terça-feira, 8 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - parte IV (e última)

No domingo acordámos cedo e rumámos a Niagara Falls, que fica a pouco mais de 100 km de Toronto (tivemos a sorte de ir de carro, portanto fez-se muito bem).

A meio caminho, parámos para abastecer o estômago com um brunch maravilhoso. A primeira reação das duas "marias portuguesas" quando nos disseram que não havia panquecas no menu dos brunchs foi dizer que tudo o que vemos nos filmes é uma fraude (isso e o brunch ser uma refeição entre o pequeno-almoço e o almoço. pelo menos no sítio onde fomos, o brunch é servido entre as 9h e as 11h da manhã), mas a desilusão passou-nos em três tempos, quando vimos que havia crepes para todos os gostos, doces e salgados (e cada um mais saboroso que o outro). Eu partilhei um doce e um salgado, e fiquei alimentada por mais de quatro horas.

As cataratas ficam mesmo na fronteira com o Estado de Nova Iorque, nos EUA, e têm uma parte canadiana e outra americana (a canadiana é mais imponente). As três primeiras fotos são da parte americana. A queda de água estava em estado líquido, mas a parte plana, do rio, estava gelada nesta zona.

Parece mentira, mas neste dia a temperatura máxima que o termómetro do carro marcou foi 18ºC (positivos - esta é a parte estranha). A amplitude térmica no Canadá é enorme (no Inverno chega a -30ºC e no Verão a 40º C) e a temperatura muda drasticamente, literalmente do dia para a noite. Da nossa experiência na 6a feira tivemos temperaturas abaixo dos -10ºC, no sábado estavam poucos graus positivos, no domingo estava um belo dia de primavera, e na 2a feira voltou a cair a pique (na 3a, quando já lá não estávamos, já houve tempestade de neve).


Esta já é a parte canadiana, a mais deslumbrante sem dúvida.

Aqui a vista já é da Skylon Tower que subimos (a subida custa 15 dólares), tem 158 metros e a vista vale muitíssimo a pena (dá-nos uma perspetiva mais abrangente). 

Acho que nunca tinha sentido tanto vento como senti em cima desta ponte. Desisti de tirar fotos com o tablet com a mão fora da proteção porque estava mesmo a ver que ele me ia fugir das mãos, tal era a força do vento. Uma coisa verdadeiramente assustadora.


Depois da visita às cataratas fomos até Niagara on the Lake. Pelo caminho encontrámos esta ultra mini igreja. E Gelatina Maria tentou pedir a deus e todos os santinhos para prolongar aquela viagem tão boa (não resultou).

Passeio por Niagara on the lake.

O piadão que eu achei a este tapete! Tenho que mandar fazer um igual para pôr à entrada de casa =).

E depois de um dia inteiro de passeata, foi tempo de vermos a cerimónia dos óscares em horário nobre (e mesmo assim conseguimos já estar a dormir à hora em que atribuíram os óscares mais importantes).
A segunda-feira serviu para pouco mais do que arrumar a mala e tratar de gastar os últimos dólares. Apanhámos o avião para Frankfurt por volta das 19h do Canadá e chegámos lá eram 8h30 da manhã (hora da Alemanha). Às 11h30 de Portugal estávamos a aterrar em Lisboa (foram nove horas de voo no total).
O melhor da viagem? Ver a minha Maria (está claro), as Niagara Falls e a simpatia dos canadianos (devem ser o povo mais simpático que já conheci, se bem que os nova-iorquinos não ficam nada atrás, deve ser uma característica comum a toda a América do Norte). O pior: só consigo mesmo apontar a viagem em si. E o facto de ter voltado provavelmente com mais 5 kg, porque os doces são tantos e tão bons que não há quem resista.

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