domingo, 22 de setembro de 2019

Diário de uma mãe de primeira viagem #1 - Nasceu o meu Gustavo

Para quem não me segue no Instagram e ainda não sabia: pois é, para acabar em beleza uma gravidez que correu às mil maravilhas, o meu filhote decidiu chegar uns dias antes de completarmos 40 semanas, para poupar a sua mãe à ansiedade dos últimos dias.
Escrevi o último relato da gravidez na terça feira antes de ele nascer. A chegada às 39 semanas, na quinta-feira, veio acompanhada de um nervoso miudinho. Andava a maior parte do dia em casa entre tarefas domésticas e descanso, saía às horas de menos calor para uma caminhada leve e pouco mais. Já tinha receio de conduzir ou estar sozinha fora de casa, não fossem rebentar-me as águas.
Na sexta-feira, e porque já estava farta de estar sozinha em casa, ainda fui ao ginásio com o senhor namorado ao final do dia. Fui caminhar para a passadeira e fazer uns alongamentos. Mal sabia eu que dali a meio dia já teria o meu filho nos braços.
Chegámos  a casa do ginásio ao início da noite. Não nos apeteceu cozinhar. Comemos cereais. Pensei que mais valia adiantar-me e pintar o cabelo, não fosse a criança chegar entretanto e não convinha deixar uma tarefa dessas para fazer com um recém nascido. Assim fiz.
Eram 23h30 quando me fui deitar. O senhor namorado chegou à cama às 00h30. Dali a 15 minutos - às 00h45 - eu acordei com uma contração. Fui à casa de banho e em menos de 15 minutos senti outra. Fui sentido contrações, algumas mais fortes que outras, com intervalos curtos, bem mais curtos do que aqueles que eu imaginava que aconteceria de acordo com a teoria do curso de preparação para o parto (em que falavam em contrações espaçadas por horas de distância ao início). Cheguei a senti-las com 5 minutos de intervalo (que é quando recomendam dirigirmo-nos à maternidade).  Mandei o homem preparar a mochila dele (já o tinha avisado mil vezes para não deixar para o dia D mas guess what?, foi mesmo naquele momento que ele a fez) e 1h30m depois da primeira contração, estávamos a sair de casa. Chegámos à maternidade eram quase 3h e dirigimo-nos às urgências. As contrações continuavam pouco espaçadas e já dolorosas. Puseram-me a fazer CTG durante uma meia hora, finda a qual confirmaram que eu estava em trabalho de parto e já não ia sair dali. Ligaram à minha médica e levaram-me para a sala de partos (mais uma vez, estudei toda uma teoria de posições e duches quentes e afins para fazer durante as horas antes de ir para a sala de parto e - esquece lá isso tudo que vamos já para a sala de partos...tanto melhor).



Perguntaram-me se queria epidural, ao que eu respondi "Eu querer quero, mas tenho uma tatuagem nas costas, não sei se poderão fazê-lo" (perguntei tantas vezes a profissionais diferentes e nunca nenhum me deu certeza se poderia ou não). Chamaram as anestesistas que logo me disseram que tinham espaço de sobra para aplicar a epidural sem fazê-lo na tatuagem. Que alívio que foi ouvir aquilo. Pois mal sabia eu que o meu problema seria outro. Ao que consta eu tenho as vértebras muito encaixadinhas umas nas outras, sobrando muito pouco espaço para enfiar uma agulha. Isso aliado à minha pouca flexibilidade para me inclinar e facilitar o trabalho das senhoras (quem diria, toda uma preparação física e fui lixada por não ter flexibilidade! oh vida!) fez com que fizessem inúmeras tentativas, durante 1 hora (durante a qual as contrações não paravam e eram cada vez mais dolorosas). Ao final desse tempo disseram-me que achavam que tinham, finalmente, conseguido. Pois que três contrações depois estava tudo igual. Eu comecei a tentar mentalizar-me que ia ter que sofrer até ao fim, quando elas decidiram chamar outro colega para tentar mais uma vez (ao que parece eu fui mesmo caso de estudo. a pobre médica estava com um ar quase tão desesperado quanto eu). Confesso que por aquela altura já não acreditava que alguém fosse conseguir tirar-me as dores, mas aquele santo milagreiro conseguiu...em menos de 5 minutos. Depois de a outra me ter picado vezes sem fim durante 1 hora. Como que por milagre, as dores desapareceram por completo. Fiquei tão incrédula, a sentir-me quase no céu depois daquelas horas em sofrimento (nunca foi nada de insuportável, mas era já muito doloroso). 
Entre o processo de aplica-não aplica epidural rebentou-se-me a bolsa. A minha médica observou-me  entre epidurais e disse-me que eu estava a dilatar muito bem. Por volta das 6h tinha a dilatação completa e começou a mandar-me fazer força quando sentisse contrações. Mas...quais contrações? Com a epidural eu nem sabia quando é que estava a tê-las.
Lá fui dando o meu melhor e por volta das 7h e pouco entraram os profissionais todos na sala de parto (obstetra, anestesista, pediatra e sei lá eu mais quem) e às 7h57m de sábado, dia 14 de setembro de 2019, ouvimos o choro do nosso bebé. Do nosso bebé saudável e perfeitinho que me foi colocado no peito ainda nuzinho. Que emoção! 
Apercebi-me, quando olhei para a cabecinha dele, que tinham usado ventosa (mas dali a 1 hora ou pouco mais já não se via nada). Dali a nada levaram-no (acompanhado pelo pai) para fazer uma catrefada de avaliações e voltaram a pô-lo em cima de mim, já coberto por uma mantinha e com um gorro. Não vou mentir: o facto de a médica continuar a "chafurdar-me" e a finalizar o trabalho de parto (vou-vos poupar os pormenores) não me permitiu desfrutar a 100% daquele momento enquanto ela não acabou. Até que finalmente éramos só nós três, e aí sim... ficou tudo perfeito. O nosso coração estava preenchido, a nossa família estava completa, com o nosso Gustavo ali no meio de nós.

24 comentários:

  1. Muitos parabéns pelo Gustavo! Muita felicidade! bjs

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  2. Olá Gelatina. Costumo passar por cá, sobretudo para acompanhar os relatos de viagem e fui acompanhando também o desenrolar da gravidez. Nunca calhou comentar, mas hoje não quero deixar passar o momento. O nascimento de um filho é mesmo uma coisa maravilhosa! Parabéns e que a vida vos sorria sempre. Felicidades para os três :)

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  3. Muitos parabéns! Ainda bem que correu tudo bem :) Que sejam muito felizes!

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  4. Que bom que correu tudo tão bem e (parece-me) tão rápido! Que agora a recuperação seja rápida e que continue a correr tudo bem com vocês. Muita saúde e muita felicidade para os 3.
    Beijinhos da M.

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  5. Um bebé deixa-nos (sempre) sem palavras perante tamanho milagre e tanto Amor. <3 <3 <3 <3

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  6. Parabéns e felicidades! Que bebé tão bonito.

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  7. Muitas felicidades :) Que corra tudo bem de agora em diante!

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  8. Muitos parabéns pelo Gustavo. É um lindo bebé. Espero que continue tudo a correr às mil maravilhas e que os próximos tempos sejam repletos de muitas alegrias e conquistas. Beijinho

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  9. Que continuem muito felizes. Muita saúde e sorte <3

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  10. Muitas felicidades e muita saúde! <3 Bem-vindo, Gustavo! ***

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  11. Tão bom...muito parabéns!! Acho que não há sensação melhor (apesar do que as mãe sofrem) do que a chegada de um filho ao mundo.
    Da minha segunda filha tive uma descarga de adrenalina depois do parto, foi surreal o meu marido a falar do Benfica com as enfermeiras/auxiliares e eu na sessão de "ponto cruz" com enfermeiras a tentar tirar sangue (sem sucesso depois de eu parecer um passador de tanta picada)para a criopreservação e eu a tremer descontroladamente sem conseguir parar, nunca me vou esquecer desse momento, agora dá-me vontade de rir mas na altura foi alucinante!! Bjs e muitas felicidades para o "Piqueno" e família.

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  12. Muitos, muitos parabéns e tudo a correr bem nesta nova fase =)

    Beijocas

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