quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Menorca - últimos dias

No terceiro dia decidimos ir conhecer as Calas Mitjana e Mitjaneta. Começámos pela Mitjana (a única das duas que tinha indicações na estrada, e que também implicava fazer um pequeno trilho a pé depois de estacionar).
Só uma das praias do primeiro dia tinha o aviso de nudismo, mas o facto é que vimos nus em todas estas praias mais escondidas. Ainda a propósito deste assunto, quando fui passear com o senhor meu namorado ao sítio onde tirámos as primeiras três fotos deste post, assistimos ao longe a uma sessão fotográfica à beira mar entre duas nuas em poses muito interessantes (o destino que iam dar às fotos é coisa que desconheço. atualizar a foto de perfil do Facebook, quem sabe :)?).



E a água? Uns 23/24ºC maravilhosos e super calma.
A única desvantagem da água quente são as belas das alforrecas. Tenho tido sorte na Madeira, onde volta e meia também as há, e nunca fui atingida por uma, mas a nossa amiga não teve a mesma sorte e ao segundo dia de praia lá foi brindada com uma queimadura nada simpática. Houve logo duas pessoas que lhe ofereceram pomada para a ferida, umas queridas (mas das dores e das comichões ela já não se livrou, coitadinha).





Depois de almoçarmos a bela da sandocha trazida do hotel (estas praias, assim como a Turqueta, onde fomos na véspera, não têm bar), decidimos partir em busca da Cala Mitjaneta que, contrariamente ao que tinha acontecido com as outras, não estava sinalizada em lado nenhum. Só sabíamos que era perto daquela onde tínhamos passado a manhã, sendo que havia trilho para os dois sentidos. Numa das nossas tentativas de encontrar a praia, passámos por 10 metros de areia (onde cabem sensivelmente dez pessoas, e tem que ser de pé) e, depois de, já de regresso ao hotel, termos feito pesquisas na internet, apercebemo-nos que aqueles 10 metros de areal eram a praia que tínhamos procurado supostamente sem sucesso. Sim, as praias são tão pequenas que eles dão-se ao luxo de atribuir um nome a 10 metros de areia.
Cá está ele, o gigante areal da Cala Mitjaneta:


A caminho do hotel, ao final da tarde, decidimos ir dar um mergulho à Cala Galdana, que está numa zona urbanizada (mas que não deixa de ser muito bonita), tem estacionamento mesmo ao pé, e é maior que as outras. De todas as praias onde fomos, esta é a melhor para ir com crianças, porque tem a logística muito facilitada. E foi aquela onde vimos mais peixes (nadámos ao pé de peixes enormes, era coisa para meter respeito).
Cá está ela, a Cala Galdana (a única onde consegui andar de um lado para o outro a passear sem ter que mudar o sentido a cada 50 metros por ter chegado a uma ponta da praia :)).



Na quarta feira de manhã ainda fizemos praia em frente ao nosso hotel (na Cala en Bosch). É engraçado que no dia em que chegámos olhei para essa praia e comentei o facto de ser bastante pequena. No último dia, depois de ter visto todas as outras, juro-vos que já me pareceu ter um tamanho bastante razoável. 
Cá está o último mergulho na Cala en Bosch:



Gostei de ir a Barcelona, mas estes dias em Menorca foram absolutamente maravilhosos. Tivemos uma sorte desgraçada com o tempo, conhecemos praias lindas de morrer, e nadei e apanhei sol até me fartar. 
Foi tão, mas tão, tão bom!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Menorca - parte II

Como o nosso objetivo era andar pela ilha a descobrir as praias mais bonitas (que acabam por estar todas relativamente perto umas das outras), e o nosso hotel era no lado oposto da ilha em relação ao aeroporto, nem hesitámos em alugar um carro. Fizemo-lo com antecedência, pela internet, e pagámos à volta de 90€ pelo aluguer de 4 dias (mais a gasolina, que nos custou uns 30€). 
[Já sabem que eu gosto de falar de preços - assunto tabu para muita gente -, não só para ajudar quem possa estar a planear férias do género mas também para quando me apetecer a mim própria relembrar a viagem daqui a uns tempos]
Depois de termos chegado no sábado, o domingo foi dedicado a conhecer as Calas Macarella e Macarelleta, cujas fotos estão no post anterior a este.
Estacionámos o carro no parque reservado às praias e fizemos um trilho bastante acessível, de pouco mais de 1 quilómetro, com alguma inclinação, até chegarmos à praia. Seria um passeio mais agradável de fazer com sapatilhas nos pés e sem tralhas de praia às costas, mas fez-se muito bem. E a recompensa de acabar o caminho e encontrar a praia Macarella é assim qualquer coisa de fantástico.
Nesse dia, passámos a manhã nessa praia, comemos um hambúrguer no bar da praia (essa tem bar, nem todas têm) e seguimos em direção à cala Macarelleta, por um trajeto curto sempre com vista para o mar (e que vista!).
À entrada da Cala Macarelleta havia uma placa a indicar que era uma praia de nudismo. Olhámos, à distância, para o pessoal que lá estava, e vimos de tudo: nus, semi nus, e os compostinhos. O senhor meu namorado e o nosso amigo, todos encalorados, seguiram à nossa frente para a praia, ansiosos por um mergulho (pelo menos foi a história que nos venderam ;)). Quando eu e a minha amiga lá chegámos, os nossos homens tinham, pelo maior dos acasos, "estacionado" as toalhas ao pé das únicas nuas jeitosas do pedaço (em defesa deles, se é para ver nus, também eu prefiro ver moças novas e jeitosas do que outros cenários - que também têm direito a exibir a sua nudez, pois está claro, mas eu também tenho direito a não adorar a cena, desde que me comporte e os respeite, que foi obviamente o que fizemos). 
Quando estávamos na praia, chegou um grupo de adultos e crianças (que falavam castelhano), que ficaram perto de nós. A reação das crianças quando se aperceberam que havia nus na praia foi tão engraçada que foi o cabo dos trabalhos para não desatarmos à gargalhada com eles (é tão difícil ser adulto às vezes).
Não sei se foi por serem as primeiras que vimos, mas as praias do primeiro dia foram as que me deixaram mais maravilhada. 
A do segundo dia - Cala Turqueta, que está nas fotos abaixo - também era lindíssima, mas como é parecida às da véspera já não causou o mesmo impacto.


[E o bom que é viajar com alguém que nos tira fotos desprevenidos a toda a hora? Ah, como eu queria que o meu homem fosse assim!]







terça-feira, 11 de outubro de 2016

Depois de Barcelona, fomos a Menorca

O destino principal da nossa viagem sempre foi um sítio relativamente barato onde pudéssemos fazer uns dias de praia (já que este ano não houve Porto Santo para ninguém...snif). Mas como o verão já lá vai (pelo menos no calendário) e nos apercebemos que não havia voos diretos para Menorca, pareceu-nos bem juntar Barcelona à viagem (assim, se apanhássemos mau tempo em Menorca, sempre teríamos as memórias de Barcelona para nos consolar).
Depois de ver tantas fotos por esses Instagrams e Facebooks fora, andava com vontade de conhecer as Baleares. A escolha por Menorca deu-se depois de uma conversa com uma pessoa querida que me mostrou umas fotos espetaculares das praias daquela ilha (para além de ser mais calma do que Ibiza e Palma de Maiorca, e provavelmente também mais barata). Pus-me a investigar preços do alojamento e fiquei agradavelmente surpreendida: como éramos dois casais, ficámos numa espécie de apartamento dentro de uma urbanização pertencente ao hotel Villas del Lago, com dois quartos, em regime de pensão completa (a ideia inicial era escolher meia pensão para passar o dia na praia, mas a diferença de preço era quase nenhuma). O preço do apartamento para quatro noites para os dois casais, incluindo taxas e a pensão completa, ficou-nos por 1000€ (a pensão completa excluía bebidas). Achei o preço bastante simpático (talvez em época alta seja mais alto). Quanto às viagens de avião, fizemos todas pela Ryanair (Porto-Barcelona e Barcelona Menorca e o regresso) e pagámos perto de 150€ por pessoa.
Chegámos ao hotel ao final da tarde de sábado, estafados depois de três dias a bater perna em Barcelona, prontos para quatro dias a fazer pouco mais que comer, torrar ao sol e nadar. Que maneira mais do que maravilhosa para recuperar energias!

Cá está o nosso apartamento, e a piscina a partilhar com os outros apartamentos (os nossos homens deram um mergulho mal chegámos no sábado, mas de resto não pusemos lá os pés. com praias tão maravilhosas pela ilha e apenas quatro dias disponíveis, seria quase um crime ficar na piscina do hotel).
Deixo-vos com as fotos das praias que visitámos no nosso primeiro dia completo em Menorca: Calas Macarella e Macarelleta. 








No próximo post falo-vos das praias, e das experiências que tivemos por lá.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O início das nossas férias - Barcelona

Não foi a minha primeira vez em Barcelona (mas, atendendo às minhas poucas recordações, foi quase como se tivesse sido). Eu fui uma criança privilegiada que viajou por diversas vezes na companhia dos pais e irmãos e, aqui me confesso, na altura não era grande fã de viagens culturais (mais não fosse porque passava mais de metade delas a fugir do meu irmão mais velho, que estava tão ou mais entediado do que eu e tinha como entretenimento favorito dar-me cabo da paciência). Adiante, não sei se é esse o motivo de ter poucas memórias das viagens que fiz há mais de dez anos, ou se é mesmo apenas por ter uma memória de gafanhoto. Uma mistura dos dois, é capaz de ser isso.
Mas e então o que tenho a dizer dos dois dias (e meio) que passámos em Barcelona?
Antes de mais, que não foram suficientes para tudo. A cidade é grande e os pontos culturais de interesse não estão mesmo nada concentrados (e nós podíamos ter planeado a coisa um bocadito melhor, também é uma verdade). Para além disso, há sítios cuja entrada é muito cara mesmo (por isso recomendo a compra dos passes combinados de várias entradas, em função daquilo que tenham mais interesse em ver). 
Fizemos esta viagem com um casal de amigos. Arrendámos um apartamento muito giro para os quatro, com uma boa localização, e pagámos 265€ pelo apartamento para duas noites (o alojamento em Barcelona não é barato).
O primeiro dia foi dedicado a passear pelo centro da cidade. Visitámos a catedral, o Museu Picasso (a entrada custa 12€ por pessoa e na minha opinião vale bastante a pena), fomos até à marina e acabámos o dia a tapear no único restaurante que recomendo daqueles onde fomos (não que tenham sido todos maus, mas não eram nada de maravilhoso, à exceção deste): o Caramba.

Pelas ruelas de Barcelona.

A Catedral.

As tapas do Caramba: ceviche de salmão com guacamole (tão bom!), batatas com uma maionese ótima, frango panado (que não é coisa que eu aprecio - pedimos tudo para partilhar), chouriço (também no me gusta por isso não posso opinar) e um borrego delicioso, que ainda não tinha chegado à mesa quando esta foto foi tirada. Tudo regadinho com uma sangria deliciosa. Admito que os pratos não estão especialmente fotogénicos, mas foi um verdadeiro pitéu, a minha refeição preferida das férias.
No segundo dia começámos por ir à Sagrada Família comprar os bilhetes, que já só estavam disponíveis para o final da tarde (a entrada mais simples para menores de 30 custa 16€, e acima dessa idade 18€. auch!) e depois andámos a passear pelas casas de Gaudi (lindas por fora. por dentro ficou por ver, porque cada uma custava uma pequena fortuna para visitar).

Casa Battló

La Pedrera (a entrada custava 20€. fica para uma próxima...)

Parque de la Ciudadella


Mercado La Boquería. Tão giro!

A escolher recuerdos pelas Ramblas.


Sagrada Família. As obras do interior já estão terminadas desde 2010 (as do exterior têm o fim previsto para 2026). É linda, tanto por fora (apesar dos n andaimes e gruas) como por dentro. É enorme, tem vitrais espetaculares, é mesmo bonita.
No último dia fomos até ao Parque Güell mas, com muita (mesmo muita) pena minha, tínhamos avião para apanhar ao final da tarde e já não conseguimos bilhetes para de manhã, pelo que nos ficámos pelas zonas de acesso gratuito do parque.

Uma das vistas do Parque Güell. Com a Sagrada Família lá ao fundo.



Não ficou no meu top de cidades preferidas, mas gostei muito de Barcelona.



[Não me pus com muitos pormenores logísticos sobre a viagem, mas se tiverem alguma pergunta em que vos possa ser útil perguntem à vontade que eu respondo, sim?]

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Reflexões profissionais


Nunca gostei especialmente daquilo que faço, e sempre me fui agarrando ao facto de ter um ótimo ambiente de trabalho para me ir "aguentando", e também de certa forma para sossegar a minha consciência e justificar a minha inércia por não fazer nada para mudar e procurar algo que me preencha.
Há uns meses mudei de Lisboa para o Porto e deixei o tal do meu ótimo ambiente de trabalho para trás (apesar de continuar na mesma equipa e ter as mesmas pessoas disponíveis para me ajudar, apesar de à distância não ser exatamente a mesma coisa), mas a verdade é que me mudei para uma sala que também tinha muito bom ambiente e colegas de quem gostava muito (só não eram as "minhas" pessoas e ao início custou muito). 
Alguns meses passados, decidiram mudar a logística toda do meu local de trabalho e fui colocada naquela que (por vários motivos que não interessam agora) é a pior sala do edifício.
Acho que ainda não caí bem em mim (por enquanto estou a aguentar-me relativamente bem), mas ontem dei por mim a pensar se isto não seria a vida a facilitar-me as coisas e a dar-me o empurrão que eu precisava para ir, finalmente, em busca da minha felicidade a nível profissional. Afinal de contas, o que tenho agora a perder é bem pouco. 

[Também podia voltar para Lisboa, e não vou dizer que isso não me passa pela cabeça. Passa, e não são poucas as vezes. Mas pelo menos para já essa hipótese não está em cima da mesa]

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Voltei


Ainda ontem a esta hora andava eu de biquíni a mergulhar nas águas fa-bu-lo-sas de Menorca, e agora já aqui estou sentada a um secretária com o meu belo bronze todo escondido debaixo de collants e casacos. Não me importava nem um bocadinho de ter ficado por Menorca até ao final desta semana, mas o dever chamou e cá estamos de volta.
Fizemos uma viagem a quatro que começou por Barcelona na 5a, 6a e sábado, e acabou com quatro dias em Menorca, onde andámos a passear pelas praias mais espetaculares que os meus olhinhos já viram e onde o meu corpinho já nadou (tudo bem que ainda não conheço a América do Sul e o mais longe onde já fui a Oriente foi a Rússia, mas aquelas praias são mesmo qualquer coisa).
Eu volto com mais notícias sobre estas férias, quando arranjar um tempinho para descarregar as dez mil fotos que tirámos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Os dias mais aguardados dos últimos tempos


Chegaram! Alegria!
As nossas férias "grandes" (de duas semanas, mais precisamente) foram há dois meses, mas eu era capaz de jurar que foram há duas décadas. Não propriamente por estar de rastos a precisar desesperadamente de descanso, mas apenas por já se ter passado tanta coisa na minha vida depois daqueles maravilhosos mergulhos no mar madeirense e os belos passeios em território russo.
Eis que é chegada a hora de gozar de mais quatro dias úteis (e um fim-de-semana pelo meio) ali ao lado em território de nuestros hermanos. A ideia é dar à perna nos primeiros três dias e tostar ao sol e dar muitos mergulhos nos últimos quatro. A última consulta que fiz ao boletim meteorológico daqueles lados diz-me que sim, que vamos ter uns belos dias de verão (que nos vão permitir um belo bronze que será depois alegremente escondido debaixo de calças e casacos no maravilhoso outono portuense, mas isso agora não interessa nada).
Duvido que vá pôr os pés por aqui antes da próxima quarta-feira, mas podem sempre ir cuscando o que ando a fazer no Instagram.
Hasta pronto, gente querida!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Decisions, decisions...

O meu calçado de inverno está a precisar duma valente reforma. Queria trocar os meus botins pretos (e as botas também, já que para aí 75% da minha roupa de inverno é desta cor. e até parece uma tarefa fácil, não parece? não quisesse eu umas botas abaixo dos joelhos, e para aí 90% do que está à venda esta coleção é acima dos joelhos ou então botins), as minhas botas camel, e gostava de comprar uns sapatos oxford, só assim para não passar o inverno de botas.
Já andei a ver todos os sites que me lembrei de lojas com variedade de calçado e com um mínimo de qualidade (Asos, La Redoute, Spartoo, Lemon Jelly...mais alguma ideia por aí?) mas no que toca a esta peça de vestuário fico sempre reticente a comprar sem ver e experimentar primeiro.

Oxford fofinhos em bordeaux, da Lemon Jelly.

Daqui (o meu receio com os oxford é sempre o mesmo: que os sapatos pareçam pouco femininos nos pés).


Gosto tanto destas, estou mesmo tentada. Aqui.





A Massimo Dutti e os seus modelos básicos (mas lindos) do costume.


Massimo Dutti de criança (com tamanhos até ao 39).

Vou refletir sobre o assunto, a ver se começo a tratar dele quando voltar de férias. (por falar nisso, já vos disse que amanhã vou de férias? Ieiii!)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Fazer algo que nunca se fez antes (por mais - aparentemente - básico que seja)

Depois de me ter auto sabotado umas 50.000 vezes, ou porque "ah e tal à hora do Pilates há abdominais com a minha prof preferida que me põe os abdominais a trabalhar como mais ninguém e ainda não desisti do objetivo de nem que seja em 2030 ter um abdominais iguais aos dela" ou porque "al e tal aquilo é muito paradinho e eu gosto é de movimento, vai-se a ver e ainda adormeço a meio da aula" ou (a principal de todas e a mais verdadeira) "nunca fiz uma aula de Pilates na vida e gosto pouco de fazer figuras de urso à frente de outras pessoas e já me viram se o professor passa 50 minutos a corrigir-me os movimentos, quanta vergonha eu vou passar?", lá fui eu experimentar uma aula de Pilates (conforme me tinha sido recomendado por n pessoas e estava inclusive no meu plano de treinos há meses - o meu plano de treinos, assim só para chatear, praticamente só exclui as minhas duas aulas preferidas: Zumba e Body Attack).
Andava (ando) um bocado desiludida comigo própria e com o meu lado acomodado e avesso à mudança e achei que era um bom dia para mostrar a mim própria que ainda há em mim qualquer coisa que se aproveite (neste caso, coragem para experimentar uma aula que me ia deixar completamente fora da minha zona de conforto, o que, parecendo uma coisa simples de fazer ao comum dos mortais, a mim custa-me e não é pouco). E lá me enchi de coragem e fui.


Não vou dizer que o tempo passou a voar e descobri que afinal nasci para aquilo. Nada disso. Aliás, quando, no início da aula, o professor nos mandou entrar em modo relaxamento total pensei logo "Pronto, já me lixei, eu lá vou conseguir relaxar quando estou para aqui com medo de não conseguir fazer nada do que me vai ser pedido?" mas lá fui fazendo as coisas à minha medida e, modéstia à parte, até não me safei mal.
Senti que trabalhei a sério, mas não saí de lá transpirada (eu sou pessoa que sua pouco em geral, mas do Pilates saí tão seca quase como se tivesse ido ao café) e então lá fui fazer o meu plano de musculação a seguir.
Isto foi ao final do dia, na sexta-feira. Nessa noite dormi quase 11 horas (coisa algo rara em mim) e acordei com os músculos bem pesados. Posso não ter suado na aula, mas o meu corpo não mente: trabalhei e não foi pouco. E prometo que não vou demorar um mês ou dois a repetir a aula. Não vou mesmo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Fim-de-semana

Com o outono a chegar, os fins-de-semana começam a ser mais calmos (e eu começo a tentar não deprimir só de pensar na chuva e no frio que estão aí a chegar).

No sábado voltámos ao BH Foz, que continua a oferecer 30% de desconto para as reservas feita através do The Fork. Pedimos uma sangria (e eu ainda não tinha acabado o primeiro copo e já estava com a cabeça às voltas. está para nascer alguém menos resistente a álcool do que eu) e, para ele, uma pizza, e para mim um risotto de gambas e espargos (já vos disse que adoro risottos?). Ainda pedimos uma sobremesa para cada um (a oferta dos 30% implica pedir, para além do prato principal, entrada ou sobremesa, e aqui a gulosa de serviço prefere sempre sobremesa) e basicamente saí do restaurante não só meia bêbada como a rebolar com tanta comida.

Seguiu-se um passeio à beira-mar, na Foz, e não é que (agora que as temperaturas já não convidam a fazer praia) não estava vento? Coisa mais estranha, mas muito agradável.

À noite fomos ao cinema ver o "Milagre do rio Hudson", sobre o avião que aterrou no rio Hudson em 2009, em Nova Iorque. Dei por mim várias vezes colada à cadeira quase sem respirar. O filme é mesmo muito emocionante, muito bom, adorei.
Já o dia de ontem foi passado em família, e ao final da tarde comecei os preparativos da mala de viagem para as férias que estão aí à porta (sim, que eu sou daquelas pessoas que demora sensivelmente 20 horas no total a fazer uma mala para uma semana).