Eu, a maior devoradora de chocolate deste mundo e arredores, fiz uma aposta com o senhor meu namorado para ver quem é o primeiro a cair em tentação (o que para mim corresponde a tocar em qualquer coisa que leve chocolate, e para ele em bolos).
Em plena quaresma, quando eu devia era andar a passear alegremente no supermercado a decidir entre amêndoas de leite ou de chocolate preto, dá-me para uma estupidez destas!
Melhor que isto só mesmo o facto de ter conseguido fazer esta aposta quando estou a entrar naqueles dias do mês. Ele que depois se queixe que estou de mau humor...
Li só o primeiro e não me parece que vá ler os restantes. Não desgostei da história mas, e apesar de não fazer questão de ler cenas de sexos tão explícitas, nem foi isso que me incomodou. O que me incomodou foi serem cenas tão irreais, em demasia. E como gostei da forma como acabou a história e sei bem que no segundo livro vai tudo mudar (e as cenas de sexo vão deixar de ocupar 50% das páginas para passarem a ocupar 90%), prefiro ficar-me por aqui.
É uma história sufocante, revoltante. Mas muito boa.
Retirando o final, que me deixou bastante frustrada (é bem capaz de a autora ter optado por aquele fim para poder dar continuidade à história se a coisa lhe corresse bem, como parece que tem corrido), gostei muito. As reviravoltas constantes prendem-nos ao livro.
Eu já li A sombra do vento e O prisioneiro do céu, mas para mim este é o melhor. É engraçado pensar que eu teria detestado ver esta história em filme (aliás, nem conseguiria, tem cenas de terror autêntico) mas o livro... a-d-o-r-e-i. O Zafón é um génio!
O que mais gosto na nossa relação: o facto de ele conseguir pôr-me a rir a toda a hora, em qualquer circunstância.
O que menos gosto na nossa relação: o facto de ele conseguir pôr-me a rir a toda a hora, em qualquer circunstância (mesmo quando eu quero passar a imagem que estou chateada com ele por um motivo qualquer).
Acabei de ouvir estas palavras a saírem da boca daquela que me pareceu uma avó, dirigidas ao neto que não tinha mais que anos de idade, em plena padaria. Ainda não recuperei do choque.
Depois não se admire se daqui a uns anos tiver um monstrinho como neto.
(sem qualquer tipo de spoiler, até porque ainda nem vou a meio do livro)
Na noite passada sonhei que tinha morto o sr. meu namorado com as minhas próprias mãos.
Ele diz que esta noite vai dormir no sofá da sala e de porta trancada, just in case (já que eu tenho duas experiências de sonambulismo no meu currículo... Em minha defesa, já aconteceram há muiiiitos anos).
Só para dizer, pela 1837ª vez, que namoro com um príncipe (que desta vez foi a casa de fim-de-semana e que voltou acompanhado destas pequenas maravilhas, fofas e deliciosas que só elas).
Falta-me inspiração para passar para palavras o quão bom foi este primeiro mês. Mas, pensando bem, sou capaz de nem conhecer palavras que consigam descrever fielmente esta sensação de que tudo encaixa na perfeição, de que tudo está como devia estar, de que é isto, é mesmo isto que eu quero para mim.