Meio ano sem ti. Meio ano que foi o pior da minha vida. Não só porque te perdi, mas porque me apercebi (mentira, sempre soube disso mas há sempre a tendência de tentarmos enganar a nós próprios) que sem um apoio diário e constante daquele alguém perco as forças para enfrentar o resto.
Havia muito amor. Muito amor mesmo. Mas o que havia e não devia haver, da minha parte, era uma dependência doentia. Assumo. Um não saber (ou não querer) fazer nada de importante ou difícil longe de ti, do teu apoio e do teu aval. Porque se tu disseres que é bom para mim eu acredito. Porque se tu disseres que é má ideia eu perco logo a vontade de fazer. Porque tu detestavas que eu vivesse em função de ti mas era mais forte do que eu.
E é por isso que ainda custa. Não o ter perdido o meu amor (essa dor, felizmente, já lá vai), mas sim o ter perdido tudo o resto, toda a estrutura em que eu me agarrava para viver o meu dia-a-dia (ainda mais quando a parte profissional também está um caos). Por os "nossos" problemas terem passado a "meus" e "teus" (eu sei, tu não pensas assim, e eu sinto os teus problemas como meus, mas sabes bem que não é nem pode ser a mesma coisa).
Eu avisei que era fraca e mimada. Mas não se preocupem, estou a ser castigada por isso, e muito.