Eu praticamente não saía de casa ao fim-de-semana se o meu namorado ou amigas não saíssem porque achava deprimente sair sozinha. Eu não decorava trajectos para lado nenhum. Havia sempre alguém que faria isso por mim. Eu tinha receio de ir sozinha de Lisboa ao Porto porque me podia enganar no comboio (verdade). E vamos ficar por aqui embora houvesse muito mais para dizer.
Exacto, eu era uma nulidade.
Portanto minha gente, quando pensarem que são fracos e que não conseguem, que a vida vos deu uma bela duma tareia e que já não têm forças para lutar, lembrem-se de mim. A vida não me tratou bem nos últimos meses (e continua a dar as suas facadinhas subtis de vez em quando), mas foi graças a isso que fiz as malinhas e fui viver a aventura da minha vida para França para o meio de desconhecidos.
Quando me dizem que admiram a minha coragem ainda me dá vontade de rir. Parece que não estão a falar de mim. Coragem é um termo ainda muito recente no meu vocabulário, mas veio para ficar.
Como tudo na vida, o que custa é mesmo começar.
Como tudo na vida, o que custa é mesmo começar.