quinta-feira, 17 de agosto de 2017

10 factos aleatórios (não necessariamente interessantes) sobre esta que vos escreve


[Com uma foto tirada no Porto, no ano passado, a ilustrar]

1. Tenho dois irmãos.
2. Tenho um olfato muito apurado. Para o bom e para o mau, cheiro muitas coisas que mais ninguém sente, ou sou a primeira a me aperceber de certos cheiros.
3. Sou (psicologicamente) incapaz de conduzir carros que não sejam automáticos. Tirei a carta num carro de mudanças manuais, sei conduzi-los, mas apesar de não ter tido nenhuma experiência traumática tenho uma aversão a fazer subidas e pontos de embraiagem com um carro normal. Quem me tira o meu smart com caixa automática, tira-me (quase) tudo.
4. Sempre tive boas notas em todas as disciplinas, exceto Educação Física e Educação Visual.
5. A primeira impressão que passo é a de que sou uma pessoa calma, mas sou o ser humano mais stressado e ansioso do planeta.
6. Estou sempre a mexer no cabelo. Quanto estou ansiosa então nem se fala.
7. Tenho uma dificuldade imensa em dizer "não" seja a quem for, peçam o que pedirem (é um problema grande, é).
8. Sou muito feminina e vaidosa a vestir-me e arranjar-me, mas não percebo nada (mas mesmo nada) de maquilhagem. 
9. Prezo muito a gratidão. Estou sempre a agradecer por tudo e por nada, e fico mesmo chateada quando faço alguma coisa por alguém e não me agradecem (boa pessoa mas nem tanto).
10. Principalmente por uma questão de saúde (mas também já gostei mais do que agora) não cozinho carne vermelha em casa e (salvo raras exceções) não a peço quando vou a restaurantes. Mas se for a casa de alguém como-a sem problemas.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Da segunda parte das férias - Mértola e a (fantástica) Casa dos Castelejos

Depois de termos passado a noite na Casa da Ermida de Santa Catarina, na zona de Elvas, rumámos a sul (com direito a passagem por Espanha) e fomos passear a Mértola. Estavam uns belos 41ºC, mas nem por isso deixámos de fazer um passeio a pé pela cidade, que é muito gira.



Ao final da tarde fomos então em direção ao nosso próximo alojamento, que ficava na zona de castro Verde (a uns 20km de Mértola): a Casa dos Castelejos. Começo por dizer que as fotos do booking (e as minhas também) não conseguem fazer jus à beleza e paz que aquele sítio transmite.
Para começar, fomos recebidos por um casal (com pena minha não sei o nome dos senhores) que administra o alojamento e que é duma simpatia extrema. Depois tivemos o privilégio de ficar numa de duas casa do alojamento (são duas casinhas de alojamento, e uma com a receção e bar) que, apesar de ter várias quartos, estava por nossa conta nessa noite (pelo que não tínhamos só o quarto como uma sala enorme, toda envidraçada, com uma vista maravilhosa para a herdade, tudo só para nós).

O nosso quarto.


O jardim que está em frente à zona da piscina.



Vistas que transmitem paz e serenidade.


À noite, não nos apeteceu fazer 20km para ir jantar, e então decidimos ficar pela esplanada do bar da Herdade onde comemos umas tostas, acompanhadas de uma bela tábua de queijos e de um vinho branco espetacular (que o senhor muito amavelmente abriu de propósito para mim, que só queria um copo). O anoitecer por aqui, entre petiscos, música muito zen, o "som" da natureza e um céu maravilhoso foi uma experiência memorável. Estava ali a desfrutar daquela noite e a pensar que me ia lembrar daquele momento muitas vezes ao longo dos próximos tempos (e confere, volta e meia penso nisso). Não me dou bem muito tempo neste tipo de ambiente (o stress da cidade é uma espécie de combustível para mim) mas esta noite foi mesmo maravilhosa. Foi, sem dúvida, o melhor momento destas mini férias alentejanas.

Esta é a casa da receção e bar.










Fiquei mesmo apaixonada por este sítio, e cheia de vontade de lá voltar.
O resto das férias foi muito mais banal, em modo praia na zona de Aljezur, num alojamento bem menos especial, pelo que o relato das férias fica por aqui. Para quem tiver vontade de conhecer recantos especiais no interior deste nosso país maravilhoso, apontem estes dois: Casa da Ermida de Santa Catarina e Casa dos Castelejos. Não se vão arrepender =).

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cansaço


Costumo dizer em jeito de brincadeira que com tudo o que esta minha cabeça tem para resolver, só deixo de ir à psicóloga lá para 2020 (mas não sei se estarei tão longe da verdade quanto isso).
Nunca fui pessoa muito orgulhosa de sis própria e dos seus feitos, mas ultimamente dou por mim bastante triste e desiludida comigo mesma. Não faço mal a ninguém (pelo menos não intencionalmente), acho que me pauto pelos valores certos, mas estou desiludida com o rumo que ando a dar à minha vida. Com este comodismo e medo de arriscar que teima em apoderar-se de mim de forma avassaladora. Com a minha capacidade de fazer tempestades em copos de água. E com este sofrimento que permito que me consuma mesmo antes das situações acontecerem, e que muitas vezes (na maior parte delas, para não dizer mesmo todas) acaba por ser tão maior do que aquele por que passo quando as situações acontecem efetivamente (e sofrer por antecipação é tão, tão estúpido).
Estou cansada que a vida me dê todos os ingredientes para ser (muito provavelmente) mais feliz e eu continue em teimar em ter medo de arriscar. Tão cansada.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Leituras

Quatro livros em menos de dois meses, temos avanços!


"Afirma Pereira" é a história solitária de um velho jornalista, passada na época da ditadura salazarista. Apesar do tom melancólico e da temática, lê-se muito bem (e rapidamente, fi-lo nas viagens de avião de ida e volta a Itália, em junho).


"História da menina perdida" é o quarto livro da tetralogia "A amiga genial", da Elena Ferrante. Apesar de não ter adorado o primeiro livro da tetralogia, depois fui-me afeiçoando às personagens (numa espécie de amor-ódio com algumas) e a cada volume a vontade de conhecer o desenrolar da história foi aumentando. Apesar de os finais pouco definidos me chatearem sempre um bocadinho (tanto tempo à espera  de certas respostas e no fim não as temos?!), gostei muito deste quarto volume e da tetralogia.


Peguei neste "Viver depois de ti" com algum receio de me deparar com o belo do cliché das histórias de amor. E apesar de a história ter o seu quê de clichê (que tem), cheguei ao final do livro lavada em lágrimas, que é (para quem não sabe) fator determinante para qualquer livro ou filme ser automaticamente merecedor de cinco estrelas da minha parte. É uma história comovente que nos faz refletir, nomeadamente no rumo que damos à nossa vida.


Estava na Madeira "órfã" de livro depois de ter acabado o "Viver depois de ti" mais depressa do que esperava e fui à biblioteca dos pais. Encontrei este "As loucuras de Brooklyn", do Paul Auster, que conta a história duma família americana e das pessoas que partilham com eles o dia-a-dia, cada uma com as suas peculiaridades. Não tendo sido fascinante, foi uma leitura agradável.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Da segunda parte das férias - Casa da Ermida de Santa Catarina

Este ano, ao contrário do costume, as viagens têm sido marcadas todas em cima da hora. Desta vez, com duas semanas de antecedência, tinha apenas a viagem de 10 dias à Madeira planeada, e como queria tirar os 10 dias úteis seguidos obrigatórios de férias junto com essa viagem, pensei em rumar a sul por uns dias mas longe da confusão do Algarve. Pus-me à procura de alojamentos pitorescos no meio do nada (e que permitissem um mergulho nas redondezas), e surgiram algumas opções bem tentadoras. Uma delas foi a Casa da Ermida de Santa Catarina, em Santa Eulália (Beja), perto da fronteira com Espanha. Numa palavra: espetacular! Desde toda a decoração pensada ao pormenor, à sala que tem uma parede de vidro com vista linda para um lago, os quartos também estão muito bem decorados, e as casas de banho são das mais originais (e giras) que já vi. Como se não bastasse, os anfitriões são super simpáticos e solícitos. E na rua, de frente para o lago, há camas de baloiço. O que é que se pode pedir mais?
Passámos o final da tarde entre mergulhos no lago (dispensava-se os bicho que se colavam ao nossos pés, mas é só) e leituras nas camas de baloiço e ao jantar, fomos a São Vicente (a uns 15km da casa), ao restaurante Pompílio, comer um arroz de lebre acompanhado de um vinho tinto da região...meus amigos, que manjar dos deuses!
 Ficam as fotos deste sítio maravilhoso, que eu recomendo vivamente a quem tenha oportunidade de visitar.


Uma parte a sala.

A casa de banho do nosso quarto. Adorei!







terça-feira, 1 de agosto de 2017

Das férias

Ainda não é desta que o blogue vai voltar ao registo habitual (ainda não recuperei nem a vontade nem a inspiração para tal) mas apeteceu-me vir aqui partilhar um pouco das minhas férias, que começaram na sexta-feira, dia 21. Nesse mesmo dia apanhei um avião rumo à Madeira e por lá passei os últimos dias, com direito a uma passagem (maravilhosa) de quatro dias pelo Porto Santo.
Foram dias dedicados principalmente à família, ao descanso e à natureza. Apanhei muito sol, li muito, fiz imensas caminhadas à beira-mar, comi muita porcaria e nadei imenso. E foi tudo tão bom.



Caminhadas de final de tarde à beira-mar.



A melhor queijada da ilha, na Penha d'Aguia (e o folhado de requeijão e chocolate que não lhe fica nada atrás).


Porto Santo.



E o regresso à Madeira.

[E já estamos de volta à base mas por pouco tempo, já que ainda restam uns diazinhos para aproveitar.]


terça-feira, 18 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Cinque Terre (parte II)

E cá estamos nós para o último post "italiano". Entretanto já se passou um mês desde que fizemos a viagem, mas a sensação que tenho é que foi há bem mais tempo. E no final desta semana entramos em modo "férias grandes" (que é como quem diz duas semanas), desta vez bastante caseiras.
Mas voltando a Itália para darmos o assunto por encerrado, como disse no post anterior, no primeiro dia fizemos um passeio de barco que acabou na terra mais distante (Monterosso) e o segundo dia foi dividido em três terras. A segunda delas foi Manarola, onde almoçámos e demos um pequeno passeio.
Vou agora confessar um pormenor que me esqueci de mencionar no post anterior: as minhas expetativas para conhecer as Cinque Terre estavam mesmo muito elevadas, mas não foram amor à primeira vista. Talvez por termos feito aquele passeio de barco que deixou um pouco a desejar, foi só no segundo dia que fiquei mesmo encantada com estas terriolas. Gostei muito de Riomaggiore, e adorei Manarola e Vernazza (as duas últimas que visitámos).


A meio da tarde, apanhámos o comboio rumo a Vernazza, que me arrisco a dizer (com muitas dúvidas entre esta e Manarola) que foi a minha terra favorita (das quatro que visitámos).
Lá chegados, parámos para um mergulho (a zona de praia digna do nome é minúscula, mas há pessoas espalhadas por toda a baía não só a apanhar sol como a nadar, e foi o que fizemos). A água não estava super limpa (até porque estão lá vários barcos parados), mas com o calor que estava soube mesmo bem refrescar.





Mergulho dado, andámos a passear por Vernazza à procura das melhores vistas. E que vistas mais espetaculares nós encontrámos!






Subimos à torre do castelo Doria (a entrada custa 1,5€), que tem (mais uma) vista espetacular sobre Vernazza.
E acabámos a nossa passagem por Vernazza a jantar num restaurante numa encosta cujo nome não me recordo (fica a caminho do castelo, pouco antes), com uma vista incrível sobre o mar, um risotto de frutos do mar acompanhado de vinho branco (mas com um atendimento que deixou um pouco a desejar). 
Toda os sítios onde passámos durante esta semana foram incríveis, mas este último dia nas Cinque Terre foi mesmo, mesmo especial.
Regressámos uma semana depois de termos chegado, do aeroporto de Pisa (para onde fomos na manhã de terça, depois de termos passado a noite em La Spezia). Chegámos ao aeroporto com receio de não deixarem o senhor namorado embarcar sem o cartão de cidadão (que tinha ficado algures em Florença, para quem não leu o post sobre o assunto), mas só lhe pediram a declaração da polícia para o deixarem entrar no avião...que alívio!
Espero que tenham gostado desta pequena viagem a Itália aqui pelo blogue. A minha (nossa) foi maravilhosa.


[Se houver algum assunto específico que eu não tenha referido e que tenham curiosidade em saber, estejam à vontade para perguntar, sim?]

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Uma espécie de lua de mel - Cinque Terre (parte I)

Depois de dois dias inteiros passados em Florença, no domingo de manhã tomámos o pequeno-almoço e seguimos logo rumo a La Spezia. As Cinque Terre são, como o nome indica, cinco terras pequenas que ficam todas junto ao mar. São de difícil acesso de carro e têm pouco alojamento, pelo que decidimos ficar a dormir em La Spezia e fazer as viagens para as terras de comboio (uma viagem custa 4€ se não me engano, e há bilhete diário a 15€. A distância entre La Spezia e a primeira terra não é muita - acho que são uns 15km e à volta de 15 minutos, e as restantes terras são todas perto umas das outras. Até dá para fazer o caminho entre as terras a pé, por um percurso à beira mar bem apetecível, mas nós apanhámos praticamente todos os acessos entre as terras fechados, pelo que tivemos de fazer tudo de comboio).
No primeiro dia fomos deixar as malas ao apartamento (espetacular!) que reservámos pelo booking, almoçámos em La Spezia, e decidimos apanhar o barco que passa por todas as ilhas, saindo na última. No caminho ainda parámos em Portovenere. Não me recordo quanto custou a viagem de barco (é o que dá estar a escrever sobre a viagem um mês depois de a ter feito e andar com memória de ervilha, mas acho que foi à volta de 20€ por pessoa, só um sentido) mas apesar de estar à espera que fosse mais caro não voltaria a fazê-la, porque não dá uma grande perspetiva da maioria das terras (que estão escondidas dentro das encostas).

Paragem em Portovenere, a caminho das Cinque Terre.

Riomaggiore vista do mar.



Fizemos o passeio de barco até à última das terras - Monterosso al Mare - e passámos lá o final da tarde, com tempo para um mergulho e para comer uma pizza com vista para o mar. A temperatura da água é fantástica (parecida à da Madeira, para quem conhece) mas as praias não têm praticamente areia. Em Monterosso têm seixos pequenos (e ligeiramente dolorosos nos pés) e a grande maioria das praias é paga (nós, como chegámos ao final da tarde, conseguimos não pagar). Monterosso, das quatro terras que vimos, é a menos pitoresca. Como chegámos tarde e estávamos sedentos de mar depois de dias de calor extremo, ficámos só pela praia e nem passeámos.
No nosso segundo dia, decidimos então apanhar o comboio e dividimos o nosso dia por três terras: a primeira foi Riomaggiore.





Uma espécie de Câmara de Lobos italiana (para quem não conhece, é uma cidade madeirense).



[continua]