Os fins-de-semana que se seguem a viagens costumam ser mais caseiros, e este não foi exceção. Tinha imensa coisa para fazer por casa (limpezas e arrumações), para além do que ando cada vez mais empenhada na minha missão de destralhar (e ficar única e exclusivamente com o que gosto e uso mesmo).
Estou cansada de ter tanta roupa. Cansada de nunca saber o que vestir. Cansada de me sentir mal por estar a usar uma peça de roupa que usei há três semanas mas que adoro, quando devia estar a vestir aquela peça que tenho no vestuário não sei bem porquê e a última vez que usei terá sido algures lá para 2015 (mas que, vá-se lá perceber porquê, não consigo desfazer-me dela). Vestir-me não devia ser uma tarefa penosa, não quando eu adoro moda. Mas aos poucos vou conseguir dizer que tenho no meu vestuário só peças de roupa das quais gosto mesmo e que uso efetivamente. Mi aguardem que já esteve mais longe. E quem diz roupa diz tudo o resto que anda cá por casa, mas também havemos de lá chegar. Algures por volta de 2020 (lembram-se quando 2020 era uma data super distante?) mas lá chegaremos. Ou isso ou fartamo-nos nos entretantos e mudamo-nos de vez, finalmente, para uma casa nova e destralhada. Veremos.
Mas avancemos que isto já vai longo. Para além das belas das arrumações, houve uma noite de passagem de ano em casa de amigos queridos, com comida maravilhosa. E o primeiro passeio do ano, só assim para começar o ano mesmo bem, foi dado no meu lugar preferido de Lisboa.
Não vale a pena termos grandes sonhos para o novo ano se não nos mexermos para fazer com que eles aconteçam. E eu, depois de anos de inércia em dois aspetos importantes da minha vida (um a nível profissional, outro relativamente a um desejo pessoal que andava a adiar nem sei bem porquê), já me mexi e fiz o que estava ao meu alcance para concretizá-los. Com isso vem o stress e o medo do desconhecido (entretanto cheguei ao ponto de voltar a ter umas dores musculares antigas, que não tinha há anos, e que nunca percebi bem a explicação para elas, e que já me pus a pensar se as malditas não serão propiciadas pelo stress sem eu sequer me dar conta), mas só assim deixarei para trás a frustração e chegarei onde quero.
Bom ano, pessoas queridas que por aqui passam. Vamos fazer a nossa parte para que ele seja maravilhoso!
















Prenda dos pais (escolhida por mim). Coisa mais linda da sua dona.







San Gimignano
Florença

















