domingo, 11 de dezembro de 2011

De como a minha relação com a espécie masculina está condenada ao fracasso e não há nada a fazer quanto a isso*

(sim, vou falar do francezito outra vez)

Nem foi preciso perguntar se ele ia à festa: perguntou-me ele a mim. Eu, para experimentá-lo, disse que ainda não sabia (porque, basicamente, só me apetecia ir se ele fosse, porque saídas à noite não são propriamente o meu programa preferido) e perguntei se ele ia, ao que ele me respondeu "Porque não?". Nenhum de nós teve coragem de ser mais explícito (só me meto com gente ainda mais banana tímida do que eu, é o que é) e não tocámos mais no assunto. Mas tinha ficado claro qual era a vontade dos dois.


Eu saí do trabalho sem falar mais com ele (estive quase quase a perguntar qualquer coisa como "Vemo-nos logo então?" mas, mais uma vez, faltou a coragem - e comportares-te como uma menina crescida, não?) e não vim a casa: andei a passear - a congelar - e a encher o bucho no festival do chocolate em Waterloo e depois fui directa para a festa.
Cheguei lá e ele não estava. Continuei à espera e nada. Ele não apareceu...
Cheguei agora a casa e tinha uma mensagem dele no Facebook, de há 9 horas atrás, a dizer-me que em princípio ia à festa mas não sabia onde era e a pedir para eu ajudá-lo (f*ck)...

*ou de como eu tenho mesmo que pedir um Blackberry - ou qualquer coisa decente que me ligue à Internet fora de casa - urgentemente ao Pai Natal.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Alegria no trabalho

(só para contextualizar a história: há coisa de um mês que eu faço seeempre o turno da tarde/ noite, enquanto outras pessoas (não vou dar o exemplo do francezito porque disse que não ia falar mais nele) fazem seeempre o turno da manhã (oh raio de pontaria!) e amanhã, milagre dos milagres, deram-me o turno da manhã, pelo qual espero ansiosamente)

Tenho um colega espanhol que diz absolutamente tudo o que lhe passa pela cabeça (desde perguntar se me larguei a me dizer que vai chegar a casa e dar uma, com a maior das seriedades). Hoje ele perguntou-me se eu podia trocar de turno com ele amanhã, que precisava mesmo muito ("só" para ver o Barcelona-Real Madrid, mas pronto). Eu pus as mãos à cabeça e pedi para ele não me fazer isso. Depois de ele me chatear a cabeça durante horas lá lhe expliquei os meus motivos (mais uma vez, não vou falar aqui do francezito por isso não vou dizer que contei ao espanhol que há uma festa amanhã à noite e que estava a pensar perguntar ao francezito se ele quer ir - se bem que já se sabe que não vou ter tomatinhos, mas adiante).



Daí a pouco ele olha para mim com ar sério e diz-me "Sabes que mais? Eu acho que o francês é gay. Ele olha para mim de uma forma duvidosa". Eu parti-me a rir e disse-lhe que não tinha problema, que só queria ser amiga dele.
Quando nos despedimos no fim da noite eu perguntei-lhe se ele algum dia me ia perdoar não ter trocado de turno com ele, ao que ele respondeu "Only if you get here on Sunday and tell me that you f*ck with him.".
A modos que perdi um amigo, mas fiquei com o turno da manhã (que começa daqui a seis horas, e eu ainda aqui...).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Novidades da saga francezito (e depois a ver se paramos o assunto por aqui que já lhe estou a dar demasiada importância)


Só para dizer (em minha defesa, já agora) que ele não só não ficou a pensar que eu era uma stalker como ainda me disse hoje, quando me viu, qualquer coisa como "Não te apanhei ontem na Internet". E eu , mal virei as costas, fiquei com um sorriso tonto na cara.

E se eu vos disser que o rapaz nem sequer é giro? Mas tem ali um je ne sais quoi, literalmente (que vai ficar por desvendar, já que daqui a nada já estou a voltar para Lisboa...).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Não, não e não!

Diz que dia em princípio dia 30 de Dezembro tenho que estar em Portugal para assinar contrato na função onde fiquei colocada com o exame que fiz em Maio. 30 de Dezembro. Mas que raio de data é esta?
 E a minha passagem de ano a trabalhar em Waterloo, como é que fica?
Eu não quero voltar para Portugal ainda. Pelo menos não em 2011. Mandem-me começar a trabalhar dia 2 de Janeiro, o que seja, mas não me tirem a passagem de ano em Londres!


Eu sei que nesta altura de crise não me posso queixar de ter arranjado um emprego seguro em Portugal. Eu tenho noção da sorte que tive (sorte que é como quem diz, que bem me matei a estudar durante meses para conseguir aquela porcaria). Mas não é sempre que se tem a oportunidade de estar num sítio privilegiado no centro de Londres para a passagem de ano. E eu este ano tenho essa oportunidade e não vou desperdiçá-la. Nem que para isso tenha que ir a Lisboa, voltar para Londres, e regressar definitivamente a Portugal no espaço de uma semana.

Ahhhhhhh dêem-me um buraco para eu me esconder!


Francezito a fazer o turno das 7h às 15h. Gelatina Maria a fazer o das 15h às 23h30 (e andamos sempre nisto caraças, ele a fazer manhãs e eu tardes!). Cruzamo-nos às 15h lá no restaurante.
Francezito: Olá!
Gelatina: Olá! (não fales do Facebook, por favor não fales do Facebook. deixa-me fugir daqui, pleeease!).
Francezito: Tudo bem?
Gelatina: Está tudo e contigo? (tenho que fazer um ar ocupado de quem nem tem tempo para ouvir a resposta)
Francezito: Como é que me encontraste no Facebook? (porque nós temos zero amigos em comum. o raio do gajo ainda não tinha adicionado ninguém lá do restaurante).
(Nãããããããããããoooooooo!)
Gelatina: Errrr....hmmm....vi o teu nome ali numa folha.
E fingi que tinha uma fila gigante de gente para atender e fugi dali a sete pés. E não o vi mais durante o dia todo (ufa!).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Da lambarice

Na parte de escolher a sobremesa no restaurante do Jamie Oliver, eu disse às Marias (a repetir o que já tinha dito três vezes no mínimo):
- Meninas...já vos disse que hoje comi DUAS Ben's cookies? (é que eu tenho por política comer uma sempre que passo à frente de uma loja deles, e hoje o meu roteiro levou-me a passar à frente de duas, a culpa não foi minha. e quando fiz isso ainda não sabia que ia jantar fora com elas. mas obviamente uma pessoa não pode ir jantar ao restaurante do Jamie Oliver e não comer sobremesa, certo? certo.).
Pedimos um cheesecake e um tiramisú para partilhar. Quando as sobremesas chegaram à mesa, elas comentaram que as doses eram gigantes. Gelatina Maria ficou caladinha e pensou para si própria: "Pfff...exageradas!".



Quando íamos a meio da sobremesa elas arrumaram os talheres que já não aguentavam mais (meninas). E eu continuei (nada que não costume acontecer). E diz a irmã da Maria para ela:
- Todas as minhas amigas que comem mais do que eu são magras como ela.
Ao que a Maria lhe responde:
- Tu não estás bem a ver como é esta rapariga. Ela é aquela pessoa que nunca fica enjoada com nada. Come, come, come e nunca se queixa. Diz que está cheia (só quando acaba, claro) mas para ela não há nada enjoativo nem doce demais, nunca.
(isto tudo enquanto eu continuava a lambuzar-me como se não fosse nada comigo)

Mas agora a sério, às vezes até eu me assusto comigo própria. Oh raio de genes que me foste transmitir, pai...a culpa disto é toda tua!

London - Day 57: Marias @ Jamie's Italian


Prosciutto spaguetti

Crab risotto (o meu preferido dos três)

Truffle risotto

Cheesecake

Tiramisú

E não é que temos um restaurante do Jamie Oliver perto cá de casa e bem mais barato do que eu esperava pagar?
O atendimento é cinco estrelas. As doses pequenas são mesmo pequenas (75gramas, mais precisamente) - as fotos enganam. O meu risotto - o da terceira foto - estava salgadito (mas eu acho sempre tudo salgado nos restaurantes) mas era bem bom. E a sobremesa era óptima.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Que me desculpem todos os restantes bloggers


Mas eu tenho os leitores mais fofinhos de sempre. Tenho sim senhor.
Pois não é que recebi um e-mail de uma leitora que vem a Londres passar uns dias e ofereceu-se para me trazer uma iguaria portuguesa à minha escolha (não percebo onde é que vocês vão buscar a ideia que eu sou lambona mas pronto, isso é outro assunto que não vamos discutir agora).
Só que eu até sou uma moça assim um bocado grande para o tímida e vou-me conter. Mas só porque daqui a uma semana vou à Madeira e vou matar saudades do bacalhau da avó e do fraguinho da mamã (e muito mais havia para dizer mas vou parar o masoquismo por aqui). Só por isso.

London - Day 56



Ontem foi o dia em que fui ver o musical O fantasma da Ópera com uma das minhas companhias preferidas: a minha.
A única parte chata disso foi sair de lá e não ter ninguém com quem pudesse comentar - e que me percebesse efectivamente - o quanto certas cenas me arrepiaram (e o quanto me enervou ter descoberto que, quando se compram bilhetes baratos, é basicamente para ir ouvir o musical, porque a parte de ver...só mesmo quando os personagens estão no fundo do palco. ah, e quando a girafa que estava sentada duas filas à minha frente decidiu ir à casa de banho por uns minutos - e só para perceberem que não estou a exagerar, há binóculos para alugar na zona onde eu fiquei sentada. isso mesmo, binóculos.).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Da parvoíce


Tenho uma facilidade tão maior em dizer palavrões em inglês do que em português que até assusta.

Parece que as asneiras soam sempre menos graves quando são ditas numa língua estrangeira, não é? (ou isto são só desculpas da minha cabeça para perdoar esta onda asneirenta que se apoderou de mim?)

Para acabar o relatório do fim-de-semana, cá vai o apanhado do Domingo

- O moçoilo do Bangladesh chama-me alternadamente de sweet heart e babe (e a menina não gosta), foi-me buscar ao metro num caminho de 20 minutos a pé debaixo de chuva para me levar à festa de anos do nosso colega e ainda me ofereceu uma cerveja (a minha primeira pint bebida num pub londrino, já agora - e eu devia mas era ter vergonha de estar a confessar isto quando já vivo em Londres há quase dois meses, é o que é). E longe de mim achar que sou a última coca-cola do deserto mas a verdade é que acredito pouco em simpatias extremas - por mais que esta até me pareça genuína - desinteressadas de um homem em relação a uma mulher (a ver se é desta que tenho a prova de que há excepções).


- Ver o gerente jeitosão a chegar todo apetrechado com o fato de andar de mota quando está um frio de rachar é coisinha para me pôr cheia de calor(es).
- Eu estava com a página do Facebook do fracezito aberta a pensar envio-não-envio-envio-não envio quando o meu primo decidiu resolver o assunto e carregar no botão para enviar o bendito pedido de amizade. A modos que estou toda aliviada por estar de folga nos próximos dois dias para não ter que olhar para a cara do rapaz, e preparada para fugir de vergonha depois disso de cada vez que o ver se ele não o aceitar. E se ele aceitar também.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Saturday: 10 hours shift

Acho que tenho um novo amigo lá no trabalho, um moçoilo do Bangladesh que é super simpático e que diz que hoje à noite me vai levar a uma festa de aniversário onde vai estar pessoal do trabalho (a ver se me começo a integrar mais).
Andámos a dar o nome de um bolo lá do estaminé a cada um de nós (o pessoal fica meio maluquinho quando tem trabalho a mais, há que dar um desconto): a mim calhou-me a pear tart (mas com o meu voto vencido, que eu queria ser uma sobremesa de chocolate, ora essa!).


Passei pela cozinha, dei de caras com uma folha afixada com o nome do pessoal que lá trabalha e horários e dei por mim a não só procurar o nome do francezito (o tal com quem almocei no primeiro dia) como ainda a agarrar num pedaço de papel às escondidas (qual elemento da máfia) e anotá-lo para procurar no Facebook (se bem que não sei para quê, já que cheguei a casa e não tive coragem de enviar a porcaria de um pedido de amizade com medo que o rapaz ache que ande eu ando a persegui-lo...pfff sou uma menina.*).
Com uma Maria em Portugal de fim-de-semana, outra em Paris (ai que me dói o coração!! manda cumprimentos meus ao Mickey, Maria) e o primo a trabalhar, dei por mim a preferir ficar lá mais duas horas a trabalhar com colegas de quem gosto (e ao Sábado nunca faltam coisas para fazer) do que vir para casa para estar sozinha.

*Mas escusam de se pôr a magicar que o meu interesse em relação ao rapaz não vai para além de amizade, sim?

sábado, 3 de dezembro de 2011

Friday evening shift (ou de como o pessoal se passa um bocado da cabeça à sexta-feira)

Primeiro, vi-me sozinha no staff room com um colega da cozinha que costuma olhar-me de uma forma um bocado para o perturbadora. Sem perder tempo, perguntou-me se eu tinha namorado e (nunca na vida vão adivinhar o que estava para vir, garanto) se lhe podia contar a história do milagre dos três pastorinhos de Fátima (pelo menos de falta de imaginação não o podemos acusar, certo?). E se não tivesse tempo naquela altura não havia problema nenhum que lhe podia enviar para o e-mail (olha que bela maneira tratar logo ali do assunto).

Pouco tempo depois, estava eu atrás do balcão e aparece-me um moçoilo com um sorriso de orelha a orelha que começou por me perguntar como me estava a correr o dia e que, depois de ser servido, me disse que eu tinha um "lovely smile, by the way". Achei super querido e agradeci, ao que ele aproveitou para perguntar se eu queria ficar com o número de telefone dele para se quisesse "hang out" um dia destes (??). Eu, apanhada completamente de surpresa, disse-lhe qualquer coisa como "no thank you, but you can come back whenever you want" ( sim, foi esta infelicidade que me saíu da boca naquele momento).

Mas ainda mais maluquinha que esta gente toda sou eu, que volto a trabalhar já às 10h e ainda estou por aqui a estas horas a escrever tontices...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E como se trabalhar ao pé do London Eye já não bastasse





Agora tenho esta feira de Natal também mesmo ali à porta.

Ah como eu adoro o mês de Dezembro...

Nunca fui ao cinema sozinha


Mas arranjei tomatinhos (salvo seja) - depois de ter estado quase cinco minutos na porta da bilheteira no compro-não compro-compro-não compro - e comprei um bilhete para ir ver o Fantasma da Ópera. Sozinha (aqui é que está a especialidade da coisa) - que isto de arranjar folgas coincidentes com as do resto do pessoal não é coisa nada fácil

Quem é que é uma mulher independente, quem é? (tenho que fazer esta conversa a mim própria a ver se deixo de achar esta situação tão deprimente).