quarta-feira, 26 de abril de 2017

Uma espécie de liberdade com sabor amargo




Pensei fazer um trocadilho qualquer com o facto de, no dia em que se comemora a liberdade, a minha vida se ter tornado mais leve (livre?) e ao mesmo tempo tão mais vazia. Mas a inspiração estes dias (assim como toda eu, na verdade) anda pelas ruas da amargura pelo que não vai sair daqui nada de jeito.
Fica o registo, nesta parte de mim onde faço questão de registar certos marcos da minha vida, de que foi no dia da liberdade que fiz (fizemos) algo que já devia ter sido feito há algum tempo. 
O sentimento? Uma dor que não dá para passar para palavras. Mas neste momento o mais importante é isto: está feito. E o tempo agora tratará de nos dar as respostas de que tanto precisamos. Um dia de cada vez. Lá chegaremos.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fim-de-semana

A minha vida nos últimos tempos tem sido tudo menos monótona. Entre dias recheados de coisas boas (como foi o fim-de-semana que passou) e outros em que só me apetece hibernar e acordar daqui a meses [por falar nisso, tenho comentários vossos no post anterior aos quais quero responder, mas ainda não tive coragem para isso], tem havido de tudo [e há dias em que não sei como é que ainda não me deu um colapso com tantos altos e baixos].
O fim-de-semana que passou foi daqueles mesmo mesmo bons, em que mal parei em casa. O sábado começou com um pequeno-almoço mega calórico ao qual se seguiu um passeio delicioso por uma Belém quase vazia. Para quem lá passa durante a tarde aos fins-de-semana (ou até durante a semana), o contraste é mesmo grande. Que paz que é passear por lá de manhã cedo.






Depois do almoço fui com o meu grupo de corrida para Santarém, para uma prova que é a nossa preferida: a Scalabis Night Race. É a terceira vez que a fazemos, e cada ano que passa o grupo é maior e a diversão também. Costumamos fazer um lanche ajantarado (e bem regado) antes e este ano não foi exceção. Fiz o meu pior tempo de sempre em corridas oficiais de 10 km (mas também não ia com expetativas, porque tneho andado mais numa de musculação do que corridas), mas diverti-me tanto, antes e durante a corrida, que não estou nem aí para a minha performance na prova.
Já ontem foi dia de fazer o quinto treino da semana logo pela fresquinha e depois fomos almoçar ao Prego da Peixaria, que eu adoro. Decidi provar a sobremesa de chocolate e tenho a dizer que é ma-ra-vi-lho-sa, mesmo boa (mas potente).


Depois disso ainda houve tempo para a segunda tarde de praia do ano. Iamos com algum receio que o tempo não estivesse muito bom, mas fez-se uma bela praia (claro que eu ainda não nadei, mas foi ótimo na mesma).


































E depois de dois dias quase perfeitos, aproxima-se (finalmente) uma semana crucial e dolorosa. Pois que venha ela, que já está mais do que na hora de tratarmos disso.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Wake up call



Digo constantemente que o sofrimento pelo qual estou a passar nada tem a ver com aquele pelo qual passei há sete anos atrás, quando terminei um relacionamento de 10 anos e com ele toda a minha vida conforme me lembrava, ao mesmo tempo que não sabia o que fazer com a licenciatura que tinha acabado de tirar. Nessa altura sofri como não achava humanamente possível, perdi o apetite, a alegria de viver, deixei de ser a pessoa alegre e bem disposta que sempre fui. Sentia-me miserável.
Tenho dito sempre que nada do que estou a passar agora se compara ao que já passei. Até ao dia em que sinto apoderar-se de mim uma sensação muito - demasiado - semelhante à daqueles tempos. Aquela vontade de desistir, de ficar quieta no meu canto até a coisa passar. E é nessa altura que sei que atingi o meu limite e que ou faço alguma coisa, ou vou descer aquele (pequeno) degrau que falta para bater bem lá no fundo. E isso eu não posso deixar que aconteça. Não posso e não vou. Está na hora de fazer alguma coisa. Há sete anos fui para França viver uma das (se não a) melhores experiências da minha vida. Vamos lá ver desta vez onde é que a coragem me leva.



[Já comecei a magicar umas ideias...quando a coisa se tornar mais real eu conto-vos]

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Fim-de-semana

Foi um fim-de-semana diferente, passado por Lisboa, com a casa por minha conta. Houve tempo para alguns momentos a sós e outros (muito bem) acompanhada mas o mais importante foi que consegui desfrutar dos dias, sem grande espaço para pensar em problemas. Há fases em que a saturação é tal que sabe mesmo bem esvaziar a cabeça.  E foi o que tentei fazer. E acho que fui bem sucedida, até.

Bem sei que a sexta-feira é dia de jejum e abstinência, mas a minha não começou bem assim. Decidi variar um bocadinho no Choupana Caffé e pedi panquecas desta vez (tão boas).

Passeio de final de tarde na sexta-feira, num dos meus sítios preferidos de Lisboa. Vista maravilhosa, esta.

O almoço de Páscoa de ontem foi no restaurante Bastardo, com esta vista espetacular.

E depois fomos ao Topo, no Martim Moniz, tomar um copo e aproveitar o dia maravilhoso que estava.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Vais passar a Páscoa à Madeira? E planos para estes dias, tens?



Foram perguntas que me fizeram várias vezes nos últimos dias. Desde que trabalho (ou seja, desde 2012) que não passo a Páscoa na Madeira. Atendendo a que a minha família não comemora a data com grandes festejos, e que o preço dos bilhetes de avião nestas alturas passa para o dobro, prefiro pagar metade do preço e ir lá passar um fim-de-semana daqui a umas semanas (a passagem já está comprada, e mesmo assim o "barato" raramente me sai a menos de 100€). 
Lembro-me que em 2012 também me fizeram esta mesma pergunta e senti uma espécie de estranheza por parte das pessoas quando respondia que não, não ia à Madeira nem tinha planos. Quase como se estivessemos a falar do Natal e fosse a coisa mais estranha do mundo eu ficar "só e desterrada" por Lisboa. Depois desse ano e até ao ano passado, tanto quanto me lembro, passei todas as Páscoas em Braga com a família do senhor namorado. Mas este ano tal opção não me pareceu fazer grande sentido, e aqui estou, cinco anos depois, a passar a Páscoa outra vez em Lisboa, com muito poucos planos (para além de um almoço no domingo de Páscoa) e em modo "casa vazia" (assim numa espécie de estágio para os tempos que se avizinham). A (tentar pelo menos) combater um sentimento que me assusta, e com o qual tenho que aprender a lidar melhor: a solidão. 
Está um belo fim-de-semana para ver se começo a habituar-me à ideia e a fazer-me à vida. A convencer-me que a minha felicidade não tem que depender de ninguém que não seja eu própria. Por mais que custe, por mais que doa. Vamos a isso! [tentar, pelo menos]
A quem vai comemorar: boa Páscoa. Aos outros, bom fim-de-semana, aproveitem-no da melhor forma que conseguirem. Eu vou (tentar) fazer o mesmo. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Desabafo


Queria tanto, mas tanto ser daquelas pessoas que se estão a marimbar para o que os outros pensam sobre mim. 
Será que é uma coisa que se aprende com a idade, ou hei-de morrer assim?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fim-de-semana

Estes fins-de-semana de verão em plena primavera sabem pela vida. Não me lembro de alguma vez ter ter iniciado a época balnear em abril desde que vivo em Lisboa, mas desta vez aconteceu. E estava-se mesmo, mesmo bem na praia no sábado (da água é que já não posso dizer a mesma coisa, mas aí o problema deve ser meu, já que havia muitos corajosos por lá).

No domingo aproveitei para matar saudades do melhor bolo de chocolate que conheço - o da Landeau, e para dar um passeio à beira rio e aproveitar mais um dia maravilhoso de verão.



Que dias tão bons, estes!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Update


A inspiração (e o tempo) para cá vir não têm sido abundantes nos últimos dias. 
Continuo com grande parte da minha vida em suspenso, mas nos entretantos tenho agarrado na outra parte e tenho tentado vivê-la da melhor forma. Tenho feito programas giros com companhias "lisboetas" de quem gosto muito (tenho por aqui uma grupeta que raramente pára quieta e que está sempre recheada de planos diferentes e interessantes, o que é ótimo). Continuo viciadíssima no ginásio (e nos entretantos já consegui recuperar a rotina de fazer as minhas cinco visitas semanais. não sei se já vos disse mas até já há dias em que gosto de fazer musculação, e consigo passar semanas praticamente sem fazer aulas, vejam só o quanto eu mudei). Adoro o horário de verão e estes dias lindos de primavera que têm estado. E basicamente é isto. No meio do caos em que está grande parte da minha vida, lá vou vivendo dia após dia, na maior parte deles até bastante bem disposta. Mas sempre assombrada pelo medo dos muitos dias de tempestade que ainda se avizinham. Mas sabem que mais? Quando eles chegarem eu cá estarei pronta para lhes fazer frente. Até lá, vou continuar a dar o meu melhor para ser feliz no dia-a-dia, tentando não pensar muito a médio e longo prazo. Pelo menos para já.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fim-de-semana

O fim-de-semana foi passado em Lisboa, e foi mesmo bom.
O sábado começou com um valente treino de perna no ginásio, ao qual se seguiu um almoço para lá de espetacular. Fui ao site The Fork ver se havia alguma promoção em algum restaurante do qual eu já tivesse ouvido falar, e lá estava O Bastardo (do qual eu tinha as melhores referências) com 30% de desconto. O espaço é mesmo giro (fica num 2º andar com uma vista espetacular sobre a Baixa), o atendimento é muito bom e a comida é ótima (pelo menos tudo o que provámos). Pedi um risotto de abóbora, espinafres e bagas goji que estava absolutamente divinal, recomendo mesmo muito. Também provei o caril de frango com banana e côco que também estava muito bom.





Saímos do restaurante a rebolar em direção a um passeio a pé por Lisboa.



Ontem houve mais uma dose de treino matinal e almoço caseiro, seguido de uma festa de aniversário em modo piquenique na mata de Alvalade, um jardim enorme que eu não conhecia (e devo ter ficado a conhecer apenas 5% daquilo) e que se revelou um espaço muito agradável, ainda para mais com o dia espetacular de primavera que estava ontem.


Fez ontem um ano que me mudei para o Porto, passou-se pouco mais de um mês desde que voltei. E apesar de não estar a viver uma das melhores fases da minha vida, uma coisa mantém-se: Lisboa preenche-me de uma forma especial.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Férias


Não me lembro de alguma vez ter preenchido o documento da marcação das férias no trabalho com tão pouco entusiasmo como este ano. Não me lembro também da última vez que o fiz sem ter nenhuma viagem em mente para o ano (as idas à Madeira não contam).
Já disse que estou farta de sentir que tenho a minha vida em suspenso, não já? E que preciso de paz e estabilidade na minha vida, também já disse, não disse?
Enquanto isso não acontece, estou aqui, estou a pensar aventurar-me pela primeira vez na vida numa viagem sozinha. Quem já foi viver para o estrangeiro para a casa de estranhos também há-de conseguir passar uma semana sozinha algures por esse mundo fora, certo? Parece-me bem que sim. Só está mesmo a faltar a coragem para pôr isso em prática.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Porquê?



Porque é que fazer a coisa certa é por vezes tão (mas tão) mais doloroso do que optar pelo caminho mais cobarde (e tão mais confortável a curto prazo)? 
Há dias em que a dor roça o limite do insuportável. Hoje é um desses dias.

Fim-de-semana

Depois de o último fim-de-semana ter sido passado em modo passeio em terras açorianas, este serviu principalmente para descansar e para pôr alguma ordem lá em casa (continuo com metade das minhas coisas em caixotes - algumas por falta de espaço em casa e outras porque não são necessárias para já - e isso está-me a dar cabo dos nervos).
O fim-de-semana começou com um pequeno-almoço tão bom nos Pastéis de Belém (ao que parece, chegar lá antes das 10h é a única maneira de não termos que esperar numa fila para conseguirmos uma mesa).


Ao almoço foi tempo de matar saudades de um belo sushi, na companhia de amigos, e ao final da tarde pus-me a fazer uma coisa que só me dá prazer ao fim-de-semana (não me perguntem porquê que também não sei) e da qual já tinha saudades: cozinhar. Fiz duas receitas novas de panquecas (uma de iogurte e limão, outra de chocolate e côco) que ficaram bem saborosas, e preparei uma lasanha de atum para o almoço de ontem.
Já ontem foi dia de ginásio, cinema (fomos ver o Moonlight) e mais arrumações. 


Depois de ter sido eleito o melhor filme do ano, a curiosidade para ver o Moonlight era muita. Sabia que não era uma história leve, mas não sabia que era tão pesada, tão forte, tão sombria. A história está bem contada, o desempenho do personagem principal é muito bom (em todas as partes da vida dele) mas não ficou no top dos meus filmes preferidos.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Piropos inspirados (e muita modéstia à mistura)



Aquele momento em que um homem de aspeto duvidoso se aproxima de ti e tu pensas "Será que é desta que me vão oferecer droga?" [é que já assisti n vezes a cenas do género à minha volta na Baixa mas a mim nunca me perguntaram, e eu até já me pus a pensar que devo ter um ar demasiado angelicar para acharem que nem vale a pena perderem tempo comigo, mas adiante] e te dizem:
- Se eu não fosse casado, partia-te toda.
Ninguém merece, a sério. Todo um potencial de homem desesperado para se render aos meus encantos e vai-se a ver e é casado e ainda por cima fiel, arruinando toda e qualquer hipótese de vivermos uma história de amor tórrido e escaldante. Esta minha vida é injustiça atrás de injustiça, é só o que vos digo.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Mais do mesmo


Estou constantemente a dizer a mim própria que não me posso queixar. Que tanto eu como as pessoas que amo temos saúde, que tenho um trabalho que apesar de não me dar grande prazer permite-me fazer, fora dele, as coisas que mais gosto, que tenho amigos e estou rodeada de pessoas que gostam de mim.
Mas a verdade é que nos últimos tempos ando a carregar um peso tão grande nos meus ombros (sendo que o que eu partilho dele aqui é para aí 10% desse peso) que há dias em que acho que vou explodir. 
Já me deixei de guardar para mim o que me atormenta e partilhei com quem "de direito", até já procurei ajuda de uma psicóloga, mas continuo sem saber o que é que realmente quero, e a (erradamente, muito erradamente) dar por mim a deixar isso nas mãos de outras pessoas. 
A minha vida continua a parecer tão longe de se resolver, e eu cada vez com menos forças para resistir até que isso aconteça. E não gosto de fazer papel de coitadinha, mas sinto mesmo não mereço estar a passar por isto. Ou então mereço, sei lá eu...

segunda-feira, 20 de março de 2017

Fim-de-semana de Marias

As minhas Marias são uma bênção na minha vida. Adoro aquelas duas de paixão e não imagino a minha vida sem elas (mesmo que uma delas viva lá nos confins dos Açores). Infelizmente não conseguimos estar as três juntas muitas vezes, mas quando isso acontece é sempre tão, tão bom.
No fim-de-semana que passou as Marias encontraram-se a "meio caminho" entre Lisboa e as Flores, e estivemos três dias em São Miguel, nos Açores, para pôr as saudades em dia e dar passeios bons.
Na sexta, ao jantar, fomos conhecer um restaurante do qual tínhamos as melhores referências. Já gostei mais de carne de vaca, mas a da Associação Agrícola é realmente muito tenra (só achei o molho demasiado salgado).


O sábado começou com uma visita à fábrica de chá Gorreana. Os campos de cultivo do chá são mesmo bonitos.




Daí seguimos para a Lagoa do fogo, que é tão bonita.



E depois de um peixinho delicioso comido com vista para o mar, fomos pôr-nos de molho no tanque de água termal no Parque Terra Nostra.


E ai de mim que fosse aos Açores sem comer lapas (no restaurante Cais 20, que não é propriamente barato mas tem comida muito boa).



Ontem visitámos um sítio que deve ser das paisagens mais bonitas do nosso Portugal:  o miradouro do Canário, que tem vista para várias lagoas (entre elas a das Sete Cidades). Que vista mais fabulosa, senhores (acho que não há foto que consiga mostrar o quanto aquilo é fantástico).


 E uma das vistas no caminho.


Foram dias mesmo bons.

quarta-feira, 15 de março de 2017

A vida, muito lentamente, a entrar no ritmo


Não me consigo sentir em casa em lado nenhum se não tiver a minha rotina de exercício físico definida. Nas primeiras duas semanas em Lisboa não estive inscrita em nenhum ginásio. O facto de não conseguir escolher um, aliado à situação de ter a minha vida completamente de pernas para o ar, fez com que tivesse decidido dar umas mini férias de ginásio a mim própria (apesar de não ter parado o exercício por completo, que isso é coisa que não dá para mim, muito menos na fase em que me encontro, em que bem preciso de endorfinas para me animar).
Entretanto lá me resignei que a melhor opção neste momento seria o Fitness Hut (na modalidade de poder ir a qualquer um dos ginásios da cadeia, já que o meu futuro nos próximos tempos é uma incógnita gigante), e no início da semana passada lá retomei as idas ao ginásio. 
Só tenho conseguido ir três vezes por semana, que não é de todo suficiente para mim, mas é melhor que nada [E voltar a acordar cheia de dores musculares depois de ter voltado a fazer, finalmente, um valente treino de pernas, é uma sensação para lá de boa (sim, este tipo de dor eu gosto de sentir)].
Há quem tenha os vícios mais variados. O meu, neste momento, é sem dúvida o desporto.


segunda-feira, 13 de março de 2017

Fim-de-semana

E está, finalmente, encerrado o capítulo "Porto" nas nossas vidas.
Na semana passada, quando vi os planos serem todos alterados e me apercebi que teria que voltar ao Porto este fim-de-semana, fiquei bastante incomodada. Mas entretanto a vida tratou de me compensar e de me dar razões para esta viagem ter valido a pena. Primeiro, porque sexta-feira foi o aniversário de uma das minhas nortenhas queridas do coração, que chegou à (assustadora) casa dos 30, e conseguimos dar um saltinho a casa dela para lhe dar um beijinho, cantar os parabéns e ainda comer uns petiscos deliciosos. 
O outro ponto alto do fim-de-semana foi matar saudades da sobrinha mais querida (sobrinha "emprestada", é sobrinha do senhor namorado) e despedir-me sabe deus por quanto tempo [mas não vamos falar de assuntos tristes agora].
No sábado fomos buscar a carrinha das mudanças a meio da manhã. A mãe do senhor namorado estava connosco, e a minha amiga (a que tinha feito anos na véspera e que tinha dado uma festa até às 4h da manhã) apareceu lá com o namorado para nos ajudar - gente mais querida, esta. É tão, tão bom sentir que estamos rodeados de pessoas genuinamente boas e que gostam de nós. O trabalho de encher a carrinha, que demorámos um dia e meio a fazer quando saímos de Lisboa, sem ajuda (era fim-de-semana de Páscoa) e sem elevador, demorou quatro horas desta vez.
Chegámos a Lisboa na noite de sábado, e em menos de uma hora enchemos a garagem lá de casa dos meus pais (e assim vai ficar até decidirmos o que vamos fazer à nossa vida).
Ontem passei o dia em arrumações, limpezas e afins (e ainda muitas e muitas horas me esperam até conseguir ter tudo em ordem), mas houve tempo para dar um saltinho ao Choupana Caffé para o meu pequeno-almoço preferido, e ao prego da Peixaria, para matar saudades do hambúrguer (tão bom) de salmão e choco.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Para o que me haveria de dar quando estão 20ºC




Para entrar na Zara mais próxima (erro, grande erro) e apaixonar-me perdidamente por este sobretudo, que tem a cor perfeita. E que - raios o partam - custa uma pequena fortuna.

terça-feira, 7 de março de 2017

Vida em suspenso


Tenho vivido com a sensação que tenho a minha vida em suspenso, condicionada por mil e um "ses" (sendo que a grande maioria deles não está nas minhas mãos, o que me causa uma ansiedade gigantesca).
Tenho momentos péssimos, em que me sinto muito injustiçada e acho mesmo que não merecia nada disto que estou a viver, intercalados por outros em que tento focar-me nas (muitas) coisas boas que tenho e volto a sentir-me uma privilegiada, apesar de tudo o que estou a viver.
Apesar de toda a provisoriadade e indefinição que carateriza uma grande parte da minha vida neste momento, apesar dos mil caixotes que ainda faltam trazer para Lisboa (e de não sabermos o que vamos fazer com uma parte deles), e de não saber a localização exata de mais de metade dos meus pertences neste momento, estou a tentar assentar e dar alguma normalidade e rotina a esta minha nova vida.
Ontem já voltei ao ginásio depois do trabalho, e hoje lá irei outra vez, e assim deverei passar a grande maioria dos meus finais de tarde nos próximos tempos. E isso, a par das 7 horas de trabalho diárias nos dias de semana, é das poucas certezas que tenho para as próximas semanas.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Fim-de-semana


Era para ter sido o fim-de-semana em que íamos trazer toda a tralha do Porto para Lisboa. Pois...era.
Cheguei ao Porto na noite de sexta-feira, para uma casa que de casa já pouco tinha. Desde o serviço de televisão e internet que já estava desativado há uma semana, até ao cilindro que avariou também há uma semana, à mobília já parcialmente desmontada...o cenrário não era o mais acolhedor (e o homem, coitado, viveu-me sozinho nestas condições).
No sábado, depois de um pequeno-almoço tomado à beira-mar, andámos a desmontar móveis (ele) e encher mais caixotes (eu). Ao final da tarde, aproveitei o facto de não termos água quente em casa e fui fazer um 2 em 1: despedir-me da aula de zumba do meu rico Virgin e tomar um banho de água quente (já disse que adoro aquele ginásio e que já morro de saudades daquilo? Acho que já.). 
Depois disso houve jantar com as amigas nortenhas do coração, e senhores...foi tão bom! Desde a comida maravilhosa à companhia e à conversa, estava tudo perfeito. Confesso que me senti um pouco nostálgica durante o jantar, a pensar no quanto me vai custar estar longe delas, e de como será difícil manter a mesma relação próxima com 300 quilómetros a separar-nos na maior parte dos dias. Mas bom, não se pode ter tudo e assim terá de ser.
O dia de ontem era suposto ter sido dedicado a alugar uma carrinha (que já estava reservada há semanas) e enchê-la com todas as nossas coisas para trazê-las para Lisboa. Pois que o senhor namorado chegou à rent a car e a única carrinha que tinham disponível para nós era uma com metade do tamanho daquilo que tínhamos pedido (e que precisávamos). E eu nem queria acreditar quando me disseram que vamos ter que regressar ao Porto para a semana para, aí sim, alugar a carrinha certa e trazer as nossas coisas para Lisboa. Lá viemos para Lisboa de tarde no carro do senhor namorado, com algumas coisas que já aproveitámos para fazer, mas desolados com a ideia de esta saga afinal não ter ficado ainda por aqui.


[E não, desta vez não há fotos do fim-de-semana. E não prometo que haja no próximo também. Que esta vida de mudanças não é lá muito fotogénica.]

sexta-feira, 3 de março de 2017

Duas semanas se passaram


E é chegado o momento de apanhar o comboio que me vai levar rumo à despedida definitiva do Porto (e das minhas duas amigas queridas nortenhas que por lá deixei. snif). Às vezes tenho a sensação que já estou em Lisboa há meses, e não há duas semanas.
Esta última semana foi passada ainda sem grandes rotinas mas com momentos muito bons. Tive o aniversário de uma das minhas Marias queridas. Tive cá os meus pais durante quatro dias. E ainda tive o prazer de conhecer uma pessoa mesmo querida do mundo dos blogues, pessoa essa que não vou identificar só porque não lhe pedi autorização para tal. Ela não sabe, mas a primeira mensagem que me enviou, fê-lo num momento, no início da semana passada, em que eu estava mesmo triste (lavada em lágrimas para ser mas precisa), e sentir aquelas palavras de carinho num momento em que eu precisava tanto delas (mesmo que ela não soubesse disso), foi assim uma espécie de sinal de que a coisa entre nós só podia correr bem. E correu mesmo, tanto que já estivemos juntas duas vezes (e esperam que venham muitas mais).
Não sei o que me esperam as próximas semanas, muito provavelmente terão alguns momentos em que voltarei a sentir-me mais em baixo, mas rodeada das pessoas certas como tenho estado, vai tudo correr pelo melhor. Só pode correr tudo pelo melhor (seja esse melhor o que for).

quarta-feira, 1 de março de 2017

Dos primeiros dias por Lisboa

Tempos houve em que a rotina era coisa que não me atraía de todo, mas entretanto isso mudou. A rotina - quando estamos de bem com a vida e com aquilo que decidimos fazer com ela - traz com ela uma sensação de conforto bastante agradável. Pelo menos para mim. 
Tive uma rotina entre 2013 e 2016 que adorava. Criei outra nos últimos meses que também já era pautada por momentos que me faziam feliz.
Neste momento  (re)comecei uma vida ao mesmo tempo muito parecida à que tinha quando regressei a Lisboa (no início de 2012) para começar o trabalho onde continuo hoje [ porque têm sido dias passados em modo solteira, o trabalho é o mesmo e voltei a viver no mesmo apartamento] mas por outro lado tão diferente [porque as pessoas que fazem parte dela agora são outras (são poucas as que se mantêm), porque entretanto encontrei o amor e vivi com ele tanta coisa, porque há toda uma bagagem de pessoas e momentos que vivi nos entretantos que mudaram (e enriqueceram) a minha vida].

[Foto tirada ontem numa corrida de final de tarde]

Mas falava eu de rotina. Que é coisa que - retirando as sete horas diárias de trabalho - não tem abundado nos meus dias. Nem no ginásio ainda me inscrevi (acho que ainda não me curei do desgosto de abandonar o meu rico Virgin), o que me tem deixado tempo livre ao final do dia para aproveitar como bem me apetecer. 
Entre tratar de alguma burocracia inerente a mudanças, tenho aproveitado para estar com pessoas que me são muito queridas (duas em especial foram um apoio precioso nos dias em que eu estava mais em baixo) e tenho passado também algum tempo comigo própria  (que bem preciso também) perdida nesta cidade que tanto me preenche. Nos últimos dias tive ainda direito a um jantar surpresa de boas vindas da equipa de trabalho mais espetacular de todas (a minha) (fomos ao restaurante mexicano El Clandestino e foi mesmo mesmo bom). E também tive cá os meus pais por uns dias. 
Aproxima-se agora o dia de regressar ao Porto para trazer toda a minha vida de regresso para Lisboa e - a parte mais difícil - começar a tratar verdadeiramente de resolvê-la. Para começar a criar novas rotinas, sejam elas quais forem, que me tragam de volta a estabilidade emocional e paz de que tanto preciso.