segunda-feira, 16 de abril de 2018

Fim-de-semana

Desde que voltei do Peru que os passeios de fim-de-semana não têm sido muitos. O inverno que teima em não querer acabar, aliado a alguma preguiça, têm sido os culpados disso. Mas depois de tantos dias de chuva tivemos que aproveitar as tréguas do sábado para passear. E para matar saudades de um belo sushi (andava com desejos há semanas e nada de conseguir concretizar a coisa).





































Não me canso de elogiar o Sushi dos Sá Morais. Adoro, adoro, adoro e não conheço sítio em Lisboa com melhor relação qualidade/preço que este (ainda para mais continuam com os 30% de desconto pelo The Fork).
Depois do almoço fomos passear a um sítio onde raramente vamos (porque nos obriga a atravessar a cidade toda): o Parque das Nações.




Quanto aos meus pezinhos (ai de vocês que tenham chegado a esta parte do post sem reparar neles que a nossa relação acaba aqui, sim?) : lembram-se deste post em que declarei estar perdida de amores por estas New Balance? E se eu vos disser que no dia a seguir a ter feito aquele post recebi um email da New Balance a anunciar pomoções de 30%, e que estas meninas estavam incluídas na promoção, acreditam? Pois, eu também não queria acreditar, e não quis abusar da sorte e tratei de comprá-las logo. E sabem quando fazem uma compra online sem nunca a ter visto ao vivo e quando vêem são ainda mais bonitas do que imaginavam? Pois é, foi o que aconteceu. Estou mega in love!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

E a viagem de junho está, finalmente, marcada



Imagem daqui.

Não estava fácil tomarmos uma decisão e isso já andava a mexer-me com o sistema nervoso (sabem aquela coisa de pensarem num plano de viagem e simularem-no no site da companhia aérea e cada vez que voltam a fazê-lo o preço já está mais alto? os calafrios que isso me dá, senhores, os calafrios!). Eu dava uma sugestão e o senhor meu namorado (que estava com pouco tempo para pensar na coisa) tratava de vetar, mas sem dar sugestões alternativas (grrrr). 
Depois de muito pensar, lá decidimos voltar a um país onde já fomos muito felizes, para conhecer duas ou três cidades que ainda não conhecemos (uma das quais há anos que quero muito visitar) e revisitar outra. Mal posso esperar!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Pessoas estranhas


Ontem fui ao teatro ouvir a Marta Gautier falar sobre "Pessoas estranhas".
A autora está sozinha no palco o tempo todo e vai fazendo uma sátira a uma série de tipos de pessoas e comportamentos (desde os betos - onde a própria se inclui - aos pais, aos professores, casais, etc. Apesar de haver um guião, o discurso acaba por ser bastante improvisado (dando-lhe um toque muito genuíno e autêntico), assim como o é a postura corporal da Marta (muito engraçada, por sinal).
Foram duas horas de espetáculo com muita gargalhada, em que não dei pelo tempo passar. 
Gostei muito da peça e recomendo.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Peru, diário de viagem - Dia 7 (Cusco)

Dos três dias que passámos na região de Cusco, tivemos apenas um dia livre, a segunda-feira. Era este o dia em poderíamos ir à tal montanha de que falei neste post, mas isso implicaria deixar de conhecer a cidade de Cusco (que é "só" a capital do império Inca) e obrigar-nos-ia a madrugar e a um esforço físico (por ser a 5400m de altitude) que, a correr mal, poderia estragar-nos a experiência dos dias seguintes (inclusive a ida ao Machu Picchu) pelo que deixámos a racionalidade falar mais alto e ficámos por Cusco.
Cusco (ou Qosqo) significa "umbigo do mundo" e, como disse, era a capital do império Inca. Fica a 3400m de altitude e está rodeada em toda a volta pelos Andes,  o que, a juntar à arquitetura, faz com que seja uma cidade mesmo muito bonita. É maior e mais desenvolvida que todas as outras que vimos. E é espetacular (nota-se muito que adorei Cusco?). Ora vejam lá se não tenho razão:







As fotos acima são da praça principal da cidade, a Plaza de Armas.

Na manhã de segunda fizemos um Free walking tour pela cidade, que incluíu passagem por n ruínas do império Inca (as típicas paredes de pedra, com algumas gigantescas a pesar toneladas, todas elas encaixadas umas nas outras de forma absolutamente impressionante, de tão exato e perfeito que é o corte (feito sem ferramentas de ferro, inexistentes na altura) e o encaixe (sem cimento, mas não há um milímetro de espaço entre elas). A imagem abaixo é um dos muitos exemplos.






Muitas peruanas carregam bébés deitados dentro destes panos (não me parece ser o caso destas).

Subimos até um miradouro para ver uma das maravilhosas perspetivas sobre a cidade.



Na parte da tarde fomos a um miradouro mais distante do centro, o Cristo Branco, para mais vistas deslumbrantes.







































Paragem noutro miradouro, de regresso ao centro da cidade.




















Risotto de quinoa com legumes para o jantar. Era bom, mas confesso que ao fim de uma semana já estava meia enjoada da comida, que é boa mas...não há como a nossa comida - mesmo quando comparada com a do Peru -, para além do que, como andámos praticamente só pelo interior (à exceção de Lima) havia muito mais oferta de carne do que de peixe (ele é alpaca, frango, carneiro, porco, cozinhados de todas as formas e feitios), e eu, que estou habituada a comer carne apenas duas ou três vezes por semana, no máximo, já não a podia ver à frente.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Refood



[O primeiro post sobre o tema está aqui]
O dia 28 de dezembro foi a minha primeira quinta-feira a fazer voluntariado. Cheguei lá algo nervosa e ansiosa, mas a coordenadora do meu turno foi muito simpática comigo e tratou logo de me explicar com é que aquilo funcionava.
Os turnos são de duas horas, sendo que o Refood está aberto das 15h30 às 23h30, pelo que há quatro turnos por dia (não sei se funciona ao fim-de-semana, nunca questionei). O meu turno é das 19h30 às 21h30 e é nesse horário que é feita a distribuição da comida às famílias, que vão lá buscá-la. A Refood vai a alguns supermercados/restaurantes/pastelarias/cantinas buscar aquilo que não foi consumido em tempo útil, e trata de distribuir pelas várias famílias que, diariamente, lá se dirigem. É como se fosse um supermercado, sem a parte de os "clientes" pagarem aquilo que levam.
Há quem fique no núcleo, a ajudar na distribuição da comida, e há quem faça as rotas estabelecidas para aquele horário, que passa por ir recolher as sobras aos estabelecimentos parceiros. Tinham me dito que eu ia distribuir comida às pessoas - tarefa que acaba por ser mais gratificante e ao mesmo tempo menos trabalhosa - mas, como havia mais falta de voluntários na recolha de alimentos, é isso que tenho feito na maior parte dos dias (normalmente vamos duas pessoas). E devo dizer que gosto bastante de fazê-lo.
A minha rota normalmente inclui passar em quatro pastelarias e uma cantina e, meus amigos, há dias em que não e fácil ver (e cheirar!) tanto bolo e pão apetitosos a chamar por mim e eu, como se nada fosse, a tratar de arrumá-los em caixas para levar para a Refood (por opção, porque não viria mal nenhum ao mundo se eu, tendo fome, também me servisse de qualquer coisa).
Como podem ver, este trabalho pode ser um verdadeiro desafio para gulosos como eu =). Mas é um desafio que, por regra, é a melhor parte do meu dia, e me faz chegar a casa (praticamente) sempre feliz e realizada.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Peru, diário de viagem - Dia 6 (viagem Puno-Cusco)

No domingo esperava-nos um dia a viajar de autocarro, mas desta vez num trajeto com quatro paragens para visitas várias (foram 10 hora no total, 6 de viagem e 4 em visitas). A viagem, ao contrário da que fizemos de Arequipa para Puno, fez-se muito bem.
A primeira paragem foi numa pequena vila, Pucara, para visitar um museu sobre a cultura indígena púcara. Esta cidade é famosa por fazer os touros em cerâmica que se vêem nos telhados das casas peruanas (são sempre colocados dois e simbolizam proteção e sorte. podem ver dois exemplares dos touritos na foto abaixo).



A nossa segunda paragem - e a mais espetacular de todas - foi em La Raya, a fronteira natural entre Puno e Cusco, sendo também o ponto mais alto onde passámos, a 4335 metros sobre o nível do mar. Nessa paragem, temos uma visão espetacular das montanhas, algumas com neve, sempre a contrastar com os espetaculares tecidos tão característicos do Peru (desculpem o exagero de fotos que se segue, mas com estes jogos de cores não consigo escolher as minhas preferidas!).








Após paragem para almoço, fomos a Raqchi, um complexo arquelógico inca muito interessante, também conhecido como o Templo do Deus Wiracocha.

Milho e mais milho.







Recuerdos para a famelga (brincadeirinha, 'tá?).


E antes de chegar a Cusco passámos por aquela que é conhecida como a Capela Sistina da América, a capela de Andahuayillas, com uns murais e tetos interiores absolutamente espetaculares e ricos, recheados de ouro. Cá está ela, por fora:

Gostei tanto deste dia!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Cenas saborosas várias que eu vou descobrindo na minha senda fit #1


Esta pequena maravilha foi das melhores descobertas que fiz nos últimos tempos. É uma "manteiga" que leva cacau, côco, amendoins, adoçantes naturais e é tão, tão boa. Sabe pouco a amendoim e mais a cacau e não é amargo, é doce q.b.
Costumo misturar com iogurte natural, manteiga de amendoim e um pouco de mel (ou geleia de agave ou afins), com linhaça moída (para dar um crocantezito à coisa) e é um lanche que me sabe a sobremesa. Ou então, em momentos de desespero em que o que me apetecia mesmo era um belo chocolate de leite carregadinho de açúcar, agarro numa colher disto e lambuzo-me.



[Não, não tenho códigos de descontos nem patrocínios, mas isto é realmente bom demais para não partilhar com o mundo.]

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Não sei se vai dar para resistir...










































Não sei não. Ainda para mais quando as minhas NB antigas já viram melhores dias e ainda por cima a pessoa descobre que vai receber mais reembolso de IRS do que aquele com que estava a contar. Se isto não é um sinal do universo, não sei o que poderá ser :p.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Peru, diário de viagem - Dia 5 (Puno, Lago Titicaca)

Neste dia fizemos um passeio de barco pelo famoso Lago Titicaca, que faz parte do território do Peru e da Bolívia e tem uma área de 8300km2. Apanhámos um barco e parámos numa das dezenas de ilhas artificiais flutuantes dos Uros.


Estas ilhas são construídas pelos próprios habitantes, com uma planta chamada totora, que cresce no lago (podem ver na foto abaixo uma mini ilha que as meninas "construíram" com as ditas folhas, para nos mostrar o processo).



E o tipo de alimentos que são o sustento dos habitantes do lago: as próprias das folhas da totora (que são muito suculentas e servem não só para alimentar como para hidratar), batatas, folha de coca, quinoa, ovos, entre outros), que cozinham numa cozinha "comum" à ilha (que é uma das casinhas que podem ver nas fotos).


























Também demos uma volta neste barquinho amoroso, que eles apelidaram de Titanic (será que conhecem a história??).


























O turismo é o sustento dos habitantes do lago, que depois de nos mostrarem a forma como vivem nos mostram os trabalhos de artesanato que fazem, para vender.
Estão a ver, na foto acima, o "chaile" que a menina do meio tem amarrado ao pescoço? Na parte de trás, escondido, estava o filho dela, com meses de vida (e igual a ela vemos n mulheres pelas ruas a tratar do seu negócio, enquanto carregam os filhos às costas, todos tapados (e nós, na ignorância, a achar que era mercadoria, porque não se consegue ver o que está lá dentro).
A menina, sozinha connosco mais tarde (os demais visitantes foram "atribuídos" a outras senhoras do lago), tentou vender-nos os tecidos da foto abaixo e nós, que estávamos sem notas pequenas para lhe dar, e não querendo ir embora sem ajudá-las de alguma forma, lá demos uma pequena fortuna por um (sendo que apesar de os achar bonitos, não os vejo a expôr lá em casa, porque não combina com nada). Bem...o que vamos fazer com o tecido pouco importa. O que importa é que lá ajudámos a menina (que, coitada, continuava a tentar fazer negócio enquanto o pobrezinho do bébé, escondido dentro do pano, chorava).






















Este passeio às ilhas dos Uros foi um dos que gostei mais de fazer no Peru. Valeu mesmo muito a pena.