sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A nossa aventura pelo Nepal - parte 2 (safari em Chitwan)

Depois de termos passado o primeiro dia completo no Nepal na zona de Kathmandu, no dia 2 de manhã apanhámos um avião rumo a Sauhara para fazer um safari no Parque de Chitwan. 
A distância entre as duas cidades é de aproximadamente 155km, mas as descrições que lemos sobre o trânsito no Nepal (e o estado das estradas), e em particular de e para Kathmandu - com viagens de autocarro a demorar 8 horas (sim, para fazer 155km) - fez-nos optar pelo avião (a viagem não chega a 30 minutos). Pagámos à volta de 100€ por cada uma das viagens de avião (e depois de experimentar as estradas nepalesas, digo que valeu cada cêntimo). O aeroporto de Sauhara é tão moderno quanto o que podem ver nas duas imagens abaixo.

Aquela espécie de "tenda" é a zona de recolha da bagagem.

Do aeroporto de Sauhara a Chitwan são uns 20km, numa viagem que dura à volta de 30 minutos. Ficámos hospedados no Jungle Wildlife Camp, um dos muitos hotéis com vista para o rio e para a selva. Cá está a vista que tínhamos (não dá para ver bem, mas ao fundo estavam elefantes a tomar banho).


























Chegámos a Chitwan sem nada marcado e apercebemo-nos que a maioria das pessoas compram um pacote que inclui alojamento e atividades (mas não nos apetecia fazer todas as atividades, pelo que preferimos marcar só o hotel). Contactei o senhor que nos tinha organizado o passeio da véspera e ele pôs-me em contacto com um amigo da zona que nos fez um pacote de um dia apenas com aquilo que queríamos: passeio de barco no rio e caminhada na selva (de manhã) e safari de jeep de tarde (durou perto de 4 horas). 
Dispensámos o safari em cima de elefantes porque sabemos que os bichos são sujeitos a maus-tratos na preparação para isso (levaram-nos ao "Elephant breeding center" onde são treinados para isso - coisa que eu também tinha dispensado - e só ver os animais presos com pouco espaço para se mexerem já me fez confusão).
Estas são as canoas onde fizemos o passeio no rio. Não inspiram muita confiança (são bastante estreitas e baixas - que é tudo o que nos apetece quando vamos ver crocodilos ;)).

























Cá estão as pessoas a fazer o tal safari em cima de elefantes:


























E cá está um dos vários crocodilos que vimos: 

Também vimos pássaros lindíssimos (mas claro que a emoção não se compara à de ver um crocodilo ou um rinoceronte).


























E era chegado o momento do nosso passeio a pé na selva. O nosso guia virou-se para nós, muito sério, e disse: se virmos rinocerontes e não nos conseguirmos esconder temos que trepar à árvore mais próxima e ficar a um mínimo de 3 metros do chão (what?? devia ter ido para o cross fit). Se aparecerem ursos fazemos um círculo (éramos 3 pessoas...) e fazemos sons altos, para assustá-los. Gelatina Maria pondera dizer que afinal não lhe apetece brincar e quer ir para casa mas lá finge que é valente e faz o passeio todo a rezar para não ver mais do que formigas e lagartos. E assim foi.
























Vesti-me de cores neutras como tinham aconselhado (por causa de não chamar atenção aos animais) e quando cheguei à selva apercebi-me que a minha mochila era...vermelha. Mais discreto impossível.
Depois do passeio fomos ao tal centro de treino dos elefantes, onde me senti muito desconfortável. Não sou a maior apaixonada por animais (tenho medo até de chiwawas) mas o sofrimento animal só para puro prazer humano incomoda-me profundamente. E ler sobre o rigor dos treinos a que são sujeitos para fazer os safaris, e vê-los ali acorrentados com pouco espaço de movimento não foi muito agradável.





No jeep safari, na parte da tarde, conseguimos ver (ao longe e bem escondidinhos) dois rinocerontes (têm que fazer algum esforço para encontrá-los na foto).


























E vimos uma quantidade imensa de veados.


O resto do tempo que passámos em Chitwan foi alternado entre a cama (antes fosse a fazer o que vos ocorreu, mas foi mesmo a definhar) e alguns passeios pelas redondezas.

Mais crocodilos.


























E um pôr do sol bem mais bonito do que aquilo que a fotografia mostra.

Ficámos dois dias e meio em Chitwan, mas - a não ser que queiram passar dias na selva à espera da sorte de ver todo o tipo de animal e mais algum, mesmo os mais raros (tipo tigres) - acho que um dia completo chega na perfeição. 
A parte má de Chitwan? Retirando quando estamos mesmo dentro da selva, em que a vegetação ajuda bastante, o calor era surreal. O real feel era de 40 e muitos graus, e provavelmente por esse motivo no dia em que chegámos adoeci. Não sei bem o que tive, mas foi uma espécie de gripe em que me doía o corpo todo, assoava-me a toda a hora, e não tinha energia para nada. Durou à volta de 3 dias e foi duro. Mas lá me entupi de brufens e afins e consegui desfrutar.
Tivemos um episódio "extra" safari muito engraçado: estávamos a jantar num restaurante na cidade e ouvimos alguém a gritar. O empregado do restaurante saíu disparado a correr porta fora. Nós éramos os únicos clientes e ficámos curiosos para ver o que se passava. Fomos à rua e estava um rinoceronte a desfilar pela estrada, muito compenetrado na sua rota, ignorando tudo e todos. Ainda consegui tirar uma foto (de péssima qualidade) ao senhor namorado com o rinoceronte por trás. E pela reação das pessoas percebemos que aquele tipo de episódio não acontece todos os dias.






















(Eu disse que a foto estava péssima. O raio do bicho decidiu que não lhe apetecia pousar para a foto e não parou nem um segundo)
Apesar de só termos visto crocodilos e (pouquinhos) rinocerontes a nível de animais mais exóticos, a visita a Chitwan foi uma experiência muito interessante.

Parte 1 da viagem aqui.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Deste vício que é destralhar




Neste momento partilho um apartamento T3 com o senhor meu namorado, que pertence aos meus pais desde que eu nasci, onde durante toda a minha infância passámos sempre algumas semanas nas férias, e que, desde 2004 (ano em que entrei na faculdade) tem tido sempre alguém a lá morar. 
Resultado: é um apartamento pejadinho de tralha, muita dela já do século passado. Ou antes: era pejadinho dela, porque eu ando a tratar do assunto com muito afinco. Só que é uma assunto que, dada a sua dimensão e o facto de eu ter que trabalhar e pretender ter uma vida para além de arrumações, é coisa para ainda durar uns bons meses. E isto inclui não só a tralha antiga como coisas (nomeadamente roupa) mais recentes e que ou não uso, ou não gosto por aí além, mas que por motivos vários vão permanecendo erradamente a ocupar espaço precioso lá em casa.
Se eu já andava empenhada nisto, o livro "Arrume a sua casa, arrume a sua vida" que andei a ler deixou-me quase obcecada com a ideia de atingir o objetivo final de ter uma casa espaçosa e apenas e só com bens úteis e/ou dos quais eu gosto meeesmo. Nada de lembranças que não têm utilidade nenhuma mas uma pessoa guarda porque não tem coragem de mandar fora (perdoem-me os mais sensíveis, mas as memórias não se apagam por se mandar fora coisas), nada de roupa que não é usada há anos que uma pessoa não se desfaz porque foi cara, nada de tralha que "pode eventualmente dar jeito um dia, nem que seja algures em 2030", nada de roupa que "pode voltar a servir, ou estar na moda, ou gostarmos outra vez". Nada de apontamentos daquele curso de espanhol que fizemos em 2012 e que podemos ter vontade de voltar a pegar. Nada de caixas de eletrodomésticos e afins que uma pessoa comprou há décadas e nem se lembra que tem guardadas. Nada de papéis de garantias de produtos com 10 anos. Nada de apontamentos da faculdade que nunca mais vou pegar na vida (já foi tudo à vida). Nada. Se vier a fazer falta algures no futuro, compra-se ou arranja-se uma alternativa. Sem dramas. Antes deitar fora erradamente uma coisa do que guardar 100 inúteis.
Para quem, como eu, guardava tudo e mais um par de botas (muito cortesia de uma educação baseada em poupar, a qual eu prezo muito, mas que pretendo usar apenas para aquilo que eu gostar e/ou me for útil) e que associa momentos e pessoas às roupas (ai que não uso estas botas há três anos mas foram comigo àquela viagem tão especial, percorreram aquelas estradas que me fizeram tão feliz) nem sempre é uma tarefa fácil. Mas quando se começa a ganhar o ritmo, garanto-vos que se torna viciante e muito, mas mesmo muito libertador. Cada vez que consigo esvaziar uma gaveta ou convencer-me a mim própria de que aquela coisa que não me fez falta nos últimos 2 anos (mesmo que tenha custado uma fortuna) não fará mais no futuro, é uma felicidade só. E há-de estar para breve (2019, pelo menos) o dia em que vou ter a minha casa só com coisas que me fazem feliz ou que são verdadeiramente úteis. Mi aguardem.  

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Fim-de-semana de Marias em São Miguel

Apesar de uma de nós três viver por terras açorianas já há quase sete anos, fazemos questão de não deixar morrer a amizade. E acabamos por conseguir estar juntas nos momentos mais importantes da vida umas das outras. Desta vez não foi exceção: a nossa Maria açoriana está a viver uma fase muito especial e lá foram as duas Marias "lisboetas" rumo a São Miguel para um fim-de-semana juntas.
O S. Pedro foi pouco cooperante, mas quando estamos juntas isso pouco interessa. Fazemos a festa com ou sem chuva. E assim foi.


Miradouro de Nossa Senhora da Paz (em Vila Franca do Campo).






































E lambonas como somos, fartámo-nos de comer. No sábado ao almoço fomos à "Tasca" e comemos super bem (entre polvo panado com compota de cebola, folhado de maçã e queijo, carpaccio de atum e tarte de feijão branco, estava tudo uma maravilha).
E ao jantar tivemos aquela que foi a melhor experiência gastronómica que tive (diria que) nos últimos anos. A Maria açoriana falou-nos maravilhas da "Tasquinha Vieira". Eu fui ao Tripadvisor e a avaliação do restaurante é de 5 (em 5!), entre 239 comentários. Não é o restaurante mais barato do mundo (o menu é muito reduzido e os pratos custam à volta de 18€) mas vale cada cêntimo. Comi o melhor espadarte da minha vida, com arroz cremoso de tomate. Provei a carne de vaca que também estava divinal. A sobremesa de chocolate, não sendo soberba ao nível do prato principal, era também muito boa. Foi assim uma experiência gastronómica dos deuses, que eu recomendo muitíssimo a quem tenha oportunidade.



Oh fim-de-semana maravilhoso!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A nossa aventura pelo Nepal - parte 1 (Changu e Bhaktapur)

O mês de outubro é o melhor mês do ano para visitar o Nepal em termos de passeios na montanha porque é quando já passou a época de chuvas mas ainda não está muito frio (para ver animais na selva a primavera é melhor porque nesta época pós monções a vegetação está muito alta pelo que podemos ter animais a metros de nós e não conseguir vê-los).
Comprámos as viagens de avião em meados de julho, e fomos pela Emirates. Tinha grandes expetativas em relação a viajar nesta companhia mas honestamente não achei melhor que a Iberia, com a qual fomos ao Nepal (até gostei mais do entretenimento da Iberia, na verdade), nem mais espaçosa que um avião "comum" (estou a falar da classe económica, pois claro). Viajámos até ao Dubai (um voo de aproximadamente 8 horas) e depois de quatro horas no aeroporto fizemos mais 5 horas de voo (num avião com zero entretenimento) até Kathmandu.
Contratámos um taxi no aeroporto (a metade do preço que o hotel nos oferecia o mesmo serviço) e lá chegámos ao nosso hotel The Doors.
Pelas fotos parecia um hotel simpático e aceitável, e para os padrões nepaleses não era mau (e a localização era muito boa). Foi quando entrei na casa de banho que tive o primeiro choque de realidade: olhei para a sanita e a água estava amarela. Pensei "Que nojo, não puxaram a água!". Pois que carreguei no autoclismo e...a água que saiu era amarela. Digamos que aquela vontade enorme de tomar um duche depois de um dia inteiro entre aviões passou para um décimo (mas de boca bem fechada - como aliás nos tinha recomendado o médico na consulta do viajante - lá se tomou). E esta situação da água amarela não voltou a acontecer nos outros sítios onde estivemos, na verdade.
Fomos jantar a um restaurante perto da zona do hotel (pedi noodles com legumes, não me apetecia arriscar muito) e deitámo-nos para um sono muito pouco tranquilo. Dormir no Nepal (a não ser que estejamos a meio da montanha) não é tarefa propriamente fácil. Os quartos davam diretamente para a rua e ouvimos um pouco de tudo: música depois das 22h, animais a ganir durante a noite e a partir das 6h da manhã...muitas buzinas de carros (hei-de falar-vos do trânsito no Nepal...). Uma alegria!
No nosso primeiro dia inteiro em Kathmandu visitámos Changu e Bakthapur, ambas localizadas no vale de Kathmandu (mas fora do centro). Chandu fica a 20km de Kathmandu e a entrada no complexo custa à volta de 2€ por pessoa.



Uma das milhares de divindidades hindus: Shiva.


A maioria dos templos está quase sempre fechada. O templo hindu de Changu (acima) abre uma vez por ano. Como as pessoas deixam oferendas para os deuses quando lá entram (comida, basicamente) e, vá-se lá perceber porquê, os deuses não a comem, vimos alguns ratinhos à entrada do templo (que devem fazer banquetes com a comidinha dos deuses, os ladrões desavergonhados).


De Chandu seguimos para a cidade de Bakthapur, a 14km de Kathmandu, que é um museu a céu aberto, cheia de templos lindíssimos (apesar de haver muitos danificados e muitos em reconstrução, devido ao terramoto de 2015, que matou 10.000 pessoas e causou muita destruição no Nepal). A entrada no complexo custa à volta de 11€ por pessoa.


Não sei se conseguem perceber, mas a imagem acima é parte de um templo hindu e tem posições do Kama Sutra. Como os casamentos aconteciam em idades (mesmo) muito precoces, a ideia era as crianças (raparigas) que casavam aprenderem, através das imagens, como é que seria a vida sexual do casal (?!).


Muitas peças de barro, à venda por toda a parte.


As estacas de madeira são consequência do terramoto e visam dar algum suporte aos edifícios.





A bandeira do Nepal.

Fizemos este passeio com uma agência recomendada por uma conhecida minha, que esteve no Nepal este ano e fez amizade com o gerente. Mandei email ao senhor a saber de preços mas, tal como a demais oferta que encontrei por essa internet fora, a oferta que nos fizeram não cabia dentro do orçamento que tínhamos planeado: 100 dólares por pessoa para um passeio de um dia (eles têm o hábito de negociar em dólares com os turistas). Ora, eu achava que ia pagar uma pequena fortuna pela viagem de avião (que pagámos, foram 870€ por pessoa) mas que tudo o resto nos custaria o preço da chuva. Mas em relação a passeios organizados esqueçam lá isso, porque não vai acontecer.
Depois de ter perdido a vergonha e ter perguntado ao senhor se não tinha nada de preço mais modesto para nos oferecer porque aquilo excedia o nosso budget, lá passou a coisa para metade (com a justificação que o montante associado ao guia e ao motorista poderia ser dividida por nós dois) e lá fomos nós. O guia era um fofinho mas, tal como muita gente no Nepal, apesar de saber falar inglês, a pronúncia era tão mazinha que só percebíamos metade do que ele dizia. O que foi bastante frustrante quando estávamos a pagar por ele e estávamos mesmo interessados em aprender. 
Foi o nosso primeiro dia completo no Nepal, e foi mesmo bom. Recomendo imenso este passeio a quem vá a Kathmandu.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Estou de volta


Estou de volta a Portugal desde sábado, e ao trabalho a partir de hoje. E se não me importava de só voltar ao trabalho lá para novembro, o mesmo já não posso dizer de Portugal e da minha casa.
A viagem ao Nepal foi espetacular, tivemos experiências absolutamente brutais que nunca vou esquecer mas confesso que nos últimos dias já estava com saudades de casa. Nunca tinha estado duas semanas fora de Portugal em férias e há coisas que, por mais espetacular que seja a experiência (que foi, mesmo) vão começando a fazer falta. Cansa ter que estar sempre a tirar e pôr coisas na mala, cansa estar sempre de malas atrás, cansa andar a comer comida que não se gosta (a comida no Nepal é muito condimentada e, pior ainda, muito picante, que é coisa que eu o-d-e-i-o, mesmo quando pedes encarecidamente por "no spicy, no chilli, no pepper" e eles dizem que sim muito prontamente) e ter que pensar em tudo o que se mete à boca, não vamos ser brindados com uma bela de uma diarreia. A parte interessante da experiência, a nível de alimentação, foi perceber que cada vez passo melhor sem carne  e até sem peixe. O que eu senti mesmo falta foi de comer alimentos saudáveis e saborosos.
Entretanto a minha vontade de destralhar vai de vento em popa e nos meus dois últimos dias de férias fiquei por casa, não a descansar (que eu sou pessoa com pouca aptidão para ficar quieta) mas a encher sacos de lixo e de coisas para dar, sem dó nem piedade (e tão libertador e viciante que isto é). Emprestaram-me o livro "Arrume a sua casa, arrume a sua vida" de Marie Kondo, uma especialista japonesa em arrumação, que tem uma perspetiva muito interessante e prática da arrumação. Li o livro durante a viagem de avião e, se antes de o ler já estava com muita vontade de dar uma volta lá a casa, depois de lê-lo (e apesar de não tencionar aplicar tudo o que é sugerido pela autora) essa vontade quadriplicou. 
Voltei desta viagem com a sensação que, apesar de algumas partidas a nível de saúde, aproveitámos a experiência ao máximo e riscámos o Nepal da nossa lista, porque ficou tudo feito. Ao contrário de outras viagens (Peru, por exemplo), não sinto que tenha ficado algo por ver ou fazer.  
Não há viagens planeadas num horizonte próximo (quer dizer, vou passar o fim-de-semana aos Açores, mas não é em modo turismo) mas também não há tristezas em relação a isso. Talvez porque esta última tenha sido tão assoberbante que preciso de algum tempo para digeri-la e "arrumá-la" na memória.
Estou de volta, mas estou feliz.

sábado, 29 de setembro de 2018

É hoje! É hoje! É hoje!!!


Está tudo pronto, tudo tratado e daqui a nada saímos de casa rumo ao aeroporto para duas semanas no Nepal. Vamos por nossa conta, só os dois, o que me deixa (ainda mais) ansiosa mas vai correr tudo bem. E o que não correr também se há-de resolver. 
Nas próximas duas semanas este blogue vai andar (ainda mais) ao abandono. Se quiserem saber notícias minhas, andarei por aqui se e quando conseguir.
Até ao meu regresso, pessoas!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Fim-de-semana

O fim-de-semana foi passado em família, em Braga.
No sábado fomos conhecer um restaurante com ótimas críticas: o Tábuas, Copos & Outras cenas. O restaurante funciona à base de petiscos para partilhar, e todos os que provámos estavam deliciosos.
Depois disso fomos ao Museu dos Biscainhos, que tem uns jardins muito bonitos.



E também houve passeio pelo Bom Jesus. Apanhámos o funicular (custa 2€ ida e volta, ou 1,20€ só uma viagem) e fomos aproveitar o dia lindo (e quente!) que estava.


Outro momento alto do fim-de-semana (mas que não teve direito a fotografia) foi a visita que fizemos ao mercado municipal para comprar figos. Tanto eu como o senhor namorado adoramos figos, e este ano é uma raridade encontrá-los à venda em Lisboa. Portanto comprar 1 kg de figos (quando havia uma oferta gigante) por 1,5€, quando na mesma semana, em Lisboa, tinha comprado uma amostra a 8,5/kg, foi o verdadeiro delírio.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Planear tudo ou deixar andar

Imagem daqui.

Uma das características de personalidade mais vincadas que tenho (e que ando a tentar amenizar) é ser uma control freak. Sinto uma necessidade enorme de ter tudo planeado, não gosto de mudanças de planos à última da hora e quando não corre tudo como previsto, dependendo do assunto, lá se apodera de mim um sentimento de frustração.
Em termos de viagens, confesso que normalmente quem trata da parte mais chata (seguros, vistos, transportes de um lado para outro, e outras burocracias) é o senhor namorado, enquanto eu me vou deslumbrando com imagens e anotando os nomes de tudo o que quero ver (e depois lá vem a voz da razão - aka senhor namorado - trazer-me de volta à Terra e dizer o que é que é viável em termos financeiros e geográficos). Mas desta vez o senhor namorado anda com menos tempo que o costume e - verdade seja dita - também mais preguiçoso, pelo que a ansiosa crónica que habita em mim decidiu tomar as rédeas da situação e tratar, inclusive, da parte chata.
No meio disto tudo, e como na nossa próxima viagem, para o Nepal, vamos por nossa conta, diz-nos a nossa experiência (nomeadamente no Peru) que comprar passeios específicos no próprio país, a agências locais, sai mais barato do que comprá-las previamente online. Mas e como é que fica a control freak que há em mim no meio disto tudo? Pois.
Já reservámos (e pagámos o sinal) do trekking de 4 dias que vamos fazer nos Himalaias (porque é um programa que faço mesmo muita questão de fazer e recuso-me a suportar os 1% que seja de probabilidade de chegar ao Nepal e me dizerem que já não há disponibilidade de fazer o passeio que queremos, na data específica que queremos). 
Já os passeios restantes, e por muito que me esteja a custar (oh se está!), vamos esperar para marcar lá. Porque num país que é suposto ser super barato (com hotéis medianos com diárias de 20€) estar a comprar passeios de um dia a quase 50€ ou até mais não faz sentido, e com certeza conseguiremos mais barato se comprarmos só quando lá chegarmos (fazê-los por nossa conta não é opção porque ao que parece Kathmandu é absolutamente caótico e Chitwan - o parque onde vamos fazer o safari - tem animais selvagens à solta, pelo que também é capaz de não ser boa ideia irmos sozinhos). 
E se não houver o passeio x, haverá o passeio y ou o z. Fechados nos hotéis não haveremos de ficar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Fim-de-semana

Não era suposto termos passado o fim-de-semana em Lisboa mas na quarta-feira passada recebemos um email da administração do condomínio do nosso prédio a avisar que iam limpar as chaminés no sábado e precisavam de acesso às frações e lá decidimos ficar (de vez em quando aparecem-nos baratas na cozinha - não fazemos ideia de onde nem o porquê - e tivemos esperança que esta limpeza estivesse relacionada com esse assunto e possa ajudar a resolver o problema). Mas receber este tipo de aviso com dois dias de antecedência, mostrando uma enorme falta de consideração do tempo e vida alheia é coisa que me tira do sério.
Mas lá ficámos nós por Lisboa e no sábado, depois de termos o assunto da chaminé tratado, fomos lanchar a um lugar que ainda não conhecíamos - o Zenith Lisboa - e dar um passeio pela zona.






































Dividimos uma panqueca com nutella (muito saborosa e bem servida - eram duas, na verdade) e eu bebi um latte com leite de amêndoa que estava também muito bom. O espaço é muito giro. Já o preço não é super barato mas já se sabe que estes sítios da moda - ainda para mais em Lisboa - normalmente pagam-se bem.
Depois disso passeámos pelo Torel.






































De ontem não tenho fotos mas decidimos ir à praia e foi só o melhor dia de praia que fiz este ano em Portugal continental, tanto que consegui molhar-me da cabeça aos pés e nadar (isto é coisa muito rara de acontecer comigo, acreditem). Se tiver sido a nossa despedida do verão em modo praia, foi uma despedida maravilhosa.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Da grande viagem que se aproxima

Imagem daqui.

E, aos poucos, a nossa viagem que parecia tão distante está tão perto de acontecer. Daqui a pouco mais de duas semanas vamos para o Nepal (oh meu deus!). É a primeira vez que vamos para tão longe com tudo organizado por nós, e tenho que confessar que se me dá gozo planear passeios, hotéis e afins, também tenho algum receio de nos estarmos a esquecer de alguma coisa essencial (mas na verdade, quando fomos ao Peru, comprámos uma viagem organizada e não foi por isso que o casal que ia connosco não teve problemas).
Diz que não é preciso tratar do visto antecipadamente (nem para o Nepal, nem para o Dubai, onde vamos ficar também uma noite) - que se trata à chegada ao aeroporto - mas de resto o essencial parece-me estar todo tratado:
- Viagens de avião compradas (tanto as internacionais como voos internos que vamos apanhar para fugir ao trânsito maluco de Kathmandu - e eu confesso que na hora de me meter dentro daqueles aviões sujeitos a condições de segurança bem menos rígidas que as europeias me vou roer de medo);
- Hotéis todos marcados
- Roteiro feito (inspirámo-nos em roteiros de viagens organizadas e fizemos um mix que me parece só perfeito)
- Consulta do viajante feita (e a vacina mais importante está tomada)
- Trekking na montanha de 4 dias reservado (pequena pausa para dancinha da felicidade antes de continuarmos)
- Fotografias para os vistos tiradas
- Guia de viagem comprado
- Seguro de viagem comprado
O que está a faltar:
- Ir à farmácia com a receita da consulta do viajante abastecer do "kit de emergência" (repelentes, analgésicos e afins).
E, chegando ao Nepal, a nossa ideia é ir às agências locais reservar dois ou três passeios em Kathmandu (que dizem que aquilo é absolutamente caótico para uma pessoa se organizar sozinha) e comprar também um pacote para  nosso safari. 
Penso que não me estou a esquecer de nada de importante mas, pessoas viajadas que estão desse lado, se acharem que nos está a escapar alguma coisa, façam o favor de dizer de vossa justiça, que a vossa Gelatina agradece.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Mais um objetivo riscado da lista


De tudo aquilo a que me propus nos últimos tempos introduzir na minha vida - alguns pequenos (grandes) passos que há muito queria começar mas por um motivo ou outro (normalmente preguiça ou medo do desconhecido) andava a adiar, já só estou em falta com um, que é começar a fazer yoga (e no entanto tenho a perfeita noção que, sendo eu a ansiedade em pessoa, só me ia fazer bem).
Já faço Pilates, já faço terapia com uma psicóloga, já faço voluntariado, já mudei de trabalho para um que é mil vezes mais a minha cara e agora juntei mais um à lista: já faço treino acompanhado com um personal trainer, uma vez por semana. E não é com maior frequência porque, com muita pena minha, não sou rica, porque senão não fazia mais um treino sozinha na vida.
Ainda estou muito no início mas já posso dizer que, para quem se preocupa em fazer bem os exercícios, em variar e em criar novos estímulos para o corpo, treinar com a orientação de um profissional é do melhor que há. 
Depois de uma primeira sessão bastante acessível, ontem fiz um treino completamente fora da minha zona de conforto, onde basicamente trabalhei tudo o que não gosto (membros superiores e cardio bastante "agressivo"), e posso dizer que não sentia aquela exaustão, aquela sensação de estar a um triz de cair para o lado (literalmente) ou vomitar de tanto esforço (perdoem-me o discurso tão gráfico mas é mesmo verdade) desde que fui "obrigada" a um pseudo sprint no final de uma meia maratona, há mais de dois anos.
É mesmo verdade que o treino acompanhado, na grande maioria das vezes, obriga-nos a um esforço bem maior do que aquele que faríamos sozinhos. Porque, convenhamos, ninguém gosta de sofrer, e se não tivermos um "polícia" em cima acabamos por estabelecer limites bem menos ambiciosos, ou a, mesmo que inconscientemente, dar bem menos do que o nosso máximo. 
Isto tudo para dizer que risquei mais um item da lista de novas atividades a inserir na minha vida, e apesar de hoje parecer que me passou um camião em cima, estou mesmo muito satisfeita por ter dado este passo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Fim-de-semana

Mais um fim-de-semana de verão tão bom que se passou.
Os planos de sábado passavam por uma ida à praia, mas entretanto tivemos um convite de uns amigos queridos para passar o domingo em casa deles e acabámos por decidir ficar por Lisboa no sábado a para tratar de (mais) umas mudanças lá por casa. 
Enquanto isso, aproveitámos também para conhecer um novo restaurante. O senhor namorado adora comida brasileira (e rodízio então nem se fala) e eu não sou a maior fã de rodízios em que as opções são carne e mais carne, pelo que quando descobri um brasileiro todo catita no The Fork com mais opções para além de carne e ainda por cima com desconto, decidi fazer o gostinho ao meu amor e fomos conhecer o Bossa. O espaço está bem decorado e os funcionários são simpáticos.





































 Eu pedi bobó de camarão com arroz de cajú. Acho que nunca tinha comido este prato, e nem sei bem dizer o que é que levava o molho, mas gostei muito.

O senhor namorado pediu a bela da picanha, que estava muito boa também (embora salgadita).






































Para sobremesa partilhámos uma tapioca de morango com brigadeiro que (apesar de os brigadeiros serem um pouco rijos) estava muito boa, principalmente o creme de avelã e o gelado, uma delícia!
Já ontem fomos conhecer a casa dos amigos queridos que fizemos no Peru e passámos uma bela tarde no jardim entre muita comida e conversa boa.