sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Leituras



A minha avó pede desculpa, Fredrik Backman

Avaliação do Goodreads: 4,04/5
Minha avaliação: 4/5

Uma das minhas "parceiras de leitura" apaixonou-se pelo Fredrik Backman depois de ler "Um homem chamado Ove" e comprou tudo o que havia do autor. E foi assim que este "A minha avó pede desculpa" veio parar às minhas mãos (somos três e estamos sempre a trocar livros entre nós).
A narradora da história é Elsa, uma menina de sete anos, e a história gira à volta da relação especial que ela tinha com a avó. É uma história que mistura momentos de humor com outros de emoção e coração apertado. 
Tem algumas histórias de mundos imaginários pelo meio (que, confesso, dispensava bem) mas gostei da leitura.



Stoner, John Williams


Avaliação do Goodreads: 4,29/5
Minha avaliação: 4/5

"Stoner" passa-se nos Estados Unidos, na segunda metade do século XX, e conta a história de William Stoner, um filho de camponeses que se torna professor universitário e cuja vida vamos acompanhando desde jovem até ao fim dos seus dias. É uma história escura, pesada, triste, mas também muito realista e bem escrita. Gostei muito.



O velho e o mar, Ernest Hemingway


Avaliação do Goodreads: 3,75/5
Minha avaliação: 2,5/5

Já tinha lido este livro há uns anos (apesar de ter sido preciso o Goodreads para me lembrar disso) mas estava na Madeira sem alternativa, pelo que voltei a pegar nele. E pode estar muito bem escrito, mas a história é uma seca tremenda (para mim, está claro). E a mim a escrita não chega para me prender. O livro é pequeno mas, na minha opinião, não se lê nada bem. Porque a história é tão aborrecida. Acompanhamos a jornada solitária de um velho enquanto este passa dias seguidos num barco de pesca. Não vou contar mais nada porque, bom ou mau, não quero lançar spoilers. Eu sei que não é nada cool uma pessoa assumir que achou Hemingway uma seca tremenda, mas foi o que aconteceu comigo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Fim-de-semana de passeio

Os meus pais estão de férias e vieram passar uns dias connosco. E então decidimos ir passar o fim-de-semana perto de Lisboa, para passear um pouco e não andar sempre pelos mesmos sítios. Como decidimos fazer isto com pouco mais de uma semana de antecedência a oferta de alojamento que preenchesse os nossos critérios já não era muito abundante, mas lá descobrimos um lugar encantador no Redondo, em Évora. Chama-se Convento de São Paulo e é um antigo convento, do século IV, lindíssimo tanto por dentro como na sua envolvente, com duas piscinas e muito espaço para passear. 













































Passámos o final da tarde de sábado numa das piscinas e a manhã de domingo na outra. Como não nos apetecia pegar no carro, jantámos no hotel (a comida não era má, mas estava muita gente e esperámos mais de uma hora para comer) e depois fomos para o jardim desfrutar do som do campo e ver as estrelas (e que céu lindo que estava). Adoro estes programas rurais (desde que não durem muito tempo), tanto no inverno como no verão. E este programa de verão, a quatro, vai ficar guardado  com especial carinho. 
Já a caminho de Lisboa, parámos para almoçar em Estremoz, num restaurante que estava recomendado no Tripadvisor, chamado Alecrim. O restaurante não é super barato, mas ficámos fãs, tanto do espaço como da comida (a sobremesa então...comemos uma trilogia de chocolate dos deuses!).
Que fim-de-semana em família tão bom!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

De volta das férias

Depois de nove dias revigorantes pela(s) ilha(s), estou de volta. As minhas férias este verão resumiram-se a cinco dias (úteis), já que as férias "grandes" serão só em outubro. 
Foram dias muito bem aproveitados entre a Madeira e o Porto Santo e entre sol, mergulhos, mimos (e o meu avô mais querido que fez 92 anos e continua com uma alegria e sanidade mental de fazer inveja a muitos jovens?) e comida boa (nada de novo em relação ao costume, portanto). 





Foi um "verão" curto (já que a praia e os mergulhos daqui para a frente hão de ser ser muito poucos), mas foi aproveitado ao máximo.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Felicidade e coisas boas



Às vezes uma pessoa até tem medo de dizer estas coisas (não vá o diabo tecê-las) mas nisto que é a vida cheia dos seus altos e baixos, nesta fase sinto-me bem. Sinto-me feliz. Provavelmente muito influenciada por estar tudo a correr bem, por ser verão, por ir agora uns dias de férias onde me vou fartar de nadar e apanhar sol e por ter uma viagem de sonho marcada para daqui a dois meses. Mas a nossa felicidade também passa muito pela forma como encaramos os fatores externos da nossa vida, aqueles sobre os quais não temos controlo. E eu, se por um lado acho que sou uma sortuda a quem a vida, na maior parte do tempo, me tem tratado bem, por outro também acho que tenho uma forma de encará-la que passa muito por desvalorizar o mau e valorizar o bom, mesmo quando esse bom é (aparentemente) insignificante. E isso ajuda a que eu acabe por ter "sorte". 
Bem, isto tudo para dizer que ando feliz. Não só porque vou passar uns diazinhos a casa entre mimos da família e mergulhos, mas também por isso, pois claro.


[Não é que eu ande muito assídua por cá - não tem havido inspiração para tal - mas é pouco provável que eu dê sinal de vida por aqui nos próximos dias. De qualquer forma têm sempre o Instagram para o caso da saudade apertar, sim :p?]

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Fim-de-semana

Foi o último fim-de-semana em Lisboa antes de uns diazinhos entre a Madeira e o Porto Santo, onde - espero - vou sentir finalmente que é verão e nadar com fartura.
A parte gira do fim-de-semana passou-se a matar saudades do casal de amigos queridos que fizemos no Peru (a empatia foi tão imediata e tão boa entre nós), a fazer experiências culinárias saudáveis (umas trufas deliciosas - achei que tinha uma foto para partilhar aqui mas afinal só a tirei em modo stories para o Instagram e não ficou guardada) e numa ida à praia - a segunda deste ano - acompanhada de um ventinho que se dispensava de bom grado.



Também acabei este livro, do qual hei-de falar-vos um dia destes.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Dos planos felizes



Este ano decidimos, na loucura, que íamos fazer duas viagens grandes. A primeira foi ao Peru, em março, e foi maravilhosa. A melhor de sempre, diria eu.
Quanto à segunda, decidimos que seria algures na Ásia e que em princípio seria depois do verão (porque o clima é melhor nos países onde ponderávamos ir). Mas - entre Tailândia, Laos, Camboja, Vietname, Indonésia, Nepal e India - não havia maneira de nos decidirmos e avançarmos com isto. Até que conseguimos finalmente decidir e vamos a um só país, mas arrisco-me a dizer que, face aos planos que temos, tem tudo para ser a viagem das nossas vidas.
Ainda ponderámos ir por agência de viagens, como fomos ao Peru, mas para além de nos parecer que ia sair quase ao dobro do preço (o que não aconteceu no Peru, em que fizemos contas e compensava ir por agência) não havia nenhum roteiro que incluísse tudo o que queríamos. Pelo que vamos sozinhos mas com direito a um pequeno trekking de 2 ou 3 dias nos Himalaias (how cool is that?) e 2 ou 3 dias de safari (a sério, o meu coração não aguenta tanta emoção junta).
Não vou dizer que não tenho alguma miúfa por irmos por nossa conta e termos que tratar de tudo sozinhos - tenho sim senhor - mas fazer a viagem à nossa medida e sem ter que vender um rim para isso há-de compensar.
As passagens estão compradas e daqui a pouco mais de dois meses...Nepal, aqui vamos nós!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Fim-de-semana (ou update semanal, pelo andar da carruagem)

Queiram desculpar a minha ausência por estas bandas. A verdade é ligeiramente triste mas é esta: acho que tenho gasto os meus neurónios válidos praticamente todos no trabalho, e pouco sobra a nível de inspiração para vos escrever. O problema nem é tempo porque trabalho o mesmo número de horas que antes (bem...mais ou menos, mas esta parte é mais culpa minha que outra coisa) mas esta preocupação constante com certos assuntos tem me deixado pouco espaço no cérebro para coisas mais leves e fúteis (que também fazem falta).
Mas ando feliz, que é o mais importante, e não têm faltado passeios de fim-de-semana nem coisas boas na minha vida.
Este fim-de-semana houve passeios à beira-rio, gelados, sushi, séries, treinos e arrumações. Tudo coisas que me fazem feliz. Podia ter sido ainda mais feliz, se tivesse dado para ir à praia, mas parece que este ano isso é para esquecer...pelo menos por Lisboa.





































O nosso sushi preferido de Lisboa, para não variar: Sushi dos Sá Morais (com os habituais 30% de desconto do The Fork).



segunda-feira, 9 de julho de 2018

Fim-de-semana

Desde que mudei de equipa no trabalho que os dias passam a correr. O que não é mau, quer dizer que, finalmente, estou a fazer algo que gosto. O único senão é o stress associado (alguns prazos para cumprir e assuntos bastante complexos que me fazem ter bastante dificuldade em "arrumá-los" na cabeça no final do dia de trabalho e só voltar a pensar neles no dia seguinte). Mas com o tempo e a experiência hei-de aprender a lidar melhor com esta parte. Assim espero, pelo menos.
Depois de uma semana intensa, rumámos a Braga para passar o fim-de-semana em família. Fomos tomar o pequeno-almoço ao centro da cidade no sábado e aproveitei que ainda havia pouca gente a passear para tirar umas fotografias com o meu vestido novo lindão dos saldos da Mango.


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mudança

Imagem daqui.

Lembro-me de ser criança e ouvir a minha mãe comentar nas mais variadas circunstâncias que eu era uma boa sofredora. Eu diria mais, acho que tenho um quê de masoquismo em mim, que ando, aos poucos, a tratar de mandar passear para outras bandas.
Quando comecei o trabalho onde estou, fui colocada numa área que nada tem a ver com a minha área de formação, aliás, num tema que eu, até entrar ali, não sabia que existia, e que é muito mais (para não dizer só) focado em economia e contabilidade do que em direito.
Quando me apercebi onde é que tinha sido metida fiquei em pânico, mas na falta de alternativa lá teria que tentar habituar-me. E assim foi. E tentei durante seis anos. Sem sucesso. Bom, claro que aprendi imenso (mal seria...), mas não aprendi o mais importante: não aprendi a gostar daquilo. Esforcei-me, mas não aconteceu. Houve dias (tantos, tantos dias) de verdadeiro tédio, de olhar para o relógio a cada 3 minutos (não é exagero), de pensar "Não aguento nem mais um dia!". Mas fui aguentando. Muitos dias. Meses. Anos. E nem sei bem porquê. Ou até sei. Agarrei-me aos colegas (na sua maioria, gente impecável com quem fiz amizade), depois meteu-se a ida para o Porto e não dava jeito mudar, e houve sempre uma desculpa, durante anos, que me ia impedindo de tomar a iniciativa de pedir para mudar de equipa, de sair daquela que, apesar de tudo, acabava por ser a minha zona de conforto porque ali já sabia com o que podia contar, para fazer outra coisa mais próxima da minha área de formação, daquilo que eu gosto.
No ano passado lá arranjei coragem para comunicar a quem de direito que precisava de mudar e, vários meses depois, consegui ser colocada exatamente onde queria.
Quando, finalmente, tive ordem de "soltura" apoderou-se de mim uma leveza tão grande que o medo do desconhecido passou logo para segundo plano. Não foi fácil deixar os meus colegas de equipa e sala com quem tinha um ambiente para lá de espetacular, e deixei-os com a perfeita consciência que nesse aspeto a minha vida só pode mudar para pior (apesar de estar a ser muito bem recebida), mas valores mais altos se levantaram e se for para fazer o que eu gosto sem estar a olhar para o relógio a cada cinco minutos, foi sem sombra de dúvida a decisão certa.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Mini férias em Marrocos - Chefchaoen

Ainda em Portugal, alugámos um carro pela Sixt, para usar entre sexta-feira e domingo, para fazer a viagem entre Tânger e Chefchaoen (a distância é à volta de 100km) e entre esta última e Fez (são uns 200km). Não era a opção mais barata (foi até mais caro do que costumamos pagar quando alugamos carro na Europa - pagámos à volta de 160€ para 3 dias, sendo que este valor incluía um suplemento por recebermos o carro numa cidade e o devolvermos noutra diferente), mas não nos apetecia gastar muito tempo com transportes, e o carro dá sempre outra flexibilidade para pararmos onde nos apetecer.
Depois de termos passado a quinta-feira em Tânger, na sexta-feira de manhã agarrámos nas malas e fomos até à rent a car. Ainda no hotel, apercebemo-nos que nos tínhamos esquecido do cartão de crédito em Portugal (eu achava que ele o tinha - porque é o costume, ele achava que eu o tinha - e tinha, de facto). O aluguer do carro já estava pago, tínhamos uma quantidade razoável de dinheiro connosco (até levámos bem mais do que acabámos por precisar), tínhamos os cartões multibanco, portanto o cenário poderia ser bem pior. Acontece que tínhamos que pagar uma caução de mais de 1000€ na rent a car para poder usar o carro, e o cartão multibanco...rejeitado. O que não tem remédio, remediado está, e depois do senhor nos dizer que nos devolveriam o dinheiro (ainda estamos para ver se isso vai mesmo acontecer, porque entretanto já recebemos um email a dizer que nos vai ser cobrada uma taxa de cancelamento equivalente a três dias (?!), que é só o número de dias pelo qual tínhamos alugado o carro.
Adiante. Decidimos regressar ao hotel e pedir sugestões por lá. Tínhamos visto, na net, que tínnhamos 3 opções: taxi (seria à volta de 90€), taxi partilhado ou autocarro. A caminho do hotel cruzámo-nos com um funcionário do hotel que nos disponibilizou o serviço de um taxista conhecido dele, por 60€, para daí a meia hora. Em comparação com o que eu tinha visto na net, e tendo em conta que não teríamos que nos deslocar a lado nenhum nem esperar horas, lá decidimos aceitar. Uma hora e meia depois, estávamos em Chefchaoen.
Famintos, pusemos as malas no Riad e fomos logo almoçar. Como ficava muito perto do nosso Riad, seguimos o conselho desta menina e fomos ao restaurante Beldi Bab Ssour. Pedimos couscous de frango, que estava muito bom, e pagámos uma pechincha (uns 13€ para os dois, com prato e sumos naturais).
De barriga, era (finalmente) altura de começar a passear e ficar encantada com esta cidade.

Esta escadaria fica na rua em frente ao restaurante onde almoçámos.




Chefchaoen não é muito grande nem está apinhada de turistas (nem sei como tal é possível), pelo que (mais de manhã do que de tarde) consegue-se passear calmamente e tirar boas fotos. Todas as ruas do centro estão pintadas com este azul fantástico, apetece fotografar todas (daí a overdose de fotos que vão ter neste post. desculpem lá qualquer coisinha, sim?).
Chegados a uma ponta da cidade, fizemos um pequeno trilho (não mais de 30 minutos) até um miradouro onde conseguimos ver o aglomerado de casinhas de frente. Que vista maravilhosa!





Não sei se dá para perceber pela foto (acima), mas tem um barzito na zona dos tapa-sóis e o chão tem uns centímetros de altura de água, que vem da cascata em cima. As pessoas sentam-se nas cadeiras com os pés descalços e vão se refrescando enquanto bebem um sumo de laranja, achei muito engraçado (mas como não estavamos de chinelos não experimentámos).





































A cidade é rodeada por algumas montanhas, o que lhe dá um toque ainda mais especial.


Apesar de não ter achado os marroquinos demasiado invasivos nesta cidade, tive duas experiências menos boas. A primeira, na rua da foto abaixo (que é a mais linda e - imagino - fotografada de todas estava um rapaz que me pediu dinheiro para fotografar a rua (eu estava a fotografar só o cenário. a foto que vêem aqui foi tirada só no dia seguinte, quando não havia ninguém por perto). Eu ignorei o rapaz, poque estava a fotografar uma rua, ao que ele, muito chateado, começou a insinuar sobre as minhas preferências sexuais (em espanhol...soubessem vocês a quantidade de vezes que falavam espanhol connosco, sem abrirmos a boca antes).
Noutra situação, estávamos a fotografar uma rua e uma velhota, ao longe, começou a gritar para não lhe tirarmos fotos. Eu parei logo, já o senhor namorado estava distraído e continuou durante uns segundos. Um miúdo que estava por perto a brincar na rua (devia ter uns 8 anos), gritou "No photo" e atirou-nos um chinelo que por pouco não me acertou em cheio na cara. A velhota, coitada, repreendeu logo o miúdo e disse-nos uma série de coisas, em árabe, que nós supomos que seja um pedido de desculpas, sorrimos, acenámos que estava tudo bem, e seguimos em frente (mas com alguma vontade de esganar a criança mal educada).



Em relação ao alojamento, ficámos no Riad Dar Dadicilef, que eu recomendo mesmo muito. Primeiro, acho que nunca paguei tão pouco na vida por um alojamento tão bom (Chefchaoen é uma cidade mesmo barata). O nosso quarto era enorme (demo-nos ao luxo de escolher um quarto para 3 pessoas, porque os outros estavam esgotados), lindíssimo, e custou 40€. A foto abaixo não é minha, mas é o quarto onde ficámos (em frente ainda tinha um corredor enorme, mais uma cama, e casa de banho).


A localização também é boa (fica em zona pedonal como a maioria mas não é nada difícil de encontrar) e o nosso anfitrião era um querido. Portanto se forem a Chefchaoen, reservem quarto aqui que não se vão arrepender.
Adorei, adorei, adorei Chefchoen e acho que vale muito a pena tirar um fim-de-semana prolongado para dar um saltinho ali ao norte de Marrocos e conhecer este sítio encantador.