sexta-feira, 24 de março de 2017

Piropos inspirados (e muita modéstia à mistura)



Aquele momento em que um homem de aspeto duvidoso se aproxima de ti e tu pensas "Será que é desta que me vão oferecer droga?" [é que já assisti n vezes a cenas do género à minha volta na Baixa mas a mim nunca me perguntaram, e eu até já me pus a pensar que devo ter um ar demasiado angelicar para acharem que nem vale a pena perderem tempo comigo, mas adiante] e te dizem:
- Se eu não fosse casado, partia-te toda.
Ninguém merece, a sério. Todo um potencial de homem desesperado para se render aos meus encantos e vai-se a ver e é casado e ainda por cima fiel, arruinando toda e qualquer hipótese de vivermos uma história de amor tórrido e escaldante. Esta minha vida é injustiça atrás de injustiça, é só o que vos digo.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Mais do mesmo


Estou constantemente a dizer a mim própria que não me posso queixar. Que tanto eu como as pessoas que amo temos saúde, que tenho um trabalho que apesar de não me dar grande prazer permite-me fazer, fora dele, as coisas que mais gosto, que tenho amigos e estou rodeada de pessoas que gostam de mim.
Mas a verdade é que nos últimos tempos ando a carregar um peso tão grande nos meus ombros (sendo que o que eu partilho dele aqui é para aí 10% desse peso) que há dias em que acho que vou explodir. 
Já me deixei de guardar para mim o que me atormenta e partilhei com quem "de direito", até já procurei ajuda de uma psicóloga, mas continuo sem saber o que é que realmente quero, e a (erradamente, muito erradamente) dar por mim a deixar isso nas mãos de outras pessoas. 
A minha vida continua a parecer tão longe de se resolver, e eu cada vez com menos forças para resistir até que isso aconteça. E não gosto de fazer papel de coitadinha, mas sinto mesmo não mereço estar a passar por isto. Ou então mereço, sei lá eu...

segunda-feira, 20 de março de 2017

Fim-de-semana de Marias

As minhas Marias são uma bênção na minha vida. Adoro aquelas duas de paixão e não imagino a minha vida sem elas (mesmo que uma delas viva lá nos confins dos Açores). Infelizmente não conseguimos estar as três juntas muitas vezes, mas quando isso acontece é sempre tão, tão bom.
No fim-de-semana que passou as Marias encontraram-se a "meio caminho" entre Lisboa e as Flores, e estivemos três dias em São Miguel, nos Açores, para pôr as saudades em dia e dar passeios bons.
Na sexta, ao jantar, fomos conhecer um restaurante do qual tínhamos as melhores referências. Já gostei mais de carne de vaca, mas a da Associação Agrícola é realmente muito tenra (só achei o molho demasiado salgado).


O sábado começou com uma visita à fábrica de chá Gorreana. Os campos de cultivo do chá são mesmo bonitos.




Daí seguimos para a Lagoa do fogo, que é tão bonita.



E depois de um peixinho delicioso comido com vista para o mar, fomos pôr-nos de molho no tanque de água termal no Parque Terra Nostra.


E ai de mim que fosse aos Açores sem comer lapas (no restaurante Cais 20, que não é propriamente barato mas tem comida muito boa).



Ontem visitámos um sítio que deve ser das paisagens mais bonitas do nosso Portugal:  o miradouro do Canário, que tem vista para várias lagoas (entre elas a das Sete Cidades). Que vista mais fabulosa, senhores (acho que não há foto que consiga mostrar o quanto aquilo é fantástico).


 E uma das vistas no caminho.


Foram dias mesmo bons.

quarta-feira, 15 de março de 2017

A vida, muito lentamente, a entrar no ritmo


Não me consigo sentir em casa em lado nenhum se não tiver a minha rotina de exercício físico definida. Nas primeiras duas semanas em Lisboa não estive inscrita em nenhum ginásio. O facto de não conseguir escolher um, aliado à situação de ter a minha vida completamente de pernas para o ar, fez com que tivesse decidido dar umas mini férias de ginásio a mim própria (apesar de não ter parado o exercício por completo, que isso é coisa que não dá para mim, muito menos na fase em que me encontro, em que bem preciso de endorfinas para me animar).
Entretanto lá me resignei que a melhor opção neste momento seria o Fitness Hut (na modalidade de poder ir a qualquer um dos ginásios da cadeia, já que o meu futuro nos próximos tempos é uma incógnita gigante), e no início da semana passada lá retomei as idas ao ginásio. 
Só tenho conseguido ir três vezes por semana, que não é de todo suficiente para mim, mas é melhor que nada [E voltar a acordar cheia de dores musculares depois de ter voltado a fazer, finalmente, um valente treino de pernas, é uma sensação para lá de boa (sim, este tipo de dor eu gosto de sentir)].
Há quem tenha os vícios mais variados. O meu, neste momento, é sem dúvida o desporto.


segunda-feira, 13 de março de 2017

Fim-de-semana

E está, finalmente, encerrado o capítulo "Porto" nas nossas vidas.
Na semana passada, quando vi os planos serem todos alterados e me apercebi que teria que voltar ao Porto este fim-de-semana, fiquei bastante incomodada. Mas entretanto a vida tratou de me compensar e de me dar razões para esta viagem ter valido a pena. Primeiro, porque sexta-feira foi o aniversário de uma das minhas nortenhas queridas do coração, que chegou à (assustadora) casa dos 30, e conseguimos dar um saltinho a casa dela para lhe dar um beijinho, cantar os parabéns e ainda comer uns petiscos deliciosos. 
O outro ponto alto do fim-de-semana foi matar saudades da sobrinha mais querida (sobrinha "emprestada", é sobrinha do senhor namorado) e despedir-me sabe deus por quanto tempo [mas não vamos falar de assuntos tristes agora].
No sábado fomos buscar a carrinha das mudanças a meio da manhã. A mãe do senhor namorado estava connosco, e a minha amiga (a que tinha feito anos na véspera e que tinha dado uma festa até às 4h da manhã) apareceu lá com o namorado para nos ajudar - gente mais querida, esta. É tão, tão bom sentir que estamos rodeados de pessoas genuinamente boas e que gostam de nós. O trabalho de encher a carrinha, que demorámos um dia e meio a fazer quando saímos de Lisboa, sem ajuda (era fim-de-semana de Páscoa) e sem elevador, demorou quatro horas desta vez.
Chegámos a Lisboa na noite de sábado, e em menos de uma hora enchemos a garagem lá de casa dos meus pais (e assim vai ficar até decidirmos o que vamos fazer à nossa vida).
Ontem passei o dia em arrumações, limpezas e afins (e ainda muitas e muitas horas me esperam até conseguir ter tudo em ordem), mas houve tempo para dar um saltinho ao Choupana Caffé para o meu pequeno-almoço preferido, e ao prego da Peixaria, para matar saudades do hambúrguer (tão bom) de salmão e choco.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Para o que me haveria de dar quando estão 20ºC




Para entrar na Zara mais próxima (erro, grande erro) e apaixonar-me perdidamente por este sobretudo, que tem a cor perfeita. E que - raios o partam - custa uma pequena fortuna.

terça-feira, 7 de março de 2017

Vida em suspenso


Tenho vivido com a sensação que tenho a minha vida em suspenso, condicionada por mil e um "ses" (sendo que a grande maioria deles não está nas minhas mãos, o que me causa uma ansiedade gigantesca).
Tenho momentos péssimos, em que me sinto muito injustiçada e acho mesmo que não merecia nada disto que estou a viver, intercalados por outros em que tento focar-me nas (muitas) coisas boas que tenho e volto a sentir-me uma privilegiada, apesar de tudo o que estou a viver.
Apesar de toda a provisoriadade e indefinição que carateriza uma grande parte da minha vida neste momento, apesar dos mil caixotes que ainda faltam trazer para Lisboa (e de não sabermos o que vamos fazer com uma parte deles), e de não saber a localização exata de mais de metade dos meus pertences neste momento, estou a tentar assentar e dar alguma normalidade e rotina a esta minha nova vida.
Ontem já voltei ao ginásio depois do trabalho, e hoje lá irei outra vez, e assim deverei passar a grande maioria dos meus finais de tarde nos próximos tempos. E isso, a par das 7 horas de trabalho diárias nos dias de semana, é das poucas certezas que tenho para as próximas semanas.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Fim-de-semana


Era para ter sido o fim-de-semana em que íamos trazer toda a tralha do Porto para Lisboa. Pois...era.
Cheguei ao Porto na noite de sexta-feira, para uma casa que de casa já pouco tinha. Desde o serviço de televisão e internet que já estava desativado há uma semana, até ao cilindro que avariou também há uma semana, à mobília já parcialmente desmontada...o cenrário não era o mais acolhedor (e o homem, coitado, viveu-me sozinho nestas condições).
No sábado, depois de um pequeno-almoço tomado à beira-mar, andámos a desmontar móveis (ele) e encher mais caixotes (eu). Ao final da tarde, aproveitei o facto de não termos água quente em casa e fui fazer um 2 em 1: despedir-me da aula de zumba do meu rico Virgin e tomar um banho de água quente (já disse que adoro aquele ginásio e que já morro de saudades daquilo? Acho que já.). 
Depois disso houve jantar com as amigas nortenhas do coração, e senhores...foi tão bom! Desde a comida maravilhosa à companhia e à conversa, estava tudo perfeito. Confesso que me senti um pouco nostálgica durante o jantar, a pensar no quanto me vai custar estar longe delas, e de como será difícil manter a mesma relação próxima com 300 quilómetros a separar-nos na maior parte dos dias. Mas bom, não se pode ter tudo e assim terá de ser.
O dia de ontem era suposto ter sido dedicado a alugar uma carrinha (que já estava reservada há semanas) e enchê-la com todas as nossas coisas para trazê-las para Lisboa. Pois que o senhor namorado chegou à rent a car e a única carrinha que tinham disponível para nós era uma com metade do tamanho daquilo que tínhamos pedido (e que precisávamos). E eu nem queria acreditar quando me disseram que vamos ter que regressar ao Porto para a semana para, aí sim, alugar a carrinha certa e trazer as nossas coisas para Lisboa. Lá viemos para Lisboa de tarde no carro do senhor namorado, com algumas coisas que já aproveitámos para fazer, mas desolados com a ideia de esta saga afinal não ter ficado ainda por aqui.


[E não, desta vez não há fotos do fim-de-semana. E não prometo que haja no próximo também. Que esta vida de mudanças não é lá muito fotogénica.]

sexta-feira, 3 de março de 2017

Duas semanas se passaram


E é chegado o momento de apanhar o comboio que me vai levar rumo à despedida definitiva do Porto (e das minhas duas amigas queridas nortenhas que por lá deixei. snif). Às vezes tenho a sensação que já estou em Lisboa há meses, e não há duas semanas.
Esta última semana foi passada ainda sem grandes rotinas mas com momentos muito bons. Tive o aniversário de uma das minhas Marias queridas. Tive cá os meus pais durante quatro dias. E ainda tive o prazer de conhecer uma pessoa mesmo querida do mundo dos blogues, pessoa essa que não vou identificar só porque não lhe pedi autorização para tal. Ela não sabe, mas a primeira mensagem que me enviou, fê-lo num momento, no início da semana passada, em que eu estava mesmo triste (lavada em lágrimas para ser mas precisa), e sentir aquelas palavras de carinho num momento em que eu precisava tanto delas (mesmo que ela não soubesse disso), foi assim uma espécie de sinal de que a coisa entre nós só podia correr bem. E correu mesmo, tanto que já estivemos juntas duas vezes (e esperam que venham muitas mais).
Não sei o que me esperam as próximas semanas, muito provavelmente terão alguns momentos em que voltarei a sentir-me mais em baixo, mas rodeada das pessoas certas como tenho estado, vai tudo correr pelo melhor. Só pode correr tudo pelo melhor (seja esse melhor o que for).

quarta-feira, 1 de março de 2017

Dos primeiros dias por Lisboa

Tempos houve em que a rotina era coisa que não me atraía de todo, mas entretanto isso mudou. A rotina - quando estamos de bem com a vida e com aquilo que decidimos fazer com ela - traz com ela uma sensação de conforto bastante agradável. Pelo menos para mim. 
Tive uma rotina entre 2013 e 2016 que adorava. Criei outra nos últimos meses que também já era pautada por momentos que me faziam feliz.
Neste momento  (re)comecei uma vida ao mesmo tempo muito parecida à que tinha quando regressei a Lisboa (no início de 2012) para começar o trabalho onde continuo hoje [ porque têm sido dias passados em modo solteira, o trabalho é o mesmo e voltei a viver no mesmo apartamento] mas por outro lado tão diferente [porque as pessoas que fazem parte dela agora são outras (são poucas as que se mantêm), porque entretanto encontrei o amor e vivi com ele tanta coisa, porque há toda uma bagagem de pessoas e momentos que vivi nos entretantos que mudaram (e enriqueceram) a minha vida].

[Foto tirada ontem numa corrida de final de tarde]

Mas falava eu de rotina. Que é coisa que - retirando as sete horas diárias de trabalho - não tem abundado nos meus dias. Nem no ginásio ainda me inscrevi (acho que ainda não me curei do desgosto de abandonar o meu rico Virgin), o que me tem deixado tempo livre ao final do dia para aproveitar como bem me apetecer. 
Entre tratar de alguma burocracia inerente a mudanças, tenho aproveitado para estar com pessoas que me são muito queridas (duas em especial foram um apoio precioso nos dias em que eu estava mais em baixo) e tenho passado também algum tempo comigo própria  (que bem preciso também) perdida nesta cidade que tanto me preenche. Nos últimos dias tive ainda direito a um jantar surpresa de boas vindas da equipa de trabalho mais espetacular de todas (a minha) (fomos ao restaurante mexicano El Clandestino e foi mesmo mesmo bom). E também tive cá os meus pais por uns dias. 
Aproxima-se agora o dia de regressar ao Porto para trazer toda a minha vida de regresso para Lisboa e - a parte mais difícil - começar a tratar verdadeiramente de resolvê-la. Para começar a criar novas rotinas, sejam elas quais forem, que me tragam de volta a estabilidade emocional e paz de que tanto preciso.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Fim-de-semana

O primeiro fim-de-semana em Lisboa foi passado na companhia dos meus pais, que vieram cá passar as mini-férias do Carnaval (ficam cá até amanhã).
O sábado começou com uma caminhada bem longa acompanhada pelos pais, intercalada por 30 minutos de corrida. Ainda não estou inscrita num ginásio aqui em Lisboa (nem parece meu) e então aquela corrida soube particularmente bem.

Fomos almoçar um belo arroz de marisco ao Guincho e ainda houve tempo para uns passeios. Já ontem, o dia começou da melhor forma possível, no sítio que tem o meu pequeno-almoço preferido de toda a Lisboa: o Choupana Caffé, claro.

Na parte da tarde houve tempo para ir ver umas montras com sodôna mãe e para adiantar algumas arrumações mega necessárias lá por casa (neste momento estou a morar no apartamento onde vivi durante os tempos de faculdade e donde saí em 2013 para ir viver com o senhor meu namorado). Já gostei menos de fazer arrumações (uma pessoa livrar-se de inutilidades é uma sensação tão, mas tão libertadora) mas o ponto alto de ontem foi descobrir, perdido entre muita papelada, um envelope com duas notas de 50€ (que deve ter sido uma prenda de aniversário dos pais ou dos avós, recebido lá para 2012). Maravilha, hã?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Fazemos uma pausa no drama para um pequeno momento de futilidade

E porque nem só de dramas vive esta mulher que vos escreve, aqui vai um bocadinho de futilidade para quebrar a onda negativa que paira por aqui (mas ligeiramente menos escura neste momento).
Pois que, no sábado passado acordei e tinha um email da Mango a dizer "O artigo que queria já se encontra disponível". Nesta altura de saldos normalmente de cada vez que chego ao site já não há nada disponível outra vez, porque as pechinchas desaparecem todas em três tempos. Mas naquele dia parece que eu estava cheia de sorte (ou azar, depende da perspetiva, que na verdade eu não estava propriamente em necessidade extrema de comprar roupa) e havia uma série de peças disponíveis e a preço de chuva. E eu perdi a cabeça.

Acho este vestido giríssimo para uma festa, e estava a 9,99€ em vez de €39,99 (how cool is that?)


Estes calções eram 29,99€ e estavam também a 9,99€.

Mais um pullover para fazer companhia aos outros 50. Tenho sérios problemas em resistir a esta cor (era 35,99€, estava a 19,99€).

Outra cor à qual tenho grandes dificuldades em resistir: nude. Este teve um desconto fraquinho (era 19,99€, ficou a 14,99€).


E não resisti a esta saia da nova coleção. Queria uma do género há algum tempo, e esta pareceu-me perfeita. E até seria, se não fosse o facto de não conseguir dar dois passos sem que ela me suba 10 centímetros (mas de resto é linda). Aqui.


[Ainda não consegui responder individualmente aos comentários ao último post mas vou fazê-lo. E agradeço-vos desde já por eles. Em alturas de maior fragilidade, sabe mesmo mesmo bem sentir o vosso carinho desse lado. Mil obrigadas!]

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Estado de espírito do momento


(ou fujam enquanto podem que vem aí drama do grande)
Já foi há mais de um mês que tivemos uma conversa muito séria sobre a nossa relação. Foi uma conversa que me tirou o peso do mundo de cima dos ombros e que, estranhamente ou não, tornou a nossa relação daí para a frente bem mais leve e honesta porque deixámos de ter receio de magoar o outro com a partilha do que nos ia na alma. Concordámos que, a semanas do regresso a Lisboa, iríamos esperar por esse acontecimento para avançar com certas decisões que nos pareceram as mais adequadas para enfrentar o que sentimos neste momento.
Não sei se foi só no domingo, quando o tão esperado (e algo temido) regresso aconteceu (apesar de só ainda da minha parte) que caí em mim, se o chegar a Lisboa tornou tudo mais próximo e real, mas o facto é que me sinto miserável desde que cheguei. 
Fui disfarçando o melhor que pude durante todo o dia de ontem (e continuo a dizer, prefiro mil vezes o trabalho cá em Lisboa) mas só Deus sabe o quanto está a doer. 
Quando cheguei à paragem de regresso a casa, já sozinha, comecei num pranto que só acabou à entrada de casa (e porque fiz um esforço monstro para não assustar o meu irmão).
A verdade é que tudo aquilo que racionalmente me pareciam decisões mais do que acertadas há um mês atrás, quando faltava muito para acontecer, agora parecem um fardo que eu não me sinto capaz de suportar (mas hei de conseguir, até porque não tenho remédio).
 Estou em Lisboa como queria, rodeada de pessoas de quem gosto muito e que me querem bem, mas tenho a minha relação de quase 5 anos com uma das melhores pessoas que já cruzaram a minha vida  (se não a melhor) à beira do fim e isso é uma dor que está terrivelmente difícil de suportar.
Achava mesmo que era desta que tinha encontrado a pessoa com quem ia partilhar (pelo menos) as próximas décadas da minha vida e afinal a put@ da vida voltou a trocar-me as voltas e os planos para o futuro (já era altura de ir deixando de fazê-los).
Eu quero acreditar no amor, juro que quero, mas a cada dia que passa isso está mais difícil. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Fim-de-semana

O fim-de-semana da despedida do Porto e do regresso a Lisboa. Depois de tanta espera...ele chegou. E chegou com um sabor agridoce. 
Tenho que confessar que a sexta-feira, no trabalho, custou mais do que esperava. Apesar da vontade de voltar a trabalhar em Lisboa ser enorme, acabei por criar certas afinidades e rotinas nos últimos meses, e olhar à minha volta e pensar que aquelas pessoas nunca mais farão parte do meu dia-a-dia não deixa de ser, no mínimo, estranho. Mas não acredito que vá ter saudades de trabalhar ali (posso sentir falta da companhia das minhas meninas à hora de almoço mas é só).
Ainda não me despedi definitivamente da nossa casa, porque o senhor namorado ainda lá vai ficar nas próximas duas semanas e eu vou lá ter no final desse tempo para ajudá-lo a trazer a mobília e os 50 caixotes de tralha que por lá estão (só trouxe mesmo um "kit de sobrevivência" para duas semanas).
Já comecei a encaixotar há três semanas, o que me (nos) permitiu ter um fim-de-semana com tempo para uma corrida à beira rio/mar, para ir almoçar fora, e para ir passear para a foz e, claro, para encaixotar mais umas coisas (só está a faltar desmontar os móveis e destralhar a cozinha).

Corrida matinal de sábado (metade dela feita à chuva), depois de dois meses sem correr.

O almoço de sábado foi no Sushi & Douro, que costuma fazer 30% de desconto nas reservas feitas através do The Fork. Não e barato, mas o sushi é mesmo bom.

Passeios pela foz.

O pequeno-almoço de ontem foi na Confeitaria Tavi, na foz. Depois disso ainda consegui ir despedir-me do me rico Virgin (esse sim, vai deixar saudades monstras. neste momento estou órfã de ginásio e tenho que tratar urgentemente do assunto, a bem - principalmente - da minha sanidade mental).
E agora é tempo de regressar à rotina do trabalho em Lisboa e de criar novas rotinas nesta minha velha/nova vida, que (re)começa agora. Vamos a isso!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Balanço em dia de despedida

Hoje é o meu último dia de trabalho no Porto. No domingo agarro no meu carro e lá farei os 300 quilómetros que me separam da cidade que deixei há quase 11 meses.
Não fiz esta mudança por minha iniciativa, não é novidade para ninguém, mas em momento algum me arrependi dela. Muito pelo contrário. Por mais que às vezes possa ter dado a entender o inverso, estes 11 meses tiveram várias coisas boas. Muitas, até.
Ganhei uma nova amizade e fortaleci outra (as minhas duas amigas e colegas de trabalho que foram sem dúvida o melhor destes meses e sem as quais isto tinha sido tudo bem mais difícil). Conheci uma pessoa especial do mundo dos blogues. Conheci colegas de trabalho que me trataram sempre bem. Inscrevi-me num ginásio onde fui praticamente todos os dias depois do trabalho (e várias vezes também ao fim-de-semana) que era sempre o ponto alto dos meus dias. Já cumprimentava praticamente metade dos frequentadores assíduos do ginásio e sentia-me mesmo em casa lá (meu rico Virgin, vou ter tantas saudades tuas!). Conheci uma data de restaurantes bons (os preferidos: DeGema, Sushi & Douro, BH Foz, Capa Negra, Essência, Dominó Tasca Japonesa, Kyoto, Miss Pavlova, Moustache, Cremosi, Mixpão). 
Passeámos muito pelo Porto e ainda fomos conhecer Vila do Conde (e fui ao outlet onde comprei a minha Michael Kors mais linda), Amarante, Santa Maria da Feira (à feira medieval e à de natal). Fiz corridas à beira mar. Comi waffles com chocolate de frente para a praia (uma porcaria de praia no verão, mas uma bela paisagem de qualquer das formas). Fiz um trail (o meu primeiro e único até agora) em  Gondomar e adorei.










Obrigada Porto por tudo isto. Em jeito de brincadeira (mas falando a sério até): o problema não foste tu, fui mesmo eu, que por mais encantador que te ache...o meu coração é mais feliz a sul e não há muito que eu consiga fazer em relação a isso.