quinta-feira, 18 de junho de 2015

Dias 5 e 6 @ Marrocos - Rabat, Mèknes, Volubilis e Fès

Continuando (e terminando) o nosso tour da semana passada por Marrocos, a noite de quinta para sexta feira foi passada no Riad Marhaba, em Rabat. Tomámos o pequeno-almoço neste terraço.

Depois de termos passado o final da tarde da véspera a percorrer parte do mercado de Rabat (bem mais calmo que o de Marraquexe), fomos passear aos Kasbah das Oudaias, ainda naquela cidade. Algumas ruelas fazem-nos sentir numa ilha grega.


Eu queria ter fechado as pernas, a sério que sim, mas as vertigens não me deixaram.

Olha a pirosice fresquinha!

Ao final da manhã, parámos em Mèknes.

Onde tivemos direito a almoço com vista!

Na parte da tarde fomos visitar as ruínas romanas de Volubilis.

"Oh amor, e que tal deixares o gato quieto e fotografares-me a mim?"

E ao final da tarde chegámos a este paraíso, em Fès. Chama-se Riad Jean Claude, sendo este o nome do proprietário. O Jean Claude, assim como o Patrick em Marraquexe, era um anfitrião 6 estrelas. Emprestou-nos um guia de Fèz, levou-nos a duas colinas diferentes, no carro dele para vermos várias perspetivas da cidade, estava sempre com um sorriso na cara pronto a ajudar e ainda chegou ao final da nossa estadia e não nos cobrou a taxa municipal (a que tanta polémica gerou quando alguém se lembrou da possibilidade de a cobrar em Lisboa, e que se cobra em muitos países, nomeadamente na Europa, e ninguém se choca), sendo que, sendo devida ao município, significa que ele diminui a sua margem de lucro em prol de deixar uma boa imagem aos clientes. Mais uma vez, fiquei encantada. Fico sempre de coração cheio quando conheço pessoas genuinamente boas. Faz-me ter esperanças no mundo em que vivemos.

A única experiência má que tivemos neste Riad foi mesmo a meio da noite em que, dando as portas do quarto diretamente para a rua, acordámos às 4h da manhã com senhores a berrar (literalmente) em altifalantes para chamar os fiéis para uma das 5 rezas diárias (o estranho é só termos acordado mesmo naquela noite) - coisa que ouvíamos todos os dias, várias vezes, mas digamos que a meio da noite a coisa ainda se torna menos agradável.

Fiquei encantada com a louça marroquina (que se vê à venda em todos os mercados).

Vista da cidade de Fès.


Não fiquei super fã de Marrocos nem da maioria dos marroquinos com quem nos cruzámos (retirando os nossos anfitriões fofinhos do deserto e alguns empregados nos restaurantes). São demasiado gananciosos, aproveitam qualquer informação que precisemos para nos sacar dinheiro. E é um país sujo, cheio de lixo e de prédios degradados. 
Mas tem paisagens lindíssimas, tem o deserto que para mim foi uma experiência que vai ficar guardada num cantinho especial da minha memória, e tem a vantagem de nos mostrar a cultura muçulmana sem termos que atravessar centenas de quilómetros. Ah, e tem pechinchas que valem muito a pena, desde produtos de óleo de argão, especiarias, chás e louça de argila linda.
Regressei com vontade de voltar um dia, para conhecer a cidade de Chefchaouen (que parece linda e não tivemos tempo de visitar) e para trazer uma mala cheia de compras marroquinas.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

É com cada um mais lindo que o outro

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Isto sem contar com os modelos que já estão esgotados. Todos da Cantê Lisboa. Todos maravilhosos.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Dias 4 e 5 @ Marrocos - Ouarzazate, Marraquexe e Casablanca

Na terça feira saímos cedo do deserto e fizemos o caminho de regresso a Marraquexe, desta vez com paragem em Ouarzazate.

Parte da paisagem a caminho de Ouarzazate.

Paragem no caminho.

Fomos ao Atlas Studios, onde foram filmadas cenas de vários filmes conhecidos como a Múmia ou  o Babel. Os cenários não estavam minimamente preservados, a visita não me entusiasmou muito.


Este foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Marrocos: o ksar de Ait Benhaddou, em Ouarzazate, que é património da Unesco (e onde foi filmada uma parte do Gladiador). É um sítio pequeno e encantador, lindo!

A vista do topo do ksar.

De regresso a Marraquexe, ficámos hospedados num outro Riad, desta vez dentro da Medina: o Riad Chafia. Fomos recebidos por um francês, o Patrick, que só não é o melhor anfitrião com quem já me cruzei na vida porque mais tarde, em Fez, houve um outro senhor que lhe fez concorrência. 
O Patrick levou-nos até ao restaurante quando lhe pedimos indicação de um bom sítio para comer (fazendo um caminho de 5 minutos a pé, que voltou a fazer mais tarde com outros turistas que também pernoitaram no Riad) e ofereceu-se mais de uma vez para nos levar a passear lá perto se quiséssemos (mas só íamos lá passar a noite, e o cansaço apertava). Para além disso, o nosso amigo passou a noite mal disposto e, de manhã, o rapazinho muçulmano que nos serviu o pequeno-almoço deu-lhe um chá milagroso que o curou em três tempos (chama-se zatar o chá. e ao que parece é difícil encontrar fora de Marraquexe). Quando perguntámos ao Patrick onde é que podíamos comprar aquele chá, ele não só mandou logo o rapazinho ir comprar chá para nós como ainda rejeitou-nos o dinheiro do chá (e acreditem que depois de 4 dias a lidar com pessoas para as quais basta quase olhar de relance que já nos querem extorquir dinheiro, aquela atitude toca especialmente). Se querem ser tratados como reis em Marraquexe, decorem: Riad Chafia.

Antes de rumar a norte, ainda fomos ao Jardin Marorelle (por recomendação do Patrick), e não nos arrependemos nem um bocadinho, é lindo.





Seguimos então para Casablanca, para visitar a Mesquita Hassan II (das únicas no país onde os não muçulmanos podem entrar para visitar). Por fora, a Mesquita é qualquer coisa de fantástico. Linda!

Cá está ela.

Acabámos o dia a dormir em Rabat, a capital de Marrocos.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dias 3 e 4 @ Marrocos (ou a nossa aventura no deserto do Sahara)

Na segunda feira de manhã, ainda em Marraquexe, fomos buscar o carro que tínhamos alugado para o resto da semana e fizemo-nos à estrada em direção a Zagora.
O percurso entre as duas cidades tem à volta de 360 km em estrada regional, com curvas e contracurvas, autocarros, camiões, enfim, um cenário que não é propriamente animador e que demorámos cerca de 8 horas a percorrer (com paragem apenas para almoço rápido). Valeu-nos o facto de irmos um bocado na ignorância, senão tínhamos perdido a coragem.

Foto tirada na primeira paragem técnica do percurso, já com o estômago bastante embrulhado.

Uma pessoa tem que se entreter com alguma coisa em tantas horas de viagem.

Olha a escola mais amorosa!

Vimos paisagens lindíssimas no caminho.

Chegados a Zagora, ao final da tarde, fomos ter ao ponto de encontro acordado, onde fomos recebidos pelo anfitrião das tendas Bivouac Karim Sahara, que nos apresentou a um dos três árabes (mega simpáticos!) que iam "cuidar de nós" no deserto. Do centro de Zagora até à zona do deserto são uns 10 km, que percorremos de carro atrás do nosso guia (que ia de moto). Estacionámos muito perto das tendas.
Os primeiros minutos depois de pisarmos o Sahara foi qualquer coisa de espetacular (diria que parecíamos quatro crianças, tal ela a alegria!). Só os primeiros minutos serviram para compensar todas as horas de estrada. Que paz! Que sensação maravilhosa de liberdade! Passei o resto do dia com um sorriso constante de felicidade, a querer memorizar cada segundo daquela experiência fantástica. 





À noite comemos um jantar (Tagine, para não variar) preparada pelos nossos três árabes, com quem conversámos imenso, mesmo com as limitações linguísticas (o inglês deles, o francês da maior parte de nós), contámos piadas, adivinhas, e eles cantaram para nós músicas típicas marroquinas (difícil foi mesmo calá-los para irmos dormir).

Cá está o interior da tenda. A noite foi calminha (retirando os dois barulhos de animais que não consegui identificar e que me fizeram maldizer o facto de nos terem dado camas de solteiro que me impediram de me agarrar ao senhor meu namorado. sou pouco medricas, eu.). Levantámos por volta da 8 da manhã e já estava uma brasa bem jeitosa.

Bom dia, Sahara!

Adeus, Sahara, obrigada por esta experiência maravilhosa!

domingo, 14 de junho de 2015

De volta à civilização

Pois é, cá estou eu de volta a Lisboa, carregadinha de fotos marroquinas para vos mostrar. Para quem não me acompanhou pelo Instagram, o destino escolhido para estas férias foi Marrocos.
Se me perguntarem se gostei da viagem a resposta é simples: muito. Se me perguntarem se gostei de Marrocos a resposta já terá que ser um bocadinho bipolar: adorei umas coisas, outras não gostei nem um bocadinho. Mas vamos lá então a um pequeno resumo da minha semana, começando pelos dois primeiros dias.


Fui com o senhor meu namorado e dois amigos nossos. Chegámos a Marraquexe no sábado da semana passada, altura em que as temperaturas máximas andavam perto dos 40ºC. A sensação de sair do avião foi bastante semelhante à de abrir um forno: muito sufocante! Tínhamos um táxi à nossa espera (previamente contratado pela Internet, para não sermos enganados logo à chegada), que nos levou ao Riad Marrakech House.

Aqui está uma das partes comuns do Riad (Riads são casas tradicionais marroquinas, estruturadas em volta de um pátio interior). Tendo em conta que, segundo nos disseram, os hotéis de Marrocos deixam muito a desejar, não tenho dúvidas que fizemos a melhor escolha em só dormir em Riads. Eram todos lindos e com preços bastante simpáticos (à volta de 30 e poucos euros por pessoa, por noite).

Uma das centenas de cenas surreais a que assistimos na estrada. O trânsito em Marrocos é caótico. Ninguém pára nas passadeiras (os peões têm que correr literalmente pela vida e rezar a todos os santinhos para chegarem vivos ao outro lado da estrada), as pessoas mudam de fila na estrada conforme lhes dá jeito sem avisar ninguém, podem ir 8 pessoas dentro de um carro de cinco, bébés de colo em motas (!), capacetes só assim muito de vez em quando, e tudo nas barbas da polícia. Mas a velocidade, essa é tão sagrada como o Alá e tem que ser respeitada.

O primeiro passeio que fizemos foi à Medina (ou seja, parte antiga da cidade, normalmente dentro de muralhas) de Marraquexe. Quando saímos do autocarro, ao pé da praça principal (Jemaa el-Fna) o cheiro era qualquer coisa semelhante com o jardim zoológico, mas ainda mais intenso: um no-jo! E quanto mais nos aproximávamos do mercado (ou souk, como são chamados os mercados árabes), pior ficava. Esta foto tem como pano de fundo a Mesquita Koutoubia.

O mercado é gigantesco (tem mais de 4000 lojas), vende coisas super engraçadas mas para nós foi a grande desilusão de Marraquexe: para além do cheiro asqueroso, a parte da comida mete nojo (os doces então estavam cheios de abelhas e afins), o chão é muito sujo, não se pode parar 2 segundos numa loja que somos logo abordados por uma série de lojistas que são muito insistentes (ou a impingir produtos, ou a pedir dinheiro porque ousámos tirar uma foto ao estabelecimento), e em cima disto tudo ainda há um aspeto muiiito desagradável que é o facto de as ruas serem bastantes estreitas e estarem constantemente a passar motas, das quais temos que nos desviar a cada 5 segundos.

Paragem para o almoço no segundo dia (e Gelatina Maria a ser apanhada por senhor namorado enquanto também ela tirava fotos).


Almoçámos com esta vista (a das três fotos anteriores).

Comemos Tagine (que é o prática mais típico de Marrocos. Tagine é o nome do recipiente de barro onde é cozinhada esta comida, que pode ter todos os ingredientes e mais algum). Esta era de galinha com limão.

Experiências fotográficas num dos museus que visitámos em Marraquexe.

Pelas ruas de Marraquexe.

sábado, 6 de junho de 2015

Diz que está a começar a minha primeira semana completa de férias de 2015


Adeus, Lisboa. Voltamos a ver-nos no próximo fim-de-semana.

Nos entretantos, podem ir cuscando ali para os lados do Instagram que andarei por lá.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Tanta inveja que eu tenho do sexo masculino nestes momentos


Vamos viajar amanhã, sendo que vamos estar fora uma semana. Eu ando a fazer a mala desde segunda-feira. Já ele, ainda nem pensou no que vai levar, e garanto-vos que vai ter o saco dele pronto em pouco mais de cinco minutos, para não variar. 
Damn it, porque é que eu sou tão gaja?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Dramas domésticos #3


Ele, esta manhã, quando acabei de me vestir: Ena...para onde é que vais toda gira?
Eu: Estás a dizer que estou gira porque me queixei há dois dias que não me tens dado elogios ou porque estou mesmo gira?
Ele: Porque estás mesmo gira.
Eu (a meter-me com ele, mas com ar sério): Então quer dizer que nos outros dias não costumo estar gira, é isso?
Vejo a cara dele de quem está a ficar desesperado e digo, a rir:
Depois ainda me admiro se não voltar a receber um elogio que seja no próximo mês.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Em contagem decrescente

 
Faltam quatro dias úteis para tirar uma semana de férias. Faltam quatro (infindáveis!) dias para eu ir fazer uma das coisas que mais gosto na vida (é muito difícil de adivinhar o que é, não é :)?).

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Momentos do fim-de-semana


A manhã de sábado começou com uma ida à Baixa.

Que acabou em desgraça. Grande, enorme, gigantesca desgraça!


Logo na tarde de sábado já tratei de estrear um biquíni e esta almofada de praia linda que me ofereceram na Calzedonia (pelo facto de eu ter levado praticamente metade da loja para casa).

Ontem houve ida à feira do livro (e houve Gelatina Maria super mega contida porque ainda lhe pesava a consciência da véspera. pode ser que lá para meio da semana lá volte para trazer alguns dos 500 livros que me ficaram debaixo do olho).

Uma ínfima parte do açúcar que ingeri durante o fim-de-semana (crumble de amêndoas e morango com gelado de iogurte).

Passeios de domingo a dois, para acabar a tarde em beleza.

E o quanto eu gosto de contemplar este rio!