. Depois disso vimos vários grupos de meninas, também elas sozinhas, que não tinham mais de 10 anos. Casais novos com bébés ao colo eram muitos também. Todos a pedir ajuda. E nós com uma sensação de impotência tremenda por não conseguirmos ajudar todos.
Houve outra menina que também me tocou particularmente porque estava sozinha e não devia ter mais de 4 anos. Fomos ter com ela, demos-lhe água e comida (e foi uma espécie de alívio quando ela começou a brincar com a comida em vez de comê-la, queria dizer que não estava esfomeada) e sorria e brincava sozinha, com um ar feliz de quem não faz ideia do que está a passar (entretanto chegou ao pé de nós uma senhora mais velha, que devia ser avó da menina).
Uma pessoa vê estas cenas na televisão e fica bastante sensibilizada, mas assistir ao vivo é mil vezes mais doloroso.  Só conseguia sentir-me estúpida e fútil ao pensar nas compras supérfluas que tinha andado a fazer durante a tarde, quando aquelas pessoas não têm absolutamente nada. E pensar que há gente que é contra acolher estas pessoas que perderam tudo (e que a única coisa que fizeram para isso foi nascer no país errado), e dar-lhes uma vida digna, é coisa que eu nunca vou entender, independentemente do argumento que usem. A incapacidade que tanta gente tem de se pôr no lugar do outro mete-me nojo, muito nojo.
Bem, adiante. Na manhã do dia seguinte aconteceu o que tinha acontecido na véspera: nada de vê-los em lado nenhum (o que foi uma pena, porque não consigo pensar num destino melhor para dar às liras que não tínhamos gasto quando a viagem chegou ao fim).
E foi assim que deixámos Istambul, com um banho de realidade que nos faz pensar no quão injusta é a vida, que permite a uns tirar férias de 10 dias no estrangeiro, enquanto a outros tira tudo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Momentos constrangedores da vida duma pessoa

 
Chegar a casa de uns amigos para jantar e descobrir, depois de já estarmos todos sentados a confraternizar, que o anfitrião faz anos.
 
[desculpa nº 1: são amigos a  casa de quem costumamos ir jantar com alguma frequência, daí não termos feito nenhuma associação imediata.
desculpa nº 2: eu até sou boa nesta coisa de datas (até tenho o dom de me lembrar todos os anos de aniversários de pessoas que não me dizem absolutamente nada, só porque é uma data fácil de decorar). no ano passado, por exemplo, fui eu que lembrei senhor namorado do aniversário deste mesmo amigo - que é meu amigo por via de senhor namorado, portanto ele teria mais "obrigação" de se lembrar do que eu.
desculpa nº 3: o raio do homem decidiu tirar a data de nascimento do Facebook, aquele lembrete infalível.
desculpa nº 4: ok, somos uns amigos da caca, não há desculpas plausíveis para isto.
 
O que vale é que eu fiquei claramente mais incomodada com o sucedido do que o aniversariante.