Em que te ofereces para pagar os cafés e, segundos depois, apercebes-te que tens qualquer coisa como 0,20€ na carteira. Menos mal que estava com uma pessoa com quem tenho alguma confiança, senão tinha me enfiado no buraco mais próximo...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Mais Praga
Pormenores fofinhos (à porta de uma loja que vendia o tipo de louça que está no enfeite).
Vista do castelo sobre a cidade
(uma questão de extrema importância, já agora: ao terceiro dia descobri, pelas observações que fiz a maiores entendidas que eu no assunto, que as mulheres que usavam chapéus com laços os metiam para trás, e não para o lado como eu usei. a modos que no último dia já fiz como elas, mas continuo sem saber se há alguma "regra" a seguir ou é ao gosto do freguês. alguma fashionista desse lado que saiba esclarecer esta alma inquieta?)
Prato típico: mistura de pato e porco com dumplings (esta espécie de pão de milho) e duas variedades de couves (com demasiado tempero, para meu gosto).
No que respeita à alimentação, a maioria dos restaurantes tinha menus que incluíam uma sopa (que de sopa tinha pouco), um prato principal (que acabava por levar sempre carne vermelha e batata) e sobremesa.
Fomos a um numa das margens do rio, ao pé da ponte D. Carlos (chama-se Pod Vezi), que tinha um menu por 240 coroas/9,60€ (sem bebida. mesmo assim acho que foi o mais caro onde comemos), que praticamente me pôs a adorar carne de coelho (que não é das minhas preferidas) e que tinha o melhor tiramisú de sempre, absolutamente maravilhoso. Gostámos tanto que no dia seguinte estávamos lá batidos outra vez... mas o empregado partiu-me o coração ao dizer que já não havia tiramisú (foi um momento doloroso). Ainda tentou compensar-me com uma panna cotta de pistachio boazita (só porque tudo ali era bom) mas nada como a sobremesa fabulosa da véspera.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
De volta à realidade
Gostámos taaaanto de Praga!
Não fosse a comida (já se sabe que em país nenhum do mundo se come melhor que em Portugal) e o calorzinho agradável (esta manhã, acordei às 8h30 e o meu telemóvel marcava -6ºC de temperatura exterior) e era menina para me mudar para lá.
Fomos no Sábado de manhã, voltámos ao final da tarde de hoje, e tivemos mais do que tempo suficiente para ver (e rever) o mais importante.
Mas o mais giro é ver as fotos, certo? Então vamos às do primeiro dia.
A vista do avião no voo de ida. Montanhas cobertas de neve.
Não é a coisa mais linda a cama do nosso quarto? Quarto esse que foi escolhido por senhor namorado.
Mais um pormenor do quarto (que, no total, era quase maior que o apartamento onde vivemos). O hotel foi o Residence Bijou de Prague, que tem uma relação qualidade preço mesmo boa (apesar do isolamento sonoro para os outros quartos ser péssimo. menos mal que desta vez não ouvimos manifestações amorosas, mas sim um homem que praticamente gritava numa língua imperceptível a partir das 6h da matina).
Primeiro passeio para reconhecimento da zona e deparamo-nos logo com esta maravilha. Catedral de S. Vito ao anoitecer. Linda (a qualquer hora do dia, pois claro).
Há trdlenik's à venda, literalmente, em cada esquina (e pronunciar estes nomes fofinhos? uma comédia). Nós provámos o nosso primeiro praticamente na primeira esquina que no apareceu à frente, porque eu me recusava a descobrir apenas no último dia que aquilo era a melhor iguaria de sempre e que me tinha passado ao lado durante aqueles dias. Não é, mas também não é nada má. É uma espécie de pretzel sem a parte da massa, com açúcar em quantidade suficiente para encher um saco de 1kg provavelmente (mas não vamos falar em assuntos tristes como os vários kgs que devem ter vindo de volta comigo, sim? e não me refiro à mala, não, que compras foram só mesmo ímans para o frigorífico).
Praça velha by night. Cheia de barraquinhas fofas de Natal, e com um pinheiro lindo.
Eu volto com mais fotos, assim que fizer um best of das 300 e muitas que tirei, sim?
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sábado, 6 de dezembro de 2014
Hello from Prague
E o destino escolhido pelo senhor meu namorado foi Praga. Muito bem escolhido, por sinal. O nosso quarto é liiindo e o (pouco) que já vimos ainda mais. Está um frio assim meio para o doloroso (e eu estou a chegar à conclusão que não há luvas nem calçado que não deixem passar frio), mas há decorações e mercados de Natal lindos para compensar. Amanhã é dia de ser pirosona e percorrer a cidade com o meu casaco de pêlo (aquele que senhor namorado adora) e o meu chapéu lindo que ainda não tive coragem de levar a passear em Lisboa (porque é que estas coisas são tão mais simples no estrangeiro?).
Estou feliz. E é isto.
E eu queria partilhar uma foto, pois queria, mas o senhor meu tablet não me deixa fazê-lo para o blogue, vá-se lá perceber porquê.
Aqui vamos nós...
Feliz ou infelizmente, nós não somos aquele casal que tudo o que um adora, o outro delira. Não. Um dos temas onde isso se nota é nas viagens: adoramos os dois viajar, mas nem sempre os destinos de sonho de um são os do outro. A modos que normalmente é uma vez a cada um a escolher o destino e assim ninguém se queixa.
A última viagem grande que fizemos (NY) foi quase um favor que ele me fez (como é que é possível? mas é, garanto-vos que é), pelo que escolheu ele a próxima. Que tem muito a cara dele mas, lucky me, também é um destino que me agrada e muito. Pelo que a ideia é andarmos os dois felizes e contentes nos próximos quatro dias.
Até já, pessoas, e bom fim-de-semana prolongado. O nosso tem tudo para ser espectacular!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Da crueldade
Pior que um namorado que se corta na altura de ir comigo ao ginásio (e eu, como sou uma fraca, perco logo a pouca vontade de ir), só mesmo um namorado que, além de se cortar a ir comigo ao ginásio, ainda me sugere irmos lanchar a um sítio onde eu não consigo (pura e simplesmente não consigo!) resistir aos bolos de chocolate.
Ao menos que optasse por uma das duas, mas não. E diz ele que gosta de mim...'tá bem, 'tá.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Be careful what you wish for
Prefiro mil vezes as épocas agitadas no trabalho, aquelas em que mal temos tempo de respirar entre um trabalho e outro*, às épocas mais calmas. Porque é nessas alturas que me sinto mesmo útil, para além do que nem dou pelo tempo a passar (que é o que se quer quando não se tem propriamente o emprego dos nossos sonhos, certo?).
*Isto assumindo que continuo a ter horários minimamente decentes, claro.
domingo, 30 de novembro de 2014
Desabafos
Desde que estamos juntos que temos planos de (algures num futuro que me parecia tão longínquo...) deixar Lisboa e rumar a norte para lá construirmos a nossa família. Lá estaremos mais perto da família dele (já que perto da minha é mais complicado) e o nosso salário (que se manterá, porque a ideia é pedirmos transferência, mantendo o mesmo trabalho) valerá um pouco mais (já que em Lisboa é tudo mais caro).
Eu gosto de mudanças e não tenho dúvidas de que é a melhor opção a tomar, mas agora que ele começa a mostrar vontade de ir, confesso que a ideia me deixa de coração (muito) apertado.
Ontem saímos para passear, ele é que escolheu o destino, levou-me ao meu lugar preferido de Lisboa (sem sequer pensar que o estava a fazer), e quando me sentei ao pé da ponte a olhar para o rio só me apeteceu chorar.
Não sei se está para breve ou não (não depende só de nós, temos que pedir autorização no trabalho e o "sim" pode demorar a chegar) mas seja quando for, duma coisa tenho certeza: vai doer, vai doer muito deixar Lisboa.
sábado, 29 de novembro de 2014
Sushi e romantismo
Tempos houve em que eu achava que me podia alimentar só de sushi para o resto da vida e ser feliz. Pois agora, volta e meia saio do restaurante enjoada e não posso ouvir falar no petisco durante meses. Foi o que voltou a acontecer hoje (deitando por terra os nossos planos de fazer o nosso jantar de Natal a dois no famoso Sushic).
No meio disto tudo há uma coincidência estranha, mas feliz: é que eu e senhor namorado podemos ter falta de sintonia em muita coisa (livros, filmes, vontade de ir ao gym) mas, vá-se lá perceber porquê, quando é para enjoar sushi, enjoamos sempre os dois juntos. É ou não é bonito, hã?
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Please make them stop!
Socorro, não páram de me chover e-mails demoníacos!
Ele é a Pepe Jeans que está com 40% de desconto em tudo até às 23h de hoje, ele é a Zara que vai ter 20% em tudo amanhã, ele é a Mango que vai ter 30% em tudo de amanhã a Domingo.
Isto de serem as minhas lojas preferidas todas duma vez não está com nada, senhores, é que uma pessoa nem sabe para que lado se vira .Se bem que não se devia virar era para lado nenhum, que as minhas necessidades de roupa, a bem dizer, são zero.
Posso sempre aproveitar para tratar de alguma prenda de Natal, nem que seja para mim própria.
Lancem os foguetes
Demorei três meses a ler isto, t-r-ê-s! Diz que ganhou o Man Booker Prize em 2010. Pois eu digo que é uma grandessíssima seca.
É só a coisa mais chata que li na última década. E mesmo assim aguentei até à última página (com a leitura de outro livro pelo meio, senão arriscava-me a morrer de tédio). Masoquista, eu? Que ideia!
O meu salvador nos entretantos foi este, que papei em três tempos. Está muitíssimo longe de ser uma obra prima, mas era mesmo o que eu estava a precisar. Leve, divertido e dá vontade de ler tudo duma vez, tal é a curiosidade que desperta pela continuação da história. Neste momento estou a ler outro da mesma colecção (estou tão traumatizada que não consigo pegar ainda em livros com muita substância), chama-se Los Angeles, e a minha opinião, para já, é semelhante à do primeiro.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Dos vizinhos que nos aterraram no andar de cima há uns meses
Um casal em lua-de-mel (daqueles que não é propriamente discreto a expressar o amor que os assola). Que tem o quarto exactamente por cima do nosso. Num prédio mais velho do que os meus tetra-avós.
Não é preciso explicar mais nada, pois não?
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Terça-feira
Estreei a minha camisola preta às bolinhas brancas e recebi elogios das colegas.
Recebi a pulseira personalizada que encomendei para oferecer a sodôna mãe no Natal, e ficou absolutamente fantástica.
Acabei a parte mais difícil de um trabalho (muito, muito) chato que me anda a atormentar há meses.
Terminei a tarde com a minha aula preferida no gym com o meu professor preferido.
Tirei do estendal a segunda máquina de roupa em dois dias (obrigada pelas tréguas S. Pedro, podes voltar à carga).
Há dias bem piores.
A camisola nova é esta...
E foi usada com estes calções...
...este casaco, e umas sabrinas pretas.
Sabe tão bem usar roupa nova, não sabe?
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Esta minha vizinhança...
Já vimos um pouco de tudo na zona onde moramos (há quase dois anos). Ou achava eu que tínhamos visto. Infelizmente, a vista da nossa janela, tanto a da sala como a do quarto, é o prédio da frente, que é arrendado a turistas, pelo que, na maioria do tempo, temos sempre as cortinas fechadas. Pois que hoje senhor namorado ia todo descontraído deitar um olho à rua (através da janela que tem vista para uma casa-de-banho) quando se vira para mim com ar de susto e me diz "Tu não vais acreditar no que eu acabei de ver.". Claro que não resisti à curiosidade e deitei o olho.
Pois não é que a nossa vizinha temporária achou que era boa ideia fazer um number 2 de janela escancarada, descontraída da sua vida? Fechámos a cortina e desatámos às gargalhadas.
É isso ou desatar a chorar com a quantidade de cenas surreais que presenciamos aqui nas redondezas. Mesmo...
domingo, 23 de novembro de 2014
És uma mulher ou um rato, Gelatina Maria?
Andei a namorar este casaco durante umas semanas. Ontem lá fui à Zara experimentá-lo. Gostei (muito) dele, e a minha amiga também me deu parecer positivo. O único senão: o medo de ser olhada de lado quando chegasse ao trabalho vestida com isto. Mesmo que eu, racionalmente, ache que não há problema absolutamente nenhum em usá-lo nesse contexto, não fico ridícula, o casaco tem bom ar, é uma lareira ambulante e, mais importante de tudo (ou que deveria ser, pelo menos), gosto dele e sinto-me bem com ele. Fiz todo este discurso em voz alta e convenci-me a mim mesma. Toca então de trazê-lo para casa.
Pois que vai de chegar a casa toda contente, vesti-lo para mostrar a senhor namorado, e é ver todo um ar de susto a assolar o rapaz.
Eu jurei-lhe a pés juntos que é moda e que há montes de modelos à venda em todas as lojas. Ele jura a pés juntos que ainda não viu ninguém na rua com isto (damn it! a verdade é que eu também não.). E com isto, claro que todas as minhas inseguranças voltaram, e a vontade de ir devolvê-lo também. Acontece que eu gosto do casaco (já tinha dito, não já?) e se o fizer quer apenas dizer que sou um rato, sem um pingo de personalidade. E tenho dito.
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