quinta-feira, 10 de março de 2011

Quando acharem que não são capazes, lembrem-se de mim

Eu praticamente não saía de casa ao fim-de-semana se o meu namorado ou amigas não saíssem porque achava deprimente sair sozinha. Eu não decorava trajectos para lado nenhum. Havia sempre alguém que faria isso por mim. Eu tinha receio de ir sozinha de Lisboa ao Porto porque me podia enganar no comboio (verdade). E vamos ficar por aqui embora houvesse muito mais para dizer.
Exacto, eu era uma nulidade.


Portanto minha gente, quando pensarem que são fracos e que não conseguem, que a vida vos deu uma bela duma tareia e que já não têm forças para lutar, lembrem-se de mim. A vida não me tratou bem nos últimos meses (e continua a dar as suas facadinhas subtis de vez em quando), mas foi graças a isso que fiz as malinhas e fui viver a aventura da minha vida para França para o meio de desconhecidos.

Quando me dizem que admiram a minha coragem ainda me dá vontade de rir. Parece que não estão a falar de mim. Coragem é um termo ainda muito recente no meu vocabulário, mas veio para ficar.
Como tudo na vida, o que custa é mesmo começar.

Troquei o Tejo pelo Mondego durante umas horas





E fiquei encantada. Com este jardim e com esta vista.
O nosso país é mesmo lindo. E eu, a três dias do regresso a França, já começo a sentir saudades disto tudo. E das minhas pessoas...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sabes que o assunto é preocupante


Quando, apesar de até seres uma pessoa que tem por hábito comer rápido, consegues ir almoçar com um homem a um restaurante em que pagas sempre o mesmo independentemente da quantidade que peças (daqueles em que se come pouco, portanto), e ele arruma os talheres antes de ti.
E eu até podia mentir e dizer que ele é que é fraquinho, mas o raio do gajo lê o blogue :p.

terça-feira, 8 de março de 2011

Melhor que receber a visita dos pais da Madeira


Só mesmo recebê-los acompanhados de um dos meus bolos preferidos de sempre: folhado de requeijão e chocolate (da pastelaria Ravioli). De comer rezando, minha gente.

Se precisavam de um pretexto para ir à Madeira não esperem nem mais um minuto. Vão agradecer-me para o resto das vossas vidas, acreditem.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Marias @ Guimarães





Gargalhadas. Confidências. Passeios. Palhaçadas. As 24 minis que comprámos (depois de dizer à senhora da caixa que estávamos cheias de pessoas à espera em casa, que ela não pensasse que eramos umas grandes bêbadas porque somos meninas sérias...cof cof) e que viemos a descobrir que afinal eram médias.

A certeza de que posso ter tirado um curso de que me arrependo todos os dias mas que as poucas amizades que ele me proporcionou são daquelas que não têm preço e que são para a vida.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Em linguagem facebookiana



Gelatina Maria vai participar no evento "Encontro de Marias" e gosta (muito) disto.
Até Segunda, minha gente.

A Gelatina gosta, a família francesa oferece

E para quem esteja interessado não aconselho que comprem esta. Escolhi mal. Não pela
qualidade dos iogurtes, que é óptima, mas porque ela não desliga sozinha ao fim das 12 horas.

Também já posso fazer iogurtes na minha casa de Lisboa. Não escolhi a família mais fofa?
Depois do crème marron (aprovadíssimo por todas as minhas pessoas que já provaram até agora) e do doce de cereja, a próxima experiência em mente é iogurte com cookies. E o frasco de Nutella também já está na despensa a aguardar a sua vez (estava demasiado saudável não estava?). 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Eu entendo pouco ou nada de signos



Mas da forma como a proximidade da água me faz bem, eu só podia mesmo ser Aquário. Acho que era incapaz de viver longe de um rio, mar ou afins. Ia sentir-me sufocada.

Longe de mim achar que percebo mais de cinema do que os senhores da Academia


Mas escolher para vencedor do óscar de Melhor argumento original um filme baseado em factos verídicos não faz muito sentido na minha cabeça (e atenção que eu adorei o filme).
E a parte da originalidade onde é que fica mesmo?

quarta-feira, 2 de março de 2011

O que não mata engorda (e não é pouco, já agora)

Tenho duas características cuja compatibilização é impossível quando se vive em França: 1- adoro pão, 2- tenho a panca dos micróbios e da hiper higiene.
É facto que o pão lá é de ir à lua. Mas a higiente também (no sentido oposto, pois claro). E mais uma vez, há uns dias, fui surpreendida na padaria.


Depois da senhora pôr o meu pão num saco (com as mãos desprotegidas, obviamente) cai um outro ao chão. Ela mantém a mesmíssima expressão, junta o pão, e toca a metê-lo de volta no sítio, à vista de todos os clientes (?!).

Pois bem, entre duas necessidades impossíveis de satisfazer ao mesmo tempo, eu tive que optar. Em Roma sê romano, dizem, e eu escolhi o pão. Se eles não morrem disso eu também não hei-de morrer. Mas se puderem fazer as nojentices longe da minha vista eu agradeço.

terça-feira, 1 de março de 2011

Férias em Portugal: dia 3

De volta ao meu lugar preferido de Lisboa, desta vez para um piquenique.

Que começou assim...

E acabou assim.

Just perfect.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oh Domingo perfeito




Acordar na casa duma das Marias depois dum jantar fabuloso no melhor italiano de Lisboa que conhecemos (Come Prima). Pequeno almoço de rainhas com direito a pão quente e croissants. Almoço igualmente maravilhoso. Belém. Cinema (Discurso do Rei, adorámos. coração nas mãos o filme todo e banda sonora fantástica).
Felicidade. Tanta.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Portugal, j'arrive


Entretanto já se passaram cinco semanas desde que cá cheguei e (há pessoas com sorte) estou numa família de professores, pelo que há férias para todos nas próximas duas semanas.
E eu podia ir de férias com a minha família...podia. Mas desta vez apetece-me ver as minhas Marias e restante tribo. E comer muito atum. E ir ao cinema actualizar-me (posso ir aqui, mas dá jeito perceber as falas, já que por cá fazem questão de dobrar tudo). E jantar fora (falta companhia. nãaaao, não precisam ter pena de mim). E conduzir (mea culpa, que tenho mania que só sei conduzir carros automáticos). E comer sushi a um preço decente. E depois voltar e continuar a ser muito (muito) feliz aqui.

Até já, meu querido Portugal. Família francesa, já estou com saudades vossas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Programa para o último fim de tarde antes de partir de férias

Depois de ir a um sítio especial comprar macarons para levar para as minhas pessoas, vou com uma colega do curso de francês beber um cocktail maravilhoso de tutti-frutti num bar que oferece aulas de iniciação de salsa porto-riquenha (Gelatina Maria continua a surpreender-se a si própria a cada dia que passa), a ver como é que aquilo se desenrola, para decidir se arriscamos ou não.


Vamos com medo, muito medo. 
Na única vez que saí à noite por aqui fui para lá e acabou com uma colega a dar uma estalada num dos franceses que não parava de dançar literalmente em cima de nós e não descolava por nada. Ah, e a receber a estalada de volta sem ninguém fazer nada. Estamos a rezar para o ambiente durante dia ser outro. E para os nossos eventuais parceiros de dança não serem os mesmos que lá estavam nesse dia. Desejem-me sorte que eu bem preciso.

Neve e bolinhos


Ontem tivemos a última aula de francês antes das férias de Inverno. E então houve bolos, bolachas, café e chá (cada um levou uma coisa), mesas todas juntas, jogos e muita converseta.
E se não fosse a neve a cair lá fora eu pensaria que tinha voltado à escola, há muitos anos atrás, quando fazíamos o mesmo para festejar a lição n.º 100. Mais alguém fazia o mesmo?

Um dia, se realizar o meu desejo de ser professora, vou fazer o mesmo. É que cai mesmo bem.