quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Leitores do meu coração


Quando o assunto neste blogue for comida e lerem e post e pensarem "ah, conheço um sítio onde há disso maravilhosamente bom" não me digam só isso por favor. Digam tudo o que sabem que a Gelatina agradece. Onde é que fica, onde é que não fica, contem-me tudo. Seja em Portugal ou no fim do mundo (afinal de contas estamos aqui para procurar a felicidade acima de tudo, certo?).

Muito agradecida.

Não sei se isto é bom ou mau

Mas conversar contigo é como uma droga que me dá alento durante algum tempo, até voltar a sentir a tua falta.

O meu lanche tão francês no primeiro passeio sozinha*

Uma coisa tão simples que adoro e só encontrei uma única vez em Portugal: muito parecido a uma bola de berlim só que com chocolate por dentro em vez de creme de ovos.
Macarons de chocolate (desculpa lá a crueldade Maria, prometo que te levo lá quando me vieres visitar :p).

* Ou de como eu vou recuperar os 4 kg que perdi nos últimos tempos deprimentes da minha vida à grande e à francesa (literalmente).

As aventuras de Gelatina Poppins #2


Nove da matina. Gelatina Maria e a sua menina de 6 anos fazem o tpc da aula de música: marchar à volta  da mesa da sala a dar palminhas a acompanhar o ritmo de uma música romena (?!).
Finda a música, passamos à segunda parte: dizer o nome dos instrumentos que acabámos de ouvir. Ela pede-me ajuda. Eu não faço a mais pequena ideia. Ela olha para mim com um ar maroto e diz-me: "Eu não tenho muito jeito para isto mas tu consegues ser pior do que eu".
É um facto ma chérie, é um facto.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Como é que eu descobri que pronunciava mal a palavra "beijo" em francês


O miúdo de três anos para mim, com uma carinha fofa que só apetece espremer, depois de eu me despedir dele:
"Tens que aprender a dizer bisou como deve ser".
Toma lá que já almoçaste Gelatina Maria.

As aventuras de Gelatina Poppins #1

Ontem no caminho da escola para casa queriam vir os dois de pé na parte de trás do carrinho do mais novo. Combinámos que seria metade do caminho para cada e começámos por ele.
Chega a vez dela e ele decide que não lhe apetece sair. Desatam à porrada a meio da estrada. Estive quase dez minutos à espera que um dos dois cedesse. O miúdo lá cede, senta-se no carrinho e adormece.


Chegamos a casa, ela entende que ele não está nada a dormir, que é tudo uma farsa, grandessíssimo sonso, e vai daí toma lá um estalo a ver se não acordas num instante. Acordou, possesso (claro), e desata a correr atrás dela com uma espada para lhe bater.
Gelatina Maria sem mãos a medir para separar estes dois e, ao mesmo tempo, não queimar o almoço que estava ao lume.

Na altura não foi nada fácil, mas agora cada vez que me lembro desta cena não consigo parar de rir.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

De como eu tive a pontaria de chegar num fim de semana especialmente quente (not)

Vontade de chorar (literalmente) com dores nos pés e nas mãos (mesmo com um par de collants grosso, meias térmicas, palmilhas térmicas e galochas almofadadas - menos mal que comprei-as um número acima do meu).
Estar a ver pela primeira vez um lugar lindo de morrer (podem conferir no post anterior) e só ter vontade de voltar para o carro.
O pai dos miúdos a correr de um lado para o outro com o carrinho do miúdo para aquecer (e o meu pai atrás. cena bonita de se ver).
Voltar ao carro e demorar 45 minutos (só para) passar a dor (para aquecer acrescentem mais uma hora).


Não custa ir um bocado à rua. O que não se aguenta é mesmo passear.

Esta semana vamos comprar uma daquelas botas de neve pavorosas para ver se eu sobrevivo (sim Maria, iguais às que me querias obrigar a comprar na Sport Zone e eu disse que nem morta metia tal coisa nos pés. Essas mesmo...).

Dimanche @ Annecy






Lindo djimais, gente.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Isto é tudo muito bonito

A sério que sim.
Mas tenho umas saudades loucas das nossas conversas a horas indecentes.
Tantas, tantas, tantas rapazinho.

Gelatina Poppins: the beginning



Aterrámos (eu e os meus pais, que me vieram trazer) em Genève ao fim da tarde de Sábado e fomos recebidos no aeroporto pelo patriarca da família. Um amor de pessoa. 20 minutos de estrada até ao nosso destino, em França. Mal entrei pela casa com as minhas mil e uma malas vi duas carinhas fofas nas escadas a olhar para mim. Estava com receio que não estivessem muito contentes com a minha chegada porque a au pair anterior tinha ido embora na véspera, mas não.
Cumprimentar a mãe sem ter percebido ainda muito bem quantos beijos é que se dão aqui (continuo sem perceber se são 2 ou se eles têm tentado se adaptar a mim. anyone?). Outra simpatia.
As crianças ajudaram-me a desfazer as malas, meias baralhadas porque nunca tinham visto tanta coisa junta.
Jantámos os cinco adultos. Empatia imediata entre todos. Pais de Gelatina Maria visivelmente aliviados. Eu só confirmei o que já pensava, pelas conversas anteriores.

Impressão do primeiro dia: não podia ser melhor.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Por enquanto é isto

Não, não fui à Portela roubá-lo a ninguém, juro. É mesmo meu.
E vai ser bem guardado para a posteridade.

Só uma pequena amostra da fofura que é esta gente.

Mais uma.

E agora vou tentar dormir porque consta que daqui a sensivelmente 5 horas já há vida nesta casa. À bientôt.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vida nova, mi aguardji que eu já vou a caminho


Vou ver neve. Vou aterrar em Genève. Vou (re)aprender francês. Vou mudar de casa. Vou mudar de vida (ok, é temporário mas não deixa de ser uma mudança, certo?). Vou conhecer pessoas e lugares novos. E, se tudo correr bem, vou encontrar-me e crescer.

Mas neste momento o que estou mesmo mesmo cheia de vontade é de ver ao vivo os meus meninos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

20 kg? Para 5 meses??


Tá bem tá.
Se os meus pais não fossem comigo - o que faz com que eu possa levar 60kg (ok, 58, cedo um kg a cada um) -  ia ser bonito, ia.

De certeza que a regra dos 20kg surgiu de uma mente masculina. E em pleno Verão (só a porcaria de um sobretudo adequado aos -6ºC que me vão receber logo à chegada já ocupa praticamente metade duma mala).

Porque é que as minhas Marias são especiais

Porque me dão prendas de aniversário (antecipadas) fofíssimas como estas (vá, pronto, não é só por isto mas que ajuda um bocadinho ajuda):




Para quem caíu aqui de pára-quedas e não está a perceber nada, eu vou para França uns meses cuidar de duas crianças.

Não é preciso dizer que fiquei de lágrima no canto do olho quando tive que dar o abracinho da despedida pois não?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sim, é mesmo quando menos esperamos

Hoje voltei a um lugar onde, da última vez que estive, estava a viver um dos piores dias da minha vida. Foi no Verão, na fase em que o sofrimento causado pelo fim do meu namoro parecia que me matava aos poucos. Quando entrei hoje naquele sítio arrepiei-me toda ao recordar a conversa deprimente que tive com as minhas amigas e o olhar de desespero delas ao ver o meu sofrimento sem poder fazer nada. 


O que eu não fazia a mais pequena ideia é que seria daí a pouco mais de uma semana que apareceria na minha vida (quer dizer, já lá estava mas de uma forma completamente diferente) a pessoa que me ajudaria a superar toda aquela dor. Que, aos poucos, quase sem eu me dar de conta, me faria apaixonar de novo. Que me faria acreditar que sim, eles existem mesmo. Com defeitos e (muitas) complicações mas com tudo o resto que eu sempre sonhei.  Uma pessoa que supostamente não me é nada mas que, lá no fundo, é muito. E que dá outro sabor aos meus dias, esteja longe ou perto, pelo simples facto de existir.