quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dos amigos (da onça)


Antes de entrar no avião mandei a mesma mensagem a três pessoas com o seguinte conteúdo: "Está um vento do caraças. Se eu ficar pelo caminho gosto muito de vocês. Se não ficar também gosto :p.".
E como tenho uns amigos muito queridos não só nenhum deles se dignou a retribuir a minha tão profunda e tocante declaração de amizade como ainda tive direito a ser chamada de parva e outros nomes carinhosos que tais.

Pfff... uma pessoa dá-se desta maneira aos outros e é isto que recebe em troca.

São conversas como a que acabámos de ter que fazem de ti uma pessoa tão cativante e especial. E de mim uma pessoa tão irremediavelmente apaixonada.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lisboa here I go


Depois de oito meses sempre com o rabo no ar, desta vez vou para ficar (mas, claro, sem abdicar das escapadelas de vez em quando, que são do que melhor que há na vida).

Adeus mar delicioso, até para o ano


Fotos do ano passado (porque também há dias em que
não apetece nem um bocadinho tirar fotos).

Mas foi por aqui que se passou a tarde hoje. Entre mergulhos, sol e boa companhia. Exactamente como pedia a última tarde passada na ilha.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Isso e tempo para lê-los todos










Quero taaaaanto!

Nem quero pensar a desgraça que vai ser a próxima vez que me ver numa livraria daquelas bem grandes (como a Bertrand do Colombo por exemplo) sem ter que me preocupar com o espaço (que já não tenho) na mala para levar os livros para Lisboa, para casa.

"Cola humana"

Em conversa com os meus avós enquanto fechávamos uns envelopes, eles disseram-me que antigamente aquilo fazia-se mesmo com saliva, não havia cá finuras de usar cola (julgo que não é novidade para ninguém).
E isso fez-me lembrar da primeira (e última!!) vez que fui ao correio em França (em 2011, não propriamente no antigamente) para enviar uma carta, e pedi um selo à senhora. Como queria enviá-la logo naquela altura perguntei se ela tinha cola. Ao que ela me respondeu para eu lamber o selo e colá-lo (com um ar de quem está a pensar "mas o que é que tu estavas à espera? não jogas com o baralho todo pois não?").

Eu fiquei em estado de choque mas, cumprindo a deixa do Em Roma sê romano (posso fazer uma brincadeirinha e dizer "ou de em França sê porco"? posso? ok, não vou dizer para não ferir susceptibilidades. até porque eu adoro a França, acho que já dei a entender isso aqui muitas vezes) lá meti a língua naquilo, já a imaginar como o que é que seria da minha vida sem língua por causa da infecção que ia apanhar graças àquela brincadeirinha (sim, sou um bocadinho exagerada às vezes. so what?). Claro que mal me vi dali para fora arrependi-me de tê-lo feito e cuspi quase até ficar sem saliva.

E cada dia que vivi naquele país, mais tomava consciência de como os portugueses (ou a maioria, vá) são asseados.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A piada do dia #2

A minha Maria estava ao telefone com uma pessoa lá da terra dela, que lhe tinha pedido o favor de comprar umas coisas. A Maria estava a dizer-lhe "A primeira parte já está comprada. Se calhar agora vou ao Colombo e despacho já a segunda". Ao que a mulher lhe responde: "Mas agora não tens de ir para casa fazer o jantar para o teu marido?" (não, a mulher não tem 140 anos, tem 30. sim, trinta).


Quando ela acabou de me contar esta parte desatei a rir de tal maneira que tive dificuldade em ouvir o resto da história. Mas a minha Maria nunca me desilude, e respondeu-lhe "Não te preocupes que ele tem duas mãos, ele desenrasca-se".

Canela



Estou viciada em fruta com canela. Seja maçã, pêra, abacaxi ou banana (se houver mais ideias de combinações boas por aí são muito bem-vindas).
Cortada aos pedaços e polvilhada com muita canela. Uma maravilha.

Estão a ver? Afinal a menina aqui não é só crepes e bolos do caco e afins. Às vezes até me porto bem.

Poucos e os melhores


Não sou daquelas pessoas que tem um amigo em cada esquina, o telemóvel sempre a tocar com convites para ir aqui ou acolá e 1001 amigos no Facebook.

Sou daquelas que tem poucas pessoas, mas as pessoas certas. As suficientes para fazer de mim uma pessoa feliz.

domingo, 4 de setembro de 2011

De como a minha vida podia ser perfeita


Seres inteligente. Estares constantemente com um sorriso na cara. Não dares erros ortográficos (espécie em vias de extinção, portanto). Teres uma sede de conhecer e viajar contagiantes. Não usares as folgas ou fins-de-semana para ficar abananado no sofá a ver televisão e fazeres sempre coisas giras e diferentes. Não precisares da companhia de ninguém para fazer seja o que for, mesmo que seja passar férias do outro lado do mundo. Preocupares-te com o que comes (ao contrário de quase todos os homens que eu conheço, que se estão a marimbar para isso). Teres um coração de ouro. Gostares de crianças de uma forma que derrete qualquer mulher. Seres a pessoa que me disse as palavras mais bonitas que já me disseram na vida. E aquela em quem mais penso todo o santo dia, já lá vai um ano. Isto tudo e ainda te rires perdidamente com as minhas piadas, mesmo quando são estúpidas (situação não propriamente rara).  

Teres tudo isto e não seres o homem da minha vida é demasiada coincidência.

sábado, 3 de setembro de 2011

Das amizades para a vida

Queria fazer surpresa à minha amiga russa (que continua em França até Novembro) e aparecer lá no fim do mês sem avisar. Mas depois tive medo que ela arranjasse planos para o único fim-de-semana que lá vou estar e decidi não arriscar e contar-lhe.


Ela ficou radiante (como eu sabia que ia ficar). Disse que lhe apetecia cantar e dançar. Não parava de dizer que estava feliz. E pôs-me a mim no mesmo estado. Porque a sensação de a nossa presença, só e apenas a nossa presença, fazer alguém tão feliz, é dificilmente igualável.

Vai ser uma amizade praticamente sempre separada por muitos quilómetros de distância, mas uma amizade para o resto da vida, tenho a certeza.

É impressionante como até a tua mania irritante de ser do contra me mexe com o sistema de maneira completamente oposta ao que era suposto. Até com a porcaria dos defeitos eu me derreto.

O estado decadente em que a paixão deixa as pessoas, meu Deus!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Not me


Alguém consegue dizer uma frase do início ao fim em tom sério, no cinema, com uns óculos 3D postos na cara (ou levar a sério quem está a falar para nós nessas mesmas circunstâncias)?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

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Até fazer o meu exame de francês no fim do mês estou proibida por mim própria de ler em português.
Este é o livro que se segue à trilogia da Katherine Pancol (que adorei). É o primeiro que vou ler do Marc Levy.

Alguém tem sugestões de livros bons deste autor? Ou de outro escritor francês qualquer?

Isto diz um bocado sobre mim


Uma pessoa de fora pergunta-me o que é que não pode perder quando vier à Madeira e as primeiras coisas que me vêm à cabeça são: queijadas, folhado de requeijão e chocolate, poncha de maracujá, milho frito e bolo do caco com manteiga de alho.