sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Do feriado

Nem me (nos) reconheço este ano. Tanto fim-de-semana prolongado mesmo a pedir uma escapadela e nós continuamos por cá, sem aproveitá-los para uma viagenzita. A verdade é que me sinto a ressacar de uma viagem de inverno, mas desta vez os planos de fazer uma grande viagem lá por volta da primavera falaram mais alto e, já que o dinheiro não estica, é da maneira que poupamos uns trocos.
Ontem a manhã foi passada entre casa e o ginásio, e de tarde fomos passear a Vila do Conde, cidade que eu ainda não conhecia (só lá tinha ido ao outlet). Não andámos por toda a cidade, mas gostei muito da parte que vimos.

Lanchinho no Erva Doce. Pedimos uma queijada de amêndoa, uma fatia de tarte de côco, um cappucino e um chá preto com maracujá. Adorei o chá, a decoração do espaço e a simpatia da empregada.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Olá, o meu nome é Gelatina e aos 29 anos já tenho sintomas de Alzheimer


Na semana passada, em Lisboa, chego ao quarto onde vivi até 2013 (altura em que me mudei para juntar os trapos com o senhor meu namorado). O quarto ainda está cheio de coisas minhas, inclusive alguns livros. Olho para eles e vejo lá um do Carlos Ruiz Zafón, autor de um dos meus livros preferidos de sempre ("Marina"). Fico toda feliz por ter descoberto um livro que ainda não tinha lido e, já que tinha acabado o "História do novo nome", da Elena Ferrante (do qual gostei muito, já agora) peguei mediatamente nele. Li umas 60 páginas e reconheci os personagens (normal, já que se trata de uma tetralogia da qual já li outros volumes antes). Até que fui ao Goodreads para atualizar o meu status de leitura e...descobri que afinal já li este livro há (apenas!) dois anos atrás e - medo, muito medo - ainda não me tinha apercebido.
Se isto não é sintoma de Alzheimer precoce, não sei o que será.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Privilégios da minha vida


Um dos "bens" mais preciosos com que a vida me tem abençoado é o facto de ainda ter os meus dois avós paternos vivos, com saúde (apesar de com certas limitações, como seria de esperar na idade eles) e independentes.
O meu avô fez 90 anos este ano, tem uma destreza mental de fazer inveja a um jovem, e ainda trata da sua horta e dos seus animais. A minha avó tem menos uns 5 anos e ainda faz grandes caminhadas e cozinha para a família (marido, filho e nora) 6 vezes por semana. Complementam-se na perfeição (até na velhice, já que um tem conservado melhor as faculdades mentais e outro as motoras), estão juntos há mais de 60 anos, e são um exemplo enquanto casal. E tê-los ainda aos dois, juntos e no estado em que estão, é um dos maiores privilégios da minha vida, e pelo qual me sinto grata tantas e tantas vezes. Privilégio meu, dos meus irmãos, e do meu pai que, filho único, já fez 60 anos e ainda tem os dois pais vivos e com qualidade de vida. 
Tenho muita coisa boa na minha vida, mas (ainda) ter os meus avozinhos vivos, juntos e com saúde é assim uma espécie de lotaria.



[Sei bem que isto não vai durar para sempre - e todas as vezes que recebo telefonemas dos meus pais em horários menos habituais fico sempre, mas mesmo sempre com medo de ser desta que vou receber "a" notícia - mas aconteça o que acontecer, foi - tem sido - uma bênção pela qual vou agradecer até ao fim dos meus dias]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Fim-de-semana (prolongado) em Lisboa

Cheguei a Lisboa na manhã de quarta-feira, trabalhei por lá e ao final do dia fui ter com os meus pais, acabados de chegar da Madeira para uns dias em família, e o meu irmão (que vive em Lisboa).
O feriado foi dedicado a fazer compras de Natal e a passear. Fomos ao freeport de Alcochete e andámos a passear pela Baixa. Eu ainda só tinha despachado a prenda do senhor meu namorado e consegui logo despachar a família toda! Que maravilha!
Na sexta fui trabalhar, e entre almoços e lanches pós-trabalho aproveitei para matar saudades de algumas amizades que tanta falta me fazem cá por cima.
Já no fim-de-semana o senhor São Pedro decidiu brindar-nos com um tempinho horroroso e isso, aliado ao facto de os meus pais terem estado a tratar de uns assuntos que estavam pendentes, não permitiu programas muito entusiasmantes. Despachei mais umas prendas de Natal (e com isto ficou praticamente tudo comprado) e lá fomos comendo comidinha da boa (ora cozinhada pela mãe, ora no meu adorado Choupana Caffé).

Selfish (este foi o das Amoreiras). Gosto tanto do salmão braseado deles (aliás, acho que gosto de tudo ali).


Como não podia deixar de ser, fui ao Choupana Caffé duas vezes matar saudades dos (maravilhosos) croissants de chocolate.


E ontem à tarde lá estava eu dentro do comboio, com um nó na garganta e de coração apertado, de regresso a esta cidade que continuo sem conseguir sentir como minha.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Diz que não tarda nada é Natal #4

E porque nem só de roupa e acessórios vive uma mulher, aqui ficam duas sugestões diferentes para o senhor Pai Natal, que também me deixariam feliz da vida.

Descobri que o meu adorado Carlos Ruiz Zafón lançou um livro novo, e estou mortinha por lê-lo.

Estou a um mês de ficar sem agenda, e esta da Mr. Wonderful é fofa que dói.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Da felicidade



Vou passar os próximos cinco dias por Lisboa, em família (com trabalhinho pelo meio, mas isso são pormenores que não interessam nada). 
Matar saudades dos meus pais e da minha querida Lisboa ao mesmo tempo durante cinco dias seguidos... é muita felicidade junta.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O cérebro humano e as partidas que ele nos prega

No sábado passado, cheguei a casa toda contente com o meu telemóvel novo. Pu-lo a carregar e era chegada a hora de trocar o cartão sim do telemóvel antigo para o novo (mas não sem antes fazer todo um ritual de despedida do telemóvel antigo, chamando-lhe todos os nomes que me lembrei e despedindo-me com um "Até nunca"). Liguei o telemóvel novo e pufff...escafedeu-se-me da memória o pin do cartão. O mesmo pin que eu colocava no telemóvel antigo a toda a hora (já que aquela bateria descarregava mais rapidamente do que os quenianos demoram a fazer uma maratona). Lembrava-me quais eram os números mas...e a ordem deles? Pois. De maneiras que nem cinco minutos tinham passado desde que me tinha despedido do antigo telemóvel "até nunca mais" e já estava eu, de rabinho entre as pernas, a ligá-lo outra vez a ver se os meus dedos me davam a ordem certa dos números do meu pin com o telemóvel ao qual eu estava mais habituada.


Nos entretantos, o senhor meu namorado, armado em esperto, quis-me ajudar dando-me uma grande palestra sobre como "Eu também não sei os números do meu pin de cor, mas vou lá com os dedos e faço já sem pensar. Ora vê!". Desligou o telemóvel dele e daí a dois minutos estava na net a pesquisar como é que se desbloqueia o telemóvel porque depois de três tentativas...afinal os dedos dele não estavam assim tão bem treinados e não se lembrava do raio do código (lembrou-se três segundos depois de ter bloqueado o cartão). Ficou piurso, claro, "Já me viste o que causaste?" e eu já só me ria.
Já eu, depois de muita reflexão e de ter hesitado enormemente entre duas possibilidades, lá acertei na terceira (e última) tentativa e liguei, finalmente, o meu telemóvel novo (e o homem conseguiu desbloquear o telemóvel facilmente).
Moral da história: não se armem em espertos como nós e tratem de anotar o vosso pin algures enquanto se lembrarem dele. Depois não digam que eu não vos avisei.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fim-de-semana

Depois de não ter feito nenhuma compra na sexta-feira, decidi que era finalmente chegado o momento de aproveitar a Black Weekend para substituir o meu telemóvel (que era provavelmente o smartphone mais lento que ainda operava neste mundo) por um novo. Vi também na net que a única Mango do Porto que ainda tinha o meu adorado casaco no meu tamanho (o tal que esgotou a meio da semana passada) era a do Mar Shopping, e no sábado pela fresca lá estava eu por lá com o senhor meu namorado para ir buscar o meu telemóvel novo e procurar o bendito casaco. 
Em relação ao telemóvel, eu - que percebo tanto de gadgets como de mandarim - só queria que tivesse uma boa câmara fotográfica e (pormenor da máxima importância) que fosse dourado. Encontrei um da Samsung com estas características e com 25% de desconto, e lá o trouxe comigo (e até ver...estou apaixonada pelo bichinho). 

É ou não é a coisa mais linda?

Quanto ao casaco (não vou pôr a foto aqui porque já o devo ter feito aqui umas 50 vezes), resistiu estoicamente à black friday e lá estava ele, naquela bela manhã de sábado, penduradinho à espera que eu o trouxesse para casa comigo, coisa mais linda da sua dona.
Depois de ainda termos conseguido aproveitar para despachar umas prendas de Natal, fomos almoçar ao Restaurante Chinês da Ponte. Ainda não tínhamos encontrado nenhum chinês bom aqui no Porto, e assim que li uma boa crítica num blogue fiquei com vontade de ir conhecê-lo. E não me arrependi. No que toca a restaurantes chineses sou muito original, peço seeeempre massa de arroz com gambas, e estava muito boa. Resisti ao belo do gelado frito (já que o homem não estava numa de partilhá-lo e a minha consciência não me permitiu comer tal coisa sozinha), e fomos então partilhar um cheesecake à Casinha Botique Café para a sobremesa.



Já a manhã do domingo esfumou-se entre 11 horas de sono (tão bom!) e uma sessão de treino de bíceps e ombro (coisa que adoro...not).
De tarde fomos a Matosinhos, onde passeámos na praia e assistimos a um pôr do sol absolutamente fabuloso, e lanchámos na Mixpão uns jesuítas maravilhosos (com recheio de frutos vermelhos para mim, e de maçã com canela para ele).






O único defeito do fim-semana? Ter passado a correr.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Está de facto a ser uma sexta feira negra


Chove (e faz um frio desgraçado) lá fora e (depois de duas semanas bem mais animada) chove cá dentro também. 
Devem ser os sintomas de abstinência dos ares de Lisboa a se fazerem sentir. 
Nada que um fim-de-semana não resolva (ou então não. veremos).

Black Friday e uma tremenda crise de consciência

Depois de tanta pesquisa pelas lojas online durante a semana (e de ter ficado com o coração partido por o meu tamanho do meu casaquinho mai lindo ter desaparecido pela primeira vez do site a meio desta semana), cheguei à meia noite da bendita Black Friday, sentada em frente ao computador, e bateu em mim uma crise de consciência tal que não não consegui comprar nada (para mim, que comprei um miminho para o senhor meu namorado).
Porque a verdade é que os descontos são miseráveis (e até a Mango este ano decidiu descer o desconto para 20%) e só compensam em produtos caros. E, não tendo eu grandes necessidades em termos de vestuário (para não dizer nenhuma) e estando os saldos aí à porta (esses sim, com descontos dignos do nome), a minha consciência não me permitiu levar nenhuma compra avante.
Eis algumas das peças que me andavam a piscar o olho, e às quais resisti que nem gente grande (e que se chegarem aos saldos, voltamos a conversar).

Massimo Dutti

Zara

Zara

Não vou dizer que foi fácil, mas estou orgulhosa de mim mesma. 


[Talvez ainda vá ao site da Mango fazer duas compras inteligentes de coisas que me fazem efetivamente falta (mas sem as quais sobreviveria perfeitamente, claro). Ou então talvez aproveite para substituir, finalmente, o meu telemóvel por um decente - isso sim, estou mesmo a precisar.]

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Dor de alma (ou dramas de quem não tem problemas sérios com que se preocupar)

É uma pessoa namorar um casaco durante meses e não o comprar numa tentativa de ser consciente e esperar pela promoção da Black Friday (já que estamos a falar de algo que não é propriamente um bem essencial) e ele (depois de ter estado disponível no meu tamanho o tempo todo) esgotar dois dias antes da tão esperada Black Friday. 
Deve ser o universo a zelar pela minha carteira. Ou então é só mesmo um azar do caraças.


Ai....!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Diz que não tarda nada é Natal #3

E que a Black Friday está mesmo aí à porta.

E eu estou mesmo a precisar de um relógio novo que dê com tudo (sim,dou-me ao luxo de usar os relógios a combinar com a roupa). Daqui.

Uns ténis em bordeaux também seriam muito bem-vindos ao meu humilde lar. Daqui.

Entretanto apaixonei-me por esta mala em dourado, que é a coisa mais amorosa. Daqui.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Aquele momento em que vais ao Facebook


E tens um convite de amizade do rapazinho do ginásio que te deixou um bilhete no carro há uns meses atrás (ao qual nunca respondi, mas entretanto ele já conseguiu que agora digamos um "olá" quando nos cruzamos). Convite esse que te sentes obrigada a aceitar porque tens que te cruzar com o rapaz para aí quatro vezes por semana no ginásio e não consegues mais encará-lo se não o fizeres - sim, sou um rato (e pode ser que ele veja que tenho namorado e a coisa fique por aqui).
Ah, as coisas em que eu me meto estando quieta no meu canto! Começo a ter saudades do ginásio de Lisboa, em que durante 3 anos sentia-me praticamente invisível.

[E sim, o senhor meu namorado sabe de tudo. E, aparentemente, é para o lado que dorme melhor]

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Fim-de-semana

Atendendo às previsões meteorológicas nada simpáticas, não tinha grandes expetativas para o fim-de-semana, mas até acabou por ser mais animado do que eu pensava (pelo menos o domingo).
No sábado fomos a Braga. Já no domingo fomos matar saudades dos hambúrgueres do De Gema (provei o de salmão e não achei nada de especial, os de frango e os de novilho são bem melhores), e depois o tempo ainda permitiu um passeio a pé pelo centro do Porto.




E ao final da tarde decidimos arriscar apanhar uma valente molha e ir dar uma corridinha. Tivemos imensa sorte, já que voltou a chover pouco depois de termos chegado a casa. Foram 10 km abaixo dos 6min/km, como eu gosto, com a companhia do Douro.



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Treinos madrugadores

Eu faço parte daqueles 98% de pessoas para quem obedecer ao despertador durante a semana é um suplício. Nunca me levanto ao primeiro toque (no mínimo dos mínimos só ao terceiro) e, tenha dormido 5 horas ou 9, durante a semana custa sempre acordar. E custa tanto que todas as vezes que já ponderei acordar mais cedo para ir treinar antes do trabalho se ficaram por meras ideias (nem sequer cheguei à parte das tentativas).
Ontem tinha marcação para fazer o meu alisamento (escova progressiva) ao final do dia (foram "só" praticamente 5 horas enfiada no cabeleireiro), pelo que não poderia treinar não só nesse dia mas também nos dois seguintes (o tratamento implica não prender nem lavar o cabelo durante 72 horas...que suplício!) e aconteceu de o senhor meu namorado ter de madrugar porque ia a Lisboa. E eu então pedi-lhe para ele, antes de sair de casa, ir acordar-me, que era desta que eu experimentava treinar antes do trabalho (ele riu-se e disse-me um "'tá bem" sem a mínima crença no que eu acabava de lhe dizer. não censurei...como podia?). Pois que o despertador do telemóvel dele é tão estridente que não foi preciso vir chamar-me coisa nenhuma: acordei com ele e o sono fugiu-me automaticamente para parte incerta. E eu levantei-me sem o mínimo esforço, tomei o pequeno-almoço, e pouco depois das 7h estava a entrar no ginásio para fazer o meu terceiro treino de musculação desta semana (e o primeiro treino da vida antes do trabalho). 

Imagem daqui.

Para quem está habituado às enchentes da hora de ponta, o ginásio às 7h da manhã assemelha-se ao paraíso. Para além de mim, estavam para aí mais umas 4 pessoas apenas nas máquinas de musculação, em menos de uma hora tinha o meu plano despachadinho, e consegui sair do ginásio à hora que costumo sair de casa para ir trabalhar.
A única parte chata é que eu sou uma pessoa que, por natureza, tem fome de leão durante toda a manhã, e levantando-me de madrugada com um treino à mistura não houve alimento que me saciasse durante a manhã (perdi a conta aos lanches que fiz, mas precisava claramente de algo mais consistente. para a próxima - que deve acontecer lá para 2019 - hei de me preparar melhor nesse aspeto). Não senti a energia extra que muitos dizem sentir quando treinam no início do dia, mas também não me senti mais cansada do que quando treino ao final da tarde.
Não gostasse eu tanto de dormir e era menina para me habituar a isto dos treinos madrugadores.