quarta-feira, 16 de março de 2016

Crónicas de uma mudança anunciada #5


Passei por uma fase em que via a minha mudança de forma muito negra. Só conseguia pensar naquilo que ia deixar para trás, em tudo o que nunca mais ia (ou nunca mais vai) ser como antes, e em como vai ser chegar a um lugar onde vou ter que estar oito horas por dia a trabalhar longe do pessoal (e do ambiente) espetacular que tenho aqui, em Lisboa. Em cima de tudo isto (ou também por tudo isto) cheguei a questionar aspetos que tinha como adquiridos na minha vida (foi, sem dúvida, a parte que mais custou).
A meio do mês de fevereiro, arranjei coragem sabe deus onde para fazer uma coisa que tinha que ser feita há muito tempo, que me deixou ainda mais de rastos nos dias que se seguiram (e que, como já disse antes, não posso desenvolver aqui porque implicaria magoar pessoas de quem gosto muito) mas que, aos poucos, foi a responsável por eu recuperar o ânimo e voltar a sentir-me em paz comigo própria e com as minhas decisões.
Neste momento, apesar de estar naquela que é suposto ser uma das fases mais difíceis da minha mudança (faltam duas semanas para nos mudarmos) e de ter mil e umas coisas (chatas, muito chatas) para tratar, sinto-me serena e, mais importante, focada nos aspetos positivos da mudança. 
Tenho uma casa com o dobro do tamanho que a minha atual para decorar (e que vai ficar linda), tenho uma cidade inteira por descobrir, e no meio disto tudo ainda tenho amizades no Porto (poucas mas muito boas) que vão tornar tudo isto mais fácil
Tenho uma nova vida pela frente, e sinto-me finalmente preparada para vivê-la.

terça-feira, 15 de março de 2016

Se eu não estivesse para mudar de casa...

Retirando a peça que fui trocar por altura do meu aniversário, não compro roupa há mais de dois meses (mas a minha veia consumista era capaz de jurar que já foi há uma vida). Com a mudança de casa mesmo aí (e todos os gastos associados) e a marcação das férias de verão (que implicou comprar uma viagem para a Madeira e outra para a Rússia) e, convenhamos, o facto de o meu tempo livre não abundar nos últimos tempos, tenho tido as condições ideais para resistir às tentações.
Mas de vez em quando lá bate uma curiosidade e uma pessoa cai no erro de ir cuscar as lojas mais "perigosas" (aka Mango), que lhe arrancam uns quantos suspiros...






Falta muito para receber o reembolso do IRS? Ou o subsídio de férias?

segunda-feira, 14 de março de 2016

Crónicas de uma mudança anunciada #4

Foi um fim-de-semana em cheio, o que passou. Fomos dormir a Braga na sexta-feira, passámos o sábado no Porto e regressámos ao final da tarde para Lisboa, porque eu tinha uma corrida combinada para o domingo de manhã.
Não é nada fácil procurar um apartamento para morar numa cidade que fica a 300 quilómetros daquela onde vivemos. As ofertas mesmo boas são muito escassas, desaparecem do dia para a noite (literalmente), e nós vamos vendo as melhores oportunidades desaparecem, porque não estávamos disponíveis para ir fazer a visita a meio da semana.
Houve dois casos em especial que nos frustraram muito: uma visita que agendámos na quinta-feira de um apartamento espetacular cuja agente na sexta-feira tratou de nos mandar sms a dizer que afinal tinha acabado de arrendá-lo, e outro que adorámos também, para o qual eu tinha ligado no início da semana e me tinham dito para ligar na sexta para agendar a visita para sábado: pois que passei a sexta-feira a telefonar e nada de me atenderem.  E foi assim que ficámos sem as visitas dos dois apartamentos que mais características reuniam para nos fazer felizes.
Demos por nós no sábado com apenas quatro visitas marcadas, e nem uma a um apartamento que reunisse todas as condições que queríamos. Mas já que ali estávamos, lá fomos ver o que havia.
Começámos por ver um T3 e um T4 na Maia. Absolutamente espetaculares, novos e enormes (o T4 tem 3 vezes o tamanho do nosso apartamento atual).Em 30 minutos de metro estaríamos no centro do Porto mas a zona à volta dos prédios era muito rural, demasiado para mim. Eu sou menina de confusão e movimento, e ali sentia-me na aldeia (não estou a criticar, atenção, sou mesmo eu que não me dou em lugares demasiado calmos. e acredito que a Maia não seja toda assim, mas aquela zona era). Até vacas a pastar no campo tinha. Eu não aguentaria tanta paz.


O terceiro apartamento que vimos foi o único que fica no Porto, a 10 minutos a pé do nosso trabalho. O apartamento, que ainda está habitado por três estudantes, estava um autêntico nojo, e eles não pareceram minimamente incomodados por nos estar a abrir as portas com ele naquele estado. Adiante: era moderno e grandinho, mas tinha problemas de humidade, e o senhorio não nos pareceu ser uma pessoa séria (cheira-nos que mal soubesse qual é a nossa profissão, quem não nos queria como inquilinos era ele).
Acabámos a tarde em Gaia, num apartamento que fica perto da Ponte da Arrábida (o extremo oposto em relação aos da Maia), com o dobro do espaço do apartamento em que estamos neste momento, mas que consegue ter uma renda inferior em 50€. Não tem garagem como queríamos, não dá para ir a pé para o trabalho (mas à partida também não demoraremos mais de meia hora a lá chegar, segundo o que averiguámos), mas está renovado, tem varanda, é grande, é T3 como queríamos, tem duas janelas com vista para parte da zona ribeirinha (olhem só o luxo) e tem pelo menos dois ginásios a menos de 1 km de distância (alegria!).
Não foi por amor à primeira vista que o escolhemos (confesso que a minha veia romântica, que já foi bem maior, tinha uma réstia de esperança que a coisa se passasse assim). Mas foi mesmo por falta de opções (e por estarmos cheios de medo que alguém decidisse antes de nós ficar com ele). Mas acredito que tem muitaopotencial para fazer de nós pessoas felizes enquanto lá vivermos. Pelo que já demos o nosso "sim", e já recebemos um "sim" de volta. Só fica a faltar formalizar a coisa.

[E já agora, falta também o chefe no trabalho nos dar os 2% de certeza que faltam de que podemos mesmo ir embora no fim do mês. É ou não é uma animação esta minha vida?]

domingo, 13 de março de 2016

Derrubar barreiras (ou das minhocas que insistimos em deixar habitar a nossa cabeça)


Eu estava convencidíssima que, enquanto corredora, tinha nascido para ser tartaruga e que nada faria mudar isso, quer corresse 5, 10 ou 21 quilómetros. Convenci-me de que a minha "cena" na corrida são as longas distâncias e que velocidade não é para mim. 
Há muitos meses que eu não fazia uma corrida oficial com distância abaixo dos 20 km (e os meus treinos também costumam ser sempre acima dos 10 km), mas tenho um carinho especial pela corrida solidária da APAV e, ainda por cima, sendo estas as minhas últimas oportunidades para correr em Lisboa sem ter que percorrer 300 km de comboio para cá vir (e mais 300 para regressar) decidi inscrever-me. E, apesar do dia lindo que estava (e que, para não variar, me valeu uma valente dor de cabeça nas horas que se seguiram à corrida) meti na cabeça que ia dar o meu máximo e provar a mim própria que também sei ser rápida quando quero. E fui. Rápida como nunca tinha sido antes, e sem ter estado nunca em grande sofrimento (e acabei a corrida com menos 2 minutos do que no ano passado). 
Está muito longe (a anos-luz, diria eu) de ser um tempo maravilhoso, mas para mim foi um recorde de velocidade (5:17 min/km), e só por isso já valeu a pena ter madrugado para ir correr. Porque provei a mim própria que afinal também sei ser rápida.


(Por isso e pelos pastéis de Belém no fim, vá.)

sexta-feira, 11 de março de 2016

És pouco vaidosa, és... #2





Vaidades dos últimos tempos. Raramente uso calças durante a semana, o que eu gosto mesmo é de saias e vestidos (não se nota nada, pois não?).

quinta-feira, 10 de março de 2016

Lisboa, Lisboa...




Para mim, não há lugar mais bonito que este em Lisboa, nem altura do dia mais bonita que esta para apreciá-lo.
Já voltou a ser dia quando saio do trabalho, e ontem (depois e ter sido informada há poucos dias que tenho uma Meia Maratona para correr no dia 20) achei que devia retomar os treinos. Apesar de cinzenta e fria, Lisboa estava linda. Tão linda que fiz 15 km sem grande esforço (ok, o frio também foi uma grande ajuda).


[As saudades (monstras) que eu vou ter destas vistas...]

quarta-feira, 9 de março de 2016

Crónicas de uma mudança anunciada #3


Chegado o mês de março, retomámos a nossa procura por um humilde lar para nos albergar no Porto. E, meus amigos, tenho a dizer-vos que a coisa não está fácil. Se é lindo de morrer, com um preço aceitável e no centro da cidade... é porque fica num rés-do-chão. Se é gigantesco, novo e com um preço aceitável...é porque fica a 20 km do trabalho. Se tem bom aspeto, é grande e fica no centro da cidade... custa um balúrdio. E por aí adiante.
Já contactámos alguns apartamentos e vamos passar o próximo sábado a fazer visitas (isto de só conseguir fazer visitas ao sábado, porque estamos a trabalhar em Lisboa, também não nos facilita propriamente a vida) , mas até agora nenhum deles tem todas as condições que queríamos, o que nos levou a ser mais flexíveis. Estamos dispostos a ficar mais longe do centro do Porto se for para ficar com um apartamento que valha meeesmo a pena (desde que os acessos para o trabalho sejam bons), mas até isso já tenho receio de não encontrar. Era tão, tão bom que resolvêssemos o assunto já no próximo sábado!

terça-feira, 8 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - parte IV (e última)

No domingo acordámos cedo e rumámos a Niagara Falls, que fica a pouco mais de 100 km de Toronto (tivemos a sorte de ir de carro, portanto fez-se muito bem).

A meio caminho, parámos para abastecer o estômago com um brunch maravilhoso. A primeira reação das duas "marias portuguesas" quando nos disseram que não havia panquecas no menu dos brunchs foi dizer que tudo o que vemos nos filmes é uma fraude (isso e o brunch ser uma refeição entre o pequeno-almoço e o almoço. pelo menos no sítio onde fomos, o brunch é servido entre as 9h e as 11h da manhã), mas a desilusão passou-nos em três tempos, quando vimos que havia crepes para todos os gostos, doces e salgados (e cada um mais saboroso que o outro). Eu partilhei um doce e um salgado, e fiquei alimentada por mais de quatro horas.

As cataratas ficam mesmo na fronteira com o Estado de Nova Iorque, nos EUA, e têm uma parte canadiana e outra americana (a canadiana é mais imponente). As três primeiras fotos são da parte americana. A queda de água estava em estado líquido, mas a parte plana, do rio, estava gelada nesta zona.

Parece mentira, mas neste dia a temperatura máxima que o termómetro do carro marcou foi 18ºC (positivos - esta é a parte estranha). A amplitude térmica no Canadá é enorme (no Inverno chega a -30ºC e no Verão a 40º C) e a temperatura muda drasticamente, literalmente do dia para a noite. Da nossa experiência na 6a feira tivemos temperaturas abaixo dos -10ºC, no sábado estavam poucos graus positivos, no domingo estava um belo dia de primavera, e na 2a feira voltou a cair a pique (na 3a, quando já lá não estávamos, já houve tempestade de neve).


Esta já é a parte canadiana, a mais deslumbrante sem dúvida.

Aqui a vista já é da Skylon Tower que subimos (a subida custa 15 dólares), tem 158 metros e a vista vale muitíssimo a pena (dá-nos uma perspetiva mais abrangente). 

Acho que nunca tinha sentido tanto vento como senti em cima desta ponte. Desisti de tirar fotos com o tablet com a mão fora da proteção porque estava mesmo a ver que ele me ia fugir das mãos, tal era a força do vento. Uma coisa verdadeiramente assustadora.


Depois da visita às cataratas fomos até Niagara on the Lake. Pelo caminho encontrámos esta ultra mini igreja. E Gelatina Maria tentou pedir a deus e todos os santinhos para prolongar aquela viagem tão boa (não resultou).

Passeio por Niagara on the lake.

O piadão que eu achei a este tapete! Tenho que mandar fazer um igual para pôr à entrada de casa =).

E depois de um dia inteiro de passeata, foi tempo de vermos a cerimónia dos óscares em horário nobre (e mesmo assim conseguimos já estar a dormir à hora em que atribuíram os óscares mais importantes).
A segunda-feira serviu para pouco mais do que arrumar a mala e tratar de gastar os últimos dólares. Apanhámos o avião para Frankfurt por volta das 19h do Canadá e chegámos lá eram 8h30 da manhã (hora da Alemanha). Às 11h30 de Portugal estávamos a aterrar em Lisboa (foram nove horas de voo no total).
O melhor da viagem? Ver a minha Maria (está claro), as Niagara Falls e a simpatia dos canadianos (devem ser o povo mais simpático que já conheci, se bem que os nova-iorquinos não ficam nada atrás, deve ser uma característica comum a toda a América do Norte). O pior: só consigo mesmo apontar a viagem em si. E o facto de ter voltado provavelmente com mais 5 kg, porque os doces são tantos e tão bons que não há quem resista.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - parte III

Depois de um primeiro dia dedicado às compras, o sábado foi dedicado a visitar o centro de Toronto. 

Começámos por subir à CN Tower (o preço é de 35 dólares), que tem 553 metros de altura e nos dá uma panorâmica espetacular sobre a cidade.

Esta vista fez-me lembrar imenso Nova Iorque. Com menos glamour, é certo, sem o verde do Central Park, com menos arranha-céus e menos imponentes, mas não deixa de ser semelhante.





Depois de subirmos à torre fomos passear pelas principais ruas de Toronto.

Com paragem no Tim Hortons para almoço (e para provar uma cookie deliciosa de red velvet e cream cheese, e outra também muito boa de chocolate e manteiga de amendoim).

Este é um campus universitário que nos deixou encantadas. Quem nos dera a nós ter estudado num sítio com esta pinta (segundo sodôna Maria, muito ao estilo Hogwarts do Harry Potter)!


Enquanto percorria as principais ruas de Toronto voltei a sentir-me em Nova Iorque (mas não necessariamente nas ruas principais), com duas grandes diferenças: Toronto é muito limpinho e não cheira mal (NY cheira muito a lixo) e tem (ou pelo menos tinha) muito, mas mesmo muito menos gente que NY (e não era pelo frio, porque a temperatura até estava suportável naquele dia). Acho que quem conhece Nova Iorque dificilmente ficará deslumbrado com Toronto (porque acaba por ser uma NY em ponto pequeno e com menos imponência), mas se apreciam esse estilo de cidade vão gostar de Toronto. Eu gostei.

domingo, 6 de março de 2016

Tão, mas tão bom!


Li O quarto de Jack em 2012. Adoro ler, mas tenho um problema de memória ultra curta que faz com que normalmente passado pouco tempo já me tenha esquecido de grande parte do que leio. Com O quarto de Jack isso não aconteceu. Lembro-me perfeitamente da história (inclusive de partes que não passaram no filme), lembro-me de estar a ler a parte com mais suspense da história quando ia no autocarro para o trabalho (eu até podia dizer qual é, já que o próprio trailer do filme trata de divulgar os spoilers todos, mas não me apetece) e de ter continuado a ler quando saí, porque simplesmente não conseguia parar. E lembro-me de estar super nervosa a ler essa parte. Depois de eu ter lido o livro, ele "correu" a minha sala toda, porque depois de mim a minha colega mais próxima também o adorou e "evangelizou" o resto do pessoal.
O facto de me lembrar tão bem do livro fez que com a minha vontade de ver o filme não fosse enorme. Até que ele começou a ser muito falado, e nos entretantos a Brie Larson ganhou o óscar de melhor atriz e eu não resisti.
Contrariamente ao que esperava, e apesar de já conhecer a história, voltei a ficar super nervosa na mesma parte da história, e só não chorei baba e ranho (chorei só lágrimas, para aí umas 5 vezes, sem exagero) porque estava numa sala de cinema. Estivesse eu na solidão do lar e teria sido uma choradeira sem fim.
Gostei de tudo. Aliás, adorei. Mesmo sem o efeito surpresa por já conhecer a história, foi o melhor filme que vi nos últimos tempos. Tão, mas tão bom!

sábado, 5 de março de 2016

Ninguém me leva a sério. Nem mesmo eu própria.

Foto daqui.

Depois do evento ligeiramente traumatizante que foi os 20 km de Cascais, informei os meus colegas que não me metia em provas longas tão cedo, que ia fazer uma pausa na minha (pseudo) carreira de corredora. E desde então (já lá vai um mês), fiel ao meu discurso, só corri uma vez, e foram apenas 12 km.
Pois que estava eu descansada da minha vida quando recebo um email com um link de um convite para me inscrever na Meia Maratona de Lisboa, que é daqui a duas semanas. A minha (ex fiel, atual traidora) companheira de corridas conseguiu arranjar convites e achou boa ideia arrastar-me (espero que não chegue a ser literalmente) com ela. E eu, que sou uma fácil, claro que não sei dizer que não a uma coisa destas.
Lá vou eu ter que retomar os treinos. E lá vou eu fazer a minha terceira meia maratona (5ª prova acima dos 20 km) num espaço de quatro meses. 


[Gostas pouco, gostas]

sexta-feira, 4 de março de 2016

Ah e tal, mal chegue a Portugal entro em modo desintoxicação



Para isso era preciso que as minhas compras se tivessem limitado à Victoria's Secret e ao David's tea. Mas não, decidi que era boa ideia trazer uma imensidão de chocolates (que ando a "despachar" lá no trabalho) e butter tarts (estas recuso-me a partilhar, e quase que festejei secretamente quando o ET do senhor namorado não delirou a comê-las como eu... mais sobra aqui para a lontra de serviço!) que, se não forem a 8ª maravilha do mundo, estão bem lá perto. Deliciosas é muito pouco para descrevê-las.
Não sei se devo festejar ou desatar a chorar por não existir disto por cá. Estou aqui, estou a emigrar para o Canadá.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - Parte II

Depois da viagem da quinta-feira, e com 5 horas de diferença horária em relação a Lisboa, acordei na sexta-feira ainda nem eram 6 horas da manhã (não admira, porque das poucas vezes em que me deito tarde em Portugal mesmo assim raramente consigo acordar depois das 11h). Estava um dia lindo de sol, mas com uma bela temperatura de -11ºC (e um real feel de -18º) e ainda com alguma neve que tinha caído na véspera.


Esta é a vista da janela da casa da Maria, na manhã de sexta.

Com a Maria "canadiana" a ter que trabalhar nesse dia (e ainda para mais com o frio que estava na rua), passámos o dia no centro comercial ao pé do trabalho dela (gigantesco, por sinal). 
É engraçado que num sítio como o Canadá até uma visita ao shopping acaba por ser cultural, porque há tanta coisa diferente, gira e original, que uma pessoa sente-se num mundo à parte. Desde mil e uma marcas de maquilhagem (e a Sephora a parecer quase a Zara no primeiro dia de saldos, mas num dia normal) a lojas de chás com sabores deliciosos e super originais (e aqui a Maria dos chás "só" comprou cinco variedades porque não eram propriamente baratos), à lingerie, cremes e necessaires da Victoria's Secret (que perdição!) a chocolates e doçaria diferentes dos que temos por cá, digo-vos que chegou às 17h da tarde e mal tínhamos dado pelo tempo passar.

Estava a "precisar" tanto de um estojo transparente para a minha maquilhagem que não resisti a este trio mais lindo (ou não fosse eu doida por laços).

Esta foto não é minha, mas é para ficarem com uma noção da quantidade de chás e infusões que existe no David's Tea, que para além da variedade ainda tem uma decoração amorosa (e velas com cheiro delicioso, também não resisti a trazer uma comigo).

Este é um dos pratos que provámos ao almoço. A poutine é um prato tradicional do Canadá feito com batata frita, queijo e um molho à base de carne (bastante light, portanto). Eu nem sou grande fã de batatas fritas, mas aquele molho era delicioso!

E depois de um dia inteiro de compras e como ainda só tínhamos ingerido umas 5000 calorias, a noite acabou com chocolate, chá e as Marias no sofá a ver o filme About time.


(continua...)

quarta-feira, 2 de março de 2016

Férias de Marias no Canadá - parte I

Foram poucos dias, as viagens custaram muito a fazer, mas a estadia foi tão, mas tão boa!
A minha ideia inicial era ir visitar a minha Maria numa época menos fria, mas quando consultei os preços para esta altura (e aliado ao facto de a Maria já estar com intenções de regressar a Portugal) e vimos passagens a menos de 500€ para Toronto, combinei com uma amiga e comprámos a passagem. Este preço era oferecido pela Lufthansa (se não estou em erro, a Tap cobrava o dobro), pelo que lá tivemos que ir fazer a escala a Frankfurt (o que geograficamente faz todo o sentido...not). Portanto foram 3 horas de voo até lá, e mais 8 até Toronto. Saímos de Lisboa às 7 h da manhã, chegámos a Toronto às 17h de lá (22 horas de cá), ou seja, estivemos um dia inteiro a viajar.
Lá chegadas, tínhamos indicação da Maria sobre os autocarros que tínhamos que apanhar para Mississauga (cidade onde ela vive, que fica nos arredores de Toronto). Não foi fácil, porque os autocarros não indicam o destino final (indicam só em que direção vão: norte, sul, este, oeste, e ainda por cima fazem-no apenas com indicação da primeira letra destas direções, ou seja, o autocarro número 1 no sentido este será o "1E"), o que fez com que tivéssemos que parar todos os autocarros número 1 que passavam até o motorista nos responder que aquele parava na estação que queríamos. A vantagem no meio disto tudo é a simpatia de toda a gente, inclusive dos motoristas, que nos ajudaram todos sempre com um sorriso no rosto.
Entrámos no autocarro certo, o motorista disse-nos que tínhamos uns 25 minutos de caminho pela frente, e o que é que as duas Marias decidiram fazer? Conversar, claro, e conversar de tal maneira que deixámos passar a estação em que devíamos sair. E só nos demos conta disso quando o motorista nos chamou e disse "Eu achei que vocês já tinham saído, coisa que já deviam ter feito há muito tempo atrás." Ups! Toca de sair, atravessar a estrada e ir esperar pelo autocarro de regresso. Esperámos para aí meia hora, debaixo de tempetaturas negativas, e com uma Maria nervosa à nossa espera em casa, já quase a telefonar para a polícia.
Ao início da noite lá aterrámos nos braços uma(s) da outra e fomos para casa festejar o aniversário da Maria que fez a viagem comigo (e que teve um dia de aniversário com 29 horas).

Não me lembro do nome do bolo, mas é de-li-ci-o-so. E os brownies não lhe ficavam nada atrás.

terça-feira, 1 de março de 2016

Já de regresso mas ainda em modo zombie


Para já, digo-vos só que adorei a viagem. Quando recuperar as energias volto para vos contar tudo (ou quase tudo, vá).