sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Baby steps

Hoje consegui dar este conselho (à pessoa que tem o coração no estado mais parecido ao meu que eu conheço):
"Deixa as coisas acontecerem com naturalidade, não fujas. Bem sei que nós dois já nos magoámos muito mas a verdade é que o raio desse sentimento é das melhores coisas que há na vida".


E é. Só é pena que tantas vezes seja seguido de um desgosto inversamente proporcional à felicidade que nos causou. E que à pala de andar (quase sempre) nessa parte há tanto tempo eu já quase não me lembre do lado bom.
Mas ele existe...eu sei que sim.

Ao moçoilo que se anda a fazer ao piso há coisa de quase um ano

Não, o facto de, em 1283 convites teus para fazermos qualquer coisa juntos, eu ter estar ocupada 1284 das vezes não é mera coincidência. É mais do género não-vês-que-estás-a-perder-o-teu-tempo-porque-não-vais-levar-nada-daqui-mas-eu-não-tenho-lata-de-ser-mais-explícita-que-isto-porque-sou-uma-banana-de-coração-mole-que-tem-pena-de-magoar-as-pessoas-e-porque-a-bem-dizer-tu-nunca-te-declaraste-para-eu-poder-dizer-lamento-mas-não-é-recíproco?


Mas qual é a dificuldade em perceber que quando há vontade, arranja-se seeeempre tempo? Pode ser pouco, mas arranja-se.
Diz que se chama prioridades. E tu, lamento, mas não fazes parte das minhas.

A vida é tramada, eu sei. Deixa lá que também estou a levar com a minha dose, com a "pequena" diferença de que já tive retorno e há muito tempo que deixei de tomar iniciativas de seja o que for (e mesmo assim, o sacana continua sempre ali).

Dia 1 - Menu da responsabilidade de Gelatina Maria

Pequeno almoço: duas fatias de abacaxi e uma manga

Almoço: agrião, rúcula, couve roxa, couve branca, rebentos de feijão mungo, cogumelo portobello,tomate,
cenoura, maçã, abacate, uva, sementes de chia temperado com azeite e vinagre (tudo cru, obviamente)

Primeiro lanche da tarde: sumo de laranja, morangos e framboesas
(para mim, o vencedor do dia, e que até soube bastante bem)
Segundo lanche da tarde (que teria sido o normal manjar dos Deuses,
não fossemos nós já estar fartas de fruta até a pontinha dos cabelos)

Jantar: Alface, agrião, rebentos de feijão mungo, cogumelo porobello, nozes e pinhões
(temperado com azeite e vinagre balsâmico)

Banana congelada com canela (também não é nada mau)

A parte das saladas custou-me muito. Para além de eu nunca ter sido menina de gostar de comer erva (o que não joga nada a meu favor), parecia que o prato não tinha fundo. Cheguei ao ponto de achar que mais valia ralar tudo o que era verde e beber em sumo para despachar o serviço mais rápido.

Conclusão do primeiro dia: Cada um é para o que nasce. E eu, definitivamente, não nasci para ser crudívora.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Do almoço

Demorei uma hora para comer uma taça gigante cheia de salada e, mesmo assim, não a consegui acabar. E ficava bem dizer que me soube pela vida com o calor que está e coiso e tal mas a verdade é que há muito tempo que não comia nada com tanto sacrifício (e põe sacrifício nisso.). Quanto mais comia mais quantidade parecia que havia para comer.


Mas uma coisa é verdade: não fiquei com fome nenhuma. A bem dizer, fiquei de tal forma cheia que podiam ter-me posto uma tosta com queijo a derreter por todos os lados (os meus dois pontos mais fracos)  à frente que eu não lhe tinha tocado.

P.S. A avaliar pelo estado de morta-viva da Maria (que tem muito menos espírito de sacrifício do que eu e já está aqui a suspirar por chocolate como se estivesse há dois meses isolada no deserto) creio que vou acabar esta luta sozinha. Pfff...fraquinha.

Modo detox: on


3, 2, 1... Let the battle begin.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aviso à navegação

Este blogue nos próximos três dias vai falar muito de comida. Isto porque eu e a Maria decidimos unir-nos na árdua tarefa de fazer um detox para desintoxicar o nosso corpinho (ou seja, comer só comidinha no seu estado natural, não cozinhada - ai que só de pensar já me apetece um pedaço de pão), inspiradas nesta e nesta meninas (às quais pretendo "roubar" algumas ideias em prol da minha sobrevivência). A ideia não é emagrecer mas sim fazer uma limpeza ao organismo.


Para ver se pomos a coisa minimamente entusiasmante, em vez de passarmos três dias como quem vai para a forca, decidimos fazer uma espécie de concurso entre nós e distribuir a responsabilidade pelo menu metade do tempo a cada e, no fim, eleger como vencedora aquela que conseguiu ter as ideias mais saborosas (batalha nada justa, diga-se de passagem, já que ela é que é a expert em cozinha e tem 104638 livros de culinária - e ainda teve a lata de não me emprestar nem um.).

Desejem-me sorte. E força, muita força de vontade, que bem vou precisar dela.

Não quero mais saber de ginásios


Agora só quero corridas à beira-rio e uma Xbox com este jogo para quando o mau tempo não me deixar sair de casa.

Eu até me tenho portado bastante bem este ano, pode ser que o Pai Natal ouça as minhas preces.

Só porque sim

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Já estive mais longe de me tornar vegetariana


Almocinho de ontem: massa fresca de cereais (envolvida, só depois de cozer, com azeite e alho muito bem esmagado, não previamente cozinhados - é mais saudável assim)  com cogumelos frescos e queijo ralado e salada de agrião, tomate e oregãos.

Mudanças

Estava tão, mas tão farta do meu cabelo que, pela primeira vez na vida, entrei num cabeleireiro (de confiança, claro) e dei carta branca para ele fazer o que achasse melhor (desde que não decidisse deixar-me com um cabelo com 3 centímetros de comprimento, vá).


Antes



Depois
Quando vi a parte de trás achei que ia desatar a chorar (é o corte mais (chamemos-lhe) alternativo que já tive) mas agora até já começo a habituar-me.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

De como as pessoas que não me conhecem vêem o meu bronze

Eu (praticamente ainda no auge do meu bronze, em conversa com uma criança que me tinha conhecido naquele dia e me perguntava o que é que eu fazia da vida): Este ano estive em França a cuidar de duas crianças.
Ela: Ah, então é por isso que estás branquinha! Não foste à praia.
Pois...lá não fui realmente. Mas entretanto já voltei há dois meses e nunca fiz tanta praia na vida como neste Verão. Raios partam a sinceridade das crianças!


Já quem me conhece e passou o Verão fechado a estudar ou a trabalhar (como é o caso do meu primo) olha para mim depois de meses sem nos vermos e diz-me "Fogo, sou mesmo um triste. Até tu estás preta.". Obrigadinha, sim?

Évora - da parte pacífica


Queijadas de Évora (hmmm coisa boa! fiquei fã!)

Basílica. Linda.

Capelo dos ossos (ou onde podíamos ter acabado se a
história da véspera tivesse acabado mal. ME-DO!)

Jardim municipal

Já que na véspera tínhamos comido o pior polvo à lagareiro de sempre, decidimos jogar pelo seguro
e ir almoçar ao sushi. E provei estes que nunca tinha provado (e não é que o de morango até é bem bom?).

domingo, 11 de setembro de 2011

A minha vida dava um filme...de terror

Ontem peguei na minha caixinha de fósforos e fui com a Maria em direcção a Valongo, participar num evento de solidariedade organizado pelos concorrentes do Masterchef (onde ela participou).
Decorria por lá um jogo de Airsoft (das coisas mais estúpidas que já vi na vida: consiste em simular à séria uma guerra (com direito a armas e balas e vestimentas de talibãs e tudo. coisa de homens, claro.) com 250 participantes, que fomos encarregados de alimentar com uma feijoada ("fomos" que é como quem diz, que eu sou meia amadora, mas a intenção também conta, certo?).

Saímos do evento às 23horas e seguimos rumo a Évora, onde iamos passar a noite.
Entrámos no hostel e o homem (que tinha perto de 40 anos, falava a piscar os olhos e a olhar para o céu - o que eu me aguentei para não desatar a rir na cara dele - e era virgem de certeza) pergunta-nos, com um sorriso absolutamente irritante de tão angelical, se não nos importávamos de ir dormir a casa dos pais dele (!!) porque tinham decidido dar o nosso quarto a outras pessoas.
Na falta de opção melhor àquela hora e sem achar piada nenhuma àquela história, lá decidimos arriscar a nossa vida. Agora imaginem a nossa cara quando entrámos no quarto que nos estava destinado e nos deparámos com este quadro:


Este é um grande plano (para as almas menos atentas)

Depois de eu ter sido obrigada pela Maria (sob pena de não ter autorização para me deitar) a abrir o vestuário e certificar-me que não havia lá  ninguém preparado para nos cortar às postas durante a noite, decidimos trancar a porta do quarto e dormir assim:


E como ainda não foi desta que fomos desta para melhor, ficámos com mais uma história para contar aos nossos filhos e netos (mas só quando eles tiverem para cima de 30 anos, claro, que para loucas já bastam as mães).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Gosto


Gosto do rebuliço de mal ter parado desde que cheguei a Lisboa. Gosto de ter mil e uma coisas para fazer. Gosto de ter um cantinho meu para "governar". Gosto de sentir que pertenço a este sítio.

Gosto muito da minha vida aqui.

Reencontro das Marias

Entrada: abóbora esparguete (que não conhecia e gostei muito)
 com molho de tomate e queijo ralado à la Maria

Bacalhau no forno com grão de bico, couve e pimentão à la Gelatina
(receita roubada - e depois adaptada - de um restaurante ao qual fui no Porto Santo)

Folhado de requeijão e chocolate à la Pastelaria Ravioli (Funchal)

Que, se tudo correr bem, poderá ter sido o ponto de partida para uma fantástica aventura a três.

Figas, muitas figas.