terça-feira, 24 de maio de 2011

Vida de loucos é...

Uma gastroenterite que chega no dia em que vamos receber uma visita e a dois dias de irmos fazer testes para um emprego a que concorremos. Fazer um esforço sobrehumano para dar os passeios por que tanto ansiámos durante semanas e não deixar na mão a pessoa que cá veio só para os fazer comigo. Ter posto essa pessoa a salivar por uns gelados fantásticos durante imenso tempo para depois vomitar mesmo em frente aos ditos cujos (e, escusado será dizer, ter-lhe tirado toda a vontade de comê-los). Um calor como nunca se sentiu antes aqui e que não ajudou nada a festa.


Entre Domingo à noite e Segunda, 4000km percorridos de avião: ida fugaz a Portugal só mesmo para aliviar a consciência (porque o motivo pelo qual lá fui é mesmo para esquecer).

E agora? Agora é estudar como se não houvesse amanhã para daqui a dois dias estar outra vez de volta a Portugal para mais uma viagem em vão para mais um exame.

A parte boa no meio disto tudo? Agora que já o pior já passou, convenhamos que (apesar de o timing não poder ter sido pior) não há maneira melhor de recuperar o peso do que uma gastroenterite.

sábado, 21 de maio de 2011

A partir deste momento


E até Domingo à noite vou dar folga às preocupações (ou pelo menos esforçar-me ao máximo por isso) e dedicar-me apenas e só a passear e ser feliz. Desta vez com companhia portuguesa, daquelas mesmo mesmo especiais. Tão bom.

sexta-feira, 20 de maio de 2011


A avaliar pela tentativa de e-mail supostamente em francês que acabei de receber da visita portuguesa que vou ter este fim-de-semana, humor é coisa que não vai faltar à mesa no jantar aqui em casa amanhã.

Mas eu até não me importo (mesmo nada) de fazer o papel de intérprete. Faz-me sentir que quase já sei falar francês decentemente.

Está decidido


Eu vou.
Antes ir e (muito provavelmente) nem passar nos testes do que ficar com o bichinho do "e se...?" para o resto da vida. Afinal de contas é a melhor oportunidade que já me apareceu até hoje no mundo do Direito e a altura não é propriamente a ideal para desperdiçar as possibilidades que aparecem (mesmo que provavelmente elas não vão fazer de nós a pessoa mais feliz à face da Terra nem nada que se pareça).

Vou fazer quatro viagens entre Lisboa e Genève no espaço de uma semana (oh pra mim armada em gente fina).

Quanto à parte de eu ir no mesmo avião que a pessoa que vem de lá hoje expressamente para me visitar, não fosse o dinheiral que isso me vai custar até tinha a sua piada.

E já agora aproveito para agradecer a quem me deixou palavras de apoio em relação a este meu dilema. Já vos disse que vocês são uns fofos?

À criatura que me anda a ligar todos os dias à mesma hora de número privado e que depois de deixar tocar três vezes desliga


E arranjar uma vidinha, não? 

Ou então podes pelo menos optar por fazer o mesmo a alguém que não esteja em Roaming. É que para além de me dares cabo dos nervos (como se eu já tivesse poucos motivos para stressar estes dias) sais-me caro (0,83€ por cada vez que atendo e me desligas na cara!).

Mas raios partam a curiosidade que me está a roer por dentro.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ajuda divina: precisa-se

O momento que tanto temi antes de tomar a decisão de vir para cá chegou hoje. Gelatina Maria em França e recebe uma chamada para ir fazer uns testes para um dos únicos trabalhos relacionados com o Direito que me pode dar uma vida minimamente decente (ou uma vida, a bem dizer). Em Portugal, claro. E já para amanhã de preferência (também que falta de consideração pela vida das pessoas. custa muito avisar com uns dias de antecedência?).

Amanhã ligam-me de volta e, se quiser fazê-los, tenho que estar em Lisboa o mais tardar na segunda-feira (sendo que tenha passagem marcada para quinta à noite para ir lá fazer um outro exame, que pelo menos foi marcado com mais antecedência).


Basicamente tenho 24 horas para tomar uma decisão que pode decidir o meu futuro profissional (e que o mais provável é custar-me 300€ de ida e volta só para fazer o primeiro teste, um dia em que obrigo alguém a mudar toda a sua vida para ficar com os miúdos em vez de mim, e tudo isto para nem sequer conseguir o trabalho, ou então conseguir e depois então chegar à conclusão de que o Direito não é, definitivamente, para mim).
Bonito.

Pois é Gelatina Maria, não se pode querer tudo ao mesmo tempo. Agora amanha-te.

Coitados dos miúdos que me vierem a ter como mãe


Que dificilmente vão ouvir da minha boca uma pergunta do género "Queres mais um gelado, filho?".

Chamem-me cruel mas já basta toda a doçaria que as crianças metem na boca por iniciativa delas mesmas. Não precisam propriamente de incentivos para isso (e então estas por aqui - e pelo que falei com as minhas colegas sei que o mal é mesmo geral - é açúcar de manhã à noite em dose industrial. assustador.).

Da tentativa de engate (infrutífera) de que ando a ser alvo


Só me ocorre perguntar porque é que eu só me interesso pelos difíceis?

Nada a fazer. Esta veia masoquista vai acompanhar-me sempre, no matter what.

Não se entusiasmem meninas casamenteiras. Ainda não é desta. E não, não é o inquilino da vizinha nem nada que se pareça (esse continuo sem conhecer sequer). Este personagem está mesmo em Portugal. E ainda é o mesmo de há cinco meses atrás. Lá persistência é coisa que não lhe falta.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Português vs francês #1

E voilá, a imagem que encontrei (tardiamente) no google e que não me deixa mentir :).

O português quando se magoa na cabeça faz um galo. O francês faz uma bossa (sim, como o camelo).

Pessoas que ficam bem ao lanche com uma maçã e 3 ou 4 bolachas microscópicas


Quando for grande quero ser como vocês.

Agora a sério, como é que conseguem? Não querem partilhar?

Momento "Deixem-me gabar um bocado"

É tão boa a sensação de me atrapalhar cada vez menos a falar francês. E sentir a evolução enorme que tive em quatro meses.
É que sabe mesmo mesmo bem.

Já esteve bem mais longe o momento em que vou poder dizer que eu, Gelatina Maria da Silva, sei falar fluentemente francês.
Je suis fière de moi (sim, sou eu a gabar-me só mais um bocadinho. já que não posso fazer o mesmo em relação ao que sei de direito fiscal...).

(Des)coordenação geográfica


A minha pequenina chegou ontem da escola toda entusiasmada a dizer-me que tinham cantado uma canção sobre Portugal. Vai-se a ver e a canção era sobre Bilbao (normalmente costumamos ser nós, Portugal, a ser "metidos" dentro de Espanha portanto desta vez até não foi mau de todo).

E eu não acho imperdoável uma francesa não saber que Bilbao fica em Espanha (se bem que França está bem mais perto dessa cidade do que Portugal, mas adiante). O que acho grave é alguém, sendo professora, nem se dar ao trabalho de ir pesquisar um bocado que seja a porcaria da cidade da qual vai falar para não ir dizer asneiras às crianças.

E o ar de desilusão da minha pequenina quando tive que lhe explicar que afinal ela não tinha falado do meu país? Até me doeu o coração.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Se tivessem visto a camisa do meu professor de francês na última aula

Uma coisinha deste género mas com fundo cinzento e com flores rosa e azul
(e os botões estavam todos fechados. também não exageremos.)

Iam perceber porque é que a probabilidade de eu me apaixonar aqui em França é praticamente nula.

Brincadeirinha, 'tá? Não se vestem todos assim. E respeito quem goste. Afinal de contas há gostos para tudo...

Há certas músicas e recordações que me aceleram o coração e fazem ter saudades de tal maneira que se pudesse apanhava um avião directo para aí onde estás agora e nunca mais te largava.

Alguém que me bata por favor. Com força.

A alegria do momento


É-me proporcionada pelo jardim cá de casa, que me deu a provar os primeiros morangos da estação, colhidos por moi même.
Haviam de ver o meu ar de felicidade, qual criança que acabou de ganhar um brinquedo novo.

Morangos e cerejas no jardim de casa...tem dias que acho que a minha vida por aqui  é demasiado boa para ser verdade.

Contento-me com pouco? Tanto melhor.