segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Aquele momento embaraçoso



Em que uma colega de trabalho está com problemas no computador dela e te pede para fazeres login com o teu user e, daí a momentos, completamente distraída, ela abre o teu e-mail (achando que era o dela) e dá de caras com um um mail ultra mega lamechas de senhor teu namorado (que a deixou mais embaraçada que a mim própria).



Senhor namorado diz que não tenciona meter os pés na minha sala no mínimo nas próximas três semanas. (se eu podia ter ficado calada e não lhe ter contado nada? podia! mas eu lá conseguia aguentar sem gozar um bocado com ele?)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Adoro


Pessoas que justificam erros ortográficos que são considerados como tal desde que eu me lembro de existir com pérolas do género "isto agora com o acordo ortográfico nunca se sabe...".

Acabei de "ver" acontecer na pergunta diária que a Porto Editora publica no Facebook. A pergunta era se se escreve "leste" ou "lês-te" para o passado do verbo ler na segunda pessoa do singular. Não saber a resposta é mau...mas justificá-lo com o novo ortográfico é mesmo perder uma bela oportunidade de ficar calada.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Doce ilusão

Eu não tenho balança em casa. E após o trauma de ter regressado de França em 2011 em modo hipopótamo, ganhei uma aversão de tal tamanho às ditas cujas que optei por fingir que elas não existem. E tão feliz que fui em todo esse tempo de ignorância (há mais de um ano que não me pesava). Até que me inscrevi num ginásio que tem uma balança. Uma pessoa entra pela zona de tortura dentro e ali está aquele pequeno demónio a olhar para nós. 



E eu andava a conseguir ignorá-la tão bem, até que hoje estava com duas colegas e toca de se irem pesar. Pesa-se uma, pesa-se a outra, e olham para mim. E eu, que sou a mais magra das três, não querendo passar a imagem de maníaca obcecada com este assunto (que não sou), benzi-me interiormente, e toca de subir a medo. E os meus olhos não queriam acreditar no que viram. O pequeno demónio mostrava o peso que eu tive durante anos, antes de ter vivido em França. Quarenta e nove quilos (ter em conta que eu meço 1,58m e as minhas mamas são assim meio para o inexistente).
Fui a correr esfregar aquilo na cara de senhor namorado, isto porque ele tenta constantemente - com sucesso - fazer-me sentir o pior ser humano à face da Terra por não ser dadora de sangue (eu tiro um mini frasco para fazer análises e quase que desmaio). Toma lá seu desgraçado: eu NÃO posso dar sangue. (não, não tenho orgulho nisto. ainda para mais porque nesta altura tenho um familiar próximo que se não fossem os dadores de sangue - e brevemente de medula, assim esperamos - já tinha ido desta para melhor).

E eu estaria para aqui toda contente da vida com os meus 49 kg  se acreditasse verdadeiramente neles. É que ninguém me tira da cabeça que tiraram, no mínimo, três kg àquela balança, para deixar todas as mulheres que frequentam o ginásio a pensar que finalmente encontraram o seu milagre anti gorduras e que vão ser fiéis àquele ginásio até ao fim dos seus dias.

domingo, 13 de outubro de 2013

Leituras

Este livro de 600 e muitas páginas é composto por pequenas crónicas sobre todos os assuntos e mais alguns.
Tem crónicas tão intimistas que, ao longo do livro, fui ficando com a sensação que quase que já conhecia pessoalmente o autor. Depois tem outras muito engraçadas sobre assuntos que toda a gente vive mas às vezes nem pensa sobre eles (do género, sobre a voz que "ouvimos" na nossa cabeça quando estamos a ler em silêncio). Mas também tem outras crónicas que não achei grande coisa. De uma forma global, não fiquei fascinada mas gostei.

Este livro conta a história duma mulher que perdeu o filho e o marido num atentado em Londres. 
Eu gosto de histórias dramáticas e bem cinzentonas, mas esta está escrita de forma tão crua e sem floreados e mostra de tal forma o quão baixo se pode descer que sinceramente... não consigo dizer que gostei. Mas dei-lhe três estrelas no Goodreads.

Ao jeito de George Orwell, esta é uma crítica - muito bem feita - aos ideais comunistas propostos na Rússia na época de Estaline. Gostei muito (apesar da moral da história nos deixar um tanto ou quanto deprimidos). (pronto Maria, finalmente li o teu livro preferido!).

sábado, 12 de outubro de 2013

Do início do fim-de-semana

O Sábado começou com duas aulas no ginásio: uma de dança, super divertida (acho que estou a ganhar o jeito para a coisa...ou a ficar menos desajeitada, pronto), e outra horroroooosa, o inferno na terra chamada 3B (o que uma pessoa não faz pela esperança remota de ficar com o rabo rijo).

Seguiu-se um almoço delicioso na Creperie da Ribeira (onde fui matar saudades de um dos responsáveis pelos 9kg que ganhei quando vivi em França: galettes, que são uns crepes versão salgada feitos com farinha sarraceno). Por menos de 10€ por pessoa saímos de lá muito satisfeitos e de barriga cheia.

(foto roubada do facebook deles)

E depois não resisti a quebrar a promessa de não comprar livros tão cedo, já que fui investigar as opiniões sobre a nova Nobel da Literatura no Goodreads e parece que a coisa promete (apesar de ser um livro que reúne vários contos - ao que parece é típico na escritora - que é algo que não costuma chamar muito por mim). Uma pessoa acha que sabe alguma coisa de literatura e pimba, para não variar toma lá mais uma vencedora do Nobel de quem nunca ouviste falar.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Foi só eu reclamar que andava muito esquisita

E eis que a minha veia consumista despertou de um sono profundo. E lá vieram estes jeitosos hoje para casa comigo (para fazer companhia às demais aquisições recentes).

(a estes vou tirar a corrente de trás, acho que lhes tira o ar fofinho das missangas)

São ambos da Stradivarius (marca a que eu até costumo torcer um bocado o nariz no que toca à roupa. calçado é uma estreia...vamos lá ver se a coisa corre bem.).

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Não é como ir a Roma e não ver o Papa

Foto minha do Verão de 2013

É pior, muito pior. Pesssoas, estão absolutamente proibidas de ir à Madeira e não fazer uma levada (a não ser que vão com crianças pequenas, claro). Cada vez que me dizem que já lá foram e não fizeram nenhuma quase que me dá uma coisinha má. 
Pela vossa felicidade, não cometam tal atrocidade (até rimou de tão verdade que é, vejam lá).


As levadas são os cursos de água que foram construídos a meio da natureza (como podem ver na imagem) há muitos anos com o objetivo de transportar a água. Existem por toda a ilha e algumas delas (pelo menos todas as que eu conheço) estão em trajectos lindos, lindos!

domingo, 6 de outubro de 2013

Da semana que está a acabar


Sobrevivi ao novo horário de trabalho.
Estreei as minhas galochas novas e morri de calor.
Comprei um bilhete de avião que me vai levar pela primeira vez na vida para fora da Europa na concretização de um sonho já muito antigo.
Fui quatro vezes ao ginásio e fiz figuras muito tristes nas aulas de grupo (a minha falta de jeito para danças coreografadas não é uma coisa nada bonita de se ver, é o que vos digo).
Fui conhecer a Pizzaria do Bairro e gostei.
Vendi vários livros da faculdade que nunca mais tenciono abrir pelo OLX (nunca pensei mas ando viciada naquilo. livrar-me de tralha ao mesmo tempo que ganho uns trocos é tão bom!).
Tive a notícia maravilhosa que faltam três semanas para encher os meus pais de beijinhos.


A modos que posso dizer que foi uma semana feliz.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Primeiros dias de ginásio


Doem-me até músculos que eu não sabia que tinha. Mas mesmo assim não é que estou mesmo a gostar daquilo? Quem diria, hã?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Definição de pais fantásticos (e de filha um pouco mimada, vá)


Gelatina Maria sente, sem aviso prévio, um ataque de saudades dos pais (que não vê há quase três meses), daqueles a roçar o insuportável. Gelatina Maria decide enviar sms aos pais a comunicar-lhes tal facto (sem esperar nada em troca, juro!). Eis a resposta da minha mãe, umas horas depois:
- Minha linda hoje mesmo já marcámos viagem para ir aí no fim do mês.
Isto realmente há gente com sorte, não há?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Começos


O fim de Setembro foi, por estes lados, registado por vários começos:
- Começo da primeira de quinze sessões de fisioterapia (diz que a menina aqui nasceu com um pequeno defeito de fabrico que lhe está a dar mais dores do que devia).
- Começo de um novo horário de trabalho.
- Começo de frequência num ginásio.



Tinha tudo para ser um dia cinzento. E até foi. Até entrar no ginásio. A partir daí foi sempre a melhorar.
Isto realmente fazer desporto acompanhado e com alguém a puxar por nós é outra coisa (e por falar nisso acho que ainda vou conseguir arrastar mais um amigo para ir connosco. vamos passar a ser 5, ieii!). Acho que é desta que me vicio em desporto (isto sou eu a tentar convencer-me a mim própria, nada mais que isso. mas só por enquanto, claro).

sábado, 28 de setembro de 2013

Fiz as pazes com a chuva

 
Tudo graças a estas meninas da Lemon Jelly (que eu não conhecia) que, maravilha das maravilhas, são umas galochas que não parecem galochas (tanto que quando as vi na montra achei que eram de pele). O que para mim, que nunca fui fã deste género de calçado porque não o acho muito elegante (e não me sinto confortável em levar para o trabalho), é perfeito.
Ainda estamos em Setembro mas eu arrisco-me a dizer que já fiz a melhor compra desta estação.

Descobertas gastronómicas da semana #3

Esta semana foi a loucura! A revista Time Out faz 6 anos e deu uma série de vales de 50% de desconto, entre eles para dois restaurantes que eu queria conhecer há séculos. Pelo que agarrei no senhor meu namorado num dia e numa amiga noutro dia e toca de ir ser feliz a fazer uma das coisas que prazer me dá: experimentar sítios novos e comida diferente.
Com senhor namorado fui à Osteria
A Osteria é um restaurante italiano mas onde se come muito para além de pizzas e massas (aliás, nem têm pizzas). E a ideia é partilhar os pratos (como na Petiscaria Ideal, que é um dos meus restaurantes preferidos em Lisboa). Comemos uma entrada de bacalhau à moda de Veneza e pasta com choco com tinta e umas almondegas com molho de tomate e puré de  batata. Para sobremesa pedimos um bolo de chocolate e amêndoa e uma tarte de mascarpone e mel. Comemos tanto e tão bem (então as sobremesas...a-do-rei!) que até tive direito a uma noite nada simpática com uma indisposição daquelas (bem feito, ninguém me manda ser tão lambona antes de ir para a cama, que é coisa a que eu não estou habituada).
Aconselho este restaurante!


No dia seguinte fui almoçar à Taberna Moderna. A ideia lá também é partilhar. Comemos uma trouxas de legumes muito boas e uma massa de mariscos (gigante) que, não sendo de revirar os olhos, era boa. Como era dia de trabalho não houve tempo para comer sobremesa (que dor no coração!).
O espaço é muito giro mas sinceramente, no que toca à comida, talvez porque ia com expectativas bastante altas, não fiquei maravilhada. Mas gostei.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Da minha parte


Já matei as saudades todas (que não tinha) da chuva. Pode voltar só em 2016. (só me serviu mesmo para ter uma desculpa válida hoje para não ir correr hoje. mas como para a semana já começo no ginásio nem para isso vou voltar a precisar dela).  


Sim, eu sei que a agricultura precisa dela. Isto é só um desabafo irreflectido. Apeteceu-me, que é que se há-de fazer?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A felicidade em forma de compras

Já andava praticamente em desespero porque preciso de roupa nova (precisar que é como quem diz que já estou fartinha até aos cabelos das minhas roupas que já têm quase todas, no mínimo, 3 anos) e nunca encontrava nada de jeito. Até que hoje fui às compras muito bem acompanhada e tudo se resolveu (isto realmente ir às compras com uma amiga é outra coisa! obrigada C.!). (Quando vou sozinha nunca acho que nada me fica bem - eu e a minha auto-estima fantástica. Com senhor namorado não vale a pena, é o típico homem, levá-lo a ele ou levar ou robot é mais ou menos a mesma coisa - diz que sim ou que não a tudo, conforme a resposta que acha que vai tirá-lo da loja o mais rapidamente possível.)
Eis o resultado de hoje, que me fez voltar para casa aos pulinhos de contente:

(o vestido)

(pormenor fofo, gosto tanto!)

(o vestido)


Ao vivo os vestidos são menos parecidos um ao outro (tanto que só reparei nisso agora ao ver o site) e eu tenciono usá-los mais curtos do que na imagem (e o meu rabo tem pelo menos 10 vezes o tamanho do da senhora).

E o que é gosto deste modelo de calças (e o que eu queria ter o corpinho desta menina? - ao contrário da da Mango (que senhor namorado perguntou se vinha de Marte)? Tanto que já foram as terceiras que comprei (num tom mais escuro que este).

What else? Mais um para a colecção (este sobre Alzheimer, um drama que conheço desde pequena e de muito de perto, infelizmente).