quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Cara leitora

Sim, você mesma.
Está com problemas de auto-estima? Engordou nas férias e não consegue olhar de frente para o espelho? Está para lhe vir o período e sente-se inchada? O seu marido já não olha para si com desejo?
Tenho a solução para os seus problemas. É só requisitar um quartinho aqui no meu humilde lar. Porque isto de se viver em frente a um prédio em construção não deixa espaço a problemas de auto-estima.



Garantimos: piropos diários e olhares esfomeados. E, cereja em cima do bolo, nem tem que se esforçar para isso. Podem ser 10 da manhã e você atender alguém à porta de pijama e com a marcação da almofada ainda na cara como podem ser 5 da tarde e você estar a chegar da praia com aquele penteado ao natural que só o mar nos sabe presentear e que tanto estimamos.
Às pessoas interessadas é só contactar a gerência. Agradecemos a atenção despendida.

Apresento-vos a nova ocupante da minha mesa de cabeceira


Andava eu toda mordida, às vezes com insónias até, por causa dos malvados dos mosquitos que insistem em atacar e perturbar o meu sono de beleza, quando entra a minha mãe pelo meu quarto de raquete na mão e não, não era para jogar ténis. Era mesmo para matar mosquitos (queimá-los vivos para ser mais específica, chega a dar pena dos bichos, coitados). E ainda me falou com a maior das naturalidades: "O quê, isto? Já tenho ali guardado há imenso tempo só que não me lembrava, comprei nos chineses há uns meses". E lembrar-se dela logo no início do Verão, quando as minhas pernas ainda estavam imaculadas, não?

Já se está mesmo a ver que esta noite, que estou desejosa de apanhar um bicharoco pela frente, eles vão ter decidido todos emigrar para longe. Mas não perdem pela demora, meus amigos. Finalmente estou devidamente apetrechada para um combate justo. Vou vingar os vossos vestígios na minha pele. Um por um. Palavra de Gelatina Maria.

Sou sou eu que ainda não conhecia esta invenção? Estes chineses realmente inventam tudo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Voltei

Mais uma vez, do Porto Santo. Que, em tempos difíceis, tem feito jus ao nome e tem sido para mim, nestas férias, um lugar onde os meus problemas não parecem de tão difícil solução e onde eu não me sinto tão derrotada. Mais uma vez, foram só quatro dias, mas que me fizeram recuperar de dois, na semana passada, em que tinha voltado a sentir-me completamente perdida.



Caminhar à beira-mar ou  beira-rio é, de facto, das coisas que mais prazer me dão na vida. E que, nestes dias, me ajudaram a pôr alguns pensamentos em ordem. Ainda não há decisões tomadas em definitivo, mas já há um pequeno esboço mental.
Entretanto, vou dividindo o meu tempo entre o estudo* e a família. Já é um começo...

*Inscrevi-me há uns tempos num concurso público para um trabalho que nunca me tinha imaginado a desempenhar mas que, comparando à advocacia, soa a paraíso, se bem que não é um exame nada fácil. Mas a esperança é a última a morrer, dizem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Por enquanto é isto

A todos vocês os meus agradecimentos sinceros pelas vossas palavras. São uns queridos.
 Eu sei que há pessoas piores do que eu, eu sei que, felizmente, (ainda) não preciso de um emprego para sobreviver (não é que os estágios sejam pagos mas enfim), eu sei que sou nova e que vou voltar a encontrar o amor um dia. Eu sei de tudo isso. Só não precisava acontecer tudo ao mesmo tempo.
Dizem que colhemos o que plantamos. Eu olho para trás e vejo dez anos de dedicação a um amor que, mesmo assim, não resultou. Vejo 5 anos de curso em que me fartei de estudar e até me safei com boas notas para agora não conseguir um estágio minimamente decente.

 

Aqui entre nós, se eu não sei porque é que o amor falhou, desconfio seriamente que há um motivo muito simples para não estar fácil arranjar um bom estágio: vocação. Não tenho, nunca tive, e devo ter isso escrito na testa. Detesto o mundo do Direito, cada vez mais. Perdoem-me a falta de modéstia, mas sou demasiado boa pessoa para tanta podridão.

Neste momento estou de volta à minha família por tempo indeterminado. Vou estar ausente até Segunda-Feira. Bom fim de semana para vocês e, mais uma vez, obrigada.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Há voluntários para decidir por mim?


Depois de 6 anos em Lisboa, cidade que comecei por detestar e que estava a aprender a amar cada dia mais um pouco, tenho que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida num curto espaço de tempo: ficar cá em Lisboa, sozinha por mais duas semanas, depois com o meu irmão, sem nenhuma perspectiva de emprego no horizonte, mas que é a cidade onde eu tinha escolhido continuar a viver durante mais uns anos, e onde tenho as minhas amigas e ele, ou voltar para a Madeira, terra que eu amo e onde está a maioria da minha família, mas onde já não tenho amigos e que já não me preenche como dantes, além do que me faria perder grande parte da autonomia que ganhei ao estar longe dos meus pais durante todo este tempo.
Acho que vou atirar uma moeda ao ar. Isto é demais para mim...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eu mesmo tenho que ter uma saúde de ferro*


No amor estou como todos sabem, só acabei de perder um amor de 10 anos. A nível profissional, vim para Lisboa ainda em Agosto (quando estava tão bem na Madeira com os meus primos) para uma segunda entrevista de estágio (na mesma empresa) para, daí a duas horas, já receber um e-mail a ser dispensada. Cada vez que penso no curso que tirei e no trabalho que é suposto eu desempenhar com ele dá-me vontade de vomitar.
Corre-me tudo de feição, portanto.

*Retirando o facto de não poder dormir todos os dias até à hora que me apetece (mesmo que esteja de férias) porque as costas não aguentam.

E como prometido, aqui estão as compras


Na primeira loja que entrei no centro comercial apaixonei-me imediatamente por este vestido e aproveitei que tenho um casamento no fim do mês (e que a carteira da mamã estava por perto) e trouxe-o comigo para casa.

                                                      
Não são os sapatos da minha vida, mas quando os vi era capaz de jurar que eram da mesma marca que o vestido, tal a parecença entre os dois.

E, depois de algum tempo em que não andava tão motivada para leituras (quer-me parecer que a grande culpada foi a faculdade...), eis que o vício regressou em força. Com a vida ocupada que vou ter daqui para a frente, penso que já tenho leituras até 2012 (tenho mais para além destes na fila de espera).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

É este o exemplo que tenho em casa

E que é o principal culpado por eu continuar a acreditar no amor verdadeiro.
Os meus pais fazem 29 anos de casados para a semana. A minha mãe veio comigo para Lisboa por dois dias apenas. No aeroporto a despedida deles foi uma coisa bonita de se ver. Ainda não tínhamos entrado no avião e já estava ele a ligar para saber como estavam as coisas. Entretanto acho que falaram mais três vezes depois de chegarmos (ter em consideração que já chegámos às 18h). Uma delas só para dar um beijinho de boa noite.
A última viagem de avião que fizeram juntos foram em classe executiva porque o avião estava cheio e as hospedeiras vieram oferecer-lhes quatro (sim, quatro) garrafas de champagne porque já não se viam amores como aquele com a idade deles - estão na casa dos cinquenta (isto depois de terem presenciado o beijinho de boa viagem que o meu pai deu na mão da minha mãe).



Um dia o meu pai disse-me que, logo depois da minha mãe, eu era a mulher que ele mais amava no mundo. A minha mãe, que não é nada de graduar o amor que tem pelos filhos e pelo marido (pelo menos verbalmente), disse-lhe logo que essas coisas não se dizem. Mas eu achei lindo. E adorei a sinceridade.

As primeiras horas após o regresso

A minha mãe veio comigo (regressa amanhã). Mal chegámos fomos para o shopping abastecer o frigorífico. Tenho comprinhas para mostrar mais tarde (não, não vos vou mostrar iogurtes; a parte do supermercado acabou por ser secundária, pois claro).
A única fraqueza que me deu até agora foi no supermercado, à frente dos rebentos de soja, quando a minha mãe me perguntou com que comida é que eu costumava usá-los (a nossa massa chinesa, eu sei que soa a ridículo mas o amor às vezes é mesmo assim, ridículo).
Ainda não foi desta que dormi sozinha. Armei-me em babosa e pedi a companhia da mamã.
Portanto, e resumindo, até agora não me posso queixar.



Eu sei que não estou sozinha. Nem hoje, nem amanhã, nem depois. Tenho umas amigas fantásticas que não me vão abandonar nunca. Tenho os meus primos que não tarda também voltam para cá. Tenho-lhe a ele que, apesar de já não ser meu namorado, continua a ser fundamental na minha vida. E tenho sempre o resto da família à distância de um telefonema.
Sou uma mulher de sorte. Eu sei que sou.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aqui vou eu

Para a casa onde não vou mais ouvir o barulho da chave seguido da visão da carinha mais linda deste mundo a entrar pela porta. Para a cama que já não vai ter o teu cheiro. Para o cantinho ao lado da cama onde tu já não vais deixar as meias (e que tanto eu reclamava...).


As almofadas do sofá que vão deixar de estar sempre fora do sítio para cabermos lá os dois agarradinhos um ao outro. O cobertor do sofá que já não nos vai cobrir enquanto comemos chocolates depois do jantar. A mesa da sala que já não vai ter os bilhetes que me deixavas às vezes, quando saías antes de mim. A casa de banho que já não vai ter a tua escova de dentes sempre ao pé da banheira. A tela que me ofereceste com uma foto nossa que já não vai estar pendurada no (nosso) quarto. A Minnie que me deste quando fizemos 9 anos de namoro e que estava sempre ao lado da (nossa) cama. As nossas fotos que já não vão estar coladas na porta do guarda-roupa.

O vazio que tu deixaste naquela casa. E na minha vida...

sábado, 28 de agosto de 2010

Não caibo em mim de alegria

Bloggers do meu coração, quando decidirem escrever sobre um livro/filme/série, é favor avisar SEMPRE acerca da existência de spoilers, sim?
Acabei de saber como acaba o livro que estou ainda a começar a ler, sem o mínimo aviso prévio. Isto não se faz.

Às vezes mais vale ficar calada


Bastou eu vir aqui me vangloriar que tenho estado melhor para de repente voltar a me sentir mais em baixo.
Vou tentar acreditar que é só o efeito da ressaca das ponchas de ontem à noite. Sim, deve ser só isso.
Vou então aguardar pelo dia de amanhã. Ou de depois de amanhã, já que a festa de ontem continua esta noite...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Altos e baixos

É assim que anda este meu coraçãozinho, a poucos dias do regresso a Lisboa. Tanto estou a rir num momento como daí a cinco minutos se apodera de mim um sentimento de tristeza. Quando estava em Lisboa não queria vir para cá, onde estão quase todos os que nos conhecem e que me iam fazer perguntas sobre ele. Agora que cá estou não me apetece voltar para Lisboa, onde não está o aconchego da minha família, os meus pais, os meus primos com quem tenho passado tantos bons momentos este mês.



Sinto-me melhor, muito melhor que há um mês atrás. Mas sei que ainda me esperam algumas das tarefas mais complicadas: aprender a viver na nossa (agora só minha) casa sem ele e ver  desaparecer o resto das coisas dele, ver partir as últimas provas físicas da sua presença, da partilha de um lar, de uma vida que me fez tão feliz durante tanto tempo.

Mas o mais importante neste momento é que, se já tive dúvidas de que seria capaz de passar por tudo isso, hoje sei que consigo. Aos poucos, eu começo a conseguir. A cada dia que passa, eu sou um bocadinho mais forte. Bem mais forte do que alguma vez acreditei que seria capaz de ser.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

É normal?


Estou a passar pela minha primeira crise blogosférica (ou qualquer outro nome que deva chamar a isto).
Não sei se é do calor, das férias, da minha vidinha que anda meia desinteressante,  mas a inspiração por estes lados tem sido pouca, o entusiasmo a escrever não tem sido muito maior, e começo a me lembrar dos tempos áureos em que me apetecia escrever sobre tudo e mais alguma coisa a toda a hora.
E confesso que tenho algum receio que isto não passe, que a vontade de criar o blogue não tenha passado de uma febre passageira...
Diga-me vocês, pessoas mais experientes que eu nestas andanças, costuma acontecer-vos isto com muita frequência? Ou é motivo para me preocupar?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ando mais ou menos assim


Tenho tantos livros para ler, tanta vontade de lê-los a todos, e tão pouco tempo para fazê-lo (sim, supostamente estou de férias mas meti-me numa "brincadeira" que me tem tirado mais tempo do que eu pensava).
Posso ter mais um mês de férias só para pôr as leituras e as séries em dia? Posso?