segunda-feira, 23 de abril de 2018

Fim-de-semana

Este fim-de-semana tivemos a visita da família do senhor namorado por Lisboa, pelo que fomos turistas na nossa cidade (e que bom que isso é). Estava cheia de receio das previsões de dilúvios que existiam para o fim-de-semana, mas não é que (para não variar) os senhores do Ipma se enganaram e esteve mesmo bom?
Sábado começámos  por ir ao Lx Factory, e à maravilhosa livraria Ler Devagar.


A parte chata de lá ir ao sábado é que - contrariamente ao domingo - circulam carros e guess what? Até fui atropelada e tudo! Calma, foi coisa pouca (tanto que achei que quando senti a dor achava que tinha sido um carrinho de bébé). 
Adiante. Depois disso seguimos para um lugar onde eu provavelmente já tinha ido mas (estupidamente) há coisa de 20 anos ou mais: ao Cristo Rei. E, com as previsões meteorológicas péssimas, apanhar a tarde de sol linda que apanhámos, foi espetacular.






































Nós subimos ao Cristo Rei (o bilhete custa 5€ para adultos) mas honestamente, depois de lá ter estado, não acho que compense. Aquilo está protegido com grades, pelo que a vista lá de baixo acaba por ser mais interessante (só não temos a perspetiva dos 360º, como se tem lá de cima).

À noite comemos um sushi - maravilhoso! - no restaurante Varanda Azul, que fica no estádio do Restelo.
Já a manhã de ontem foi passada a aproveitar a entrada gratuita nos museus, e visitámos o Palácio Nacional da Ajuda e o Museu dos Coches (a parte nova). Recomendo a visita de ambos, são muito interessantes.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Peru, diário de viagem - Dia 9 (Machu Picchu)

Ao longo dos vários dias de viagem pelo Peru, e de cada vez que eu me maravilhava com alguma paisagem e pensava que a cada dia que passava a viagem ficava melhor (literalmente, foi sempre a melhorar, dia após dia), dava comigo a pensar "E ainda não vimos o Machu Picchu!".
Na véspera deste dia, estava de tal modo entusiasmada que tive alguma dificuldade em adormecer (ainda por cima iam buscar-nos ao hotel de madrugada, às 4h45). Vi as previsões meteorológicas (como em todos os outros dias) e deparei-me com a informação de que teríamos um belo dia de sol, com algumas nuvens. Agarrei nas minhas adoradas gazelle às bolinhas e lá escolhi uma roupa confortável mas que ficasse bonita naquelas que seriam muito provavelmente das fotografias mais bonitas que ia tirar na vida. Mas, pelo sim pelo não, pus o quispo na mala. Quispo esse que não cheguei a despir.
O Machu Picchu fica longe, mas longe! Em Lisboa, estamos a 15 horas (3 voos) de avião (até Cusco), duas horas (e pouco) de autocarro (até Ollantaytambo), uma hora (e pouco) de comboio, e mais uns 20 minutos de autocarro de lá. É o quanto se tem que viajar para chegar ao Machu Picchu! E retirando os voos, que já tínhamos feito antes (voámos até Arequipa e de lá até Cusco fomos de autocarro), tivemos que fazer tudo o resto (ida e volta) naquele dia. Na primeira viagem de autocarro começou a chover. Na viagem de comboio (que é suposto ser muito gira) continuou a chover. Na viagem de autocarro por aquela subida algo assustadora, de terra e cheia de precipícios, até ao Machu Picchu, continuou a chover. E quando lá chegámos, continuava a chover. 
Eu com as minhas gazelle às bolinhas, sem guarda-chuva nem um impermeável, apenas com um quispo supostamente impermeável (que -comprovei naquele dia - deixa de ser impermeável depois de uma hora à chuva).


Cá está o comboio que nos levou de Ollamtaytambo até ao povoado do Machu Picchu.

Tínhamos três horas para estar no complexo arqueológico do Machu Picchu, com visita guiada. O nosso guia ignorou completamente a chuva e lá nos levou, durante três horas, fazendo as suas explicações. Quando saímos do autocarro ele levou-nos àquele que é o lugar onde são tiradas as belas das fotos cliché. E eu, quando lá cheguei, só queria chorar. Mas nada de figurativo...apetecia-me mesmo desatar a chorar, tamanha era a minha frustração.

Isto sou eu, quando ainda conseguia agarrar no telemóvel, a tentar fotografar alguma coisa. Dá ou não dá vontade de chorar? Não esteve este nevoeiro cerrado o tempo todo, deu para ver alguma coisa, mas choveu ininterruptamente (e não foi coisa pouca). O maior problema foi que não passou muito tempo até ficarmos completamente ensopados (gazelle fofinhas inclusive, pois claro), sem lugar onde secar a máquina/telemóvel para conseguir tirar fotografias, e muito, muito (muito!) desconfortáveis (arrependi-me tanto de não ter levado uma daquelas capas de plástico horrorosas para proteger da chuva).













































Pormenor muito interessante sobre o Machu Picchu: esta cidade inca, localizada no topo da montanha, a 2400m de altitude, foi deixada a abandono por aquele povo na altura em que os espanhóis chegaram ao Peru, como forma de proteger aquele lugar de ser invadido. E esse plano foi de tal forma bem sucedido que o Machu Picchu ficou "perdido" durante séculos, até que foi redescoberto, por acaso, em 1911, sendo então a única herança inca que permanece nos dias de hoje em toda a sua autenticidade, sem o "toque" dos espanhóis.
Apenas 30% do que se vê hoje em dia fazia parte da cidade original, mas todas as reconstruções estão feitas de forma propositada e suficientemente distinta da original, de forma a que se consiga distinguir com facilidade o que é original do que não o é.



Não vos vou mentir: aquilo é espetacular (sim, mesmo com chuva), mas eu estive em sofrimento o tempo todo. Era o guia a falar e eu a pensar "Mas quando é que isto acaba?". É isso mesmo: eu, Gelatina Maria da Silva, estava no Machu Picchu...cheia de vontade de ir embora! É que nem nos meus piores pesadelos...mentira, eu tinha pânico de apanhar chuva no Machu Picchu (cheguei a ver fotos de outras pessoas em que não se via, literalmente, um palmo à frente do nariz, e isso sim seria o drama total) mas nunca me ocorreu que fosse passar por aquele desconforto físico horrível como passei (ainda para mais isto aconteceu de manhã e passámos o dia inteiro, até às 20h, com aquela roupa e calçado).





Cá está a minha foto cliché da viagem. A  montanha ao fundo? É imaginá-la, que vos faz bem exercitar o cérebro :p.



Só eu sei o que me custou conseguir este carimbo (e ainda consegui molhar metade das folhas do passaporte).

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Leituras


Messias. Avaliação do Goodreads: 4,19
"Messias" é um thriller/policial do qual eu tinha as melhores referências (tenho em muito boa conta as opiniões literárias da Lénia, que é uma leitora compulsiva com um gosto especial por policiais). 
É um page turner desde o início, à exceção de uma ou outra cenas com descrições detalhadas especialmente macabras em que fiquei à beira da indisposição mas...policial digno do nome tem que suscitar alguns esgares, não é verdade?
Adiante. Mais uma vez comprovei que daria uma péssima detetive (e o momento em que eu achei que tinha descoberto alguma coisa sobre o assassino foi sol de pouca dura), porque não adivinhei quem seria o assassino. E gostei particularmente da forma como o autor vai retratando o personagem principal - o detetive Red Metcalfe - e da forma - para mim genial - como acabou a história no que respeita a este personagem em particular.
Para quem aprecie este género, não deixem de ler este livro. É mesmo bom.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Peru, diário de viagem - Dia 8 (Vale Sagrado)

Este dia foi dos que mais gostei. Foram buscar-nos ao hotel ao início da manhã, e seguimos para um dia de excursão, de autocarro, com várias paragens super interessantes. 
A primeira delas foi no complexo de Awanacancha, onde vimos (mais) rebanhos de lamas e alpacas, várias variedades de milho, e mostraram-nos o processo de fabrico dos têxteis com a lã de alpaca, desde que é tirada dos animais.






























A caminho da segunda visita, parámos num pequeno miradouro com uma paisagem espetacular dos Andes.


 A meio da manhã houve paragem pelo mercado artesanal de Pisac, onde, entre outras coisas, vimos várias das (espetaculares) pedras da prata existentes no Peru e assistismos a partes do processo de fabrico da joalharia com aquele material. Foi tão giro! Por falar em prata, outra das n recordações que gosto de trazer dos países que visito é uma peça de joalharia que me faça lembrar o país. E no Peru o difícil era escolher. Trouxe dois pendentes (um com a cruz andina e outro com o calendário inca) e dois pares de brincos (com a cruz andina e com o símbolo da "Pachamama", a mãe natureza), a ver se me lembro de vos mostrar.


Tintas para colorir as lãs (um pormenor muito engraçado: algumas delas, quando aplicadas, são de uma cor que não tem nada a ver com a que está nestes recipientes).


Presépios fofinhos.


Parámos para almoçar num hotel no meio do nada que tem um dos espaços exteriores mais amorosos de sempre. Oh, lugar mais encantador!















































































A parte da tarde estava reservada a visitar Ollantaytambo, uma das localidades do Vale Sagrado dos Incas, dominada pela arquitetura (impressionante) característica daquele povo. É a única cidade da era Inca, no Peru, que ainda é habitada. Estava um dia lindo de sol, o que nos permitiu desfrutar ao máximo daquele lugar, que é absolutamente fabuloso, magnífico, imponente.
















































Maravilhoso!