quinta-feira, 25 de agosto de 2016

De volta aos eixos (ou pelo menos já lá mais perto)


Este ano tem sido cheio de altos e baixos a nível emocional. Desde que vim para o Porto, em abril, já tive algumas fases boas e outras em que me perguntei muito seriamente se era isto que queria para a minha vida. Não por não gostar da cidade, não tem absolutamente nada a ver com isso (felizmente gosto, e muito. agora só tenho algum receio que o outono e inverno não sejam tão fáceis de aguentar já que eu sou só a pessoa mais friorenta de sempre, mas quem já sobreviveu um inverno nos Alpes também há de sobreviver aqui) mas antes por tudo o que esta mudança implicou.
O mês de junho e julho foram complicados. Não estava bem comigo mesma, perdi alguma das convicções que tinha ganho entretanto, e sentia-me infeliz. As férias, no fim de julho, correram super bem, consegui desfrutar delas ao máximo, mas tinha sempre uma inquietação ali a moer-me por dentro. Desde essa altura, e depois de um esforço muito grande para voltar a focar-me só e apenas naquilo que me faz bem, acho que voltei aos eixos. Sinto-me de volta ao caminho certo, àquele que tem maiores probabilidades de me fazer feliz (pelo menos em comparação com outros que desconheço e que racionalmente não me parecem opções acertadas). 
Bem sei que este discurso parece (e é) bastante (eventualmente demasiado) racional, mas a verdade é que eu não sei ser de outra forma. Se esta maneira de ser me traz mais coisas boas do que más, provavelmente nunca saberei. Mas a verdade é que, até hoje, e pelo menos a médio/longo prazo, não me arrependo de nenhuma das escolhas que fiz (com uma única exceção em relação aos tempos de faculdade, em que era uma acanhadinha - e croma - do pior e podia ter aproveitado muito melhor aqueles cinco anos).
Preciso de reencontrar a paz na minha vida, e já a vejo mesmo ali ao virar da esquina. Vamos ver se desta vez ela não me escapa.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Assunto próximas férias: tratado

[Ou: as leitoras fofinhas pedem inspiração para umas férias de início de outono, a Gelatina dá ;)]
A nossa ideia para as próximas férias era aproveitar o feriado de outubro e fazer qualquer coisa que incluísse praia (muitas figas para ainda apanharmos bom tempo!) e que não fosse muito caro. Já andava há uns tempos com vontade de conhecer as Baleares, e depois de ver várias fotos espetaculares de Menorca pareceu-me uma bela opção. Nós não somos pessoas para aguentar uma semana inteira a fazer só praia (a natureza fez-me demasiado stressada para aguentar tantos dias em modo zen, e o senhor namorado também dá em maluco com tantos dias a fazer só praia. bichos estranhos, nós...) e como, em pesquisa, percebemos que os voos para Menorca não são diretos, pareceu-me boa ideia fazer a viagem via Barcelona e ficar por lá dois ou três dias.

Imagem daqui.

Imagem daqui.

A cereja no topo do bolo foi ter surgido a oportunidade de termos companhia na viagem (vamos com um casal de amigos) e, além disso,apercebermo-nos que os preços são bastante apetecíveis. Não sei se é por já não ser época alta, mas fiquei agradavelmente supreendida. Vamos ficar 4 noites num aparthotel bem jeitoso, com dois quartos, em regime de pensão completa, e nem 1000€ vamos pagar para o alojamento dos quatro. As viagens de avião (entre Porto e Barcelona, e entre Barcelona e Menorca), pela Ryan Air, ficaram por menos de 150€ por pessoa. Em Barcelona vamos ficar dois dias e meio e vamos arrendar uma casa bem jeitosa pelo Airbnb (os hotéis por lá são bem carotes). E também já tratámos do aluguer do carro para Menorca, pelo que nos resta agora aguardar (im)pacientemente.
Em pouco mais de um mês...Espanha, here we go!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O resultado de um fim-de-semana de compras

Não estava nos meus planos gastar dinheiro com roupa nos próximos tempos (para dizer a verdade, quase nunca está e depois é o que se vê, mas adiante) mas quando combinei a ida a Lisboa com as minhas Marias claro que tive que repensar a coisa. Tudo bem que o objetivo era ajudar uma das Marias a renovar o guarda roupa, mas uma pessoa também não é de ferro, certo? E eu, quando o assunto é roupa, sou uma fraca do pior. E o resultado da minha fraqueza foi este:


A saia da Zara que já vos mostrei ontem.

Vestido super a minha cara da Zara (que eu já tinha debaixo do olho há umas semanas).


Andava a precisar de umas sandálias em tons de dourado. Estas são da Prof, e são lindas.


A necessidade que eu tinha deste par de calças era de -20, mas sodôna Maria agarrou nele e quando dei por mim estava nos provadores a experimentá-las e a apaixonar-me. São da H&M.



E esta parte de cima de biquíni da Calzedonia, pela qual me apaixonei mal chegou às lojas em julho, mas a minha (mini) veia racional obrigou-me a deixá-la por lá e prometer a mim própria que só a compraria se a encontrasse a metade do preço nos saldos. Quis o destino que isso acontecesse, e lá fomos juntas para casa.


[Não parece, mas eu até fui forte. Soubessem vocês a quantidade de peças igualmente lindas e maravilhosas que eu experimentei e que ficaram para trás. Oh mundo cruel!]

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Fim-de-semana de Marias

Que fim-de-semana tão, mas tão bom. Sabe-me tão bem a companhia daquelas duas Marias, é sempre tão espetacularmente bom quando estamos juntas. 
A nossa missão para o fim-de-semana era comprar roupa de trabalho para a sodôna Maria açoriana, que vai começar um novo trabalho em pouco tempo. Focadas no nosso objetivo, fomos abastecer o estômago pela fresquinho ao meu querido Choupana Café (que entretanto anda a perder uns pontinhos porque por duas vezes seguidas me disseram - às 10h da manhã - que não tinham croissants de chocolate, e o meu pobre coração tem muita dificuldade em lidar com desilusões desta dimensão, principalmente quando está em Lisboa de visita) e seguimos para o Colombo. Entrámos lá por volta das 11h da manhã e saímos já passava das 19h. Mas foi muito produtivo - que estas Marias não brincam em serviço. [Fiquei pasma com a quantidade de camisas boas, giras e baratíssimas que a Primark tem].

A pausa para almoço de sábado foi no Selfish, que eu adoro. Comi salmão braseado com arroz jasmim e salada, acompanhado de uma limonada com hortelã.

O domingo começou na Padaria Portuguesa.

E teve direito a estrear a saia que comprei na véspera, na Zara, saia essa que nunca me tinha imaginado a comprar. Adoro este género de saia, mas o comprimento dela aliado à minha altura sempre me deixaram de pé atrás. Mas aproveitei que estava acompanhada das minhas Marias para experimentá-la e, mediante tamanho entusiasmo da parte delas, ganhei coragem e comprei-a. E como tinha receio de chegar ao Porto, enfiá-la no armário, e nunca ter coragem para pô-la a ver a luz do dia, vesti-a logo no domingo. A doutrina lá em casa dividiu-se em relação às sapatilhas: uma das Marias não gostou nem um bocadinho de vê-las com a saia, a outra adorou. E eu desempatei =).

O almoço foi no Mercantina Chiado e foi tão bom! Comi um calzone, com limonada, e para sobremesa partilhámos um cheesecake de lima, uma panacotta de nutella e um tiramisú. Fiquei de tal forma cheia que nem jantei ontem.
Uma palavra para descrever o fim-de-semana? Maravilhoso.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Marias


Sinto tanta falta das minhas Marias, tantas e tantas vezes. Isto de estarmos uma em cada parte do país é uma valente porcaria, e custa muito. 
Desde a última vez que estivemos juntas passou-se imensa coisa na vida das três. E este fim-de-semana vamos juntar-nos, em Lisboa, e vai ser tão bom. Preciso tanto deste fim-de-semana. Preciso tanto delas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vaidades de verão

Saldos da Mango (e Mango em geral): a arruinar-me a carteira desde sempre.

Saia mais linda dos saldos da Zara.

E mais um episódio da série "Gelatina Maria vai à Zara Kids e perde a cabeça". Não consigo resistir a tanta fofura em forma de vestido.

[O post também se podia chamar: ou de como já está na hora de eu arranjar um telemóvel que tire fotos minimamente decentes]

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Planos (ou da falta deles)


Eu sou pessoa que gosta de ter tudo planeado e bem definido e que gosta muito pouco quando se vê obrigada a alterar planos em cima da hora (sejam grandes planos ou coisas insignificantes). É uma característica minha que raramente me traz coisas boas, e que me dava jeito ver pelas costas, mas como é mais fácil falar do que concretizar lá temos convivido as duas, até hoje, uns dias melhor que outros.
É a primeira vez desde que trabalho que chego a esta altura do ano com nove dias úteis de férias ainda por gozar e sem planos concretos para eles. E, igual a mim própria, isto é coisa que, se antes de ter ido à Rússia até não era tão grave quanto isso porque andava entretida com a antecipação dessa grande viagem, agora começa a provocar-me alguma "comichão",
Gostávamos de tirar a primeira semana de outubro de férias (para aproveitar o feriado) e já comecei em pesquisas, mas ainda não conseguimos concretizar nada. E mais do que me enervar o facto de ainda não termos nada planeado, enerva-me o facto de eu estar enervada com esta situação. Raios me partam a mim própria que não sei dar umas férias a esta minha ansiedade, caraças.



[A ver se esta semana resolvemos o assunto. O das férias, claro, que o da ansiedade... talvez lá para uma outra vida]

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Fim-de-semana prolongado

Fizemos tanta coisa no fim-de-semana prolongado que tenho a sensação que estive uma semana inteira sem trabalhar.
O sábado foi passado em Braga, no batizado da sobrinha mais linda.


No domingo rumámos a Campo da Barca para o parque de campismo Lima Escape, onde tivemos mais uma experiência de campismo de luxo (glamping). A zona do parque de campismo é muito bonita, tem o rio pela frente, uma série de atividades disponíveis (padel, canoagem, etc). As tendas de glamping, como a nossa, têm um mini wc privativo ao lado, com sanita e lavatório (sim, que aqui a dondoca gosta muito da natureza, mas a verdade é que gosta pouco do campismo tradicional). Mas, ao contrário das outras onde já estive, não tem eletricidade de todo, portanto a partir das 21h é preciso dar asas à imaginação para ocupar o tempo porque não há cá jogos nem leitura que se consiga fazer à luz de uma lanterna e duas velas.

Pirosos no pedaço.



A zona do parque de campismo tem várias lagoas a pouca distância, pelo que agarrámos no carro e fomos visitar uma delas. A temperatura da água estava espetacular (ainda não me tinham ouvido dizer tal coisa de nenhuma água a norte de Lisboa, hã?).


E de volta ao acampamento...

Ler com este cenário é só maravilhoso.

O pequeno-almoço que nos serviram na manhã de ontem.

E como a zona do parque de campismo amanheceu ontem debaixo de nevoeiro, fomos fazer praia para Arcos de Valdevez. Mais uma vez, a temperatura da água estava ótima.



[E ainda bem que aproveitámos bem o sol do fim-de-semana, porque parece que vêm aí dias cinzentos.]

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Rússia: 6 dias, 3 cidades e 1 casamento - São Petersburgo (2ª parte) e o fim desta aventura

O último dia em São Petersburgo (e na Rússia também) foi reservado para visitar o Peterhof (a Versailles lá do sítio), acompanhados da "comitiva francesa" que tínhamos conhecido no casamento (e dos nossos amigos recém casados). Fomos num barco igual ao da foto (nunca tinha visto um barco assim), numa viagem que demorou cerca de meia hora.


Pagámos 1300 rublos (perto de 20€) por pessoa para visitar os jardins e o Grande Palácio, e tenho a dizer que é tudo maravilhoso, por dentro e por fora. É de uma riqueza impressionante, cheia de dourados e peças de decoração lindíssimas, e jardins fabulosos.








Então e de São Petersburgo, o que é que eu tenho a dizer? É uma cidade muito bonita, sem dúvida (com especial destaque para o Peterhof, que adorei visitar). Mas acho que o facto de ter ido primeiro a Moscovo fez com que não tenha ficado tão impressionada como ficaria se tivesse começado a viagem por lá. Porque Moscovo é mais exótica e diferente de tudo aquilo a que estamos habituados no mundo ocidental, enquanto São Petersburgo tem mais semelhanças com uma cidade europeia. Pelo que me pareceu (porque passei a maior parte do tempo com a Alex e não me apercebi tão bem disso) é também uma cidade mais preparada para receber turistas do que é Moscovo (em termos de disponibilizarem informação em inglês, e de falarem essa língua) mas mesmo assim foi, sem dúvida, Moscovo a minha cidade preferida das duas.
A alimentação e os comboios são bastante acessíveis na Rússia. O alojamento também é mais barato do que em Portugal. Uma coisa que nós fizemos e não aconselhamos a que façam foi levantar o dinheiro diretamente nos ATM lá: de cada fez que o fizemos, as comissões cobradas foram à volta de 10% (auch) pelo que teria saído mais barato levar euros de Portugal e trocá-los lá nas casas de câmbio (vivendo e aprendendo). O problema é que esta informação das comissões, só a tivemos quando consultámos os movimentos do nosso cartão, já em Portugal.
Bem sei que o assunto dinheiro no nosso país é muitas vezes um tabu, mas eu gosto de falar nele não só para me recordar, daqui a uns tempos quando voltar a ler estes posts, como também para ajudar quem por aqui passa e possa estar a planear uma viagem ao mesmo destino. Ficámos uma semana na Rússia, não fomos esbanjadores (os dois únicos sítios em que teremos gasto mais uns trocos e que poderíamos ter dispensado, mas que eu não me arrependo nada de ter feito, foi o hotel de São Petersburgo e a ida ao Bolshoi (que, mesmo assim, esta última custou menos de 100€ para os dois, portanto não me parece assim tão caro atendendo à experiência que é) e gastámos, no total, com tudo incluído (viagem, visto, hotéis, alimentação, comboios e visitas), uns 1200€ por pessoa (ajuda o facto de termos comprado as viagens - de comboio e avião - com alguma antecedência, porque assim não tivemos os gastos todos na mesma altura). E é uma viagem que, para quem possa fazer obviamente, recomendo vivamente. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Rússia: 6 dias, 3 cidades e 1 casamento - São Petersburgo (1ª parte)

A última parte da nossa viagem foi passada em São Petersburgo, para onde fomos no comboio noturno que faz a viagem a partir de Moscovo e que dura aproximadamente 9 horas. Atendendo à diferença de preços achámos por bem escolher uma camarata de duas camas (e não nos arrependemos nem um bocadinho dessa decisão). Havia uma casa de banho (sem duches) no nosso corredor, a partilhar entre umas 18 pessoas (o quê? tomar banho? deixem-se lá de excentricidades!)
Eu sou um fenómeno raro que adormece em qualquer meio de transporte com a maior das facilidades durante o dia, mas se for para passar a noite, e por mais cansada que esteja, estranho sempre lugares diferentes e demoro séculos a adormecer. No comboio não foi exceção (já o senhor namorado abandonou-me às minhas insónias e dormiu que nem um bébé).

Cá está a camarata.

Chegados a São Petersburgo ao início da manhã, fomos pôr as malas ao hotel e partimos à descoberta da cidade (o tal do banho que não conseguimos tomar no comboio? pois esperem mais um bocadinho que não vos faz mal nenhum. ou não tivéssemos nós escolhido um hotel todo pipi, que nos pedia metade do preço duma noite se quiséssemos entrar mais cedo no quarto).
O primeiro ponto de paragem na cidade foi o Hermitage. Não vimos por dentro (por falta de tempo) mas por fora é um edifício muito bonito.


E o ex libris de São Petersburgo: a Catedral do Sangue derramado.

O edifício é lindíssimo, o mais bonito de São Petersburgo (na minha opinião), mas não bate a Catedral de São Basílio, de Moscovo.


Catedral de Santo Isaac.

Ao início da tarde decidimos ir ao hotel conhecer os nossos aposentos para aquela noite (chama-se Trezzini Palace Hotel e podem encontrá-lo aqui). Na receção ofereceram-nos água, champanhe e chocolates (e aqui os burros de serviço recusaram tudo gentilmente - isto quem nasce para pelintra nunca chegará a chique, nada a fazer), no elevador também havia champanhe e, quando nos abriram a porta do nosso quarto, eu não sei qual de nós dois fez uma cara maior de espanto, enquanto nos eram apresentadas todas as divisões (é nisto que dá reservar o alojamento com meses de antecedência, quando chegámos lá já não nos lembrávamos do que tínhamos escolhido).
Não é que tenha custado uma pechinca - longe disso, mas atendendo à relação qualidade preço até foi bastante acessível (um quarto destes, em Portugal, ficar-no-ia pelo menos pelo triplo do preço que pagámos).

Hall de entrada do quarto.

Sala.

Sala

Quarto

Quando o funcionário saiu do quarto olhámos um para o outro e a conversa que se seguiu foi algo do género: 
"Quanto é que pagámos mesmo por este quarto? De certeza que não te enganaste na conversão e te esqueceste de um zero?"
"Isto é claramente um engano, deram-nos a suite presidencial. Qual de nós vai à receção falar sobre isto?". "Oh, vamos é aproveitar enquanto não se apercebem do engano!" 
#pelintrasforever


Ao final da tarde encontrámo-nos com a minha amiga e o marido, e fomos a um restaurante de comida georgiana, que foi uma agradável surpresa (e o bom que foi ter uma pessoa connosco que falava russo? ah, maravilha!)


[continua...]

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Madeira


Imagens daqui.

Acontecem desgraças todos os dias, em todas as partes do mundo. Mas há algumas que, inevitavelmente, nos tocam o coração de forma especial, mexem connosco de uma forma diferente. Aquelas que tocam de perto os nossos. 
Só me apercebi da dimensão dos fogos que assolam a Madeira ao final da tarde de ontem e, desde essa altura, sinto uma angústia tão grande dentro de mim. 
Tanto quanto sei, pelo menos até agora a minha família e amigos estão a salvo. Mas é tão duro assistir ao terror das pessoas enquanto vêem a sua vida ser destruída à sua frente, e às imagens da minha linda Madeira a ser consumida, desta forma tão cruel, pelas chamas.
Só espero que o vento dê tréguas e permita que tudo isto acabe logo. Na Madeira e no resto do país. E que os pedaços de lixo que provocam cenários destes tenham o que merecem.

[A única ajuda que está ao alcance de quem está longe, neste momento, tanto quanto sei, é esta: fazer um donativo à Caritas, que criou uma conta solidária para este fim, com o número PT50 0035 0697 0059 7240130 28] 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Revolta

Cá em casa, esta manhã, só cheirava a fumo. O caminho à saída de casa para o trabalho fez-se debaixo de uma névoa escura, muito escura, de fumo.
Na minha Madeira, já evacuaram dois hospitais (oh meu Deus, pobres doentes!) devido ao aproximar dos fogos e há ventos de tal ordem a ajudar à "festa" que nem os aviões estão a aterrar hoje.
Esta tarde, enquanto via o noticiário e me apercebia do que se estava a passar, a sensação de impotência e revolta era tão grande que só não desatei a chorar porque estava no ginásio e tive vergonha.
Put@ que pariu os incendiários.

Rússia: 6 dias, 3 cidades e 1 casamento - Moscovo (2ª parte)

O final da primeira tarde passada em Moscovo foi dedicado a visitar o Bolshoi para assistir à Opera "Fausto" (não tivemos escolha relativamente à peça porque era a única em cena. e até tivemos sorte, porque no dia seguinte encerravam a temporada até setembro). O teatro é lindíssimo e as canções eram imponentes (assim como a voz dos cantores), mas ficámos com imensa pena de não nos ter calhado em sorte um bailado, porque a Ópera, cantada naquilo que me pareceu muito vagamente ser francês (mas que supostamente era alemão, porque a versão original do "Fausto" é alemã) e com um quadro com legendas em russo, foi imensamente difícil de perceber (só ficámos mesmo com uma ideia genérica), o que foi algo frustrante. Mas mesmo assim, e sendo a única opção disponível, não nos arrependemos de ter ido. [agora vou tratar de comprar o livro a ver se fico a conhecer melhor a obra]



Na manhã do dia seguinte começámos por visitar o Armoury Museum, que vale muito a pena (tem os mais variados objetos - todos de luxo - pertencentes aos czares russos), - e custa 700 rublos, à volta de 10€) e, na parte da tarde, visitámos o interior das fortificações do Kremlin (500 rublos), que está cheio de jardins e igrejas, mais uma vez, fabulosos. 
[E não é que nem nas bilheteiras do Kremlin as senhoras falavam inglês? Se tiverem dúvidas na hora de comprar os bilhetes, temos pena!]


Catedral da Anunciação, à direita, e Catedral do Arcanjo, à esquerda.


[Raios partam as gruas que deram cabo das fotos]


Os jardins no centro de Moscovo estavam todos muito bem cuidados, cheios de arranjos de flores. Outra coisa que me chamou atenção foi o facto de ser uma cidade muito limpa (pelo menos o centro), não se via lixo em lado nenhum.




Adorei Moscovo. Adorei mesmo!
Não é nada amigável para os turistas devido ao facto que já referi 50 vezes de não falarem inglês (só encontrámos pessoas que falassem inglês em dois lugares: os hotéis e um restaurante italiano onde jantámos) e, a maioria das pessoas, quando tenta comunicar, não é propriamente simpática nem afável. Até a maioria das estações de metro (todas as que usámos, tanto quanto me lembro), apesar de belíssimas (algumas parecem quase palácios) só têm indicações em russo: o pe-sa-de-lo! Valeu-me o facto de ter como companheiro de viagem a pessoa que deve ter o melhor sentido de orientação da história (e juntou-se à pessoa com o pior de sempre), porque realmente foi uma autêntica aventura. Mas mesmo assim não pude deixar de ficar encantada com a quantidade de igrejas  fabulosas (basicamente a cidade são igrejas e mais igrejas, e cada uma mais linda que a outra) e com os jardins todos cuidados ao pormenor.